A Polícia Federal faltou com a verdade nos depoimentos de acusados do 8 de janeiro com interpretações próprias

Por que será que os depoimentos das testemunhas do processo do pseudo golpe foram proibidos de serem filmados? Quem assistiu a algum dos vídeos do depoimento do Cid, sabe o motivo. O que consta na transcrição dos depoimentos não corresponde exatamente ao que a testemunha declarou. Há trechos nesses vídeos comprovando que as falas de Cid eram interpretadas e ditadas pelo inquiridor para a escrivã. Ou seja, o documento foi redigido com as palavras e interpretações do inquiridor e não as da testemunha.

Quem já participou de um inquérito ou processo isento, sabe que o procedimento correto não é esse. Normalmente o escrivão procura reproduzir literalmente as falas de cada um e, após o documento impresso, cada participante da oitiva revisa e corrige o que não estiver de acordo com suas próprias falas. Imagine você sob pressão, sendo ameaçado de prisão, incluindo pessoas da família, se teria liberdade para corrigir o ditado pelo próprio juiz que iria julgá-lo?

Hoje, vendo as matérias dos principais veículos de comunicação, sobre o testemunho de Freire Gomes, fica clara a intenção da proibição das filmagens. A imprensa chapa branca está publicando em uníssono: – “Freire Gomes confirma que Bolsonaro fez várias reuniões sobre trama golpista.” – “Moraes perde a paciência com contradições de Freire Gomes.”

Todas essas versões sem contexto, sem descrição dos diálogos, são meras opiniões para sustentar o interesse punitivo da corte. Porém, esses trechos dos diálogos foram transcritos e lendo, o que vemos é outra coisa. O General nega a existência da famigerada “minuta do golpe”. Nunca atribuiu sua autoria à Filipe Martins ou Anderson Torres. O que ele confirma são várias reuniões para discussão de “cláusulas constitucionais”, o que nunca poderia ser considerado como tentativa de golpe, já que são cláusulas da própria Constituição.

Freire Gomes nega ter dado voz de prisão a Bolsonaro, ao contrário do divulgado por várias mídias marrons. Nega ter conhecido Filipe Martins. Ameaçado por Alexandre de Moraes de que não poderia mentir, redarguiu: “Em 50 anos de Exército nunca menti.”

Em quem acreditar, no homem que declara que o tribunal é dele, em sua PF ou no General que foi proibido de ter sua fala gravada e divulgada ao público?

Cabe a cada um formar sua própria opinião.

Pedro Possas. Médico.

Paulo Victor afunda Câmara de São Luís em crise e bomba relógio avança com rombos no orçamento

Do Blog do José Linhares Jr

Presidente bloqueia verbas de gabinete, dívida supera R$ 3 milhões, e auditores denunciam intimidações e irregularidades na gestão de Paulo Victor.

SÃO LUÍS, 20 de maio de 2025 – O presidente da Câmara de Vereadores de São Luís, Paulo Victor (PSB), decidiu bloquear parte da verba de gabinete dos vereadores para cobrir os mais variados rombos no orçamento da instituição desde 2022. A decisão foi comunicada no fim da semana passada e já começa a valer. A crise envolvendo um grande esquema de corrupção que drena os cofres da Câmara de Vereadores é antiga. No entanto, foi agravada com uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desencadeada no início de maio.

Informações dão conta de que, apenas em relação a dívidas previdenciárias, o rombo nas contas ultrapassa R$ 3 milhões. Detalhe: os recursos foram recolhidos junto aos funcionários desde 2022, mas não foram repassados. O bloqueio nas verbas de gabinete seria uma tentativa de sanar, pelo menos, o débito previdenciário. Vereadores já manifestaram insatisfação ao presidente da Câmara. Todos sentem que vão “pagar do próprio bolso” os erros na gestão financeira da casa. Alguns relataram ao blog que Paulo Victor, já conhecido por usar prints de conversas contra adversários, ameaçou quem resolvesse dar manifestações públicas de insatisfação sobre o caso.

A crise envolvendo as contas da Câmara de Vereadores começou ainda em 2023, quando o presidente denunciou um esquema de extorsão envolvendo o promotor Zanony Passos Silva Filho. O promotor teria descoberto um esquema na Câmara e chantageado o presidente, que inicialmente teria cedido à chantagem. Contudo, decidiu romper e expor a situação por meio de capturas de tela de conversas entre os

dois. Com o foco em Zanony, que acabou suspenso do Ministério Público, Paulo Victor ganhou tempo.

Neste ano, após o caso Zanony esfriar, o TCE iniciou uma grande auditoria nas contas da Câmara. Ocorre que o processo foi interrompido após recurso impetrado pela própria Câmara de Vereadores. Decisão proferida pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Daniel Itapary Brandão, deu a Paulo Victor mais tempo. A decisão deferiu parcialmente o requerimento que solicitava o adiamento da auditoria in loco determinada pelo TCE-MA por um prazo mínimo de 30 dias. Itapary autorizou o adiamento da auditoria por 20 dias corridos. A auditoria adiada estava originalmente programada para ocorrer entre os dias 5 e 30 de maio de 2025, conforme a Portaria TCE/MA nº 379/2025.

O presidente alegou que o pedido da Câmara era formal e materialmente apto, baseado em elementos que demonstram boa-fé institucional e compromisso com princípios como legalidade, transparência e colaboração institucional. A Câmara ainda alegou ter instaurado uma auditoria interna (Resolução Administrativa nº 199/2024) para apurar os mesmos pontos da auditoria externa do TCE-MA. Segundo Itapary, a realização simultânea das auditorias interna e externa poderia comprometer princípios constitucionais da Administração Pública, como eficiência, economicidade, razoabilidade e planejamento coordenado (art. 37 da Constituição Federal). A Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (ASTCEMA), o Sindicato dos Auditores de Controle Externo do Maranhão (SINDAECEMA) e a Associação dos Auditores de Controle Externo do TCE/MA (AudTCE/MA) divulgaram nota de repúdio e repulsa social à decisão da presidência do TCE-MA. Para as entidades, a decisão compromete a legitimidade e a confiança social na atuação do TCE-MA.

As entidades alegam que a decisão presidencial de suspender os trabalhos foi proferida “à revelia” do conselheiro relator, sem consulta prévia à unidade técnica responsável e sem a oitiva do Ministério Público de Contas (MPC). As justificativas, ainda segundo as entidades, para a decisão (ausência temporária do relator em evento institucional e existência de uma auditoria interna na CMSL) suscitaram graves questionamentos quanto à sua legalidade e oportunidade. As entidades ainda afirmam que a competência para a condução dos processos de fiscalização, incluindo determinar o início, prosseguimento, sobrestamento ou suspensão dos trabalhos, compete precipuamente ao relator e aos órgãos colegiados (Plenário ou Câmaras), com base em critérios técnicos e legais. Por fim, na nota divulgada, a decisão presidencial é classificada como “desastrosa e danosa” ao TCE-MA, pois coloca em xeque o princípio da oportunidade, destruindo o planejamento e a estratégia da fiscalização. A nota ainda traz uma denúncia grave sobre intimidações, ofensas e narrativas infundadas contra a equipe de auditoria pelo vereador Generval Martiniano Moreira Leite (Astro de Ogum), um dos principais aliados do presidente Paulo Victor.

Bomba-relógio

Vaidoso e muito esperto, Paulo Victor não esconde de ninguém a elevação súbita de seu padrão de vida após assumir a presidência da Câmara de Vereadores. Sempre acompanhado por seguranças e exibindo um padrão de vida elevadíssimo, a ostentação chegou a tal ponto que, ainda em 2023, o vereador iniciou uma grande campanha para disputar a Prefeitura de São Luís. No entanto, a péssima imagem pública o fez desistir do projeto.

Por conta da certeza de que a situação do presidente Paulo Victor, torna-se a cada dia mais insustentável e que pode explodir um escândalo de repercussão nacional a qualquer momento, além da decepção com o fato de terem que “pagar” pelas agruras do presidente, alguns vereadores começam a afastar-se dele. Aliados já confidenciaram que o próprio Paulo Victor já sabe o destino que lhe aguarda, mas irá “curtir o momento” enquanto puder.

Fonte: Blog do José Linhares Jr.

Foco de gripe aviária, RS abateu 26 milhões de frangos apenas este mês

Rio Grande do Sul teve primeiro caso de gripe aviária em granja comercial brasileira. Estado registrou o abate de 26.537.584 frangos em maio. O Rio Grande do Sul teve, no município de Montenegro, o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial brasileira. Neste mês de maio, o estado gaúcho registrou o abate de 26.537.584 frangos. Os dados obtidos pelo Metrópoles são provenientes do Serviço de Inspeção Federal (SIF), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e foram consultados no final dessa segunda-feira (19/5). O caso de gripe aviária abala o país, que é o maior exportador mundial de carne de frango. Mercados como a União Europeia, Argentina e China suspenderam as compras desde então. Segundo o SIF, o Brasil abateu mais de 170 milhões de frangos em maio. Os estados com maior número de registros estão na região Sul. O Paraná teve 67 milhões de abates, enquanto as granjas de Santa Catarina contaram com mais de 30 milhões de animais abatidos.

Entenda o que é a gripe aviária

  • A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves silvestres e domésticas, mas também pode acometer humanos, mas o risco é baixo.
  • Entre os principais sintomas apresentados nas aves estão dificuldade respiratória; secreção nasal ou ocular; espirros; incoordenação motora; torcicolo; diarreia; e alta mortalidade.
  • Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária.

Considerando todo o mês passado, a quantidade de frangos que passaram por abates em todo o território nacional foi de 453.967.392. O Rio Grande do Sul teve 62 milhões de registros, sendo o segundo maior produtor de carne de frango durante o período. No Ceará, o número não passou de 4.320.

Investigações

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou, nesta segunda-feira (19/5), que, de sete investigações sobre outros focos de gripe aviária, três já foram descartadas e outras quatro seguem em investigação. Até agora, foram descartados focos em Nova Brasilândia (MT), Triunfo (RS) e Gracho Cardoso (SE). Seguem em investigação casos em Aguiarnópolis (TO), Ipumirim (SC), Estância Velha (RS), e Salitre (CE).

Questionado sobre o que está sendo feito para lidar com o problema e impedir que a doença se espalhe também entre seres humanos, o ministro disse que “os colaboradores da granja do foco [no RS] estão isolados, em processo de monitoramento”. Ele ainda salientou que, fora quem manuseia, é muito difícil outro tipo de contaminação.

Veja a íntegra da entrevista coletiva sobre a crise da gripe aviária: Fim da crise em 28 dias

Fávaro disse que o Brasil pode ficar livre da gripe aviária e, assim, retomar as exportações de carne de aves em até 28 dias, caso não sejam detectados novos casos da doença. Esse prazo começaria a ser contado na próxima quarta-feira (21/5). “Amanhã [terça] acaba de desinfectar a segunda granja, e a partir de desinfectar essa segunda granja lá, onde teve o foco, o dia seguinte é o marco zero”, apontou.

“Por 28 dias, então na medida que a partir de quarta, se a gente conseguir anunciar que o marco zero é quarta-feira, a medida que o tempo vai passando, 10 dias, 15 dias, e essa, com a voracidade deste vírus, é facilmente detectado se teria outro foco, então na medida que o tempo vai passando, a confiança do mercado também vai começando a acontecer. Não aconteceu até agora”, continuou o ministro.

O Metrópoles questionou se o Ministério da Agricultura e Pecuária gostaria de enviar esclarecimentos adicionais sobre o número de animais abatidos ou em relação à situação da gripe aviária no país. O órgão indicou que as principais informações já seriam tratadas na coletiva de imprensa realizada por Carlos Fávaro nessa segunda-feira (19/5). Os temas discutidos pelo ministro foram mencionados acima.

Fonte: Metrópoles

O STF está “privatizado”. Eis o que disse Alexandre de Moraes: “Não vou permitir circo no MEU tribunal”

O ministro Alexandre de Moraes repreendeu nesta segunda-feira (19) um dos advogados de defesa durante o julgamento que investiga a tentativa de golpe, após as eleições de 2022. Durante o interrogatório de uma das testemunhas, a atitude de um advogado desagradou, Alexandre Moraes, que, aliás, estava bastante irritado durante toda a sessão. “O senhor já perguntou 4 vezes a mesma coisa. A testemunha já disse que não pode afirmar com certeza se era o mesmo documento, mas que os pontos importantes eram semelhantes. Se o senhor puder continuar, por favor”, disse Moraes.

O advogado respondeu: “Só queria ter o mesmo tratamento da acusação. Sou simples advogado, distante do PGR”.

Ao ouvir a justificativa, Alexandre de Moraes elevou o tom:

“Nós não estamos aqui para fazer circo. Não vou permitir que vossa senhoria faça circo no meu tribunal. Vossa senhoria foi desrespeitosa, quando disse que não haveria necessidade da advertência do falso testemunho. Isso é previsão legal, vale para civis e militares. Se vossa senhoria ler o Código de Processo Penal, vossa senhoria saberia disso. Vamos continuar com tranquilidade. Vossa senhoria faz as perguntas, mas não adianta ficar repetindo 6 vezes a mesma pergunta para tentar que a testemunha mude”.

Essa situação, e a maneira como Alexandre de Moraes se referiu ao STF – “meu tribunal” – provocou o seguinte comentário da jurista Erica Gorga:

“Acabamos de descobrir que o STF já foi privatizado, justamente durante um governo de esquerda que se diz contra a privatização. E, nesse caso, de maneira inconstitucional. Isso sim é um circo.”

Jornal da Cidade Online

Governo publica decreto que proíbe Ensino à Distância para medicina, enfermagem, odontologia e mais 2 cursos

Decreto foi publicado nesta terça-feira (20/5) no Diário Oficial da União (DOU). Prazo para transição dos cursos será de dois anos. Foi publicado nesta terça-feira (20/5), no Diário Oficial da União (DOU), o decreto que proíbe a modalidade de ensino a distância, conhecida como EAD, para os cursos de medicina, direito, enfermagem, odontologia e psicologia. A medida já havia sido anunciada nessa segunda-feira (19/5) pelo ministro da Educação, Camilo Santana. De acordo com o decreto, os cursos de graduação presencial deverão ofertar, no mínimo, 70% (setenta por cento) de sua carga horária total por meio de atividades presenciais.

“A inclusão de carga horária de ensino a distância nos cursos de que trata o caput poderá ser realizada por meio de atividades síncronas e assíncronas, e deverá estar prevista no Projeto Pedagógico do Curso, atender às Diretrizes Curriculares Nacionais e ser comunicada de forma explícita aos estudantes, vedado exceder o limite de 30% (trinta por cento) da carga horária total do curso”, diz a nova regra. Antes, o teto era de 40%.

Ainda na mesma edição do DOU, o Ministério da Educação (MEC) publicou a Portaria 378, que reforça o decreto ao estabelecer que os cursos de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia só poderão ser oferecidos, única e exclusivamente, na modalidade presencial.

Modalidades de ofertas de cursos

  • Conforme o decreto, a oferta de educação a distância em cursos de graduação observará os seguintes princípios:
  • promoção do acesso à educação superior de qualidade;
  • desenvolvimento de processos de ensino e aprendizagem e de materiais didáticos diversificados e plurais; e
  • garantia do direito ao acesso, à permanência e à aprendizagem, assegurado o padrão de qualidade e de excelência acadêmica aos estudantes da educação superior, independentemente do formato de oferta do curso, entre outros.

As modalidades de ofertas de cursos ficaram definidas desta forma:

  • Presencial: caracterizado pela oferta majoritária de carga horária presencial física, com no máximo 30% EAD.
  • Semipresencial: composto obrigatoriamente por carga horária de atividades presenciais físicas (estágio, extensão, práticas laboratoriais) e síncronas mediadas, além de carga horária a distância. Possibilidade de patamar superior em DCN ou norma específica.
  • A distância: caracterizado pela oferta preponderante de carga horária a distância. Antes não estava definido um limite mínimo para
    atividades presenciais. O decreto determina 20% como teto de ações físicas ou síncronas mediadas, com provas presenciais.

A nova política para EAD também visa deixar claro o que se enquadra em cada tipo de atividade. Dessa forma, as definições ficaram:

  • Atividade presencial: atividade formativa realizada com a participação física do estudante e do docente em lugar e tempo coincidentes.
  • Educação a distância em três categorias: atividades assíncronas, EAD na qual o estudante e o docente estejam em lugares e tempos diversos; atividades síncronas, EAD na qual o estudante e o docente estejam em lugares diversos e tempo coincidente; e atividades síncronas, mediadas interativas, com grupo reduzido de estudantes, apoio pedagógico e controle de frequência.

Fonte: Metrópoles

Comentarista Caio Coppolla expõe o levante dos EUA contra os absurdos da corrupção no Brasil

O comentarista Caio Coppolla declarou, durante sua participação no programa O Grande Debate, que os Estados Unidos estão corretos ao destacar a corrupção e os riscos cambiais como fatores centrais para a perda de confiança na economia brasileira sob a gestão do petista Lula. Coppolla fez referência direta à entrevista concedida à CNN por Maurício Claver-Carone, enviado especial do governo Trump para a América Latina. Na ocasião, o representante norte-americano afirmou:

 “A corrupção impactou muito as ações dos investidores internacionais no Brasil, obviamente com Odebrecht, Lava-Jato, e agora há conversas sobre um novo escândalo com a Seguridade Social”. Reforçando esse diagnóstico, Coppolla destacou que a principal estratégia para reconquistar a confiança do mercado internacional passa necessariamente pelo controle fiscal e pela responsabilidade nos gastos públicos. “Um governo que gasta mais do que arrecada deprecia o valor da sua moeda e, ao aumentar a dívida pública, causa o aumento da inflação. E a alta da inflação freia a produtividade do país. É disso que o representante do governo Trump fala”, explicou o comentarista.

Jornal da Cidade Online

Flávio Dino convoca audiência no STF sobre emendas impositivas

Debate foca repasses via Pix e fiscalização dos recursos públicos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, convocou uma audiência pública para o dia 27 de junho, com o objetivo de aprofundar o debate sobre a execução das emendas impositivas e reunir contribuições técnicas qualificadas para subsidiar decisões pendentes na Corte. A iniciativa de acordo com o magistrado, busca lançar luz sobre um tema sensível: o controle e a transparência no uso dos recursos públicos destinados por parlamentares por meio do Orçamento da União.

A audiência será realizada no próprio STF, sob a presidência do ministro relator, com o apoio dos núcleos especializados da Corte — o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (NUSOL) e o Núcleo de Processos Estruturais (NUPEC). A pauta em debate gira em torno de ações que questionam a forma como essas emendas são executadas, especialmente em relação à rastreabilidade dos repasses e à prestação de contas, que vêm sendo alvo de críticas por suposta falta de clareza e mecanismos eficazes de fiscalização.

Um dos pontos mais controversos diz respeito ao uso de transferências via Pix, que, embora ágeis, levantam dúvidas quanto à sua supervisão e registro público adequado. Os elementos reunidos na audiência serão posteriormente encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Advocacia-Geral da União (AGU), órgãos que atuam como partes relevantes nos processos que envolvem o tema. Entidades, especialistas e representantes da sociedade civil que desejem participar como expositores devem solicitar inscrição até o dia 10 de junho, conforme estabelece o regimento do STF.

Diário do Poder

Sobre a eleição da CBF, Ronaldo Fenômeno, diz: ‘Tudo farinha do mesmo saco’

Fenômeno questionou o estatuto da entidade e afirmou que a CBF vive uma situação terrível de irregularidades. O ex-jogador de futebol e empresário Ronaldo Fenômeno, multicampeão pela Seleção Brasileira, criticou a eleição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ronaldo questionou o estatuto da entidade e afirmou que todos os envolvidos são “farinha do mesmo saco”. “Se não mudar o estatuto, essa palhaçada vai continuar. Muda a página, mas o livro é o mesmo. É tudo farinha do mesmo saco. Isso não é novidade para ninguém. A gente vive uma situação terrível”, criticou Fenômeno em entrevista ao canal BandSports.

Em março, Ronaldo buscou apoio das federações estaduais para concorrer ao cargo máximo da entidade, mas foi rejeitado por 23 das 27 federações. Naquele momento, sem o respaldo mínimo de 4 federações e 4 clubes, ele não pôde se candidatar, e Ednaldo Rodrigues foi aclamado presidente. O cenário mudou após uma decisão judicial que afastou Rodrigues do cargo e anulou o estatuto de 2022. Com isso, voltou a valer a regra de 2017, que exige o apoio de 8 federações e 5 clubes para o registro de uma chapa. Fernando Sarney foi nomeado interventor e marcou novas eleições para o dia 25 de maio.

Neste domingo (18), o presidente da Federação Roraimense de Futebol, Samir Xaud, registrou a chapa para a eleição que vai ocorrer na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Xaud, será o único candidato à presidência da CBF. Com o apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes, o cartola impediu o registro de outro candidato: Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista de Futebol.

Diário do Poder

Samir Xaud favorito à CBF é processado por fraude aos cofres públicos e falsificação de documentos

Favorito declarado ao comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o médico e presidente da Federação de Futebol de Roraima, Samir Xaud, responde por fraude na Justiça. Segundo denúncia do Ministério Público de Roraima, Xaud teria participado de um esquema de falsificação de documentos entre 2017 e 2020, quando ocupava o cargo de diretor-geral do Hospital Geral de Roraima. O caso envolve a empresa Coopebras e uma suposta simulação de serviços médicos para justificar pagamentos indevidos. Resultado: um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. Xaud que tem 41 anos de idade, carrega consigo o apoio de 22 federações estaduais — número suficiente para garantir uma vitória confortável. As eleições da entidade estão marcadas para o próximo dia 25. O processo segue em tramitação, sem sentença, mas com fortes indícios de fraude, conforme sustenta a promotoria.

Essa não é a única mancha no currículo do candidato. Em outra frente, Xaud já foi suspenso por dois anos da função de perito médico do Tribunal de Justiça de Roraima devido a erro em um laudo. O episódio ainda ecoa entre os que esperam mais rigor  ético de quem almeja chefiar a entidade máxima do futebol nacional. Apesar disso, sua defesa sustenta que não há qualquer impedimento legal para que ele concorra ao cargo, tampouco indícios concretos de sua participação nos ilícitos denunciados.

A CBF, que atravessa um período de intervenção sob Fernando Sarney, mantém silêncio oficial sobre o tema — um silêncio que grita, em tempos de transparência exigida. As denúncias foram obtidas e divulgadas pelo jornal Estadão.

Samir não é um nome que surgiu do nada. Filho de Zeca Xaud, que liderou a Federação Roraimense por quatro décadas, ele cresceu nos bastidores do futebol local. Seu sobrenome é conhecido, sua influência, real. E agora, ele quer o topo. No país do futebol, onde cada drible é acompanhado por milhões, é nas urnas da CBF que talvez ocorra o jogo mais decisivo da temporada — mesmo que, ironicamente, longe dos gramados e à margem da arquibancada popular. A bola está com os votantes. Resta saber se vão optar pelo gol de placa da renovação ou por mais uma prorrogação do velho e conhecido jogo de sempre.

Diário do Poder

Samir Xaud atropela candidatura paulista, inscreve chapa e será candidato único à presidência da CBF

O atual presidente da Federação Roraimense de Futebol, Samir Xaud, será o único candidato à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).  Xaud está no Rio de Janeiro e registrou a chapa neste domingo (18) para a eleição marcada para o dia 25 na sede da entidade. Com o apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes, o cartola impediu o registro de outro candidato: Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista de Futebol.

Veja quem são os vice-presidentes inscritos na chapa de Samir Xaud:

  • Ednailson Leite Rozenha (presidente da Federação Amazonense);
  • Fernando José Macieira Sarney (atual interventor da CBF e ex-membro do Conselho da Fifa);
  • Flávio Diz Zveiter (ex-presidente do STJD);
  • Gustavo Dias Henrique (ex-diretor de Relações Institucionais da CBF);
  • José Vanildo da Silva (presidente da Federação Norte-rio-grandense);
  • Michelle Ramalho Cardoso (presidente da Federação Paraibana);
  • Ricardo Augusto Lobo Cluck Paul (presidente da Federação Paraense);
  • Rubens Renato Angelotti (presidente da Federação Catarinense).

Samir Xaud recebeu o apoio de todas as federações estaduais, com exceção das de São Paulo e Mato Grosso. As federações que o apoiaram são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Entre os clubes que declararam apoio a Xaud estão: Amazonas, Botafogo, CRB, Criciúma, Grêmio, Palmeiras, Paysandu, Remo, Vasco e Volta Redonda.

Samir Xaud

Como mostrou o Diário do Poder, Samir é filho de Zeca Xaud, que liderou a Federação Roraimense por quatro décadas, ele cresceu nos bastidores do futebol local. Seu sobrenome é conhecido, sua influência, real. Ele tem 41 anos de idade e é médico com especialização em infectologia e medicina esportiva, atua como empresário no esporte, com um centro de treinamento voltado ao fitness e bem-estar.

Fraudes

Segundo denúncia do Ministério Público de Roraima, Samir Xaud teria participado de um esquema de falsificação de documentos entre 2017 e 2020, quando ocupava o cargo de diretor-geral do Hospital Geral de Roraima. O caso envolve a empresa Coopebras e uma suposta simulação de serviços médicos para justificar pagamentos indevidos. Resultado: um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.

Diário do Poder