Datafolha aponta que apoio a democracia chega a 75%; maior índice em 31 anos

O regime democrático é o mais adequado para 75% dos brasileiros, segundo mais recente pesquisa do Datafolha. Já para 10% da população, o regime ditatorial é aceitável em algumas ocasiões. O apoio atual à democracia é o maior desde 1989.

Em dezembro do ano passado, em levantamento com as mesmas questões, 62% apoiavam a democracia e 12% a ditadura. O alastramento da pandemia no país e as recorrentes crises entre o governo e os demais poderes aumentaram a sensação de instabilidade do regime democrático.

A presença de Jair Bolsonaro em manifestações pró-ditadura e contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, também contribuem para a sensação de insegurança democrática.

Para 88% dos entrevistados, a maior ameaça ao regime é a divulgação de notícias falsas envolvendo políticos e ministros do STF. Para 68% são as manifestações nas ruas de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Para 66% deles são as manifestações nas redes sociais de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF.

O fechamento do Congresso é rejeitado por 78%, sendo que 59% descartam totalmente essa hipótese, já 18% aceitam a ideia (11% totalmente). Com relação ao fechamento do Supremo 75% afirmam ser contra, (56% totalmente). Outros 20% apoiam a medida, sendo 14% totalmente.

A pesquisa mostra ainda que os apoiadores do presidente compõem um grupo maior de aceitação de um regime totalitário: 15%. No entanto, aqueles que rejeitam Bolsonaro tendem a apoiar a democracia (85%).

Segundo o Datafolha, o país está dividido entre quem vê risco de instalação de uma ditadura (46%) e aqueles que a descartam (49%).

A censura aos meios de comunicação é rejeitada por 80% e aceita por 18%. Sobre as redes sociais, 64% acreditam que o governo não deve exercer algum tipo de controle, contra 33% que estão de acordo.

Na próxima semana o Senado vai votar o PL das fake news, que pretende combater a disseminação de ataques e notícias falsas pelas redes sociais.

Foram ouvidas 2.016 pessoas nos dias 23 e 24, por telefone. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Congresso em Foco

 

Órgãos federais investigarão compra e pagamento adiantado de respiradores e não entregues

A Controladoria Geral da União e a Polícia Federal devem investigar compras de respiradores feitas por governos estaduais e municipais, os quais pagaram adiantados e não receberam os produtos. Há um levantamento de que foram efetuadas compras de quase 07 mil respiradores e um pouco mais de 03 mil foram efetivamente entregues, sem falarmos nos casos de que inúmeros apresentaram defeitos e outros já ultrapassados. As autoridades já têm informações de que, grande parte dos respiradores foi negociada com superfaturamento, que elevaram os valores das unidades que chegaram a ultrapassar o valor de R$ 160 mil.

Todos os casos em que foram utilizados recursos destinados ao combate da Covid-17 serão apurados pela Polícia Federal diretamente, mas outros casos em que os recursos foram dos cofres dos governos estaduais e municipais, também merecerão a atenção das autoridades de controle, devendo a responsabilização ficar por conta dos órgãos de controle dos estados, principalmente o Ministério Público.

A CGU já identificou casos em que respiradores foram comprados por um pouco mais de R$ 40 mil, enquanto outros atingiram mais de R$ 160 mil. O problema maior é que a falta dos respiradores ocasionaram muitos óbitos e colocaram muitos médicos em situação constrangedora de decidir entre pacientes acometidos pelo covid-19, qual deles teria maior chance de continuar com vida.

O maior sentimento de revolta e indignação da população é que muitos governantes e gestores se aproveitaram da pandemia com a dispensa de licitação para compra superfaturada de produtos para o enfrentamento a covid-19 serem vergonhosamente desviados através de atos de corrupção.

                     A roubalheira feita pela Prefeitura de São Luís – SEMUS

Entre os corruptos está a Prefeitura de São Luís, flagrada pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal na compra de 320 mil máscaras hospitalares, que três dias antes foi vendida para a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Luís por R$ 2,90 e na segunda compra o mesmo produto foi negociado por R$ 9,90, proporcionando um rombo criminoso de R$ 2,3 milhões dos recursos destinados ao enfrentamento do covid-19. A operação da Polícia Federal que recebeu o nome “Cobiça Fatal”, chegou a prender empresários e apreendeu farto material nos escritórios das empresas envolvidas e na sede da SEMUS.

A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilos bancários e fiscais de 19 envolvidos no ato criminoso, destacando-se o secretário Lula Fylho, que com a proteção do prefeito Edivaldo Holanda Júnior continua no exercício do cargo. A grande expectativa em torno dos fatos é que a qualquer momento a Polícia Federal poderá realizar uma segunda etapa, e dificilmente os envolvidos escaparão da operação “Cobiça Fatal”, inclusive com prisões preventivas, haja vista o substancioso material recolhido das roubalheiras e das práticas corruptas.

 

 

Coronavírus: como a ansiedade na quarentena afeta sua concentração

Nós todos conhecemos a sensação: você entra em uma sala com um objetivo e depois para, confuso e um pouco desconectado, percebendo que esqueceu completamente o motivo de estar lá. Em 2011, pesquisadores da Universidade Notre Dame procuraram descobrir o motivo. Eles apontaram que foi o ato de passar pela porta que causou a amnésia instantânea.

O cérebro, segundo o estudo deles, é projetado para armazenar apenas certa quantidade de informações de uma só vez, e uma mudança de local funciona como um gatilho para liberar alguns dados para dar espaço a mais. Desde o início da disseminação do coronavírus, tenho tido essa sensação de esquecer por que estou estou na cozinha dezenas de vezes por dia.

Na verdade, estou achando quase impossível me concentrar em qualquer coisa. Não consigo manter um número de telefone na cabeça o tempo suficiente para discar e levo uma eternidade para escrever um e-mail simples.

Começo uma tarefa e leva apenas alguns minutos para me distrair. Minha produtividade caiu. Eu não estou sozinha. Quase todas as pessoas às quais mencionei meu novo problema estão lidando com questões semelhantes: de repente, é preciso um esforço hercúleo para que qualquer coisa seja feita.

“Estou incrivelmente ocupado”, disse um amigo escritor recentemente, “apenas lavando pratos e fazendo caminhadas”.

Concentração                                                                            

Direito de imagem Getty Images Image caption Uma situação estressante prolongada pode fazer com que tarefas simples pareçam mais difíceis do que costumavam ser

O que está acontecendo é um mau funcionamento da chamada memória de trabalho: a capacidade de captar as informações recebidas, transformá-las em um pensamento coeso e mantê-las por tempo suficiente para fazer o que você precisa. “Pense nisso como a plataforma mental para nossas operações cognitivas, para o que estamos pensando agora”, diz Matti Laine, professor de psicologia da Universidade Åbo Akademi, na Finlândia.

“A memória de trabalho está intimamente relacionada à atenção. Você está se concentrando em alguma tarefa, algum objetivo ou comportamento que deseja realizar”, acrescenta. Em outras palavras, a memória de trabalho é a capacidade de raciocinar em tempo real, e é uma grande parte do que torna o cérebro humano tão poderoso.

Mas a pesquisa mostrou que mudança rápida nas circunstâncias, preocupações e ansiedade podem ter um impacto significativo na sua capacidade de concentração.

“Muito antes da pandemia, concluímos um estudo online com um grande grupo de adultos americanos que preencheram questionários de auto-avaliação”, diz Laine. “Vimos uma tendência de um relacionamento negativo entre ansiedade e memória de trabalho. Quanto maior a ansiedade, menor o desempenho da memória de trabalho”.

Quando você tem uma experiência aguda de ansiedade, com alguém andando atrás de você no seu caminho de casa no escuro, você pode ter problemas para lembrar os detalhes do rosto dele. Uma situação estressante prolongada também pode devastar a memória de trabalho, fazendo com que até as tarefas mais simples pareçam mais difíceis do que costumavam ser.

“Estamos falando de ansiedade e estresse que não são agudos”, diz Laine. “Está relacionado a um futuro profundamente incerto. Você não sabe até quando vai continuar assim. Ninguém sabe. Isso está nos levando a uma situação de ansiedade mais crônica”.

Ao coletar dados para um estudo ainda não publicado sobre treinamento em memória operacional nesta primavera, Laine diz que ele e sua equipe perguntaram a cerca de 200 pessoas do Reino Unido e da América do Norte se elas tinham ansiedade relacionada especificamente à pandemia.

“Adicionamos uma pergunta sobre a ansiedade relacionada à pandemia porque estava presente em todas as notícias”, diz Laine. “Pedimos às pessoas que relatassem seus níveis de ansiedade em uma escala de zero a dez, sendo dez ‘preocupação constante e que interfere na atividade diária’. O valor médio, que eu acho bastante alto, foi de cerca de 5,6”.

BBC NEWS

 

Advogada reconhece plágio em artigo e pede desculpas a Sérgio Moro

O ex-ministro Sergio Moro foi acusado pelo advogado Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos de ter plagiado um artigo publicado por ele na Conjur, em setembro de 2019. O advogado afirma que Moro e a mestranda Beathrys Ricci Emerich, coautora do texto, copiaram e aplicaram um trecho da publicação em um artigo veiculado na revista Relações Internacionais no Mundo Atual, da faculdade Unicuritiba.

Em nota, Sérgio Moro reconheceu que o artigo tem trechos que foram copiados do texto de Lemos, mas indicou que a responsabilidade pelo plágio teria sido de Beatriz, sua orientanda. “O artigo em questão foi escrito em coautoria acadêmica, sendo a redação toda da orientanda. Infelizmente, ela cometeu um erro metodológico ao utilizar dois pequenos trechos sem citar o autor. O artigo foi retirado da revista, ela já reconheceu o erro e pediu desculpas ao autor. É o trabalho de uma aluna de pós graduação que cometeu um erro e já o corrigiu, o que é louvável.”

Após a divulgação do caso, Beathrys Emerich reescreveu o artigo e pediu desculpas ao ex-ministro na introdução do novo texto. “Aproveito a oportunidade para iniciar este trabalho retratando-me, juntamente com o meu coautor, Sr. Sérgio Moro, pelo erro metodológico que cometi, ao omitir inadvertidamente no presente estudo as referências à citação de um parágrafo do artigo científico de autoria do ilustre jurista, Dr. Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos. A mencionada citação está devidamente corrigida metodologicamente, mediante a inclusão da referência em nota de rodapé. Além de pedir desculpas ao nobre jurista pelo ocorrido, declaro que as suas ideias sobre o presente tema inspiraram-me na elaboração deste artigo científico.”

Congresso em Foco

 

MPF cobra da União e Funai efetivação de Plano de Contingência dos povos indígenas do Maranhão

Ação visa a estabelecer direitos e proteção das comunidades indígenas durante período de pandemia da covid-19.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública (ACP) com pedido de liminar, na Justiça Federal no Maranhão, contra a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) para que realizem, no prazo de dez dias, ações para dar efetivação ao Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (covid-19) em Povos Indígenas do Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão (Dsei/MA). A ACP lista, ainda, outras demandas urgentes, como ações de controle e fiscalização sobre o fluxo de entrada e saída nas terras indígenas (TI) do estado do Maranhão, disponibilizando servidores, recursos financeiros, materiais e insumos à Coordenação Regional do Estado e à Coordenação da Frente de Proteção Etnoambiental Awá (FPEA), com vistas à proteção das comunidades indígenas durante o período da covid-19.

De acordo com a ação, o MPF expediu, em maio deste ano, recomendação dirigida ao Dsei/MA, à Funai/CR/MA e à Fpea, com vistas à adoção de diversas atividades materiais (fornecimento de EPIs, gêneros alimentícios, realização de testes em profissionais e indígenas etc.) que garantissem a proteção de direitos fundamentais dos povos indígenas no Maranhão, tais como os direitos à vida, à segurança, à saúde e à alimentação (arts. 5º, caput, e 6º da Constituição da República).

Não obstante, a investigação apontou que, no estado do Maranhão, a União e a Funai não têm adotado as ações materiais adequadas visando a preservação dos direitos à vida, à segurança, à saúde e à alimentação dos povos indígenas, expondo-os a risco concreto de contágio por covid-19 e de não receberem o tratamento mais adequado e eficiente possível para a doença.

Nesse sentido, diversas entidades e povos indígenas alertaram sobre a disseminação do novo coronavírus entre as etnias indígenas do estado, destacando a falta de EPIs para as equipes de saúde indígena e de teste diagnóstico da covid-19 entre profissionais de saúde indígena. Além disso, foi amplamente sugerida a instalação de barreiras sanitárias nas entradas das aldeias, de aquisição de materiais hospitalares (termômetros e oxímetros), da instalação de unidades de tratamento próximo às TIs, de contratação de profissionais de saúde e de esclarecer os boletins epidemiológicos emitidos pelo Poder Público, em razão da falta de indicação clara dos casos confirmados entre indígenas.

Diante disso, o MPF pede à Justiça que determine à União a adoção de medidas para efetivar o Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus em Povos Indígenas do Dsei/MA e que realize ações de vigilância epidemiológica, com vistas à investigação, detecção e monitoramento de casos suspeitos da covid-19 em indígenas, avaliação prévia de sintomáticos ou assintomáticos, com testes de detecção nos indígenas e nas equipes de profissionais que necessitem entrar nas terras indígenas do Maranhão, fornecer produtos de higiene aos indígenas (máscaras, luvas e álcool 70%). Além disso, também está prevista na ACP que a União realize ações com vistas à educação e à informação das comunidades indígenas quanto à prevenção da doença.

O MPF pede, ainda, que a Funai promova medidas de proteção dos indígenas e das terras indígenas no estado do Maranhão, por meio de fiscalização e controle do fluxo de entrada e saída no interior de todas as terras indígenas do estado. A Funai também deve fornecer alimentos (cestas básicas) aos indígenas e implementar plano de trabalho, com fornecimentos de insumos e ferramentas, de modo a fomentar atividades produtivas. Além disso, que a Funai realize o monitoramento e isolamento especial dos indígenas isolados e de recém-contato no estado do Maranhão, cabendo à Frente de Proteção Etnoambiental Awá comprovar a adoção de medidas concretas, visando a execução do Plano de Contingência Especial, isolando-os, inclusive, dos demais grupos indígenas que coabitam as Terras Indígenas Alto Turiaçu, Awá, Caru e Araribóia.

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Maranhão

 

Nicolao Dino é eleito para o Conselho Superior do MPF derrotando candidato de Augusto Aras

Parte dos procuradores considera que o atual PGR excessivamente próximo ao presidente da República. Procuradores da República aproveitaram uma eleição interna concluída na terça-feira (23/6) para mandar um recado ao procurador-geral da República, Augusto Aras. Um dos autores da derrota é o procurador Nicolao Dino, eleito para o Conselho Superior do MPF, irmão do governador do Maranhão, Flavio Dino.

Dois candidatos que fazem “oposição” a Aras na política interna do MPF foram eleitos como titulares do Conselho Superior do Ministério Público (CSMPF), derrotando procuradores considerados próximos ao atual PGR. Mario Luiz Bonsaglia foi eleito para o Conselho com 645 votos, e Nicolao Dino conquistou a segunda vaga com 608 sufrágios. Nos bastidores, ambos são vistos como críticos da gestão de Aras.

Na semana que vem, serão eleitos mais dois integrantes do Conselho Superior. Nesta segunda disputa, o voto é restrito aos subprocuradores-gerais, que estão no último degrau da carreira do MPF. Dependendo dos resultados, Aras pode até mesmo perder a maioria no órgão.

Em junho passado, Bonsaglia foi o mais votado pelos procuradores na lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O presidente, Jair Bolsonaro, no entanto, resolveu ignorar a lista — a primeira vez que um presidente faz isso desde 2003 — e escolheu Augusto Aras, que não participou daquela eleição. Nicolao Dino, por sua vez, é irmão do governador maranhense Flávio Dino (PC do B).

Enquanto isso, profissionais percebidos como próximos ao atual PGR tiveram desempenho bem mais modesto na eleição para o Conselho.

Carlos Frederico Santos teve 190 votos; e Maria Iraneide foi apoiada por 121 membros do Ministério Público Federal. Não foram eleitos, portanto.

Recentemente, ambos foram escolhidos por Aras como coordenadores de Câmaras temáticas da PGR:  Santos coordena a 2ª Câmara (Criminal) e Iraneide, a 5ª (Combate à Corrupção).

Completa a lista a procuradora Julieta Elizabeth de Albuquerque, com apenas 61 votos. Ela foi indicada por Aras para a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do MP, que trata de temas ligados ao meio ambiente.

O Conselho Superior possui muitas atribuições: ele formula desde as regras para a distribuição de inquéritos entre os procuradores até as diretrizes para os concursos públicos da instituição, e pode barrar algumas iniciativas do PGR, embora não atue ou interfira em investigações.

BBC NEWS

 

 

Governo divulga calendário da 3ª parcela do Auxílio Emergencial de R$ 600

O pagamento começa a ser feito neste sábado, e o dinheiro será depositado nas contas da poupança digital para pagar contas, boletos e compras.

O governo divulgou na noite desta quinta-feira (26) o calendário de pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial de 600 reais para combater a crise causada pela pandemia do coronavírus numa edição extra do Diário Oficial. O pagamento começa a ser feito neste sábado, e o dinheiro será depositado nas contas da poupança digital para pagar contas, boletos e compras. Os saques em dinheiro começam no dia 18 de julho e vão até 19 de setembro. O saque no sábado (27) é para os nascidos em janeiro e fevereiro. No dia 30, para os nascidos em março e abril. Em 1 de julho, para os nascidos em maio e junho. Em 2 de julho, para os nascidos em julho e agosto. No dia 3, nascidos em setembro e outuro. No dia 4, nascidos em novembro e dezembro.

Pouco antes da divulgação deste novo calendário, também na noite de ontem, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que o governo irá prorrogar o pagamento do auxílio emergencial por mais três parcelas. Ele disse que “devem” ser valores decrescentes, de 500, 400 e 300 reais, totalizando 1.200 reais.

Mas a sexta-feira deve ser de negociações para estes novos valores. Segundo a GloboNews, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, segue favorável a mais duas parcelas de 600 reais. Se o governo mudar os valores, a pauta precisa voltar para o Congresso, o que seria um teste de fogo para o poder de articulação dos aliados do presidente.

Cada parcela de 600 reais custa cerca de 50 bilhões de reais para o governo. O escalonamento em parcelas de 500, 400 e 300 reais somaria um total de 100 bilhões de reais — ou seja, uma economia de 50 bilhões de reais em relação aos 150 bilhões que custaria a manutenção do benefício.

Calendários

O pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial seguirá dois calendários (poupança social e saque). Veja abaixo:

Calendário do depósito na conta digital

  • Nascidos em janeiro/fevereiro: 27 de junho
  • Nascidos março/abril: 30 de junho
  • Nascidos em maio/junho: 1 de julho
  • Nascidos em julho/agosto: 2 de julho
  • Nascidos em setembro/outubro: 3 de julho
  • Nascidos em novembro/dezembro: 4 de julho

Saque em dinheiro

  • Nascidos em janeiro: 18 de julho
  • Nascidos em fevereiro: 25 de julho
  • Nascidos em março: 1 de agosto
  • Nascidos em abril: 8 de agosto
  • Nascidos em maio: 15 de agosto
  • Nascidos em junho: 29 de agosto
  • Nascidos em julho: 1 de setembro
  • Nascidos em agosto: 8 de setembro
  • Nascidos em setembro: 10 de setembro
  • Nascidos em outubro: 12 de setembro
  • Nascidos em novembro: 15 de setembro
  • Nascidos em dezembro: 19 de setembro

         Revista Exame

 

Mesmo com políticos contrários o Maranhão receberá do governo federal recursos para saneamento básico

Valor pode ser usado para que cidades deem continuidade em ações de abastecimento de água e esgotamento sanitário, por exemplo.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) vai repassar mais R$ 11,4 milhões para a continuidade das obras de saneamento básico em municípios de sete estados. Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo vão poder usar os recursos em ações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, manejo de águas pluviais e realização de estudos e projetos. Segundo o chefe da pasta, Rogério Marinho, as obras são importantes para aquecer a economia em meio à pandemia da Covid-19.

O município sergipano de Lagarto vai receber o maior volume de verba: cerca de R$ 3,2 milhões, que serão usados para ampliar o sistema integrado de abastecimento de água da Adutora do Piauitinga. Em seguida, vem Sertãozinho (SP), que vai receber R$ 2,9 milhões para investir em obras de drenagem urbana sustentável no Córrego Sul. O MDR já repassou R$ 252,8 milhões este ano para empreendimentos de saneamento básico pelo país.

Brasil 61

Ricardo Murad: A maioria dos hospitais da propaganda de Flavio Dino é do governo de Roseana Sarney

Do blog do Jorge Aragão

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, ficou evidenciado algo que muitos já sabiam, a fragilidade da saúde pública do Maranhão, e que piorou muito desde que o governador Flávio Dino assumiu o estado e não elegeu o setor como uma prioridade na sua gestão.

Após o comunista assumir o Palácio dos Leões, a rede de saúde do Maranhão, que havia melhorado bastante na gestão Ricardo Murad/Roseana Sarney, foi sendo sucateada. UPA’s foram deixadas de lado, hospitais foram sendo fechados por falta de apoio do Governo do Maranhão, retorno da procissão de ambulâncias do interior para a capital e quase nenhum novo investimento no setor durante o primeiro mandato de Flávio Dino como governador.

O resultado disso foram os terríveis números do Maranhão na pandemia. Foi o sétimo estado no Brasil a alcançar mil óbitos e será o sétimo a alcançar duas mil mortes.

Por conta disso, o governador comunista foi duramente criticado por hospitais estarem fechados, obras de saúde não terem sido concluídas e o jeito foi tentar fazer tudo às pressas, para o estrago da Covid-19 não ser ainda maior.

Recentemente, o senador Roberto Rocha, um dos principais críticos desse desmando no setor, afirmou que alguns hospitais só estavam sendo inaugurados após suas críticas e que foram construídos com recursos do Governo Federal, deixado inclusive em caixa pela ex-governadora Roseana.

Para minimizar as críticas, o governador Flávio Dino tratou de espalhar além fronteiras, que o Maranhão, na sua gestão, passou a ter a maior rede de saúde da sua história.

No entanto, o ex-secretário de Saúde e pré-candidato à Prefeitura de Coroatá, Ricardo Murad, nas redes sociais, tratou de restabelecer a verdade dos fatos.

“O Governador Flávio Dino está divulgando esse vídeo onde destaca que o Maranhão tem hoje a maior rede de saúde pública de sua história. Todos os hospitais da propaganda governamental, à exceção dos hospitais de campanha e da Upa de Paço do Lumiar, são do Programa Saúde é Vida que implantamos como secretário de Saúde no governo Roseana. Fico feliz em ter contribuído para que os maranheses, nesse tempo de pandemia, pudessem dispor de tantos hospitais de qualidade espalhados por todo o Estado”, afirmou Murad. Mas isso, isso o comunista não conta

Fonte: blog do Jorge Aragão

 

Lava Jato: procuradores deixam força-tarefa por interferência da PGR

Os procuradores Hebert Reis Mesquita, Victor Riccely Lins Santos e Luana Macedo Vargas deixaram o grupo da Operação Lava Jato na Procuradoria-geral da República, em Brasília, devido a uma divergência da PGR com a força-tarefa da operação no Paraná. A informação é do G1.

A saída dos três é uma reação ao pedido da coordenadora da Lava Jato na PGR, subprocuradora Lindora Maria Araújo, de acesso a dados das forças-tarefas da operação nos estados. A crise teve início nesta quinta-feira (25), e a atitude foi vista dentro do órgão como uma forma de apreender o material de trabalho da Operação.

Pelo Facebook, o antigo membro da Lava Jato no Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou que sua família tem mais de 75 anos de Ministério Público e “nunca vi ou ouvi falar de tamanha infâmia.”

Por meio de nota a PGR afirmou que “não houve inspeção, mas uma visita de trabalho que visava a obtenção de informações globais sobre o atual estágio das investigações e o acervo da força-tarefa, para solucionar eventuais passivos”.

Essa não é a primeira vez que Lindora entra em rota de colisão com os lavajatistas. Em maio, um integrante da Operação ouvido sob condição de anonimato pelo Congresso em Foco apontou que após ter assumido o cargo de PGR, Augusto Aras mandou, por meio da sub-procuradora, um ofício circular para as procuradorias dos estados para que o mantivesse informado sobre notícias de ilícitos envolvendo governadores. “Isso é óbvio, remeter para lá as notícias. O que aconteceu é que estava proativamente colhendo informações para uma ação específica, algo intencional, planejado, fora do padrão”, disse a fonte na época.

Membros da Lava Jato não têm poupado críticas à postura de Augusto Aras. Eles alegam que o PGR nunca chegou a atrapalhar a Operação, mas também nunca a apoiou. De acordo com Lima, a gestão de Aras desarmou o sistema de investigações de combate à corrupção que havia na procuradoria. “O PGR está entregando aquilo pelo qual ele foi escolhido. Tem cometido uma série de erros na condução”, avalia.

Congresso em Foco