Estadão ergue a voz contra novo absurdo de Lula: Um “Profeta de Araque”

Durante visita ao sertão nordestino, o petista Lula voltou a apostar na retórica populista e messiânica ao se comparar a um “enviado de Deus” responsável por levar água à região. O gesto, amplamente interpretado como eleitoreiro, gerou forte reação do jornal O Estado de S. Paulo, que publicou um editorial contundente classificando o petista como um “profeta de araque”.

Na avaliação do jornal, Lula tem se apoiado em discursos simbólicos e emocionalmente carregados para mascarar a estagnação de seu terceiro mandato, que acumula críticas por má gestão, baixo crescimento e falta de articulação política. “Água é vida, mas no mundo de Lula da Silva, água é, acima de tudo, voto”, destacou o editorial.

Segundo o texto, o presidente “prega seu evangelho” em eventos cuidadosamente montados com plateias simpáticas, tentando reescrever sua imagem em meio a índices preocupantes de impopularidade — inclusive entre o eleitorado historicamente mais fiel ao petista.

Durante a cerimônia de visita à estação de bombeamento EBI-3, no Sítio Negreiros, Lula exaltou uma obra prometida há quase dois séculos, atribuindo a si próprio o feito de torná-la realidade. O gesto foi lido pelo Estadão como mais uma tentativa de capitalizar politicamente sobre projetos de infraestrutura, sem apresentar soluções práticas para os muitos desafios que seguem sem resposta. Para o editorial, o presidente “engolfado pela incompetência do seu governo” e acuado pela proximidade das eleições de 2026, recorre ao palanque como principal — e talvez única — ferramenta de ação.

“Como não governa, Lula da Silva faz comícios, caçando votos antes da hora e posando de messias”, sentencia o texto. O jornal também criticou o uso sistemático de símbolos religiosos pelo presidente, apontando que ele tenta construir uma aura de “milagreiro” ao mesmo tempo em que o país lida com estagnação econômica e instabilidade institucional. Segundo levantamento citado no editorial, Lula utilizou expressões como “Deus” e “milagre” ao menos 27 vezes em uma única visita recente a Pernambuco.

“Lula, diria Santo Tomás de Aquino, quer fazer crer que seu governo está no terreno do mistério”, ironiza o jornal.  “Mas não há mistério nenhum: o PT, que ocupou o poder por 15 dos últimos 22 anos, já demonstrou ser incapaz de realizar os milagres que seu profeta de fancaria anuncia”. Em sua crítica mais ácida, o Estadão observa ainda que a estratégia lulopetista segue sustentada por uma retórica maniqueísta, que exige um “inimigo tinhoso” — geralmente identificado na direita, especialmente nos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro — como forma de justificar a permanência de Lula como figura “necessária” ao país.

Jornal da Cidade Online

Senador Humberto Costa, presidente do PT e garoto propaganda do Lula, teme avanço da direita no Senado

O presidente interino do PT, senador petista Humberto Costa, certamente um dos piores do país, que atualmente exerce a função de garoto propaganda do Lula, sempre pautando mais mentira do que verdade, está preocupadíssimo com o que chama de “possibilidade concreta” de a oposição conquistar a maioria das cadeiras do Senado em 2026.

“(…) se a extrema-direita conquistar a maioria absoluta do Senado, pode ser um desastre para a nossa democracia. Poderá ter início a abertura de processos contra ministros do STF, rejeição de nomes para o Banco Central, agências reguladoras, corpo diplomático… pode se instalar um verdadeiro pandemônio”. Todo o discurso de Humberto Costa é que haja enfrentamento a corrupção no Brasil, em que pouca, muito pouca gente do PT, escapará de sanções penais.

O parlamentar confirmou que será candidato à reeleição e disse que a estratégia central do PT será priorizar a disputa pelo Senado. Humberto Costa está pressentindo o inevitável. A renovação do Senado, que será excelente para o país e para um provável governo de direita.

 Pandemônio é o que estamos vemos agora.

Jornal da Cidade Online

Abel Ferreira técnico do Palmeiras: Um gajo mais do que mal educado

Desde que chegou ao Brasil, como um desconhecido, diga-se, Abel Ferreira passou a ser reconhecido como um treinador de excelência, e longevo, na Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas, sua postura é lamentável, nas tratativas com as pessoas de forma geral. Nas entrevistas, nota-se sua esnobe fala professoral e impositiva, e soberba carregada de arrogância, fora que adora dar lição de moral (sempre efêmera, por sinal). Sem medo, entendo que ele se enxerga como superior por ser europeu, comparável a um xenófobo, com o agravante de ser ele o estrangeiro por aqui. No popular, caga na cabeça dos outros.

A imprensa, com algumas exceções, o trata como um mito, quase intocável (e não há vencedor máximo do futebol que possa ser elevado a essa condição, em hipótese nenhuma). E cá entre nós, respeito não está em seu dicionário, e a mim, dispenso de assistir suas entrevistas, por ojeriza, e preguiça de gente assim. Mas foi preciso que Abel avançasse sua prepotência para cima de um par da imprensa (um cinegrafista em serviço) para que eles elevassem o tom contra o caráter agressivo do gajo.

E para piorar, o sujeito acha que engana as pessoas. As imagens não deixam a mentira dele passar incólume. Nitidamente ele joga seu corpo contra o cinegrafista. 

Que feio, Abel!

Alexandre SiqueiraJornalista independente – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo.

 

Discurso de ódio de Lula incentiva hostilidade a Israel, diz, a Confederação Israelita

Confederação Israelita diz que Lula importou o conflito para o Brasil. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) criticou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto. A entidade afirmou que tais falas têm incentivado discursos de ódio e um aumento significativo de casos de antissemitismo no Brasil.

Em entrevista à CNN Brasil, o presidente da Conib, Claudio Lottenberg, afirmou que as declarações de Lula legitimam posições que incentivam discursos de ódio, resultando em um aumento de manifestações e atitudes antissemitas. Ele destacou que o presidente conseguiu algo inédito ao “importar o conflito para o Brasil”.

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) registrou um aumento de 263% nas denúncias de antissemitismo em instituições de ensino após a fala de Lula. Na semana anterior ao discurso, foram registradas 46 denúncias; após a declaração, o número subiu para 165. Os ataques ocorreram principalmente no ambiente virtual, mas também houve queixas de agressões verbais em ambientes escolares e universitários.

A Conib repudiou a comparação feita por Lula, classificando-a como uma “distorção perversa da realidade” que ofende a memória das vítimas do Holocausto e seus descendentes. A entidade ressaltou que Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país, matou mais de mil pessoas e promoveu atrocidades, enquanto os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos.

Além disso, a Conib solicitou uma audiência com o presidente Lula para discutir suas declarações e pediu um reposicionamento sobre o conflito no Oriente Médio. Claudio Lottenberg afirmou que, caso não haja um reposicionamento para a comunidade judaica.

Diário do Poder

STF vai atropelar o legislativo para julgar e regular o Marco Civil da Internet e impor a censura no Brasil

O julgamento do Marco Civil da Internet será retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão já está marcada para o dia 4 de junho. A análise da matéria havia sido suspensa em dezembro do ano passado, após pedido de vista do ministro André Mendonça. Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro soltou o verbo em suas redes sociais alertando para os riscos da “Farsa da Regulação das Redes no Brasil”:

“O Disfarce da Censura: A Farsa da Regulação das Redes no Brasil.

Jair Bolsonaro sempre alertou sobre os riscos crescentes de censura e do silenciamento da população sob pretextos democráticos. Hoje, o que era previsão virou realidade. O governo do PT avança de forma acelerada sobre a liberdade de expressão dos brasileiros, empurrando o país rumo a um modelo de controle autoritário da informação – tudo disfarçado sob o manto da ‘regulação das redes sociais’.

A justificativa é sempre a mesma: combater fake news, discurso de ódio, desinformação. Mas por trás dessa retórica existe algo muito mais grave – a tentativa de controlar a narrativa pública, calar vozes divergentes e estabelecer um monopólio estatal sobre a verdade. Projetos como o PL das Fake News (PL 2630) e ações judiciais que silenciam perfis, censuram conteúdos e intimidam comunicadores independentes não são defesa da democracia; são ataque direto a ela.

E o mais absurdo é que não há sequer necessidade de novas leis para lidar com abusos reais. O Código Penal já contempla os crimes de calúnia, injúria e difamação. Ou seja, quando há ofensa, já há meios legais para punir os responsáveis. A estrutura jurídica está posta. O que se busca com essa nova ‘regulação’ não é justiça – é controle. É censura, pura e simples.

Estamos vendo o Estado se posicionar como o único intérprete legítimo da realidade. É o governo decidindo o que você pode ou não dizer, ler, compartilhar. Isso é incompatível com qualquer democracia séria. A liberdade de expressão não é um privilégio concedido pelo Estado – é um direito inegociável do povo.

A verdade é clara: a tal regulação das redes é uma falácia. Um pretexto. Um instrumento de dominação política. Se permitirmos que isso avance, amanhã não será só a sua opinião que estará em risco- será o seu direito de pensar livremente.

O Brasil precisa reagir, dentro da lei, antes que seja tarde demais.”

Jornal da Cidade Online

IOF “Reborn”

                                                                                                      *Paulo Rabello de Castro

Devo à minha amiga Adriana Di Salvo, do Instituto Atlântico, a sacada do ano, quando assim se referiu à mais recente tentativa de tunga ao pagador de impostos brasileiro: “Paulo, esse é o IOF Reborn!” A exclamação não poderia ser mais inspirada e precisa. O boneco tributário criado na semana passada pela equipe de Fernando Haddad, com a concordância de Lula, revela até que ponto viramos um País desrespeitado por Brasília e seus ocupantes políticos. A tentativa de elevar a taxa do IOF sobre quase todas as operações de crédito, câmbio e seguros, com finalidade declaradamente arrecadatória, é um golpe baixo no estômago dos já agredidos contribuintes nacionais. Se mantida, a medida tem potencial de elevar o custo dos empréstimos e financiamentos entre 20 e 30%, dependendo da incidência nesse ou naquele segmento e de como se faça a conta do IOF majorado sobre o custo efetivo de uma operação de crédito. Se realmente a questão mais grave da economia brasileira é o absurdo custo financeiro e tributário, que recai sobre as atividades produtivas e de consumo, debilitando a capacidade de competição do País, por que diabos haveria o ministro da Fazenda, encarregado da orquestra da economia, desafinar a ponto de propor uma medida que, justamente, vem agravar os encargos financeiros por meio de mais um tributo da pior qualidade técnica?

Brasília, mais uma vez, pariu um “reborn”. Trata-se de uma medida que já nasce sem vida. Do lado jurídico, não demorou um minuto para os especialistas em direito constitucional apontarem a inviabilidade legal do Decreto. De fato, numa democracia não se pode manipular as regras tributárias sem antes combinar “com os índios”. Quer dizer, para alterar regras de arrecadação, o governo deve ir ao Congresso para obter aprovação da medida pretendida. Se o Congresso concordar, então se respeitará um prazo (em geral o exercício fiscal seguinte) para a nova regra vigorar. Numa verdadeira democracia, o cidadão não leva sustos nem sofre bullying dos inquilinos do poder. A Constituição protege o contribuinte de arbitrariedades. Aqui não foi esse o caso. O IOF Reborn nasceu da imaginação curta de assessores mal informados da Fazenda, que desconhecem o comando constitucional. O IOF – Imposto sobre Operações Financeiras- tem finalidade, estritamente, de regular fluxos monetários na economia e não pode servir para fazer caixa, ainda que sua incidência, quando positiva, até gere alguma receita fiscal. Em outras palavras, o IOF é um imposto feito para ser ZERO em condições normais dos mercados, sendo ativado apenas quando algum freio financeiro se torna imperativo em certas condições de mercado. Por isso, não depende, neste caso específico, de prévia aprovação parlamentar.

O IOF Reborn não poderá prosperar. É obrigação do Congresso brasileiro agir contra o famigerado Decreto, aliás já parcialmente revogado na primeira chiadeira dos bancos contra a medida, no âmbito cambial. Resta agora defender o lado dos pequenos, já que o tal IOF incide sobre créditos para pequenos negócios e sobre financiamentos em geral. Tudo indica que o governo terá que recuar. É um papelão que a Fazenda não precisaria praticar. O ministro alega, perdido no baile, que “por ora, a medida permanece, por falta de alternativas”. Mas há alternativas. Uma delas é parar de inventar e começar a fazer o dever de ministro da Fazenda: controlar e, se necessário (esse é o caso), revisar todo o orçamento ora em execução. Os gastos públicos exorbitam há muito tempo. Existe um suposto “arcabouço fiscal “destinado a pautar os limites do gasto público. É na despesa que reside o desafio de controle, e não no bolso do contribuinte onde o governo Lula gosta de ir buscar a solução para financiar sua inveterada gastança.

O recente episódio da funcionária apegada a um bebê reborn, que resolveu apelar à justiça trabalhista para reivindicar sua “licença maternidade”, negada pelos insensíveis patrões de uma mãe de boneca, dá uma dimensão do teatro do absurdo praticado hoje por Brasília sobre seus súditos. Brasília também reivindica que o País continue ninando e dando de comer às bonecas reborn criadas pelo Planalto. Todos sabemos que bonecas não falam porque nem vivas são. Mas as consequências do grave descolamento da realidade são, sim, um grave problema para um País que pretende voltar a se reencontrar com a porta da prosperidade.

*Paulo Rabello de Castro, formado em Economia e Direito, M.A. e Ph.D pela Universidade de Chicago, ex-Presidente do BNDES e do IBGE, fundador e sócio da RC Consultores.

 

A roubalheira no INSS vem de servidores com a venda de cadastros de aposentados e pensionistas

Por apenas R$ 150 é possível ter uma lista com 500 pessoas cadastradas no sistema do INSS com os seguintes dados: Nome completo, CPF, data de nascimento, endereço completo, nome da mãe, valor da aposentadoria, telefones, e-mails. As listas são vendidas para advogados e contemplam todos os estados brasileiros. Um pacote com até 10 mil nomes sai por R$ 450; um estado completo, por R$ 600.

A revelação foi feita pela CNN

O público-alvo é formado por advogados que usam dos dados para prospectar clientes. A origem dos dados, são dos arquivos do INSS, o que proporciona, a que a instituição de maneira criminosa coloque aposentados e pensionistas a mercê de bandidos e organizações, inclusive várias entidades sindicais que se transformaram em verdadeiros sindicatos de ladrões. O uso desses compilados de dados obtidos de forma ilegal é vetado pela OAB. A ação ainda fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impede o uso de informações pessoais sem o consentimento dos titulares dos dados.

Jornal da Cidade Online

Câmara dos Deputados aprova punição maior para quem provocar incêndio em floresta

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as penas do crime de provocar incêndio em floresta e em outras formas de vegetação, proibindo o condenado de contratar com o poder público ou receber subsídios. O texto agora será enviado ao Senado. De autoria do deputado Gervásio Maia (PSB-PB), o Projeto de Lei 3.339/2024 foi aprovado nesta segunda-feira (2/5) na forma de um substitutivo do relator, deputado Patrus Ananias (PT-MG). A proibição prevista será por cinco anos após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória e envolve ainda subvenções ou doações recebíveis da administração pública.

O texto aprovado também prevê novo agravante de todos os crimes tipificados na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) relacionados à prática do delito que tenha dificultado a plena prestação de serviços públicos, a exemplo de queimadas cuja poluição impeça o trânsito em estradas ou o funcionamento de aeroportos.

Pena maior

A pena do crime de provocar incêndio em floresta e em outras formas de vegetação aumenta de reclusão de dois a quatros anos e multa para reclusão de três a seis anos e multa, além da proibição de contratar com o poder público. Se o crime for culposo, a pena de detenção de seis meses a um ano e multa aumenta para um a dois anos e multa. Outros agravantes são criados para esse crime, como o caso de ter sido praticado expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outro, o que permitirá o aumento da pena de um sexto a um terço.

Haverá ainda aumento da pena, de um terço à metade, se o crime for praticado:

— Expondo a perigo iminente e direto a população e a saúde pública em centros urbanos;

— Atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas, por ato do poder público, a regime especial de uso;

— Por duas ou mais pessoas;

— Com a finalidade de obter vantagem pecuniária para si ou para outro; e

— Expondo a perigo iminente e direto espécies que constem de lista oficial de espécies ameaçadas de extinção.

Neste último item, foi aprovado, por acordo das lideranças partidárias, um destaque do PL que retirou desse agravante a exposição a perigo iminente e direto de espécies raras. A queima controlada ou o seu uso tradicional e adaptativo disciplinados na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Lei 14.944/2024) não se incluem nesse tipo penal.

Crimes contra a flora

Em todos os crimes listados na lei que sejam contra a vegetação, o projeto propõe novos casos em que haverá aumento de um sexto a um terço da pena:

— Se o crime for cometido com impacto ambiental extrarregional ou nacional;

— Se o agente promove, financia, organiza ou dirige a atividade dos demais agentes para a prática criminosa;

— Se do crime resulta lesão corporal de natureza grave em outrem. Quando do ato resultar a morte de alguém, a pena será aumentada até o dobro.

Com informações da Agência Câmara.

 

Caos Fiscal e aumento do IOF: O Brasil à beira da falência

O Brasil vive um momento crítico. A escalada do déficit público e a dificuldade do governo em cumprir metas fiscais revelam não apenas uma crise de gestão, mas uma ausência completa de projeto econômico. Em maio de 2025, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) escancarou a desordem fiscal e a tendência do governo Lula de adotar soluções emergenciais, penalizando diretamente a população e o setor produtivo.

A decisão de elevar o IOF, que incidiu sobre operações de crédito, câmbio e seguros, foi vendida como ajuste técnico. Na prática, representou um aumento de até 300% na carga tributária sobre algumas operações financeiras. Empresas de médio e grande porte passaram a recalcular investimentos, enquanto consumidores foram diretamente atingidos com encarecimento do crédito, parcelamentos e seguros.

A tentativa de justificar o aumento como necessário para conter o rombo fiscal foi duramente criticada por parlamentares e economistas. O senador Rogério Marinho classificou a medida como punitiva para o setor produtivo. Já Ciro Nogueira apontou impactos diretos sobre empresas que contratam crédito em larga escala, chamando o aumento de “tiro no pé” do crescimento econômico.

Mais grave do que a medida em si foi a forma como ela foi implementada. Sem diálogo com o Banco Central, sem discussão com o Congresso, e com recuo parcial após pressão pública, o episódio revelou a desorganização da equipe econômica. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu a ausência de coordenação prévia com autoridades monetárias, gerando ainda mais insegurança entre investidores e analistas.

Essa desarticulação também se reflete na relação com o Congresso. O presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, acusou o Executivo de atropelar prerrogativas do Legislativo ao editar decretos com impacto direto sobre a arrecadação, sem debate ou aprovação parlamentar. O embate entre os Poderes se intensifica, enquanto o país carece de soluções estruturais. Por trás das decisões fiscais está uma lógica populista: o governo amplia gastos, lança novos programas sociais com viés eleitoral e evita o enfrentamento de privilégios corporativos e ineficiências estatais. O resultado é um Estado inchado, ineficiente e cada vez mais dependente de aumento de impostos para sobreviver.

Enquanto isso, reformas fundamentais, como a administrativa e a tributária, seguem em compasso de espera. Em vez de cortar despesas, o governo prefere repassar a conta para empresas e consumidores. O aumento do IOF é a ponta do iceberg de uma política que prioriza o curto prazo em detrimento da estabilidade futura. Especialistas alertam que esse tipo de política econômica pode empurrar o Brasil para uma espiral semelhante à vivida por países como Argentina e Venezuela, onde o excesso de intervenção estatal e a má gestão fiscal comprometeram a sustentabilidade econômica. Um levantamento citado por O Globo mostrou que mais de 70% das menções ao aumento do IOF nas redes sociais foram negativas. O sentimento popular é de revolta, não apenas com o imposto, mas com a postura de um governo que parece alheio à realidade.

A crise fiscal brasileira não será resolvida com medidas paliativas nem com mais impostos. Exige responsabilidade, diálogo institucional e coragem para enfrentar reformas profundas. Enquanto o governo continuar optando por canetadas unilaterais e decisões de impacto imediato, o país seguirá refém de um ciclo vicioso de estagnação, desconfiança e desigualdade. O aumento do IOF não foi apenas um erro econômico. Foi um sintoma claro de uma condução irresponsável que, se mantida, nos levará inevitavelmente a um colapso de credibilidade, de crescimento e de confiança. O Brasil está à beira da falência.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Ministros do STF, reagem após Lula virar as costas para a defesa de Alexandre de Moraes

A CNN Brasil acaba de revelar, em artigo, que ministros do STF estão frustrados ante ao “descaso” do Governo Lula com a iminente reação dos EUA contra Alexandre de Moraes e aliados. De acordo com o artigo, “ministros aguardavam postura mais proativa contra ameaças de Trump”.

Leia na íntegra o texto da CNN:

“Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relatam estar decepcionados com a conduta do Itamaraty diante das possíveis sanções do governo norte-americano contra autoridades brasileiras. Nos bastidores da Corte, a avaliação é de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já deveria ter se manifestado contra as ameaças do governo do presidente Donald Trump.

A diplomacia, no entanto, tem optado pela cautela neste primeiro momento. Auxiliares do chanceler dizem que qualquer iniciativa mais enfática seria precipitada, uma vez que ainda não há medidas concretas por parte dos Estados Unidos. Por outro lado, para o STF, a gravidade das declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que admitiu a hipótese de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, já seria o suficiente para que o Itamaraty desse uma resposta pública.

Some-se a isso o anúncio de que os EUA vão restringir a entrada de estrangeiros que forem avaliados por Trump como “censores” de empresas ou cidadãos norte-americanos — uma crítica constantemente feita pelo governo e por congressistas americanos a Alexandre de Moraes. A insatisfação no Supremo cresceu ainda mais depois que Vieira desmarcou reuniões que teria na Corte para tratar do assunto.

Os ministros interpretaram o cancelamento como um “descaso” — ou, no mínimo, um sinal de que o caso não está recebendo a atenção devida.

Na semana passada, em audiência na Câmara dos Deputados, Vieira disse que o interesse nacional dita as relações do Brasil com outros países e que os EUA não podem aplicar a chamada Lei Magnitsky – ponto de partida para as sanções a Moraes – fora do seu território. Nas interlocuções entre o Itamaraty e o Supremo, o chanceler tem reforçado esse entendimento e garantido aos ministros que a situação está sob constante monitoramento.”

Jornal da Cidade Online