Lula confirma que não merece confiança

O grande incentivador de dívidas do Brasil é o próprio Lula, que não tem como convencer que está preocupado de verdade com apostas esportivas. A irresponsável proibição de apostas esportivas por meio de uma medida provisória despertou uma série de debates sobre as bets, mas mesmo os defensores da medida sabem — e muitos até admitem — que se trata apenas de mais uma tentativa desesperada de Lula de ganhar alguns votos. Qualquer debate sério sobre o assunto no momento é, portanto, cínico. Não estão em questão os ludopatas ou medidas de saúde para previnir o vício, até porque a regulamentação se justificava, em parte, por estratégias para inibir o jogo clandestino, que responde por quase 50% das apostas. O governo Lula regulamentou as apostas esportivas porque queria o dinheiro dos impostos — e conseguiu muito. Mesmo assim, chega ao fim de mais um ano com perspectiva de dever, cheio de subterfúgios para fingir que está tudo bem enquanto a dívida pública sobe, porque não controlou seus próprios gastos, levando a taxa básica de juros ao valor recorde de 15%.

O grande incentivador das dívidas

Foi isso, e não apenas as bets, que endividou os brasileiros, além dos costumeiros incentivos do governo para que a população gastasse, por meio de crédito. É perverso que, agora, os lulistas ponham a culpa nas apostas, porque o grande incentivador de dívida do Brasil é o próprio Lula. Desesperado na reta final da campanha, o presidente não vai se prestar sequer a devolver o dinheiro das licenças que vendeu por 30 milhões de reais para cada uma das 85 empresas, num total de 2,5 bilhões de reais.

Pode ser porque o próprio governo reconheça que essa proibição não tem horizonte longo, por questões judiciais ou por falta de perspectiva de o Congresso Nacional participar do truque, que envolve até cobrar ainda mais dinheiro das empresas, por conta do vício de alguns apostadores.

Insegurança

O presidente precisa apenas passar a impressão de que é contra as apostas esportivas, e quebrar alguns contratos, alargando a vasta insegurança jurídica do país, parece um mero detalhe. Para deixar tudo ainda mais ridículo, o governo anunciou, junto com o fim das bets, a terceira edição do programa Desenrola, para renegociar as dívidas que Lula empurrou os brasileiros a fazer. Se ainda restava alguma dúvida de que Lula não merece qualquer confiança, o próprio presidente a tirou ao assinar essa medida provisória. O petista escrachou tanto na reta final do primeiro turno que talvez seja melhor mesmo que ele consiga um quarto mandato, para sofrer as consequências.

O Antagonista

 

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