De que adianta o Copom reduzir a taxa Selic para 2,25%, se os bancos praticam juros extorsivos

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir novamente a taxa básica de juros (Selic) para 2,25% — menor valor da série histórica — entidades empresariais consideraram a medida acertada. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida vai facilitar o acesso ao crédito em meio à pandemia do novo coronavírus e “contribuir para a queda do custo de financiamento às empresas e à população”, necessário para atravessar a crise.

Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) acredita que a decisão foi correta, porque a expectativa é de que a inflação não atinja o piso da meta previsto para 2020. Além disso, a Firjan destaca que “há necessidade de menor rigidez nas condições de oferta de crédito”, de modo que as instituições financeiras possam destravar o crédito em meio à crise econômica.

O que se faz necessário e com bastante urgência, se é que existe dentro do governo alguma instituição capaz e com força suficiente para fiscalizar os bancos, começando dos oficiais. Dentro das instituições públicas e no Conselho Monetário Nacional, o que mais existe, são prepostos de banqueiros, sem falarmos na infinidade de favores e até negociatas que fazem com políticos. Essa redução da taxa selic é para quem acredita em Papai Noel.

 

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