Ajudado pelo STF, João Vaccari do PT volta à cena do crime, diz o senador Sérgio Moro

“Soltar condenados por corrupção faz mal ao erário”, escreveu o senador e governador eleito do Paraná. O senador e governador eleito do Paraná, Sérgio Moro, comentou nas redes sociais a reportagem desta sexta, 09, da revista Veja, em que João Vaccari Neto (foto) aparece em negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro. No texto, Vaccari Neto negocia com Vorcaro dois pagamentos milionários para que o banco Master ficasse apto a receber valores dos fundos de pensão dos servidores federais, como Banco do Brasil, Caixa Asset e Previ, controlados pelo petismo.

“Quem iria imaginar que João Vaccari Neto iria surgir em nova denúncia de corrupção no governo Lula? Esta relatada por Veja envolve negociata com o Vorcaro. Será que foi uma boa ideia anular as condenações dele no Petrolão? Soltar condenados por corrupção faz mal ao erário,” escreveu Moro.

Lava Jato

Como tesoureiro do PT, Vaccari foi o principal operador financeiro do esquema do petrolão, em que empresas obtiveram contratos lucrativos com a Petrobras e, em troca, abasteceram os cofres do partido e de seus integrantes. As condenações passaram pela operação Lava Jato, a 13ª Vara Federal de Curitiba, em que Sergio Moro era juiz.

Em 2016, Vaccari foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção passiva no caso do empréstimo de 12 milhões do Banco Schahin. O empréstimo foi feito pelo pecuarista José Carlos Bumlain, mas o real destinatário foi o PT. Em paralelo, a Schahin Engenharia ganhou um contrato para operar navios-sonda para a Petrobras.

No ano seguinte, ele pegou 24 anos de prisão por corrupção passiva. Propinas pagas pelo Grupo Keppel em contratos com a empresa Sete Brasil Participações foram parar em contas no exterior, controladas por Mônica Moura e João Santana, marqueteiros do PT. Mônica e João Santana foram condenados por lavagem de dinheiro.

O Antagonista

 

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