O acordo que selará a derrota de Davi Alcolumbre, candidato à presidência do Senado, do Planalto e do STF

Senadores de oposição a Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela Presidência do Senado começam a discutir um acordo para viabilizar uma candidatura única contra o atual presidente da Casa, reunindo Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) em um mesmo bloco. As informações são do site O Antagonista.

Os dois são pré-candidatos ao cargo, mas, por enquanto, nenhum pretende abrir mão da disputa. A divisão pode favorecer Alcolumbre, que busca a reeleição. Na semana passada, Tereza e Marinho se reuniram para tentar chegar a um acordo, mas não houve consenso. A expectativa é que os dois voltem a conversar na próxima semana. Uma das propostas em discussão prevê que, se Marinho disputar a Presidência do Senado, ele apoiará Tereza para o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso Tereza seja a candidata ao comando da Casa, Marinho ficaria com o apoio dela para presidir o colegiado.

O arranjo tem precedente. Quando Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputou e venceu a eleição para a Presidência do Senado, em 2021, Alcolumbre foi escolhido para comandar a CCJ. A comissão é considerada a mais importante do Senado. Entre suas atribuições está a análise das indicações para o Supremo Tribunal Federal. Sem a aprovação da CCJ, as indicações de ministros do STF não avançam para votação no plenário.

Jornal da Cidade Online

 

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