Realidade paralela: Nikolas Ferreira vai protocolar CPI contra “pesquisas” do IBGE sob orientação do PT

Opositor do governo na Câmera, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) questiona pesquisas feitas pelo IBGE que atualmente é comandado pelo petista Marcio Pochmann.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) vai colher assinaturas para tentar protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o intuito de analisar possíveis discrepâncias em pesquisas publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que no momento tem como presidente o petista Marcio Pochmann.

O deputado afirma que o governo Lula fabrica uma realidade paralela “Lula colocou um petista fiel, Marcio Pochmann, no comando do IBGE para fabricar uma “realidade paralela”. Dados recentes do IBGE mostram desemprego de 6,1%, retirando da conta 4,4 milhões de desempregados, além de publicar que o Brasil atinge o menor índice de pobreza da história, mas com critérios alterados”

“Não vamos aceitar manipulações para propaganda de governo. Vou protocolar uma CPI para investigar essas distorções e garantir que o IBGE publique dados em conformidade com a realidade e que não seja transformado em um puxadinho do PT.”, finaliza o parlamentar.

Diário do Poder

 

Sem aplausos para Fernanda Torres: “Os tempos são horríveis, banhados em dor e perplexidade”

Seria melhor que milhões discordassem de mim, do que eu, sendo uma só, discordasse de mim mesma. Sendo assim, não me unirei jamais ao séquito que hoje reverencia Fernanda Torres pelo seu prêmio de melhor atriz em evento internacional. Não me unirei porque sou coerente, e essa coerência me faz ver a realidade com olhos límpidos, me faz ver a realidade nua e cruamente. Eu a aplaudiria se os tempos fossem outros. Não são. Os tempos são horríveis, banhados em dor e perplexidade.

Pois bem. O fato concreto é que a atriz recebeu o prêmio de melhor atriz em filme que fala da ditadura que existiu no Brasil na década de 60, relatando o caso específico de um deputado que foi levado pela polícia da época e nunca mais foi visto.

Ditaduras são sempre inaceitáveis, e a ditadura da época teve militantes de esquerda presos, censurados e exilados. Acontece que neste exato momento histórico estamos vivendo momento semelhante, com a diferença que agora é o espectro político da Direita a receber sobre si o tacão da odiosa ditadura. Políticos, jornalistas, cidadãos comuns estão sendo perseguidos, censurados, presos e exilados.

Temos até mesmo um igual deputado, preso por motivo exdrúxulo, perseguido cruelmente por um ser abominável que está fazendo da vida de todos um verdadeiro inferno, e que no momento geme de dor em sua cela, preso, em grande sofrimento, ainda que sobre ele não paire nenhuma acusação que não seja a de simplesmente falar enquanto ocupante da função que exercia como Deputado Federal da nossa agonizante República.

A única diferença entre o deputado de esquerda que sumiu nos denominados “anos de chumbo” e o deputado de direita que sofre nas mãos de um regime autoritário que se diz, de maneira surreal, defensor da democracia no país, é que esse ainda vive, ainda que não se saiba até quando irá suportar o que agora sofre sob o tacão dos novos ditadores de plantão.

Terá a atriz olhos vendados ou seletivos para o que a História do seu país lhe entrega, diariamente, através de fatos que causam angústia, sofrimento, revolta a milhões de brasileiros? Terá a atriz se ausentado da realidade que a impede de ver que o presidente com quem tão bem se relaciona, apoia e vota é um apoiador de ditaduras e terrorismos?

Um homem cínico, que disse, em meio a sussurros vagos, não concordar com a ditadura de Maduro na Venezuela, mas que irá enviar representante brasileiro para sua posse nos próximos dias enquanto Milei, o presidente argentino, vai na direção contrária, recebe o verdadeiro vencedor do pleito, sob os aplausos de milhares de venezuelanos asilados naquele país?

Um homem que apoia os terroristas do Hamas, que se coloca frontalmente contra Israel e que no último final de semana aprovou o pedido de prisão de soldado israelense em férias no Brasil, soldado esse que esteve presente no dia do massacre impetrado pelo Hamas em território israelense, causando a morte, o sequestro, o estupro de milhares de israelenses e ainda mantém sob sua tutela, passados mais de 400 dias, uma centena de reféns em condições físicas e mentais deploráveis, com vidas devastadas, destruídas para sempre?

Eu a aplaudiria e reconheceria seu talento artístico se ela, coerentemente, aproveitasse o evento e denunciasse o que nós, aqui no Brasil, estamos vivendo. Mas como esperar algo de alguém que é contra ditaduras contra os seus, mas ignora os que sofrem sob novas formas de censura, de cala bocas, de prisões, e se enrola nos braços daquele que é o grande responsável por toda a desgraça que o Brasil vive desde sua subida ao poder em 2002?

Serei, portanto, voz dissonante.

Não, Fernanda, não há como te parabenizar. Você é só mais uma peça desse sinistro Sistema que engloba todo um consórcio destinado a reinar a partir da sua visão de mundo e esmagar todo pensamento divergente. Não estarei na fila dos adoradores cegos de plantão.

Eu sigo só, mas de pé.

Silvia Gabas

Publicado originalmente no Facebook. Conheça o blog da autora: div style=”display: inline !important;”>silviaouseparaser.blogspot.com

 

Brasil teve 1 milhão de focos de incêndios em 5 anos. O Maranhão registrou 97.124, segundo o INPE

Dados da plataforma Terrabrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que o Brasil teve 1 milhão de focos de incêndios em vegetação entre os anos de 2020 e 2024. Nesse intervalo, o ano com maior quantidade de registros foi justamente o de 2024, o que ocorreu, segundo o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima (MMA), em razão de seca excepcional – segundo a pasta a pior nos últimos 74 anos. A maior parte dos focos está concentrada em cinco estados. Foram 628.365 focos em cinco anos, no Pará (200.685), em Mato Grosso (171.534), Amazonas (97.885), Maranhão (97.124) e Tocantins (61.137). Seu desenho, uma estrada de fogo que corta o meio do país, coincide com áreas de expansão agrícola, principalmente para soja e pasto, e com regiões marcadas pela grilagem e pelo garimpo. Todos esses estados tiveram aumento de focos de incêndio na comparação entre 2024 e 2023, com destaque para Mato Grosso, com aumento de 130%, e para o Tocantins, com alta de 78%.

A novidade, em 2024, está no aumento de incêndios em áreas classificadas como sem Cadastro Ambiental Rural (CAR), ou seja, áreas que não são propriedades rurais. Entre 2020 e 2023, esse tipo de registro esteve no patamar de 20% do total nos cinco estados com mais registros, nos meses críticos (agosto e setembro), mas em 2024 o percentual saltou para 29,2%. Também houve aumento da participação de grandes propriedades, de uma média de 35% para o patamar de 40% dos registros.

Reação

O aumento acelerou a resposta dos governos. No âmbito federal, foi concluída a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que inicia 2025 em funcionamento, o que, segundo o MMA, garantirá o fortalecimento da articulação junto a estados e municípios, fator considerado crucial para alcançar respostas mais céleres em relação aos incêndios. A política foi criada em meio à crise, em julho de 2024, após a seca atingir duramente a região do Pantanal, e coordena a ação de União, estados e municípios, além de sociedade civil e organizações privadas. A pasta informou que haverá a destinação de R$ 280 milhões do Fundo Amazônia para o combate a incêndios nos estados, e que se somam a cerca de R$ 650 milhões do Orçamento federal. O objetivo é evitar outro “pior ano”, pois desde 2010 não houve registro de tantos focos quanto em 2024.

O registro de maior número de focos não significa necessariamente maior área queimada. Em São Paulo, estado com maior crescimento de focos (422%, com 8.712 focos registrados em 2024), o aumento de área queimada esteve abaixo de 2% nas áreas de conservação, e os focos se concentraram em propriedades rurais, especialmente nas lavouras de cana-de-açúcar.

‘Culpa do clima’

Diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz faz a gestão das áreas de conservação no estado. Ele acompanha todo o ciclo de preparação e combate aos incêndios, inclusive em campo, e concorda com o motivo apontado pelo MMA: os incêndios aumentaram com as condições climáticas mais severas dos últimos anos. Para ele, que acompanhou as últimas rodadas de Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs), a expectativa é de efeitos mais severos, o que demanda melhoria no planejamento.

“Não adianta termos tido uma boa resposta esse ano e acharmos que será a mesma coisa em 2030. Teremos de planejar ano a ano, aumentar a [qualidade e velocidade] das respostas e a ação com municípios, governo federal e organizações civis”, defendeu. “Estamos em um momento de reavaliar a forma como ocupamos a terra, repensando as lavouras adequadas para os diferentes ambientes”, completou o ex-procurador do estado. A reportagem também entrou em contato com os governos do Pará, de Mato Grosso, do Amazonas e do Maranhão. Amazonas e Pará não responderam.

O Governo do Maranhão informou ter consolidado Plano de Ação para os anos de 2024 a 2027, além de ter “reforçado o monitoramento de áreas degradadas, intensificado as fiscalizações ambientais e implementado a apuração de infrações”. “Outro destaque é o Programa Floresta Viva MA, voltado à preservação florestal, recuperação de áreas degradadas e valorização dos serviços ecossistêmicos. Com seis eixos principais, o programa incentiva práticas sustentáveis por produtores rurais, comunidades tradicionais e outras populações estratégicas, promovendo a conservação para as atuais e futuras gerações”, informou, em nota. O estado teve 97 mil focos registrados desde 2020, porém não tem aumento considerável desde 2022, quando chegou ao patamar de 20 mil focos.

Agência Brasil

 

Cadê a transparência? Lula eleva gastos ocultos e mantém sigilo de 100 anos do cartão corporativo

A Presidência da República desembolsou R$ 38,3 milhões com gastos sigilosos no cartão corporativo entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. Após fazer várias críticas ao governo anterior, o presidente Lula (PT) manteve o sigilo de 100 anos nos gastos do cartão corporativo, apesar das promessas feitas contra o sigilo durante a campanha de 2022.

Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, mais de 3 mil pedidos via Lei de Acesso à Informação foram negados, um aumento de 8,4% em relação às 2.959 negativas no mesmo período do governo Bolsonaro. A Presidência da República desembolsou R$ 38,3 milhões com gastos sigilosos no cartão corporativo nesse período.

Diário do Poder

Fernanda Torres vence Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama e ganha destaque internacional

                                          Esta é a primeira vez que uma brasileira conquista o prêmio

Fernanda Torres venceu o Globo de Ouro 2025, na categoria Melhor Atriz em Filme de Drama por sua atuação em “Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles. Esta é a primeira vez que uma brasileira conquista o prêmio na categoria, marcando um momento inesquecível para o cinema nacional. No palco, visivelmente emocionada, Fernanda dedicou a vitória à equipe do filme, à sua mãe, Fernanda Montenegro, e ao público brasileiro.

Embora o longa tenha perdido na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira, a vitória de Fernanda reafirma o talento brasileiro no cenário internacional.

Diário do Poder

Pesquisas mostram tendência de mais queda de Lula: “União e Reconstrução” e “Governo do Amor,” frustrados

Todas as pesquisas dos principais institutos do país indicam que a popularidade de Lula só cai, desde a sua posse. Dois dados apontados são fundamentais. Apesar de falar em “união e reconstrução” e “Governo do amor”, o petista não conseguiu romper a polarização e avançar sobre o eleitorado que não votou nele em 2022 (ele foi eleito com 50,90% dos votos). Pior ainda para o petista é que os números mostram que ele perdeu uma boa parcela do grupo que o elegeu.

Esse levantamento foi feito pelo site Poder 360, que comparou os resultados de 6 institutos: Poder Data, Datafolha, Ipec, Quaest, CNT/MDA e Paraná Pesquisas, considerando a 1ª pesquisa realizada em 2023 e o último levantamento feito em 2024. A conclusão é óbvia. Lula entra na 2ª metade de seu mandato com menos apoio do que o conquistado nas urnas.

De janeiro de 2023 a dezembro de 2024, as taxas de avaliação positivas do presidente ou do governo –a maneira de perguntar é diferente dentre os levantamentos– caíram na maioria dos estudos. Só na comparação das pesquisas feitas pelo Datafolha, a variação está dentro da margem de erro, mas ainda assim é negativa para o Planalto.

O mais drástico para o governo é que a tendência é que a situação tende a piorar.

Jornal da Cidade Online

As ambições de Flavio Dino: Segurar emendas não escondem o passado…

Os rumores de que Flavio Dino estaria criando o ambiente favorável através do ‘combate à corrupção’ para se tornar o sucessor de Lula não causam medo. Uma pesquisa simples e nomes como Mariano Mendes, Codevasf, Embratur, Odebrecht e respiradores aparecem em várias mídias.

Com tantas lacunas nas investigações desses períodos, seria impossível para um candidato ganhar apoio da população sem ressalvas. Segurar emendas não será suficiente para esconder o passado. Na minha opinião, ele só está motivando a militância e ajudando Lula no que pode.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

O Estado de São Paulo: “A credibilidade do STF em queda livre”

Em um momento de descrédito popular crescente, o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta críticas sobre corporativismo, ativismo judicial e alinhamento político, mesmo declarando que atua em prol da democracia e da civilização do país. O editorial do jornal O Estado de São Paulo, publicado nesta quinta-feira, 2, intitulado “A credibilidade do STF em queda livre”, destaca a discrepância entre a narrativa da Corte e a percepção pública. Segundo pesquisa do Poder Data divulgada em dezembro, o percentual de brasileiros que avaliam o desempenho do STF como “ótimo” ou “bom” despencou de 31% para 12%, enquanto os que consideram a atuação da Corte “ruim” ou “péssima” subiram de 31% para 43%.

No editorial, o Estadão critica duramente os ministros do STF, acusando-os de “perverter a lei” em benefício próprio.

“Os juízes, que deveriam garantir que a lei seja igual para todos, são especialistas em pervertê-la a seu favor”, afirma o texto, que também aponta privilégios excessivos desfrutados pelos magistrados, contrastando com a realidade dos cidadãos comuns que sustentam o Judiciário mais caro do mundo.

O editorial identifica possíveis razões para o crescente descrédito do STF em comparação ao restante do Judiciário, citando práticas como “garantismo, punitivismo, lobby e conflitos de interesse”. A anulação em massa de condenações da Operação Lava Jato, envolvendo réus confessos, é destacada como exemplo de decisões controversas da Corte.

Além disso, o STF é criticado por interferir em questões do Executivo e Legislativo, determinando políticas públicas e reescrevendo leis sobre temas sensíveis, como aborto, drogas, internet e demarcação de terras indígenas.

Estadão conclui com um aviso incisivo à Suprema Corte:

“Se continuar semeando vento, que não se surpreenda quando colher tempestade”.

Jornal da Cidade Online

 

Comandante da Marinha é humilhado na Granja do Torto e perde autonomia de divulgações da pasta

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, levou o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, para uma conversa com Lula nesta sexta-feira (3). O almirante foi se explicar sobre o vídeo da Marinha que irritou o petista. Na produção feita no começo de dezembro, a Marinha ironiza o que seriam “privilégios” aos militares, em uma crítica indireta ao pacote de ajuste fiscal do Ministério da Fazenda e que incluiu as Forças Armadas.

O encontro ocorreu na Granja do Torto, residência de campo oficial da Presidência da República, onde Lula passou o Ano Novo. Na conversa, Olsen deu explicações a Lula sobre o vídeo alusivo ao Dia do Marinheiro. No filme, são intercaladas imagens de integrantes das Forças Armadas em treinamentos e civis em momento de lazer. No final, a gravação é encerrada com uma militar questionando: “Privilégios? Vem para a Marinha”.

Contrariado com a exibição do vídeo, Lula ligou para Múcio e perguntou se ele tinha conhecimento do teor, o que ele negou. A gravação foi divulgada sem passar por ele. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também telefonou para Múcio, irritado com o vídeo, que gerou também uma nova orientação no governo. A partir de agora, campanhas publicitárias produzidas pelas Forças Armadas deverão passar pelo aval do Ministério da Defesa antes de serem divulgadas. Até então, as Forças tinham autonomia para elaborar e divulgar suas campanhas, bastando apenas a aprovação do comandante.

De acordo com interlocutores, ao final das explicações a Lula, Múcio e Olsen deixaram a Granja do Torto com a sensação de que agora o assunto está encerrado. Ou seja, precisou o almirante se submeter a esse espetáculo humilhante para o assunto ser finalizado. Que tristeza!

Jornal da Cidade Online

Dengue matou mais do que Covid-19 no Brasil em 2024

Fechados os números de óbitos de 2024, as contas do Ministério da Saúde apontam que houve mais mortes por dengue em 2024 do que por covid-19. Números extraídos do Painel de Monitoramento de Arboviroses, mantido pela pasta da Saúde, registram 5.858 mortes confirmadas em razão da covid-19 em 2024. Já as mortes por dengue atingiram a triste marca de 5.972 ao longo do ano passado. Há ainda outras 908 mortes em investigação, o que pode elevar o número.

Recorde lamentável

O número de casos de dengue também bateu recorde histórico, são 6.484.890 só no ano passado.

Ranking

Os estados com maior número de casos prováveis são São Paulo (2,1 milhões), Minas Gerais (1,6 milhão) e Paraná (656 mil).

Presidengue

A pasmaceira do Ministério da Saúde e a disparada dos casos da doença renderam a Lula, entre opositores do pestista, a alcunha de presidengue.

Coluna do Claudio Humberto