‘A ética do PT é roubar’, dizia FHC, agora com Lula

A falta de memória de muitas pessoas ligadas ao PSDB, adversários históricos de Lula e do PT, afeta sobretudo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que esta semana declarou voto no ex-presidiário. Autor da frase “esqueçam o que escrevi” dos tempos de presidente, ele chegou a afirmar que “a ética do PT é roubar”, como mostra a capa da revista IstoÉ de anos atrás, viralizada nas redes. O jeito petista de roubar agora parece encantar aqueles que encararam a fúria de Lula & cia.

Perderam o juízo

Assim como FHC, um grupo de economistas tucanos milionários declarou voto em Lula, “por uma política econômica responsável”.

Economia arruinou?

Para essa turma, certamente são produto da atual “política econômica irresponsável” a inflação em queda, os empregos em alta e PIB de 3%.

Alzheimer político

Os economistas desmemoriados já não se lembram da oposição insana de Lula e do PT ao Plano Real, que eles implantaram a duras penas.

Coluna do Claudio Humberto

 

Grão Mestre da maçonaria desmente narrativa de desrespeito da esquerda

José Ricardo Salgueiro de Castro, Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro (GLMERJ), desmentiu veementemente mais uma mentira da esquerda envolvendo a instituição. O Grão-Mestre esclareceu que Jair Bolsonaro não é maçom, e sua presença na Maçonaria carioca aconteceu em 2017, quando o então deputado federal foi convidado a palestrar sobre o futuro do Brasil, para membros e não membros da instituição, em evento aberto a toda sociedade da cidade de Volta Redonda.

Explicou ainda que a maçonaria não é uma religião, respeitando a todas elas, e repudiou os ataques sofridos.

Essa postura inescrupulosa, como bem disse o Grão Mestre, tão comum entre os esquerdistas, praticamente é como um meio de vida, obriga a muitas autoridades, dirigentes de órgãos públicos, personalidades e até pessoas comuns, a intervir sempre que sofrem ataques desta verdadeira corja de marginais. Inclusive, nós jornalistas, nos sentimos obrigados a dispor de nosso tempo para desmentidos de maldosas narrativas que são implantadas pela esquerda. Enquanto isso, na Sala de Justiça… silêncio absoluto.

A atuação de jornalistas sérios, tema que já abordei em outras matérias, acaba sendo confundida como militância e defesa da direita brasileira. Mas isso não é verdade! Já mencionei que ícones da nossa imprensa se veem obrigados, e até constrangidos, de comentar tantas mentiras, ataques e covardias que, invariavelmente, tem como objetivo atingir o governo federal e o presidente da república.

E que a sociedade esteja preparada, pois neste período que antecede o segundo turno das eleições para presidente, será abundante o mar de embusteiros e impostores no país.

Alexandre Siqueira

Articulista

Editor do site https://blogopiniaoliberal.com/home  

 

CPI dos Institutos de Pesquisa tem assinaturas suficientes para abertura

27 senadores apoiaram a proposta de Marcos do Val (Podemos-ES); o objetivo é investigar erros nos números do primeiro turno. Do Maranhão, apenas o senador Roberto Rocha assinou o documento

O requerimento para a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Institutos de Pesquisa tem número de assinaturas suficiente para a criação do grupo. Segundo o senador que elaborou o documento, Marcos do Val (Podemos-ES), 27 parlamentares apoiaram e outros ainda devem assinar o pedido. A intenção é entregar o requerimento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), nesta quinta-feira (6).

“A eleição de 2 de outubro de 2022 novamente comprovou um fenômeno que vem sendo observado em eleições recentes, qual seja, a expressiva discrepância entre a intenção de voto aferida e os resultados efetivamente apurados”, disse o senador no requerimento. No texto, o senador destaca a necessidade de conhecer os critérios técnicos e científicos das pesquisas.

Marcos do Val citou, no texto, “expressivos e inegáveis impactos dessas pesquisas na formação do cenário político-eleitoral […] e na formação da decisão do voto pelo eleitor”; a “possibilidade, convincente, de preferências de algumas instituições por determinados candidatos”; e a variação de resultados entre institutos.

Segundo Do Val, na terça (4) tinham assinado o documento o próprio senador e os colegas Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Eduardo Girão (Podemos-CE), Telmário Mota (PROS-RR), Marcos Rogério (PL-RO), Carlos Portinho (PL-RJ), Jorge Kajuru (Podemos-GO), Plínio Valério (PSDB-AM), Lucas Barreto (PSD-AP), Eliane Nogueira (PP-PI), Guaracy Silveira (PP-TO) e Zequinha Marinho (PL-PA).

Nesta quarta, assinaram o documento:

– Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

– Styvenson Valentim (Podemos-RN)

– Lasier Martins (Podemos-RS)

– Esperidião Amin (PP-SC)

– Reguffe (União Brasil-DF)

– Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

– Eduardo Velloso (União Brasil-AC)

– Luis Carlos Heinze (PP-RS)

– Wellington Fagundes (PL-MT)

– Elmano Férrer (PP-PI)

– Ivete da Silveira (MDB-SC)

– Rodrigo Cunha (União Brasil-AL)

– Roberto Rocha (PTB-MA)

– Soraya Thronicke (União Brasil-MS)

– Romário (PL-RJ)

– Jayme Campos (União Brasil-MT)

Fonte: R7

 

Quanto ganha e quais os benefícios dos Ministros do STF?

O Supremo Tribunal Federal (STF) é a instância máxima do Poder Judiciário Brasileiro. Ele é formado por 11 ministros responsáveis por dar a palavra final em julgamentos de todo território nacional.

Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades… E grandes salários. Atualmente, cada ministro recebe por mês aproximadamente R$39,3 mil. Além de benefícios como: auxílio moradia e alimentação, passagens aéreas com familiares, gratificação natalina, seguranças armados, carros blindados, combustível, entre outros “mimos”. Mas os magistrados querem mais e aprovaram um reajuste de 18% nos próprios salários, que colocaria na conta deles cerca de R$46 mil a partir de 2023.

Caso a decisão seja aprovada pelo Congresso, pode gerar um aumento de despesas de R$237 milhões por ano só no Poder Executivo. Além disso, aumentaria o salário de todo o funcionalismo público, uma vez que o valor recebido pelos ministros é referente ao teto salarial do setor.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Depois dos fracassos nas urnas, Pros e Solidariedade irão anunciar fusão

Com votações modestas, que os fizeram ser alcançados pela chamada “cláusula de barreira”, os partidos Pros e Solidariedade vão anunciar fusão nesta sexta-feira (7), em evento a ser realizado na cidade de São Paulo. Os dois partidos apoiaram a candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto.

O melhor desempenho do Solidariedade ocorreu em Pernambuco, com a candidata do partido ao governo de Pernambuco, Marília Arraes, disputará o segundo turno contra a ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB).

Nas eleições de domingo passado, a bancada do Solidariedade, presidido pelo deputado Paulinho da Força (SP), perdeu quatro deputados, e foi reduzida à metade. Em 2018, elegeu oito.

Já o Pros, fragilizado pela disputa interna por seu controle, perdeu uma das vagas conquistadas na Câmara dos Deputados em 2018, elegendo apenas três.

O fundador e presidente do Pros, Eurípedes Júnior, chegou a ser afastado da direção do partido e respondeu a acusações de desperdiçar dinheiro público do Fundo Partidário para comprar helicóptero, alugar jatinhos e até investir em parque gráfico, modelo de negócio em declínio.

Diário do Poder

 

Eliziane Gama tenta ser interlocutora de Lula com os evangélicos

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) quer atuar na interlocução de Lula com os evangélicos. A parlamentar é evangélica da igreja Assembleia de Deus e filha de pastor.

Eliziane está elaborando um documento de comprometimento de Lula com as pautas desse segmento religioso. A senadora entende ser importante que os evangélicos participem das decisões de políticas públicas do país. Eliziane está em São Paulo e deve se reunir com lideranças.

A senadora busca recuperar espaços políticos perdidos por conta de decisões que contrariaram apoiadores, inclusive os que a levaram a eleição ao senado. Eliziane lançou o marido e um irmão para a disputa de vagas no legislativo estadual maranhense, tendo ambos sido derrotados, afetando negativamengte a senadora.

Blog do Noblat

Consumidor atente às novas regras para a venda de carne moída a partir de 01/11

Produto deverá ser embalado imediatamente após a moagem e açougue não poderá misturar miúdos ou raspagem de ossos

As novas regras para produção e venda de carne moída no Brasil entram em vigor no dia 1º de novembro. O produto deverá ser embalado imediatamente após a moagem, devendo cada pacote ter peso máximo de 1 quilo. Além disso, o açougue não poderá misturar miúdos ou raspagem de ossos.

A portaria que aprovou o regulamento foi publicada nesta segunda-feira (3). Os estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento terão prazo de um ano para se adequar às novas regras.

Segundo o ministério, as medidas são para garantir segurança e qualidade do produto ao consumidor. “Trata-se de atualizações e melhorias diante da modernização dos processos produtivos e dos procedimentos industriais”, explica a diretora do departamento de inspeção de produtos de origem animal, Ana Lúcia Viana.

Entre as regras atualizadas, está que a matéria-prima para fabricação do produto deve ser exclusivamente carne, submetida a processamento prévio de resfriamento ou congelamento. É proibida a utilização de carne industrial para a fabricação de carne moída e a obtenção de carne moída a partir de moagem de miúdos.

A carne moída resfriada deverá ser mantida entre 0°C e 4°C e a carne moída congelada à temperatura máxima de -12°C. O produto não poderá sair do equipamento de moagem com temperatura superior a 7°C e deve ser submetido imediatamente ao resfriamento ou ao congelamento rápido.

O regulamento da carne moída foi elaborado em conjunto com as associações do setor produtivo. As novas medidas deverão ser seguidas pelos estabelecimentos e indústrias produtores de carne moída que sejam registrados pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal) e pelo Sisbi-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal).

Confira as novas regras

  • A carne moída em natureza é obtida a partir da moagem de massas musculares das espécies de animais de açougue, seguida de imediato resfriamento ou congelamento do produto.
  • A denominação de venda será carne moída, seguida da informação sobre a forma de sua conservação e da espécie animal da qual foi obtida.
  • Em caso de carne moída composta de diferentes espécies, estas devem ser informadas na denominação de venda do produto.
  • É facultativo declarar o corte utilizado para a obtenção da carne moída, quando o produto for obtido exclusivamente das massas musculares que o constituem.
  • A denominação será carne moída, seguida do nome do corte que constitui o produto.
  • No caso de produto obtido da mistura de cortes de carne, é facultativo declarar os ingredientes utilizados, mas caso sejam indicados, torna-se obrigatório informar a composição de cada corte na denominação de venda do produto.
  • A porcentagem máxima de gordura da carne moída deverá ser informada no painel principal, próximo à denominação de venda.
  • É ingrediente obrigatório na fabricação de carne moída a carne obtida das massas musculares esqueléticas, conforme a espécie animal utilizada como matéria-prima.
  • A matéria-prima para fabricação de carne moída deve ser exclusivamente carne, submetida a processamento prévio de resfriamento ou congelamento.
  • As carnes utilizadas como matéria-prima na elaboração da carne moída devem estar livres de aponeuroses, linfonodos, glândulas, cartilagens, ossos, grandes vasos, coágulos, tendões, peles e demais tecidos não considerados aptos ao consumo humano, sem prejuízo de outros critérios definidos pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  • É permitido somente o uso da gordura inerente ao corte, utilizado para a produção de carne moída.
  • Não é permitida a obtenção de carne moída a partir de moagem de carnes oriundas da raspagem de ossos, ou obtidas de quaisquer outros processos de separação mecânica dos ossos.
  • Não é permitida a utilização de carne industrial para a fabricação de carne moída.
  • Não é permitida a obtenção de carne moída a partir de moagem de miúdos.
  • Devem ser observados os critérios microbiológicos para a carne moída, estabelecidos em legislação específica.
  • A carne moída deverá ser elaborada em local adequado para moagem, com temperatura ambiente não superior a 10°C .
  • A carne moída deverá sair do equipamento de moagem com temperatura nunca superior a 7°C  e ser submetida imediatamente ao resfriamento ou ao congelamento rápido.
  • A carne moída resfriada deverá ser mantida entre 0°C e 4°C , e a carne moída congelada à temperatura máxima de -12°C.
  • A carne moída deverá ser embalada com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada.
  • Na fabricação de carne moída é permitido o uso de coadjuvantes de tecnologias, na categoria de gases para embalagens, conforme legislação específica.
  • A carne moída deverá ser embalada imediatamente após a moagem, devendo cada pacote do produto ter peso máximo de 1 kg.
  • Poderão ser admitidas embalagens com peso superior a 1 kg, desde que a espessura do bloco seja igual ou menor que 15 cm, sendo vedada a sua venda a varejo.
  • Os dizeres “PROIBIDA A VENDA A VAREJO” deverão constar com caracteres destacados em corpo e cor, no painel principal do rótulo, quando as embalagens tiverem peso superior a 1 kg.
  • É proibido o fracionamento de carne moída no mercado varejista.
  • Os dizeres “PROIBIDO O FRACIONAMENTO” deverão constar com caracteres destacados em corpo e cor, no painel principal do rótulo.
  • Os estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento terão um prazo de 365 dias para adequarem-se às condições previstas na portaria.
  • Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação, a que se refere o caput, poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade.

Fonte: R7

 

Reeleito, Bolsonaro pode indicar 05 para o STF com a revogação da PEC da Bengala

Ganha força, com a nova composição do Congresso, as articulações em torno da revogação da PEC da Bengala e o retorno da aposentadoria compulsória de servidores públicos aos 70 anos. A aprovação, além de reduzir gastos com regalias de servidores no topo da carreira, daria a Bolsonaro a chance de nomear cinco novos ministros ao Supremo Tribunal Federal ao longo do segundo mandato, em caso de reeleição.

Excrescência

Autora do texto aprovado na CCJ da Câmara, deputada Bia Kicis (PL-DF) afirma que a mudança não beneficiou a administração pública.

Fato consumado

Mesmo sem a mudança, Ricardo Lewandowski e a presidente do STF, Rosa Weber, completam 75 anos e serão substituídos no ano que vem.

Turma dos 70

Se a mudança for efetivada, Luiz Fux se aposentaria em abril de 2023, Cármen Lúcia em abril de 24 e Gilmar Mendes em dezembro de 25.

Coluna do Claudio Humberto

 

Palocci sobre propina de 300 milhões a Lula: “Preparou a aposentadoria”

Uma reportagem veiculada pela Record News, que traz detalhes estarrecedores dos esquemas de corrupção que ocorriam no coração do Palácio do Planalto quando o ex-presidiário Lula era presidente, voltou viralizar com força na web.

São trechos da longa delação de Antonio Pallocci à Polícia Federal, entre setembro e outubro de 2019, no âmbito dos inquéritos que surgiram a partir das investigações da Operação Lava Jato, desvendando parte do maior escândalo de corrupção da história do Brasil.

Na matéria, o ex-político de Ribeirão Preto, que ocupou dois ministérios e atuava como braço direito de Lula, destrincha o esquema para que campanhas fossem financiadas pela máquina pública, em um sórdido projeto de manutenção de poder.

Palocci relata como o descondenado fez para garantir uma fortuna para o próprio bolso, em espécie e em depósitos no exterior. Só da Odebrecht, a empreiteira envolvida nos maiores esquemas de desvios dentro e fora do país, foram pelo menos R$ 300 milhões.

“No fim do seu primeiro mandato, muita coisa pessoal ele tinha pedido, dinheiro que eu pessoalmente entreguei para ele. No fim do seu segundo mandato, ele preparou sua aposentadoria, recebeu 300 milhões da Odebrecht em uma conta corrente, recebeu seu sítio, combinado para seu uso, o apartamento.”

Na delação, Palocci conta que precisou alertar Lula sobre a proporção que a corrupção estava tomando, espalhando-se por todas as estatais, a ponto de impactar diretamente na economia do país:

“Roubar ali era um perigo, pois desestabilizava a moeda brasileira, e ele acabou concordando. Fora isso, todos os órgãos, o Correios, os órgãos do setor elétrico, os bancos estatais, foram ocupados nesse modelo de distribuição de cargos para financiar os partidos da base do governo.”

Na reportagem, Palocci destaca ainda como funcionavam os acordos ‘por debaixo dos panos’ para que empresários fossem beneficiados em emendas que tramitavam no congresso, garantindo, em troca, o financiamento futuro de campanhas eleitorais.

Vale a pena assistir para compreender a gravidade da situação e conhecer mais detalhes sobre o projeto de poder do PT

A partir daí, compreende-se também o terrível e grandioso jogo de interesses que levou a anulação dos processos que corriam contra Lula, um deles, com tramitação concluída no STJ e a condenação confirmada e até ampliada após a análise de dez juízes, culminando em sua pena, cujo cumprimento chegou a ser iniciado na superintendência da PF, em Curitiba.

Por isso, o desespero em voltar à cena do crime, pois ainda deve haver muito que ser descoberto… e é preciso ‘apagar os rastros’.

Como disse Palocci, na sua carta de desfiliação do PT, em 26 de setembro de 2017:

“Lula sucumbiu ao pior da política”.

Um detalhe que pouco se divulga é que Palocci, olhem só, foi condenado e cumpre pena pelos crimes que confessou ter cometido em parceria com Lula.

Fonte: Record News

 

Ministros do STF recuam com o recado das urnas

Os ministros do Supremo Tribunal Federal resolveram “dar um passo atrás”. Quem informa isso é a jornalista de ‘O Globo’, Malu Gaspar, que diz ainda que a ‘demonstração de força de políticos conservadores deve fazer o Supremo reavaliar sua postura em relação a focos de conflito com o governo Bolsonaro’.

Eis o texto:

“Os ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral que acompanharam a apuração do resultado das eleições na sala da presidência da corte, durante toda a tarde e a noite do domingo (2), formaram alguns consensos em relação aos recados que emergiram das urnas neste primeiro turno.

A primeira coisa que ficou clara nas conversas entre eles enquanto a apuração seguia é que a ampla votação obtida por políticos conservadores deve impedir o avanço de temas ligados à liberalização de costumes no tribunal – e isso independentemente do resultado da eleição presidencial.

Ações relativas à descriminalização do aborto e à descriminalização da maconha para uso pessoal, que esperam para entrar na pauta de julgamentos, agora devem ficar na gaveta durante um bom tempo.

A decisão mais importante nessa seara foi o que criminalizou a homofobia, em 2019. A bancada evangélica fez forte pressão para impedir a realização do julgamento, sob o argumento de que uma decisão pró-minorias poderia ameaçar a liberdade religiosa de pastores. Depois, os evangélicos partiram para a retaliação e entraram com um pedido de impeachment contra o relator do caso, Celso de Mello.

‘Há um recado claro e todo mundo vai ter que se reposicionar. O Brasil não quer avançar nesses assuntos progressistas que o Supremo foi empurrando ao longo dos anos. E isso não depende do resultado da eleição para o Palácio do Planalto’, diz um dos presentes à reunião de ministros em torno de Alexandre de Moraes, na tarde de domingo. ‘É o momento de dar dois passos para trás para manter o que foi conquistado’.

Apesar do temor disseminado em setores da esquerda de que a eleição teria garantido a Bolsonaro quórum suficiente para aprovar o impeachment de ministro do Supremo – seriam necessários 41 votos para abrir o processo e 54 votos para aprovar a cassação, o que o presidente não tem – o assunto não chegou a ser discutido.

Mas a alta votação de três inimigos públicos da corte para cargos importantes foi entendida como um evidente voto de contestação ao Supremo e um sinal de que o tribunal precisa rever sua atuação de acordo com o novo contexto político.

Dois deles foram eleitos: o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL), candidato a deputado federal mais votado pelo Rio de Janeiro, e o caminhoneiro Zé Trovão (PL-SC), que está em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica após entrar na mira do inquérito dos atos antidemocráticos por conta de ataques ao Supremo.

Já o deputado Daniel Silveira, candidato ao Senado, não foi eleito, mas teve uma votação expressiva. Silveira chegou a ser condenado a oito anos e nove meses de prisão por ameaça ao Estado democrático de direito pelo plenário do STF, mas em em abril recebeu o indulto presidencial. Moraes acusa Silveira de não cumprir decisões do STF, ao deixar de usar tornozeleira, se manifestar em redes sociais, fazer viagens e até dar entrevistas.

O fato de que Silveira está inelegível, mas mesmo assim recebeu 1,5 milhão de votos foi encarado como um recado enfático à corte. ‘Toda essa gente achou importante fazer um voto de homenagem a Silveira, mesmo sabendo que ele estava inelegível. Isso não é trivial’, comentou um ministro, ao tomar conhecimento da votação de Silveira.

Fonte: Malu Gaspar

O GLOBO