Partido Liberal conquista a maior bancada no Congresso Nacional

Tanto na Câmara quanto no Senado, partido tem maioria, seguido pela federação PT-PCdoB-PV.

O partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) consolidou nestas eleições a posição de maior bancada no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a legenda cresceu de 76 deputados atuais para mais de 99.

A federação formada por PT, PV e PC do B vem a seguir, com 80 deputados ao todo, 12 a mais do que a bancada atual. Outra federação que faz oposição a Bolsonaro, composta por PSOL e Rede Sustentabilidade, também viu sua força aumentar, ao eleger quatro deputados a mais do que tem hoje e chegar a 14.

Esse cenário repete a polarização política iniciada em 2018, quando o PT elegeu 54 deputados e o PSL, então partido do presidente Jair Bolsonaro, 52. A correlação de forças dos principais grupos partidários da Casa, centrão e a atual oposição a Bolsonaro, deve ficar praticamente a mesma. Isso se deve à queda nas cadeiras reservadas a partidos que integram essas coalizões, em especial o PSB (aliado a Lula, opositor de Bolsonaro) e o PP (centrão).

Senado

Nas eleições de ontem, um terço do Senado foi renovado. O mandato dos senadores é de oito anos, mas as eleições à Casa ocorrem a cada quatro anos. Assim, são renovados, alternadamente, um terço e dois terços das 81 cadeiras. Os nomes são eleitos em turno único. Ao todo, foram eleitos 27 senadores neste ano, um para cada estado, incluindo o Distrito Federal.

Os resultados consolidam também o PL como o partido com a maior bancada da Casa. A sigla ocupará 14 cadeiras a partir de 2023 — cinco a mais do que na última formação.

Na nova composição, a segunda maior bancada fica com a União Brasil, com 11 senadores —tinha seis na bancada anterior—, e o PSD, também com 11. O PT, de Lula, por sua vez, foi de sete para nove cadeiras.

Outros partidos que compõem a Casa são MDB (10), Podemos (6), PP (06), PSDB (04), PDT (03), Republicanos (03). Já Pros, Cidadania, PSC e PSB têm uma cadeira cada um.

Fragmentação
A fragmentação partidária continua sendo uma marca do sistema político-eleitoral brasileiro, embora novas regras venham diminuindo ao longo do tempo o número de partidos com representação.

Em 2018, saíram das urnas deputados federais de 30 partidos diferentes, número que foi reduzido para 23 na composição atual da Câmara. Após as federações e as eleições de 2022, haverá 19 partidos com representação na Câmara dos Deputados.

Atuação parlamentar
O tamanho das bancadas é fundamental na atuação parlamentar. As presidências das comissões e as vagas na Mesa Diretora são definidas a partir da proporcionalidade partidária, ou seja, as maiores legendas ou blocos ocupam os cargos mais importantes da Casa.

A composição da Casa também tem impacto direto na governabilidade do presidente eleito, já que ele terá de negociar a votação das pautas prioritárias com as legendas.

Financiamento
O tamanho das bancadas também tem impacto direto no financiamento dos partidos, pois a maior fatia dos recursos do Fundo Partidário é repartida entre os partidos de acordo com a votação para deputado federal.

Bancadas maiores também recebem mais recursos do fundo especial que financia as campanhas eleitorais e do tempo de televisão.

Diário do Poder

 

Pesquisas eleitorais manipuladas poderão virar crime com novo projeto

Ricardo Barros apresentará projeto para criminalizar erros nas pesquisas eleitorais; Pesquisas divulgadas um dia antes do pleito terão que acertar o resultado dentro da margem de erro; Proposta inclui pena alta para os institutos, como cadeia e indenização.

O líder do atual governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), anunciou que apresentará, ainda nesta segunda-feira (3), um projeto de lei que criminaliza os erros nas pesquisas eleitorais – comumente atacadas por Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao UOL, Barros contou que a proposta dirá que “pesquisa publicada na véspera da eleição cujo resultado não coincida dentro da margem de erro é crime”. Ele também irá propor pena alta, “não só de cadeia, como de indenização” aos institutos de pesquisa.

Nas pesquisas do Datafolha, Ipec (ex-Ibope) e Quaest, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou dentro do projetado pelas pesquisas, levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais de todos os levantamentos. Jair Bolsonaro (PL), por outro lado, obteve mais votos do que o previsto.

Quanto às pesquisas de intenção de voto para os governos, Barros criticou principalmente os resultados apontados para São Paulo e Rio Grande do Sul, já que Fenando Haddad (PT) e Eduardo Leite (PSDB) eram os preferidos para os respectivos estados. No entanto, eles foram superados, respectivamente, pelos bolsonaristas Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Onix Lorenzoni (PL).

“Nestes estados não teve nada de margem de erro. Foram pesquisas frias, literalmente”, criticou o líder da Câmara. “Não dá mais para fazer pesquisa fria com tanto descaramento”. Ele erra ao dizer que as margens não foram divulgadas, já que a informação está presente tanto na divulgação dos institutos quanto das mídias.

Vale destacar que criminalizar as pesquisas também pode resultar na censura dos veículos de comunicação, dificultando a divulgação dos resultados aos quais o público tem o direito de saber, especialmente para se orientar nas votações.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Erros nas pesquisas de intenção de voto destruíram credibilidade de institutos

Principais empresas do país erraram previsões para o primeiro turno; metodologia é obsoleta, segundo especialistas

Os resultados do primeiro turno das eleições, que ocorreram nesse domingo (2), frustraram as previsões das pesquisas feitas pelos principais institutos que fazem levantamentos sobre a preferência do eleitorado do país. Na eleição presidencial, por exemplo, Datafolha e Ipec davam menos de 40% dos votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontaram a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar sem a necessidade de segundo turno, mas ambos erraram.

Desde agosto, o Ipec fez sete pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto. Considerando os votos válidos, o petista oscilou de 52% para 51%. Levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais estabelecida pelo instituto, o Ipec se aproximou do resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que registrou 48% dos votos para Lula.

No entanto, a empresa não chegou nem perto do total de votos obtidos por Bolsonaro. O presidente teve 43%, segundo o TSE. Nos sete levantamentos do Ipec, contudo, o chefe do Executivo começou e terminou com 37% dos votos válidos. Com o Datafolha não foi diferente. Em seis pesquisas feitas desde agosto, Lula iniciou com 51% dos votos válidos e terminou com 50%. Bolsonaro, por sua vez, tinha 35% na primeira amostra e 36% na última.

Os levantamentos para alguns governos estaduais também não se confirmaram. No Mato Grosso do Sul, o Ipec divulgado na véspera da eleição colocava André Puccinelli (MDB) com a maior intenção de votos, mas ele acabou nem indo ao segundo turno, que será disputado por Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB).

No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) aparecia com 40% dos votos válidos, segundo o Ipec, dez pontos percentuais à frente de Onyx Lorenzoni (PL). No fim, Onyx terminou a apuração à frente, com 37,5% dos votos, e Leite se classificou para o segundo turno com uma diferença de apenas 2.441 votos para o terceiro colocado, Edegar Pretto (PT).

No Rio de Janeiro, o Datafolha antes das eleições apontava o governador Cláudio Castro (PL) com 46% e Marcelo Freixo (PSB) com 40%, o que configuraria segundo turno. No entanto, Castro foi reeleito em primeiro turno: recebeu 58,57% dos votos contra 27,38% de Freixo.

Outro exemplo foi São Paulo. Fernando Haddad (PT) era tido como favorito por Ipec e Datafolha, que davam 41% e 39% para ele, respectivamente. Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparecia em segundo, com 31% em ambos os institutos. Os dois acabaram indo para o segundo turno, mas com Tarcísio na frente. De acordo com o TSE, o candidato do Republicanos teve 42,32% dos votos contra 35,7%.

Senado

Algumas previsões das empresas para o Senado também falharam. Em Goiás, o Ipec previa a eleição de Marconi Perillo (PSDB), com 31%. No entanto, quem venceu foi Wilder Morais (PL), com 25,25% — no Ipec, ele era apenas o quarto colocado.

Astronauta Marcos Pontes (PL), eleito senador em São Paulo apesar de institutos não o apontarem como favorito. Para São Paulo, Márcio França (PSB) era colocado como favorito por Datafolha e Ipec, com 45% e 43%, respectivamente. O eleito, entretanto, foi o ex-ministro Marcos Pontes (PL), com 49,68%, colocado em segundo nas pesquisas.

Outra estimativa que não se confirmou foi em Santa Catarina. Jorge Seif (PL), que tinha apenas 19% das intenções de voto segundo o Ipec, venceu a disputa com 39,79%. Raimundo Colombo (PSD) liderava as pesquisas do instituto, mas ficou em segundo.

No Rio Grande do Sul, o Ipec também não acertou. O instituto colocava Olívio Dutra (PT) como favorito, mas o vencedor foi Hamilton Mourão (Republicanos).

Perda de credibilidade

Na avaliação de especialistas, a quantidade de erros compromete a credibilidade das empresas. Doutor em ciência política, Leandro Gabiati diz que os institutos de pesquisa fazem parte do processo eleitoral e ajudam o eleitor a entender melhor em qual contexto ele vai votar, mas alerta que a baixa assertividade atrapalha o cenário eleitoral.

Quando as pesquisas trazem informações erradas, isso confunde o eleitor. E se os institutos passam a ter descrédito na sociedade e com atores políticos, isso é negativo para a democracia como um todo. É fundamental que os institutos façam uma mea culpa e aprimorem a metodologia e as ferramentas de pesquisa para acertar mais

Leandro Gabiati, doutor em ciência política

Segundo ele, até o segundo turno, que acontece em 30 de outubro, a tendência é de que a sociedade não acredite nas pesquisas de intenção de voto que serão divulgadas. “Os institutos continuarão fazendo pesquisas. Os que contratam vão continuar contratando, mas certamente com muita dúvida e muito questionamento naquilo que venham a apresentar nos próximos 30 dias. Ainda que acertem, a desconfiança está posta.”

O cientista político Rócio Barreto acredita que os institutos também precisam aperfeiçoar a metodologia dos levantamentos. Na avaliação dele, as empresas deixaram de considerar alguns aspectos do eleitorado, como o voto dos indecisos. “É preciso investigar melhor o motivo de a pessoa estar indecisa. Perguntar em quem ela poderia votar caso mude de ideia, se ela tem um plano B para a eleição. Esse percentual pode fazer a diferença no resultado final da pesquisa.”

Para Barreto, o mais importante no momento é que os institutos deem uma explicação sobre os resultados equivocados. “A partir do momento em que eles conseguirem explicar as razões do erro, acredito que conseguem ganhar a confiança novamente. Caso contrário, isso continuará prejudicando a imagem das empresas e fazer com que elas percam confiança.”

Fonte: R7

 

Flavio Dino foi o vencedor das eleições no Maranhão e não tomou conhecimento da oposição

O ex-governador Flavio Dino e agora senador da república foi o vencedor das eleições no Maranhão, impondo as suas regras e o seu forte temperamento. No comando das forças políticas da base governista, ele foi eleito senador com mais de 2 milhões de votos, o correspondente a 63% dos votos e registrou uma expressiva vitória com a reeleição do governador Carlos Brandão, superando as expectativas de pesquisas consolidando a vitória no primeiro turno com 51,14, o correspondente a 1,8 milhão de votos. Apesar da vitória do seu candidato Lula no Maranhão, irá para o embate no segundo turno.

A vitória reconhecida pelos próprios companheiros é atribuída a Flavio Dino, em razão de que ele foi o articulador da sua campanha, a de Carlos Brandão e Lula em todo o Estado, com a preocupação de fazer constantes avaliações e mudanças de rumos em casos necessários e o avanço político em outras, principalmente em busca de apoios importantes nas bases eleitorais de potenciais, o que resultou na sua vitória e de Carlos Brandão. Entraram na esteira das vitórias com mandatos para os legislativos estadual e federal, aliados próximos do senador e do governador.

Ainda no aguardo da definição do presidente a ser eleito, o senador eleito Flavio Dino é na atual realidade, a maior força política do Maranhão com tendência de avançar ainda muito mais, uma vez que a oposição praticamente se desintegrou e com muitas dificuldades para reestruturação, uma vez que precisará de tempo e de lideranças com capacidade e tolerância para a união, levando-se em conta, que muita gente tentará se integrar ao novo governo.

Por outro lado, após o segundo turno para presidente da república, o senador Flavio Dino e o governador Carlos Brandão começarão a trabalhar na construção do secretariado para o novo mandato do chefe do executivo estadual. Muitos cargos do primeiro e segundo escalões devem ser preenchidos por aliados que não conseguiram renovar seus mandatos nas esferas estadual e federal, o que infelizmente impede a formação de equipes técnicas para atender as demandas dos compromissos de campanhas.

Fonte: AFD

 

Povo não perdoa Rodrigo Pacheco na hora da votação foi chamado de Traidor

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, percebeu neste domingo (2), na hora do voto, o quanto está impopular.

Foi duramente hostilizado por seus conterrâneos mineiros.

De fato, Pacheco desempenhou um papel bastante covarde na condução da casa de leis.

Totalmente desajeitado, teve que ouvir o insistente grito de ‘traidor’.

Reação espontânea e legítima do povo.

Jornal da Cidade Online

 

Santinhos de candidatos invadem áreas de sessões eleitorais na Cohama e no Vinhais

Apesar das advertências da Justiça Eleitoral sobre campanha no dia da eleição, terminantemente proibida e a distribuição de santinhos de candidatos por cabos eleitorais e de maneira ostensiva podem gerar prisão em flagrante. Infelizmente, em nada inibiu as ações, primeiramente os candidatos e depois os seus apoiadores, que pelo visto demonstram não terem tomado conhecimento das determinações emanadas da Justiça Federal e fiscalização por parte das instituições de segurança pública.

Constatei em frente ao colégio Dom Pedro II e em frente ao colégio Maria Firmina dos Reis, milhares de santinhos de diversos candidatos, diante da facilidade encontrada, haja vista não ter nas proximidades dos estabelecimentos escolares, pelo menos uma viatura ou mesmo um agente da segurança pública. Diante de não terem encontrado dificuldades para ações proibidas pela Justiça Eleitoral, pelo menos até às 10 horas em que verifiquei de perto o desrespeito, a tendência é que outros infratores possam para sujar ainda mais as ruas dos bairros da Cohama e Vinhais.

Como os santinhos são de vários candidatos, seria muito oportuno que as autoridades identificassem todos e aplicasse multas e outras sanções penais previstas em lei como responsabilização de todos.

Fonte: AFD

 

Leilão de energia por termelétricas, o Maranhão e o Piauí ficaram sem ofertas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contratou 729,2 megawatts (MW) no leilão para fornecimento de energia para a Região Norte, realizado na manhã de hoje (30). O fornecimento, previsto para começar em dezembro de 2026, ficou abaixo do objetivo do certame que era de disponibilizar 1 mil megawatts para a região por 15 anos.

Ficaram sem ofertas a contratação de 300 MW para o Maranhão e 700 MW para o Piauí, que também foram apresentadas no leilão. No total, a previsão era de contratação de 2 mil MW, sendo que 1,3 mil MW ficaram sem oferta.

O fornecimento para a Região Norte será feito por três usinas termelétricas movidas a gás natural, que ofereceram eletricidade pelo preço máximo estipulado para o leilão de R$ 444,00 por megawatt hora.

A empresa Sparta, do Grupo Eneva, prevê investir quase R$ 1,7 bilhão em cada uma das duas usinas a gás que vai construir com potência de 295,4 MW. A Global Participações em Energia deve investir R$ 783 milhões para oferecer 160,8 MW de potência.

O leilão de hoje acontece a partir do estipulado na lei que viabilizou a privatização da Eletrobras. Pelo projeto aprovado no Congresso Nacional, ficou determinado que devem ser contratados 8 mil MW de usinas termelétricas movidas a gás natural.

Apesar de não ter conseguido contratar a metade do previsto, o gerente executivo de leilões da Aneel, André Patrus Pimenta, classificou o processo como “êxito”. “Não temos razão para entender que houve frustração”, disse após a divulgação do resultado.

Para ele, a falta de propostas mostrou desinteresse dos investidores em oferecer esse tipo de infraestrutura na região. “O mercado sinalizou ao leilão que naquelas áreas não há interesse”, observou.

O secretário adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Frederico Teles, disse que o governo fará uma avaliação a partir dos marcos jurídicos que estipularam a contratação das termelétricas antes de decidir o que será feito a partir de agora, uma vez que não houve a contratação prevista. “Tecnicamente a gente entende que a gente fez tudo o que poderia fazer. Agora, vamos reavaliar juridicamente quais são os próximos passos que têm que ser tomados”.

Agência Brasil

 

A degola insinuada por Alexandre de Moraes

Repercutiu intensamente nas redes sociais o gesto de Alexandre de Moraes cortando a faringe com o dedo durante uma sessão em que era julgado se o presidente tinha ou não o direito de realizar lives usando a moradia que lhe corresponde como presidente (Palácio da Alvorada). A maioria petista no pleno do TSE negou-lhe a possibilidade.

O significado e a pessoa a quem se dirigia aquela figurativa degola são perguntas encomendáveis ao cemitério onde são sepultadas as decisões de nossas cortes superiores que espancam e espantam o bom senso.

O gesto, por um lado, causou manifestações de advogados em protesto contra a mensagem belicosa e dilacerante do julgador e, por outro, motivou explicações de assistentes segundo os quais aquela traqueostomia se dirigia, em modo humorado, a um funcionário que tardava em lhe trazer informações solicitadas.

O fato é que expressões de bom humor, jovialidades e gaiatices não correspondem ao perfil do ministro. Mais grave do que isso: em que pese o quanto possa haver de chocante e hostil no gesto de um dedo simulando traqueostomia transversal, a interpretação oposta se destacou nas horas seguintes por ser muito mais compatível com as incisões, rupturas e luxações que sua excelência infringe à Constituição e às boas práticas processuais em prejuízo dos jurisdicionados.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org

 

Grampo no STF, um crime esquecido, mas que precisa ser lembrado

A maior agressão à ordem democrática da história do Brasil é ignorada por grande parte dos brasileiros: ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foram criminosamente grampeados no curso da operação Satiagraha, comandada por Protógenes Queiroz, servindo a interesses do governo Lula.

Este e outros fatos escabrosos estão descritos e documentados no livro “Assassinato de reputações – um crime de Estado” (ed. Topbooks) de Romeu Tuma Junior, secretário nacional de justiça no governo Lula, que, por isso mesmo, conhece muito bem o modus operandi de Lula e do PT.

“O grampo foi feito com uma maleta francesa, empregada para rastrear celulares em presídios”, relata Tuma Junior no capítulo 9 do livro.

A maleta é capaz de identificar todos os celulares ativos num ambiente, mostrando o número de cada um no display. O agente seleciona o número da vítima do grampo e faz a máquina entrar no lugar da companhia telefônica, virando seu “provedor”, com a função das ERBs (Estações Rádio Base), que conectam os telefones celulares à companhia telefônica.

Aí, é possível, por exemplo, enviar um torpedo para um traficante em nome da vítima, o que ficará registrado como se fosse dela na companhia telefônica.

A máquina falsifica o torpedo e não deixa rastros.

“Aí você bota a PF em cima da pessoa, cujo sigilo telefônico, quebrado mediante ordem judicial legalíssima, vai acusar o torpedo entre ela e o traficante. Pronto: a mala acabou de assassinar mais uma reputação!”, escreve Tuma Junior.

Quanta chantagem essa gente terá praticado produzindo provas falsas? Se o governo petista foi capaz de usar a polícia contra o STF grampeando os seus ministros, o que não terá feito com “inimigos” mais vulneráveis?

Fato é que no governo do PT a PF (Polícia Federal) foi levada a cumprir funções iguais à da Gestapo, a temível polícia secreta do regime nazista chefiado por Adolf Hitler, isto é, investigar e perseguir pessoas e grupos fichados como inimigos do regime. Aliás, a PF grampeou até o próprio Tuma Junior por ele ter investigado petistas como José Dirceu e Luiz Eduardo Greenhalgh, além de ter dado uma espiada no assassinato de Celso Daniel.

É assustador saber que o PT instituiu um Estado policial para perseguir adversários e proteger aliados, um regime no qual governo, Estado e partido se confundem, o que é característico dos regimes totalitários – a pior espécie de ditadura, a morte da liberdade.

Esse projeto abominável só não se consolidou porque o mensalão foi descoberto a tempo e acabou atrapalhando a compra de parlamentares pelo governo petista. Mais assustador ainda é haver quem, por desconhecimento, má-fé ou ambos, admita a volta desse governo comprovadamente desumano. Não existe hipótese pior para o Brasil do que eleger Lula.

Votar nele é dar um sinal verde a um projeto alicerçado no crime. Nada pode ser pior!

Renato Sant’Ana

Advogado e psicólogo. E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

 

Jornalista escancara o desespero da Globo e a trama para tentar salvar a emissora

No que pode ser considerada praticamente uma nota jornalística, Leo Dias e sua equipe revelam, com uma observação cirúrgica, que há um clima de pânico nos bastidores da Rede Globo e escancaram o motivo da ‘campanha’ desesperada da velha mídia, capitaneada pela emissora, para que o ex-presidiário retorne à cena do crime…

Confira na íntegra a matéria que foi publicada em sua coluna, no portal de notícias Metrópoles, e entenda o porquê, temos assistido essa perseguição vergonhosa e inquisitória contra Bolsonaro, desde que ele chegou ao Palácio do Planalto.

 

Reprodução: Portal Metrópoles

Nos bastidores do debate realizado na Globo, nesta quinta-feira (29/9), o comentário era apenas um: “o tratamento de honra ao Lula”. A coluna Leo Dias teve acesso a informações exclusivas de toda a movimentação do antes, durante e depois da sabatina histórica que parou o Brasil diante da tela ao longo de quase três horas.

Ali Kamel, atual Diretor Geral de Jornalismo da Globo, tratou o candidato petista como artista da casa e foi recebê-lo no carro em sua chegada. O “poderoso chefão” foi quem levou o Lula até o camarim. Todos os candidatos foram encaminhados ao cenário onde aconteceu o debate pontualmente às 21h40, mas o único que não subiu, foi Lula.

Quando o relógio apontou 22h15, Ali Kamel e Lula saíram juntos do camarim e seguiram conversando para o estúdio, sob olhares atentos das nossas fontes. Ao fim do debate, o mesmo diretor foi quem o acompanhou no trajeto para o carro.

O tratamento de honra tem um objetivo bombástico descoberto pela nossa reportagem: a Globo quer e precisa de um aporte maior de capital estrangeiro, mais do que 30% previsto pela lei, mas para isso ela precisa de uma “canetada” para aumentar seu capital.

No entanto, a questão já é pauta em processo, faltando apenas uma assinatura. Cabe ressaltar que Jair Bolsonaro é contra o “sistema”, e insiste numa divisão mais igualitária entre as emissoras. Tanto é que ele teve papel fundamental na transferência dos jogos da Conmebol da Globo pro SBT.

Por isso, a Globo precisa que ele saia do poder para conseguir uma maior entrada de capital estrangeiro na emissora, que nos últimos anos perdeu muita verba governamental e precisou fazer uma reestrutura econômica e dispensar boa parte de seu elenco.

Essa derrocada da Globo rumo ao fundo do poço e os últimos quatro anos de cortes e demissões em massa de profissionais em todas as áreas, bem como fechamentos de escritórios e de redações têm sido noticiados aqui no JCO.

E, não por acaso, coincidem com uma situação quase idêntica nos demais veículos da velha mídia, que perderam assinantes aos borbotões, caíram no descrédito e assistiram, incrédulos, seu monopólio sobre a informação ser arrasado pela avalanche democrática das redes sociais.

O que se viu, por exemplo, na sabatina do Jornal Nacional, onde Bolsonaro foi atacado ferozmente e Lula foi tratado como se estivesse em um bate papo com amigos na mesa do botequim, não foi coincidência.

Mas no debate, as coisas deram errado e ele acabou atropelado e escorraçado pelo capitão e, quem diria, exorcizado por um padre.

Não, Lula não é solução para o Brasil. Aliás, muito pelo contrário, o marido de Janja, que já apresenta traços de senilidade e incapacidade intelectual, é o desastre que a mídia tradicional quer impor à toda a nação, apenas para que salvem a própria pele e retomem os dias de glória, como reis transitando entre os miseráveis e determinando como devem viver, pensar e agir os ‘seus súditos’.

Assusta, entretanto, chegar à conclusão de que meliante petista foi ‘descondenado’ e solto, olhem só, apenas para que os planos narrados acima fossem colocados em prática… e, pior, com a ajuda de ‘certas instituições do poder’.

É estarrecedor!

Fonte: Portal Metrópoles