Com Renan Calheiros na CPI da Covid: O relatório já está pronto”, diz jornalista

A indicação do senador Renan Calheiros para o cargo de relator da ‘CPI da Pandemia” continua gerando polêmica. Mais uma vez, o assunto foi pauta para Augusto Nunes, que teceu fortes criticas a escolha.

“É normal que haja, numa CPI, integrantes indicados por partidos, que já chegam com o voto pronto. Um exemplo é o vice-presidente, Randolfe [Rodrigues], você já sabe como ele vai votar.

E também existem os que são aliados incondicionais do presidente, que você já sabe como é que eles vão votar.

Agora, o cargo de presidente e o cargo de relator, devem ser exercidos por pessoas com alguma independência, e currículo respeitável”, disse ele, lembrando que Renan, além de ser opositor declarado de Bolsonaro, também é alvo de diversos inquéritos no Supremo Tribunal Federal e réu em um processo.

Nunes questiona a imparcialidade de Renan para atuar como relator:

“No caso de uma CPI, isso não pode acontecer. Um relator tem que ouvir, examinar provar e tal. Vai o Renan para um posto desse, e já chega dizendo: ‘o presidente Bolsonaro fez isso, fez aquilo’. Então o relatório está pronto”, lembrou ele.

Jornal da Cidade Online

 

Defesa diz que mãe do menino Henry pede novo depoimento para falar a verdade

Menino morreu em 08 de março e laudo indicou que ele sofreu 23 ferimentos que geraram hemorragia interna e laceração hepática

A nova defesa de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, vem insistindo nos últimos dias para que ela seja ouvida novamente pelos investigadores da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Cabe ao delegado Henrique Damasceno, que está à frente do caso, optar pela coleta de um  segundo depoimento. Ainda não foi divulgada nenhuma decisão.

“Dentro do objetivo de atuar com a verdade, a defesa da sra. Monique Medeiros insiste na necessidade da sua nova audição pelo senhor delegado de polícia que preside o inquérito e faz um público apelo, para a referida autoridade policial, neste sentido. Se várias pessoas foram ouvidas novamente, não tem sentido deixar de ouvir Monique. Logo ela que tanto tem a esclarecer. Não crê a defesa que exista algum motivo oculto para ‘calar Monique’ ou não se buscar a verdade por completo”, diz nota divulgada no sábado (17) pela defesa da mãe de Henry.

O menino Henry Borel, de 04 anos, morreu no dia 08 de março em um apartamento onde morava com a mãe e o padrasto: o vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho. O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que a criança sofreu 23 ferimentos pelo corpo e a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática”.

Ela apresentava lesões hemorrágicas na cabeça, lesões no nariz, hematomas no punho e abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além de hemorragia interna e rompimento do fígado.

Monique e Dr. Jairinho estão presos desde o dia 8 de abril. Eles são investigados por homicídio duplamente qualificado. No mesmo dia da prisão, Dr. Jairinho, que está em seu quinto mandato como vereador, foi expulso do  Solidariedade, partido em que estava filiado.

No seu primeiro depoimento Monique disse acreditar que Henry havia se acidentado ao cair da cama. Após o interrogatório, o delegado afirmou que a versão apresentada buscava proteger Dr. Jairinho.

No curso das investigações, foram recuperadas mensagens em que a babá de Henry relata à Monique um episódio em que o menino foi vítima de agressão de Dr. Jairinho. A mãe da criança, segundo o delegado, não denunciou o ocorrido na época e omitiu a informação no depoimento. Não procurou a polícia, não afastou a vítima do agressor, do convívio de uma criança de 04 anos, filho dela. É bom que se diga que ela tem obrigação legal.

No início das investigações, a defesa do casal era realizada pela mesma pessoa: o advogado André França Barreto. A mãe do menino Henry, no entanto, decidiu recorrer a outros profissionais no início da semana passada e passou a ser representada por Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad.

Na última quarta-feira (14), eles apresentaram formalmente o pedido para que Monique fosse novamente interrogada e sustentam que ela tem outras informações para relatar.

Na nota divulgada ontem, os três também buscam chamar atenção para o perfil de Dr. Jairinho. Eles se referem aos depoimentos colhidos de outras mulheres que se relacionaram com o vereador no passado.

“A defesa observou, do estudo dos novos elementos do inquérito, que há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças. Neste lamentável caso, a diferença foi a morte da criança”, diz o texto.

Após Monique contratar novos advogados, André França Barreto decidiu abandonar a defesa de Dr. Jairinho. O rompimento, segundo nota divulgada, foi consensual e buscou evitar um conflito de interesse já que não seria mais possível representar o casal. Até então, a defesa de Dr. Jairinho vinha reiterando sua inocência. Novos advogados ainda não foram constituídos.

Fonte: R7

Preciso fazer teste depois de tomar a vacina contra Covid-19?

O procedimento visa entender a resposta imune da vacina, e, consequentemente, acompanhar sua relação com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de internações e óbitos. Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), após a vacinação contra a Covid-19 é importante realizar a da testagem pós-vacinal. O procedimento, visto como essencial, visa entender a resposta imune da vacina, e, consequentemente, acompanhar sua relação com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de internações e óbitos.

O presidente da SBPC/ML, Carlos Eduardo Ferreira, destacou a importância da testagem pós-vacinal evidenciada na pesquisa da associação. “A testagem não é bobagem, principalmente porque todos os testes de avaliação de eficácia das vacinas foram baseados em testes pós-vacinais”, disse. Os testes disponíveis para estes casos são a pesquisa dos anticorpos neutralizantes, o IgG anti-S e o anti-RBD. Esses testes já estão disponíveis em laboratórios clínicos, mas não têm ainda uma indicação formal para a solicitação deles.

Em publicação recente, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) evidenciaram que aproximadamente 85% dos pacientes que receberam a vacina Coronavac, produziram anticorpos neutralizantes. Ou seja, 15% não produziram anticorpos, o que em tese poderia deixá-los mais expostos, por não terem resposta humoral.

Existem ainda casos documentados de doença grave 20 dias após a segunda dose da vacina produzida pelo Instituto Butantan, esses pacientes não apresentavam anticorpos neutralizantes no início da infecção.

O epidemiologista e vice coordenador da Sala de Situação da Universidade de Brasília (UnB), Mauro Sanchez reconhece a necessidade da testagem pós-vacinal, como as vacinas não garantem a eficácia de 100%, e no caso de uma reinfecção, mesmo com sintomas brandos, o vacinado pode continuar transmitindo.

“Não é para fazer testagem de rotina independente de qualquer situação nas pessoas vacinadas. O vacinado deve ser testado se ele tiver contato com uma pessoa sabidamente positiva, para que essa pessoa vacinada, caso tenha se infectado, evite que passe para outras”, afirmou.

No entanto, não se sabe o nível de anticorpos necessários (correlato de proteção) para prevenir a Covid-19, portanto o resultado positivo não significa necessariamente que a pessoa está protegida. O resultado negativo também pode refletir a baixa sensibilidade do exame (falso negativo). Pessoas protegidas pela vacina podem testar negativo, segundo a Sociedade Brasileira e Imunologia (SBI).

Segunda dose

A possibilidade de infecção após a aplicação de apenas uma dose da vacina é maior, pelo fato de o organismo não possuir todos os anticorpos necessários para combater o vírus. Por isso a importância da segunda aplicação, para o reforço da imunização.

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o Brasil, mais de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina em atraso e devem procurar os postos de vacinação. Além disso, de acordo com os especialistas, o relaxamento quanto às medidas restritivas após a aplicação da primeira dose também pode levar a um aumento no número de internações.

Brasil 61

 

“Laços de Família” com a quebra de sigilos pegará ex-prefeito e deputado e envolver a prefeita de Miranda do Norte

Se realmente a Justiça Estadual quebrar os sigilos bancários do ex-prefeito e da prefeitura de Miranda do Norte, a operação “Laços de Família”, com o farto material apreendido a devassa nas contas não terá maiores dificuldades para prender alguns dos envolvidos, sendo um deles o ex-prefeito Carlos Eduardo Fonseca Belfort. O deputado federal Junior de Lourenço, apontado juntamente com o ex-prefeito de serem os líderes da roubalheira de quase R$ 23 milhões também pode ser denunciado a Câmara Federal e no seu caso o processo poderá ser aberto na Justiça Federal.

“Laços de Família,” fica bem evidenciada, quando se verifica que a atual prefeita de Miranda do Norte é Angélica Maria Sousa Bomfim, nada menos do que a genitora do deputado federal José Lourenço Bomfim Junior e que pode se complicar se tiver servido aos interesses desonestos do filho e dos seus comparsas.

As investigações que estão abem adiantadas pelo Gaeco do Ministério Público e Superintendências da Polícia Civil com a participação de vários delgados e com o farto material apreendido em que ficam constatadas as roubalheiras de quase R$ 23 milhões, e não estão descartadas prisões, dentre elas dos proprietários das empresas Construções e Serviços Ltda, F. Cipião Prazeres e Rodrigues Macedo, que na quadrilha exerciam o papel de lavagem de dinheiro com o fornecimento de faturas de serviços que nunca foram executados.

Por enquanto não há maiores informações sobre a participação da atual prefeita Angelica Maria Sousa Bomfim, mas a quebra dos sigilos bancários pode apontar se houve ou não a participação dela no esquema criminoso. Enquanto isso, o Gaeco e delegados da Polícia Civil continuam fazendo investigações sigilosas com vistas a identificação de outros implicados, inclusive os laranjas, os quais se locupletavam com o dinheiro desviado com o empréstimos das contas e faziam saques para o favorecimentos aos autores das roubalheiras. Todos devem ser indiciados no inquérito e podem ter prisão temporária decretada.

Fonte: AFD

“STF se tornou uma instância política”, afirma senador Lasier Martins

Em entrevista ao programa “Os Pingos nos Is” desta sexta-feira (16), o senador Lasier Martins (Podemos-RS) comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por 8 votos 3, confirmou a anulação de todas as condenações do ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito da Operação Lava Jato.

Com a decisão, o petista pode torna-se elegível para concorrer à disputa presidencial de 2022.

Os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso foram favoráveis a Lula. Nunes Marques, Marco Aurélio e Luiz Fux votaram contra.

Lasier Martins comentou a decisão da Corte, afirmando que o STF é um “tribunal ideológico” e aproveitou o momento para criticar o aparelhamento do Judiciário pelo PT durante os governos Lula e Dilma.

“Mais do que nunca, o Supremo Tribunal Federal se tornou uma instância política. Um tribunal ideológico. E isso está acontecendo porque o Supremo foi aparelhado por uma ideologia. Basta nós olharmos os nomes. O PT ficou 15 anos no poder, aí colocou quem lá? Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Toffoli, Fachin e Barroso. Isso aí já dá mais da metade. E tem mais o Gilmar Mendes, crivado de suspeitas que todo mundo acompanha”, afirmou.

“O Supremo, hoje, é uma Corte desprestigiada e desacreditada exatamente por isso. E por que isso acontece? Porque o Supremo é aparelhado pelos presidentes da República e, como o PT ficou muito tempo, ele colocou esse pessoal aí”, explicou.

O senador disse ser favorável à mudança no sistema, defendendo o fim da vitaliciedade dos cargos no STF e dizendo ser contra a indicação de magistrados “por conveniência” dos presidentes.

Fonte: JPNews

 

Viação Estrela dominar o serviço de transporte coletivo na área Itaqui-Bacanga é prejudicial aos usuários

Se houver interesse da prefeitura de São Luís e da Câmara Municipal em atender os interesses coletivos quanto a questão do transporte coletivo, hoje um serviço deficiente e que todos os dias penaliza os usuários, precisa adotar algumas providências. A principal delas é quanto a questão da livre concorrência entre as empresas, que chegou a ser questionada por ocasião da concorrência pública, mas não foi a frente por causa de uma maioria na Câmara Municipal aliada aos empresários.

O caso recente da paralisação por questões de direitos salariais dos empregados da empresa Viação Estrela, a antiga Taguatur, deu ampla demonstração de que a área Itaqui-Bacanga, uma das mais populosas da capital não pode ficar a mercê de apenas uma empresa. Detentora de uma frota superior a mais de 200 coletivos, pode-se observar que ela detém quase 30% de toda a frota que roda diariamente na capital e quase toda concentrada na maior área de usuários da capital.

Sempre afirmei que a concorrência pública para os transportes coletivos de São Luís foi uma grande farsa, que foi endossada pela Prefeitura e Câmara Municipal, e o Ministério Público passou batido dentro do contexto. A grande aspiração popular que era da livre concorrência, não chegou a merecer discussão no plenário do legislativo municipal, haja vista que a influência dos empresários foi forte e bem determinada. Além do caso da área Itaqui-Bacanga, as áreas da Cohama, Vinhais, Vila Fialho e todas as demais comunidades  até o retorno do Olho D’agua são exploradas pela empresa Primor, que impõe as suas regras e presta um serviço da pior qualidade aos usuários. Essas e outras distorções precisam ser revistas o mais rápido possível e que os usuários possam ser ouvidos e sem participação de entidades comunitárias, aliadas dos empresários.

Se houver interesse do poder público e do legislativo municipal em atender interesses coletivos dentro do contexto do direito a um serviço de qualidade, necessário se torna uma revisão imediata da concorrência pública. A verdade é que os gestores públicos precisam mostrar que o compromisso com o povo está à frente, e que precisa ser honrado.

 Fonte: AFD

Ofertas de créditos consignados lideram queixas bancárias em 2021

Modalidade de crédito motivou um quarto das reclamações realizadas no 1º trimestre, aponta ranking do Banco Central.

Com 6.798 reclamações registradas entre janeiro e março, as ofertas de crédito consignado de forma inadequada lideraram as queixas bancárias registradas no primeiro semestre.

De acordo com o BC (Banco Central), o número corresponde a uma de cada quatro (25,46%) reclamações recebidas no período. Entre as instituições, C6 Bank (4.217), Banco Pan (1.165) e Safra (484) lideram o volume de queixas pelas ofertas de consignado.

O crédito consignado é uma forma de empréstimo com pagamentos descontados diretamente da folha salarial dos trabalhadores, o que torna os juros da modalidade mais baixos do que as linhas tradicionais disponíveis no mercado.

O presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos, avalia que o crescimento do modelo de crédito se tornou uma das principais formas de endividamento da população.

Ele observa que a consulta e contratação dos empréstimos aumentou durante a crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus e recomenda que a população tome cuidado com a utilização do consignado. “Sua utilização deve ser pontual e ter um objetivo relevante”, aponta Domingos.

“Para quem quer tomar o crédito consignado, antes mesmo de assinar o contrato com a instituição financeira, é importante fazer uma boa reflexão e analisar se este valor, que será descontado diretamente no salário ou benéfico, não fará falta para os compromissos essenciais”, orienta.

Agência Reuters

 

Renan Calheiros e Omar Aziz na CPI da Covid são acusados de desvios de recursos públicos

Indicados para a presidência e para a relatoria da CPI da Covid, que vai investigar a conduta de autoridades e o uso de verbas federais no enfrentamento da pandemia, os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) respondem na Justiça por suspeitas envolvendo o desvio de recursos públicos. Aziz é suspeito de irregularidades na área da saúde quando governou, entre 2010 e 2014, o Amazonas, estado com um dos mais graves quadros na crise sanitária.

Em relação a Renan, as suspeitas estão vinculadas à Operação Lava Jato. Em notas enviadas por suas assessorias de imprensa, os dois parlamentares negaram envolvimento em ilícitos. Maioria no grupo de 11 integrantes escolhidos para a comissão, senadores independentes e de oposição fecharam acordo nesta sexta-feira (16) para eleger Aziz e Renan para os postos que têm forte influência nos rumos da apuração parlamentar. Na última terça-feira (13), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), oficializou a criação da CPI da Covid, cinco dias depois da determinação do ministro do STF Luís Roberto Barroso que irritou Bolsonaro e provocou novo desgaste na relação entre os Poderes. Nesta quarta (14), o Supremo Tribunal Federal confirmou a decisão de Barroso por 10 votos a 1.

Em meio à pressão da base governista para tentar minar a CPI, Pacheco decidiu unir dois requerimentos apresentados por senadores, formando uma única comissão que, além de investigar ações e omissões da gestão de Bolsonaro na pandemia, também tratará dos repasses de verbas federais para estados e municípios. A comissão terá um prazo inicial (prorrogável) de 90 dias para realizar procedimentos de investigação e elaborar um relatório final, a ser encaminhado ao Ministério Público para eventuais criminalizações. Não é a primeira vez que o STF determina a instalação de CPIs a pedido da oposição.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Com a pandemia, 4,9 milhões deixaram a classe média migrando para a classe baixa

A pandemia do novo coronavírus fez com que 4,9 milhões de brasileiros saíssem da chamada classe média, migrando para a classe baixa. Com 100,1 milhões de pessoas com renda familiar de R$ 2.971,37 a R$ 7.202,57, é a primeira vez em 10 anos que o grupo se iguala aos que têm renda familiar de R$ 262,02 a R$ 2.238,20, ou seja, 47% da população do país. Os dados são de uma pesquisa que o Instituto Locomotiva acabou de divulgar, após levantamento feito entre os dias 21 e 22 de março. Foram feitas 1.620 entrevistas em 72 municípios, no período.

Relacionadas

O estudo mostra que de 2010 para cá, a classe média no país foi de 54% da população para 47%. Em relação ao ano passado, a queda foi de 51% para 47%. Enquanto isso, a classe baixa subiu de 38% em 2010 para 43% em 2020, chegando aos atuais 47%, mais pobres.

Veja a evolução dos últimos 10 anos (% da população)

2011

  • Elite: 8
  • Classe média: 54
  • Classe baixa: 38

2020

  • Elite: 6
  • Classe média: 51
  • Classe baixa: 43

2021

  • Elite: 6
  • Classe média: 47
  • Classe baixa: 47

“É triste que a gente, depois de todo o crescimento que a classe média teve durante 15 anos, que alimentou o crescimento do Brasil, chegue nessa situação. Quando a classe média sofre, todos sofrem”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Segundo o levantamento, seis de cada 10 brasileiros da classe média viram a renda diminuir no último ano. Destes, 19% atualmente sobrevivem com metade ou menos da metade do que arrecadavam antes da crise sanitária. Para 18% dos entrevistados, a renda segue igual, e para 11%, aumentou.

Renda da classe média

  • 58% recorreram a bicos, vendeu algum bem ou abriu um negócio para ter renda extra
  • 39% acredita que a renda continuará diminuindo após a pandemia
  • 69% estão com medo de perder o emprego

“O que a gente viu nesse processo de um ano e dois meses de pandemia é que a classe média, que é empreendedora, teve uma dificuldade com seus negócios. Os créditos que eles poderiam ter do governo não chegaram efetivamente. Tivemos um grupo de profissionais liberais que sofreu com a demanda”, avalia Meirelles.

A pesquisa revela ainda que 71% dos brasileiros adultos da classe média estão com pelo menos uma conta em atraso, ou seja, 54.393.000 de consumidores. A média é de 4,6 contas não pagas.

O levantamento também mostrou que, no último ano, alguns dos 1.260 entrevistados tiveram que abrir mão de serviços contratados; veja o resultado (entre quem tinha o serviço):

  • Empregada doméstica/babá: 35%
  • Plano de saúde: 23%
  • Transferiu o filho para a rede pública: 18%

“Se a classe média resolver acabar com a polarização e, portanto, exigir das classes política e empresarial um grande movimento de vacinação para a retomada rápida da economia, de incentivo público ao empreendedorismo e geração de emprego, a velocidade da retomada da economia será maior”, defende o presidente do Instituto Locomotiva.

UOL Notícias

 

Ministério da Economia anuncia salário mínimo de R$ 1.147 em 2022

Reajuste segue a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas não terá aumento acima da inflação. O Ministério da Economia anunciou que o salário mínimo de 2022 será de R$ 1.147, acima do valor atual de R$ 1.100, representando uma alta de 4,27%. O reajuste, no entanto, não terá aumento acima da inflação, apenas seguirá a projeção de 4,3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Até 2019, o reajuste do salário mínimo seguia uma fórmula que previa o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e de dois anos atrás somado à inflação oficial do ano anterior. Desde 2020, porém, o reajuste passou a seguir apenas a reposição do INPC.

O valor do salário mínimo estabelecido para 2022 ainda pode sofrer alterações. Neste ano, essa quantia deveria ser de R$ 1.102, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor encerrar 2020 em 5,45%, mas o governo ainda não incorporou a diferença de R$ 2. Caso isso não ocorra até o fim de 2021, ele será incorporado ao montante de 2022.

Segundo a pasta, a cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 315 milhões no orçamento. Como haverá um aumento de R$ 47 no próximo ano e a despesa extra calculada chega a quase R$ 15 bilhões.

Brasil 61