O próximo prefeito de São Luís, seja ele quem for, terá a responsabilidade de anular a farsa da concorrência pública dos transportes coletivos de São Luís. Ela favoreceu empresários e satisfez interesses escusos de muitos defensores da esculhambação, que está posta a todos e com prejuízos sérios aos usuários dos transportes coletivos. Como tudo isso é muito pouco, os passageiros correm o risco de vida com os iminentes desabamentos dos tetos de alguns terminais de integração.
O caso mais grave é do Praia Grande, em que consórcios de transportes coletivos e a prefeitura de São Luís, negam-se fazer a urgente reconstrução do terminal, haja vista que ele está totalmente comprometido e poderá desabar a qualquer momento.
O que se tornou público é que a Defesa Civil determinou a interdição de todo o terminal, mas resolveu voltar a atrás depois de alguns pedidos da prefeitura, determinando a interdição de apenas duas plataformas.
A Defesa Civil assumiu uma responsabilidade tão séria, que um acidente no local ela terá a total responsabilização pelos fatos. Por outro lado, o Ministério Público defende a imediata interdição, antes que cheguem as chuvas, levando-se em conta que o terminal não resistirá as chuvas e os ventos do nosso inverno.
Por outro lado, o juiz Douglas Martins, da Vara dos Direitos Difusos e Coletivos deverá nesta sexta-feira determinar a responsabilidade de quem irá reconstruir o terminal, depois de avaliar uma perícia que foi realizada em todo o local. Infelizmente e lamentável sob todos os aspectos é que a população tem um serviço de transporte da pior qualidade e tem a sua vida ameaçada, diante dos interesses escusos entre o poder público e empresários, em que cada um imputa responsabilidade ao outro. A verdade é que o próximo prefeito de São Luís terá de acabar com a farsa da concorrência pública e fazer uma nova em que a sociedade civil e os usuários dos transportes coletivos possam opinar e apontar as manobras existentes dentro do contexto.
A mais vergonhosa é quando os empresários anunciam coletivos novos e outro reformados e os expõem na praça Maria Aragão, aparecem no local o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, secretários municipais capitaneados por Canindé Barros e bote vereador no local para puxar saco, sob o comando do presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho. O pior de tudo é que o prefeito diz que é ele quem está colocando mais coletivos na frota de São Luís, o que se torna chacota, uma vez que a prefeitura não tem concessão de transporte coletivo. Tudo acaba se tornando uma esculhambação geral.








