TJMA mantém bloqueio de bens de ex-prefeito de Monção

O desembargador Ribamar Castro é o relator do processo

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) votou por unanimidade para manter a indisponibilidade e bloqueio dos bens do ex-prefeito João de Fátima Pereira, do município de Monção, no valor de R$ 23.750,00, como determinado em liminar pelo Juízo da Vara Cível da Comarca da localidade. Para os desembargadores do órgão, a decisão de primeira instância demonstrou que há fortes indícios de prática de atos de improbidade administrativa pelo ex-gestor.

O ex-prefeito ajuizou agravo de instrumento no TJMA, com pedido de efeito suspensivo, contra a liminar, sustentando que os fatos apresentados pelo Ministério Público estadual não possuem consistência, que a decisão foi tomada sem análise de provas que demonstrem a prática de ato de improbidade ou mesmo prejuízo ao erário e que não há o cumprimento dos requisitos autorizadores da concessão do pedido de antecipação de tutela.

O relator, desembargador José de Ribamar Castro, considerou sem razão o agravante. No entendimento do magistrado, a decisão de primeira instância demonstra a existência de fortes indícios de atos de improbidade que causam dano ao erário. Considera que a ausência de prestação de contas não só impede a verificação correta e precisa da aplicação dos recursos públicos, como gera uma série de entraves à administração pública.

Ribamar Castro observou que o juízo monocrático tomou as devidas cautelas ao tomar a decisão, de acordo com o que dispõe norma constitucional. Anotou, contudo, que a tramitação da ação original e do recurso será fundamental para se apurar os fatos com maior clareza e, não obstante o entendimento tomado nesta fase de recurso, nada impede a reversibilidade da medida se ficarem constatados os pressupostos para tanto.

Os desembargadores Raimundo Barros e Ricardo Duailibe tiveram o mesmo entendimento do relator, negando provimento ao recurso do ex-prefeito.

Comunicação Social do TJMA

A amnésia seletiva do PT

O melhor do PT — e da esquerda brasileira, de modo geral — é a amnésia seletiva, os esquecimentos propositais. O que seria da vergonha pública se eles não fossem assim?

Hoje, eles ululam na imprensa e nas redes sociais, tal qual vestais, acusando o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan M. Dallagnol de atuarem em conjunto na condenação de criminosos de colarinho-branco e berram feito bestas pela nulidade dos processos por “falta de imparcialidade”.

Vamos refrescar a memória dessa turma?

Em 2016, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, na condição de máximo juiz, comandou a sessão do Senado Federal que cassou o mandato de Dilma Rousseff.

Na ocasião, Lewandowski reuniu-se a portas fechadas com Renan Calheiros e com senadores aliados à Dilma para discutir uma estratégia para aliviar a barra da líder petista e permitir sua candidatura nas Eleições 2018. A decisão foi pelo bizarro fatiamento da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 com a finalidade de garantir que Dilma perdesse o mandato, mas não perdesse seus direitos políticos. Acabou derrotada pelas urnas.

A foto que ilustra este post revela um desses momentos de “articulação”, evento que deixou nove em cada dez juristas brasileiros boquiabertos.

Agora vejam… os mesmos que hoje cobram imparcialidade de Sérgio Moro são aqueles que aplaudiram com veemência a parcialidade de Ricardo Lewandowski em 2016.

No fim das contas, aos canalhas resta apenas o oportunismo. Tudo mais — moral, ética, responsabilidade e até inteligência — eles já deixaram pelas beiras do caminho nauseabundo que percorrem.

Daí, eles acham que nós esquecemos… tsc tsc tsc

#EuApoioALavaJato

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista

*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

TSE propõe ajustes nos projetos de voto distrital misto em trâmite no Congresso

Uma reforma política deve aumentar a representatividade, baratear o custo das eleições e facilitar a governabilidade. É o que está no documento entregue, nesta segunda-feira (10/6), pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber ao presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia.

TSE propõe ajustes nos projetos de voto distrital em trâmite no Congresso.

O texto foi entregue em audiência com o grupo de trabalho criado para elaboração de propostas de reforma do sistema eleitoral e da legislação eleitoral. No texto, a ministra defende como alternativa ao sistema atual, a adoção do sistema eleitoral distrital misto, que conjuga os sistemas proporcional e majoritário de representação.

“O sistema funciona com metade da Câmara dos Deputados composta por parlamentares eleitos em distritos e a outra metade por candidatos eleitos pelo voto partidário. O eleitor, assim, tem dois votos: (i) um voto direto em um candidato no distrito (pelo sistema majoritário, em que o mais votado obtém a vaga); e (ii) outro voto em uma lista apresentada pelo partido (pelo sistema proporcional, em que o partido obtém o número de vagas correspondente à sua votação)”, explica.

Na Prática
Segundo a ministra, na proposta de novo modelo, os estados são subdivididos em distritos correspondentes ao número de cadeiras a serem preenchidas. Ilustrativamente: se o Estado tiver 10 milhões de eleitores e forem 20 as vagas a serem preenchidas pelo voto distrital, formam-se 20 distritos de 500 mil eleitores.

Assim, segundo o documento, cada partido lança um candidato por distrito. À semelhança do que ocorre na eleição para Prefeito de Municípios com menos de 200 mil eleitores e Senador, o mais votado obtém a vaga, em um único turno.

“Há diversas vantagens na dimensão distrital do modelo, como o barateamento da eleição, pois o candidato faz campanha para um número muito menor de eleitores, em espaço geográfico reduzido e o aumento da representatividade democrática, pois o eleitor sabe quem representa o seu distrito na Câmara”, explica trecho do texto.

Muito Caro
Para a ministra, a primeira preocupação de uma reforma política deve ser a de aumentar a legitimidade democrática do sistema, reforçando a relação entre eleitores e representantes.

“Por muitas circunstâncias do modelo atual, os eleitores, dias após as eleições, sequer se lembram do nome do candidato em quem votaram para deputado federal, muito menos do partido a que pertencem. Além disso, o sistema vigente não tem estimulado suficientemente novas vocações a servirem o país, ocupando cargos no Legislativo”, defende a ministra.

Em segundo lugar, para Rosa, é preciso baratear o custo das eleições. “O custo das campanhas eleitorais e o papel que o dinheiro tem desempenhado na política brasileira estão na origem de boa parte dos problemas de corrupção que o país enfrenta”, afirma.

No Congresso
A discussão a respeito da adoção do sistema eleitoral distrital misto alemão nas eleições proporcionais brasileiras está em estágio avançado no Congresso Nacional. Os Projetos de Lei do Senado (PLS) 86/2017, de autoria do Senador José Serra e 345/2017, de autoria do Senador Eunício de Oliveira, foram aprovados no Senado Federal, e estão atualmente tramitando na Câmara dos Deputados.

Na Câmara dos Deputados, houve parecer favorável do então relator da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o Deputado Betinho Gomes, pela aprovação desses projetos na forma de substitutivo, o qual não foi, entretanto, votado.

Fonte: Conjur

Análise detalhada das mensagens vazadas apenas reforça a moralidade da Lava Jato, diz procurador

Os diálogos e mensagens reforçam a legalidade, moralidade e eficácia dos atos e atitudes dos agentes públicos da Lava Jato

O procurador regional Guilherme Schelb fez uma análise profundas nas mensagens que foram roubadas de Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

Ele disse:

O site The Intercept Brasil publicou há pouco três matérias com o conteúdo de chats privados de integrantes da força-tarefa da Lava Jato e diálogos do então juiz Sergio Moro com Deltan Dallagnol.

Não entrarei no mérito da questão criminal relativa à revelação de conversas entre servidores públicos.

Fiz uma análise das mensagens divulgadas e compartilho aqui meu entendimento sobre sua legalidade, probidade e moralidade.Há uma limitação intrínseca à minha análise, pois não disponho dos textos integrais das mensagens nem posso atestar sua fidedignidade e autenticidade.

Por esta razão, meu entendimento está circunscrito aos fatos revelados na matéria do Antagonista, em anexo, aos quais me atenho.

  1. Dúvidas de Dallagnol sobre as provas, antes de apresentar a Denúncia

A publicação divulgou trocas de mensagens de Dallagnol com procuradores num grupo de bate-papo, dias antes de apresentar a denúncia. O coordenador da Lava Jato mostrava preocupação com fundamentação da acusação e posterior a repercussão do caso:

– “Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua.”

– Em outro trecho vazado, Dallagnol comenta com satisfação o item 191 da denúncia, que reproduz matéria do Globo, de 2010, que já atribuía o triplex a Lula: “tesão demais essa matéria do O GLOBO de 2010. Vou dar um beijo em quem de Vcs achou isso.”

Dúvidas sempre existem, em qualquer acusador ao exercer sua função ministerial.

Nesta questão, externar uma dúvida ou questionamento é natural até mesmo APÓS a formulação da denúncia em Juízo. Há até um princípio geral de Direito Penal que o justifica exatamente nesta fase de propositura da ação penal: “in dubio, pro societatis.”

NENHUMA IRREGULARIDADE.

  1. Mensagens entre Dallagnol e Moro.

Há trocas de mensagens entre Dallagnol e Moro, então juiz da 13ª Vara Federal no Paraná.

– Numa mensagem, o procurador reclama das críticas da imprensa por causa da denúncia, ao que Moro responde: “Definitivamente, as críticas à exposição de vcs são desproporcionais. Siga firme.”

– Outra conversa ocorreu depois da decisão do STF de soltar Alexandrino Alencar, então diretor de relações institucionais da Odebrecht. “Caro, STF soltou Alexandrino. Estamos com outra denúncia a ponto de sair, e pediremos prisão com base em fundamentos adicionais na cota. […] Seria possível apreciar hoje?” escreveu Dallagnol. Moro respondeu: “Não creio que conseguiria ver hj. Mas pensem bem se é uma boa ideia.”

Juizes e Promotores trabalham próximos, compartilham diversos momentos juntos, conversas pessoais e profissionais. Não apenas isto, podem ter laços de cordialidade e admiração mútua.

Isto pode ocorrer, inclusive, entre Advogados e juízes também.

O que não se admite é a intromissão ou conluio de funções, por exemplo, o Juiz aconselhando, exigindo ou pressionando ato ou atitude concreta do Promotor ou do advogado.

Não se observa nenhuma mensagem entre Dallagnol e Moro que revele intromissão funcional indevida.

É natural e compreensível ao procurador Dallagnol comunicar decisão pública do STF ao Juiz da causa, assim como a resposta de Moro, que inclusive não atende ao pedido do procurador.

  1. Comentários pessoais dos Procuradores sobre réus e pessoas.

Outra troca de mensagens vazada ao Intercept trata da reação dos procuradores da Lava Jato ao pedido da Folha para entrevistar Lula na cadeia em plena campanha eleitoral.

– A procuradora Laura Tessler se mostra revoltada com o que chama de “piada”. “Lá vai o cara fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo.”

– Uma outra procuradora, Isabel Groba, responde: “Mafiosos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Em uma rede de comunicação entre Procuradores há uma informalidade natural.

Não estão em Juízo ou em exercício de função pública estrita, embora seja parafuncional.

Não se exige aqui a formalidade e comportamento funcional de uma audiência ou ato público. Até porque se está em diálogo privado e pessoal com pessoas conhecidas.

Nada a reparar.

  1. Sugestões do Juiz Moro ao Procurador quanto à oportunidade e conveniência de interpor recursos e a alteração da ordem de execução de operações.

Em outra mensagem, um mês depois, Sergio Moro questiona Dallagnol sobre a iniciativa de recorrer das condenações de colaboradores.

– Enquanto o procurador tenta impedir a execução da pena, o magistrado pensava o oposto.

– Em outra mensagem a Dallagnol, em 21 de fevereiro de 2016, Moro sugere inverter a ordem de duas operações que estavam planejadas pelo MPF. O procurador respondeu que haveria problemas logísticos para acatar a sugestão.

É muito comum haver algumas ponderações recíprocas entre advogados, juízes e membros do MP em audiências judiciais e até mesmo logo após sua realização.

Até mesmo em sustentações orais públicas em Tribunais ou em audiências pessoais no gabinete de juízes é comum o compartilhar de visões, posições doutrinárias ou estratégias processuais.

É isto que se observa nos diálogos. Exposição de estratégias ou entendimento sobre questões processuais.

Não há nenhum tipo de induzimento ou ação de conluio entre as autoridades. O que se vê, inclusive, é a divergência de posições.O mesmo se diga quanto à questão das Operações, pois incumbia ao Juiz Moro ordena-las. É função do MP cooperar com o Judiciário e a Polícia na execução da medida cautelar Penal.

O que se pode concluir é que os diálogos e mensagens reforçam a legalidade, moralidade e eficácia dos atos e atitudes dos agentes públicos que participaram das atividades da operação Lava-Jato.

 

Jornal da Cidade Online

Vaticano debate questão de gênero

O Vaticano debate a questão de gênero entre os jovens, um tema sensível e atual, ante o qual pede “distinção” entre ideologia e estudos, de acordo com um documento oficial divulgado nesta segunda-feira pela Santa Sé.

“A Congregação para a Educação Católica, dentro de suas competências, tem a intenção de oferecer algumas reflexões que podem orientar e apoiar aqueles que estão empenhados em educar as novas gerações para tratar metodicamente as questões mais debatidas da sexualidade humana”, anuncia a entidade do Vaticano no documento.

No documento “Homem e Mulher os criou”, a hierarquia da Igreja Católica afirma que está disposta a discutir as diferenças sexuais, mas com base em pesquisas, não na ideologia.

Procura abordar “uma verdadeira e própria emergência educativa, particularmente com relação a questões de saúde emocional e sexualidade”, diz o documento, assinado pelo cardeal Giuseppe Versaldi, prefeito da congregação.

Para a Igreja, “a desorientação antropológica” caracteriza o clima cultural do nosso tempo e contribui para “desestruturar” a família, com a tendência de anular as diferenças entre homens e mulheres, consideradas como meros efeitos do condicionamento histórico-cultural.

A congregação propõe três atitudes para tratar o assunto: ouvir, reflexão crítica e propostas. E adverte que a ideologia procura impor-se como “pensamento único” e, portanto, exclui o encontro.

“Não faltam pesquisas sobre gênero que buscam aprofundar adequadamente a maneira como se vive em diferentes culturas a diferença sexual entre homem e mulher. É em relação a estas investigações que é possível abrir-se à escuta, reflexão e proposta”, diz o texto.

Fonte: AFP e Yahoo Noticias

Município de Codó celebra acordo com MPT-MA para combater trabalho infanto-juvenil em lixões e aterros

Crianças chegam a disputar espaços com urubus

O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) e o município de Codó celebraram um acordo para impedir que crianças e adolescentes trabalhem em lixões ou aterros sanitários existentes na cidade. O termo de ajuste de conduta (TAC) foi assinado pelo procurador do Trabalho de Caxias Marcos Duanne e pelo prefeito de Codó Francisco Nagib.

O documento possui 14 cláusulas que preveem o controle de entrada e saída de pessoas em lixões e aterros de Codó, em especial, de crianças e jovens com menos de 18 anos de idade. O acordo também contempla a construção e reforma da cerca instalada no depósito de lixo, bem como a contratação regular e o aparelhamento de servidores responsáveis pela vigilância.

O município de Codó se comprometeu em realizar acompanhamento social, educacional e psicológico de crianças e adolescentes encontrados nas dependências e imediações do lixão ou aterro sanitário, juntamente com as famílias e demais trabalhadores envolvidos.

Outros compromissos assumidos foram: realizar diagnóstico socio-econômico-cultural da população de catadores, sobretudo o público infanto-juvenil; apresentar estudo técnico sobre os resíduos sólidos; e fazer prognóstico para o futuro da gestão dos resíduos, incluindo a viabilidade socioambiental e econômico-financeira.

Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 5 mil por item desrespeitado e por criança ou adolescente encontrado em situação irregular. O valor será destinado ao Fundo Municipal da Infância e da Adolescência ou revertido em benefício da comunidade local, por meio de instituição ou órgão indicado.

 Trabalho em lixões e aterros

O serviço de coleta, seleção e beneficiamento de lixo é considerado uma das piores formas de trabalho infantil, por isso, é proibido para pessoas com menos de 18 anos no Brasil. Além do esforço físico intenso, quem trabalha em lixões e aterros está exposto a agentes químicos e biológicos, calor, poeira tóxica, movimentos repetitivos e posições antiergonômicas.

Este tipo de trabalho pode causar vários problemas de saúde, como bursites, tendinites, dorsalgias, ferimentos, lacerações, resfriados, lesão por esforço repetitivo, deformidades da coluna vertebral, infecções respiratórias, desidratação, dermatoses ocupacionais, dermatites de contato, alcoolismo e disfunções olfativas.

Fonte: Ascom MPT-MA

Vereador que já vistoriou 27 escolas diz que mais de 05 mil estudantes estão fora das salas de aula em São Luís

O vereador Estevão Aragão vem visitando várias escolas da rede municipal e fazendo avaliação da realidade que é muito grave e que se pode afirmar por enquanto, que mais de cinco mil estudantes estão fora das aulas. Desde a sua primeira administração, o prefeito Edivaldo Holanda Junior firmou um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público para a reforma de 52 unidades e ele poderá concluir o seu mandato sem concluir a recuperação de todas as escolas, sem falarmos nas creches, que também são escolas infantis de preparo para a alfabetização. Das 27 visitadas pelo vereador, todas estão em situação bastante deficiente e não pode ser qualificadas como unidades escolares.

O vereador Estevão Aragão está assustado pelo abandono em que se coloca crianças e adolescentes que estão fora das salas de aula por única responsabilidade da prefeitura de São Luís. A maioria dos estabelecimentos de ensino não oferece as mínimas condições para  crianças e  adolescentes aprenderem e os professores ensinarem. Hoje, concordo plenamente com as denúncias que vêm sendo feitas pelo Sindeducação. O mais grave é que teriam sido gastos em 2018 mais de R$ 150 milhões na educação, o que é sério e precisa no mínimo de esclarecimentos e fiscalização do Ministério Público da Educação, diz o vereador.

O ano passado, os professores do Sindeducação denunciaram que no exercício de 2017, recursos de R$ 46 milhões da educação foram remanejados para as pastas da Administração e Desporto e Lazer, o que pode perfeitamente ser denunciado aos órgãos públicos controle

A verdade é que a situação educação municipal é mais grave do que se pode imaginar e que a direção da pasta está subordinada politicamente ao vereador Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal, dentro de um acordo em que os interesses do prefeito Edivaldo Holanda Júnior no legislativo municipal são bem controlados com a participação dos vereadores que devem obediência ao Palácio La Ravardiere.

MPT no Maranhão recebeu quase 600 denúncias de trabalho infantil em seis anos

O Maranhão já foi destaque como o segundo Estado da Federação em exploração do trabalho infantil decorrente da miséria acentuada.

Levantamento feito pelo Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) mostra que, nos últimos seis anos (2014 a 2019), o órgão recebeu 586 denúncias relacionadas à exploração de trabalho de crianças e adolescentes em todo o estado.

Dentre os casos mais recorrentes, estão o trabalho infantil doméstico, trabalho em ruas e logradouros, exploração sexual comercial, trabalho com idade inferior a 16 anos, trabalho na catação de lixo e em outras atividades penosas, insalubres e perigosas.

Para inibir essas práticas, o órgão ministerial ajuizou 39 ações civis públicas (ACP), acompanha o cumprimento de 141 termos de ajuste de conduta (TAC) e executou outros 79 TACs que foram desrespeitados. Atualmente, 37 casos de exploração do trabalho infantil estão sendo investigados pelos procuradores do Trabalho que atuam no Maranhão.

Segundo o procurador-chefe do MPT-MA, Luciano Aragão, o combate ao trabalho infantil é meta prioritária da instituição. “A sociedade não pode ser conivente. É preciso que todos denunciem os casos de exploração para que o MPT possa coibir esta prática”, destaca ele.

Políticas públicas

O MPT-MA também tem atuado junto aos agentes públicos. O órgão instaurou 91 procedimentos para cobrar a implementação de políticas públicas, programas e projetos de prevenção e combate ao trabalho infantil. Esta atuação resultou na assinatura de 70 termos de ajuste de conduta (TAC) com os municípios. Desse total, 38 estão em acompanhamento.

“Uma de nossas dificuldades no combate ao trabalho infantil reside no fator cultural. Apesar da legislação brasileira coibir o trabalho infantil, a sociedade ainda não assimilou esta proibição”, avalia o procurador-chefe do MPT-MA, Luciano Aragão.

Ranking de denúncias por município

O Sistema Único de Denúncias (SUD) do MPT elaborou um ranking dos municípios maranhenses recordistas de denúncias trabalho infanto-juvenil. Dos 95 casos cadastrados no sistema, 55 ocorreram em São Luís, 18 em Imperatriz e cinco em Açailândia. Timon, Balsas, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu e Coelho Neto vêm na sequência, com duas denúncias cada.

Maranhão é o 7º em trabalho infantil

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2016), o Maranhão ocupa a 7ª posição no ranking nacional de exploração do trabalho infanto-juvenil. A estimativa do IBGE é que 94 mil maranhenses (de 5 a 17 anos) trabalham.

No entanto, os dados da PNAD não consideram as crianças e adolescentes que trabalham para o autoconsumo. Segundo o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), se o trabalho para autoconsumo for contemplado, sobe para 147 mil o número de crianças e adolescentes maranhenses em situação de exploração de trabalho.

Fonte: Ascom MPT-MA

Cézar Bombeiro chama o povo para as audiências públicas: Feiras e Mercados e Regularização Fundiária

Diante do recesso que poderá ser iniciado na próxima semana e a necessidade de uma ampla discussão de dois importantes temas, o vereador Cézar Bombeiro, que tem dado prioridades para as duas questões, entende que há a necessidade de haver avanços para a garantia de direitos da população de São Luís, com as observações bem claras: Feiras e Mercados tem sido uma prioridade do seu mandato. Primeiramente para garantia digna dos feirantes com locais adequados. O segundo ao consumidor que vai adquirir produtos em locais limpos a favoráveis e que tenham a garantia de levar para casa produtos de boa qualidade e colocados a venda em locais próprios.

O vereador Cézar Bombeiro levantou a bandeira de defesa dos feirantes de São Luís e constantemente dialoga com lideranças. Elas apresentam queixas constantes sobre a atuação da Semapa, tendo na audiência pública do ano passado, feirantes denunciado que empregados da secretaria estavam negociando box e criando problemas de fortes atritos entre os feirantes e até riscos de consequências sérias, no bairro da Liberdade, muito embora a prática não seja apenas naquele bairro. A verdade, segundo destaca o vereador Cézar Bombeiro, começando do tradicional Mercado Central e todos os demais mercados públicos e tradicionais feiras, entre as quais a do João Paulo, que pede socorro, todas sem qualquer exceção estão relegadas pelo poder público, o que é bastante lamentável. Tenho dito às lideranças, que se não se organizarem para fazer movimentos de cobranças, vão ficar sempre naquela história de uma promessa futura, que nunca chega ao presente, afirmou Cézar Bombeiro. Destacou, que na audiência pública de quinta-feira vai propor aos presentes a redação de um documento para ser encaminhado ao prefeito de São Luís e ao governador do Estado, fazendo em favor da saúde pública necessária nas feiras e mercados de São Luís para feirantes e consumidores.

Regularização Fundiária nos bairros da Liberdade, Cambôa, Fé em Deus, Alemanha, Vila Palmeira e adjacências

 O vereador Cézar Bombeiro construiu uma história de luta pela regularização fundiária dos bairros acima mencionados, desde o tempo em que era líder comunitário da Liberdade. Com a sua experiência e sensibilidade trabalhava sempre pela organização comunitária de luta em defesa de direitos. Constantemente está com autoridades e vê com bastante otimismo que a regularização fundiária possa ser concretizada agora na área do PAC – Rio Anil. Ele vem acompanhando a questão, levando em conta que a regularização da maioria das áreas em que estão construídas residências de pessoas pobres de humildes, as quais entendem que serão realmente cidadãos, quando lhes for outorgado o direito a uma propriedade que lhes pertence de fato e precisa apenas de uma decisão política para que o reconhecimento seja feito.

Cézar Bombeiro convidou várias autoridades para a audiência pública desta sexta-feira e para tanto, conta com a participação massiva das comunidades dos bairros da Liberdade, Camboa, Fé em Deus, Alemanha, Vila Palmeira e outras áreas adjacentes para o fortalecimento da luta, diz o vereador Cézar Bombeiro.

Plano de saúde GEAP é condenado por negar material cirúrgico indicado por médico para cirurgia de beneficiário

O desembargador Kleber Carvalho é o relator do processo

Uma indenização no valor de R$ 7 mil é quanto a Fundação de Seguridade Social (GEAP) vai ter que pagar a uma beneficiária, de acordo com decisão da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Segundo a paciente, o plano de saúde se negou a cobrir procedimento cirúrgico de angioplastia com o material indicado pelo médico.

Em primeira instância, o Juízo da 11ª Vara Cível de São Luís julgou procedente a pretensão da autora da ação, para confirmar a liminar que autorizou as cirurgias necessárias para que a paciente restabeleça a saúde, bem como para arcar com o material solicitado pelo médico que a assiste, além de condenar o plano de saúde a pagar indenização por danos morais à beneficiária.

A GEAP apelou ao TJMA, sustentando que a relação com a beneficiária não se submete ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), sob o argumento de que se trata de instituição de assistência social, sem fins lucrativos, e que é organizada por autogestão, cuja administração é realizada pelos próprios associados. Alegou que jamais houve recusa ou negativa de atendimento e materiais à beneficiária.

VOTO – Relator da apelação, o desembargador Kleber Carvalho destacou que aplica-se o CDC aos contratos de plano de saúde, salvo os administrados por entidades de autogestão. Desse modo, considerando que a GEAP se enquadra como entidade de autogestão, aplicou ao caso as normas do Código Civil e também a legislação que rege os planos privados de assistência à saúde.

Com base nessa premissa, o relator enfatizou que a controvérsia envolve verificar se é devida a indenização pelos danos morais e materiais decorrentes da apontada negativa do plano de saúde em cobrir o procedimento.

Kleber Carvalho disse não haver controvérsia de que a paciente foi diagnosticada com estreitamento vascular severo, maior do que 80% , e que, pelo risco de trombose, necessitava de tratamento de urgência do vaso, conforme solicitação médica que citou 13 itens como materiais necessários.

O desembargador verificou que o plano de saúde forneceu apenas três itens e que, embora tenha afirmado que todos os materiais e procedimentos solicitados foram autorizados, as provas juntadas aos autos não confirmam sua afirmação.

Diante desse cenário, o relator entendeu que a empresa cometeu ato ilícito ao deixar de fornecer o material inerente à execução do procedimento médico indicado, baseando-se em interpretação abusiva das cláusulas do plano de saúde contratado, o que resultou em violação do princípio da dignidade humana e dos direitos fundamentais de sua associada.

O magistrado assinalou que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é firme no sentido de que o médico ou o profissional habilitado – e não o plano de saúde – é que estabelece, na busca da cura, a orientação terapêutica a ser dada ao usuário acometido de doença coberta.

O relator concluiu que, confirmada a ilegalidade da conduta do plano de saúde em negar cobertura à parte apelada, surge a obrigação de indenizá-la pelos danos morais sofridos, considerando que o valor fixado pela Justiça de 1º grau, de R$ 7 mil, foi razoável e proporcional.

Foi esse também o entendimento dos desembargadores Jorge Rachid e Angela Salazar que, assim como o relator, negaram provimento ao recurso do plano de saúde, mantendo a sentença de primeira instância.

Comunicação Social do TJMA