Tensão toma conta de Brasília com iminente divulgação da “delação do fim do mundo”

aldir

Os telefones das assessorias de imprensa da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal (STF) dispararam na última quinta-feira. Circulava por Brasília um boato de que arquivos com as delações de 78 ex-funcionários da construtora Odebrecht haviam sido transferidos do primeiro órgão para o segundo. Era o primeiro passo necessário para que seus conteúdos se tornassem públicos, caso o ministro Edson Fachin decida, como se espera, derrubar o sigilo a pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot. Até um cidadão, impaciente com a lentidão da confirmação pelos jornais, decidiu arriscar a sorte no canal de atendimento aos jornalistas. A confusão se originou porque, mais cedo, neste mesmo dia, o STF começou a recolher HDs (discos rígidos) de veículos de imprensa, a pedido dos próprios jornalistas, para que, se liberados, os documentos consigam chegar às Redações e ao público com mais facilidade. Brasília, já tensa, segurou a respiração.

A reportagem é de Talita Bedinelli, publicada por El País

O conteúdo das delações promete espalhar a crise gerada pelas investigações da Lava Jato para um amplo número de políticos importantes de Brasília e de diversos Estados. Há indícios de que caciques do PMDB, PT e PSDB foram implicados. E se espera que o Planalto de Michel Temer seja atingido com força. Diante de sua magnitude, o pacote de acordos ganhou o apelido de delação do fim do mundo.

Homologadas pela presidenta do Supremo, Cármen Lúcia, em 30 de janeiro deste ano, as delações estão nas mãos de Janot há pouco mais de 40 dias. São mais de 900 depoimentos, incluindo transcrições, áudios e vídeos. Inicialmente, o pacote incluía 77 nomes, mas o executivo Fernando Migliaccio, que estava preso na Suíça, entrou no acordo, elevando o número para 78. Com a enorme quantidade de material, o Supremo sugeriu, a pedido dos jornalistas, que os veículos de comunicação levassem ao local um HD de dois terabytes ou dois HDs de um terabyte cada, cada um deles capaz de armazenar algo como quatro dezenas de filmes em alta resolução ou 320.000 fotos, por exemplo. Até a última sexta-feira, 40 veículos de comunicação haviam deixado o material no órgão.

Apesar da ansiedade geral, nada aconteceu. Até às 18h de sexta, quando se encerra o expediente burocrático da Procuradoria-Geral da República, o material ainda não havia sido enviado para Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo desde a morte de Teori Zavascki, no início deste ano. A expectativa é que isso aconteça já nesta segunda. Além da quebra do sigilo do material, Janot deve pedir a abertura de inquéritos contra políticos suspeitos de corrupção, com base no que se apurou nos depoimentos. Ao receber as demandas, o ministro do STF terá que analisar o conteúdo das delações antes de tomar sua decisão. Ele pode manter em sigilo, por exemplo, falas que comprometam a investigação. Nos últimos dias, em ao menos duas ocasiões Fachin indicou que não tomará uma decisão apressada e ressaltou o tempo levado por Janot para analisar o material após a homologação de Cármen Lúcia. Queria explicar a complexidade da tarefa. Por isso, depois de o material chegar ao Supremo ainda deverá demorar ao menos alguns dias para que seu sigilo seja, de fato, levantado.

Além das demandas de Janot, Fachin também terá que analisar um pedido feito pelos advogados dos ex-funcionários da Odebrecht que firmaram os acordos. Eles querem que os áudios e os vídeos que constam na investigação não se tornem públicos. Na demanda, citam a Lei 12.850, de 2013, que regulamentou a delação premiada e prevê que o colaborador tem o direito a ter “nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados”. Pedem ainda que, caso não seja possível atender ao pedido totalmente, ao menos os vídeos fiquem de fora. Querem a imagem preservada, divulgando-se apenas os áudios e as transcrições. Com isso, evitariam posterior reconhecimento nas ruas e retaliações públicas aos delatores.

Enquanto a decisão não chega, o Congresso permaneceu nesta sexta-feira em silêncio. A maioria dos parlamentares já havia retornado para seus Estados, em um dia habitualmente sem sessão deliberativa. Pelos salões de carpetes verde e azul que marcam a Câmara e o Senado apenas visitantes circulavam. Era a calma que antecede a tormenta.

Fonte – UNISINOS

Câmara de São Luís aprova cessão de uso para construção de Centro Integrado de Segurança

              aldir

A Câmara Municipal aprovou a cessão de um prédio do município para o Sistema de Segurança Pública do Estado.

Em breve a população do município de São Luís irá poder com um prédio que irá abrigar O Centro Integrado de Segurança Pública, sediando os órgãos ligados as áreas municipal de estadual. Para tanto, o plenário da Câmara Municipal aprovou, na manhã desta segunda-feira, (13), o projeto de lei nº 149/16, de autoria do Poder Executivo Municipal, que “autoriza a Prefeitura a firmar termo de concessão de direito real de uso de bem público pelo prazo de 20 (vinte) anos, com o governo do Estado do Maranhão”, determina a matéria.

                A urgência da aprovação da proposição foi feita em regime de urgência foi solicitada pelo líder do governo no Legislativo Ludovicense, vereador Pavão Filho (PDT), tendo como voto contrário apenas o do também parlamentar Francisco Chaguinhas (PP), que questionou o pedido da liderança governista.

                Pavão Filho explicou que no imóvel em questão funcionou a Secretária Municipal de Saúde, e com a mudança para a nova sede o mesmo sem ficou sem destinação. O mesmo argumento foi corroborado pelo vereador Isaias Pereirinha (PSL), acrescentando que o local serve para a prática de atos de vandalismo e provoca um clima de insegurança para a população e para quem transita pela área.

                 No futuro Centro Integrado de Segurança, segundo informou Pavão Filho serão sediados diversos setores ligados as Secretarias de Estado e Municipal de Segurança, “além de se tornar um equipamento necessário para o combate a insegurança em nossa cidade, sem contar que o pedido e a aprovação desse projeto se trata de uma parceria que tem esta Câmara Municipal com a prefeitura e com o governo do Estado”.

                A matéria foi aprovada por praticamente todos os vereadores presentes no plenário do Legislativo São-luisense, exceto o voto contrário do vereador Francisco Chaguinhas, e por sua vez, o presidente da Casa, vereador Astro de Ogum (PR), fez questão de agradecer os votos de todos os vereadores, destacando que o colega que havia se manifestado contra também irá colaborar com mais essa ação para o bem estar da população e do município.

Fonte – Diret-Comunicação-CMSL

Agronegócio, sem maniqueísmos

aldir

O agronegócio tem sido o fator de equilibro da balança comercial.

Carlos Nina

O agronegócio é como aquelas pessoas a quem os outros ou amam ou odeiam. Muitas vezes sem saber o porquê. Nem sabem exatamente o que isso significa. Tomam o todo por uma parte ou vice-versa. Ou simplesmente surfam na onda que mais os atraem.

De acordo com o Mini Aurélio, agronegócio é um termo da área de Economia e significa a atividade da cadeia de produção rural e de comercialização de seus produtos e serviços. De acordo com a onisciente Wikipédia, no Brasil “o termo é usado para se referir às grandes propriedades monocultoras modernas que empregam tecnologia avançada e pouca mão de obra, com produção voltada principalmente para o mercado externo ou para as agroindústrias e com finalidade de lucro.”

Ou seja, ao termo foi agregada uma carga negativa, por significar grande propriedade, usar tecnologia avançada, dispensando grande quantidade de mão de obra, visar o mercado externo, indústrias e lucro, como se isso, por si só, fosse um mal.

Não é relevante para esta análise entrar no mérito do conceito ou da adjetivação adotadas pelas partes em litígio, de um lado ou de outro. Fato é que todos convivem com o agronegócio porque, afinal, no seu conceito original, existem e são inevitáveis as atividades da cadeia de produção rural e de comercialização dos produtos e serviços que gera.

O problema começa quando defensores e acusadores do agronegócio perdem aquilo que todos dizem que tem na medida certa: bom senso. O bom senso recomenda que toda análise seja feita com honestidade, sob pena de não ser uma análise, mas um engodo, uma falácia, um sofisma, um arranjo qualquer para forjar um fundamento e sobre ele construir falsas “verdades”.

Identificar o agronegócio com a produção de insumos, especialmente defensivos agrícolas ou produtos tóxicos de qualquer natureza é não saber do que está falando. Mas ignorar ou minimizar irresponsavelmente os efeitos desses produtos é má-fé.

Isso sem falar na falta de coerência daqueles que combatem o agronegócio mas não dispensam os bens por ele produzidos. É como aquele nutricionista que faz uma palestra sobre alimentação sadia e no coffee break não dispensa o refrigerante e os salgadinhos. Ou as escolas que ensinam as crianças a se alimentar saudavelmente mas lhes oferecem em suas lanchonetes, além de refrigerante e salgadinhos, bombons e todo tipo de guloseimas que lhes causarão as enfermidades das quais seus professores devem falar, alertando-os exatamente contra esses hábitos estimulados na própria escola. Ou, ainda, os professores de direito ambiental, que fazem belos discursos em defesa do meio ambiente e mandam, assim como todos os outros, os alunos buscarem o material da disciplina no setor de cópias, em quantidade absurdamente inútil, além de tratar-se de violação a direito autoral, solenemente ignorado por todos.

Antes, portanto, de uma condenação do agronegócio, que seus acusadores vejam o que estão vestindo, calçando ou portando; onde estão sentados e do que estão se servindo. Será que não estão usufruindo de produtos do agronegócio?

Quanto ao lucro, afinal, qual o objetivo de quem monta um negócio?

Nada do que está dito acima significa dizer que o agronegócio é um bem ou um mal. O que agronegócio, assim como qualquer outra atividade, precisa é de regulamentação, de fiscalização, porque nem todos os povos têm a mesma cultura. E alguns precisam ser mais fiscalizados do que outros, por falta de educação. No Brasil, até o fiscal precisa de fiscalização.

O exemplo de Mariana está aí, num mar de lama do interior de Minas Gerais até ao largo da costa do Espírito Santo.
O agronegócio é um conjunto de atividades lícitas, como inúmeras outras, nas quais são cometidos excessos que afetam o meio ambiente e põem em risco a saúde da coletividade. O que falta é bom senso para quem abusa nessa cadeia, assim como para quem a condena, sem se dar conta das novas circunstâncias em que vivemos.

Fonte – Site Consensual

Rede Bandeirante indenizará homem por expô-lo ao ridículo no programa Pânico

Autor da ação foi vítima de peça durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

            Uma peça pregada por integrantes do programa “Pânico na Band”, durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, dando a entender ao telespectador que a vítima consumiu doces com estrume bovino, foi causa para conceder indenização por dano moral.A 28ª câmara Extraordinária de Direito Privado do TJ/SP reformou sentença para condenar a Band a indenizar o homem que foi vítima da peça.

Exposição ao ridículo

             O voto do desembargador Paulo Alcides, relator do recurso, foi seguido à unanimidade, e considera que por ter sido o autor induzido a experimentar doce que supostamente continha em seu interior dejetos bovinos, o programa expôs o homem ao ridículo em rede nacional.

            “A aceitação ou não de determinados tipos de brincadeiras é questão deveras subjetiva; justamente por isso, não há como obrigar ninguém a concordar com a notoriedade depreciativa, como a de quem passa a ser lembrado como a pessoa que ingeriu (supostamente) fezes de animais em programa de grande audiência.”

              De acordo com o relator, a tal “brincadeira” do Pânico pode ser considerada de “extremo mau gosto, além de ofensiva a direito de personalidade”, e excedeu a liberdade jornalística.

             “O pedido de prévia autorização para a veiculação da matéria era o mínimo que se esperava de uma emissora responsável e de credibilidade nacional.”

               Assim, o colegiado fixou a indenização por danos morais, sendo essa no valor de R$ 30 mil. Ainda, deferiu o pedido do autor para exclusão do trecho em que é exposto nos vídeos veiculados no YouTube.

Fonte – Migalhas

Consumidor será indenizado em R$ 31 mil por problemas em voos de ida e volta

Indenizações foram fixadas em R$ 15 mil, por atraso do voo, e, em R$ 16 mil, pelo cancelamento na viagem de volta.

            O TJ/RJ condenou a Delta Airlines a pagar R$ 31 mil de indenização por danos morais a um consumidor por causa de dois problemas enfrentados durante uma viagem.

             De acordo com os autos, a viagem ocorreu em fevereiro de 2015. O voo entre São Paulo e Nova York atrasou e o da volta foi cancelado. O consumidor, então, ajuizou duas ações contra a companhia, uma por causa do atraso na ida e outra pelo cancelamento na volta.

              A distribuição da segunda ação, referente ao voo de volta, foi preventa à vara sorteada no processo que tratava do voo de ida, tendo sido declarada de ofício pela magistrada daquela vara, a conexão das ações.

              O consumidor, então, interpôs agravo sob argumento de que não se aplicaria o instituto da conexão previsto no art. 54 do CPC. Segundo o advogado Marcus Vinicius Reis, sócio do escritório Reis Advogados e que representou o consumidor nas ações, nos casos em que uma Cia. Aérea cause danos nos voos de ida e de volta, estes devem ser julgados separadamente. “Na espécie, tratam-se de ações indenizatórias em que o consumidor visa indenizações por danos morais e materiais contra atos ilícitos que podem tê-lo atingido de maneira totalmente diversa. Não se verifica, portanto, a presença dos elementos caracterizadores da conexão (identidade de objeto ou causa de pedir) ou mesmo continência (identidade das partes e causa de pedir), de modo a autorizar a reunião dos processos.”

               O desembargador Celso Silva Filho, da 24ª câmara Cível/Consumidor do TJ fluminense, determinou a redistribuição do processo referente ao voo da volta, asseverando ainda que “a ratio do julgamento conjunto de ações em que se verifique a conexão ou a continência consiste na prevenção de decisões potencialmente contraditórias a respeito do mesmo fato”.

            “Nesta hipótese, tal risco não existe, porque os fatos que fundamentam cada uma das ações não apenas podem como devem ser analisados em apartado.”

               A 27ª câmara Cível do Tribunal fixou a indenização em R$ 15 mil pelo atraso do voo e a 24ª Câmara Cível, em R$ 16 mil, pelo cancelamento na viagem de volta.

Fonte – Migalhas

MARANHÃO DO ATRASO

                   aldir

O médico e politico Igor Matos Lago tem sido critico e feito observações importantes a população maranhense sobre a  destruição de princípios éticos do  PDT, partido do qual seu pai foi fundador. Na foto com a médica Clay Lago, viúva do saudoso Jackson Lago.

     * Igor Matos Lago

Que duro o nosso presente.

A tristeza que sinto pelo nosso povo tão bom e trabalhador com precisão de educação, saúde e dignidade é infinita.

As notícias pagas sobre as futuras eleições de 2018 nos diferentes blogs correm soltas.

Faz parte.

Ao invés de se melhorar a política parece que a coisa faz é piorar.

Na discussão sobre as eventuais candidaturas ao Senado leio a falta de opção que se apresenta ao eleitorado maranhense.

São duas vagas. E é impressionante a ausência de uma candidatura que represente alguma renovação.

Todas só pioram o Senado.

Lobão, João Alberto, Maranhão, Zé Reinaldo, Weverton.

Com relação a este último, com tristeza imagino a cena em que aparecem Chico Leitoa, Deoclides Macedo, Julião Amin, Aziz, Léo Costa, Moacir Feitosa e outros a terem de se submeter a tão abjeto palco.

Pobre Maranhão

      *  Igor Matos Lago é médico, politico  e tem uma vida pública pautada dentro dos princípios e valores do seu pai,  o médico Jackson Lago, ex-prefeito de São Luís  e ex-governador do Maranhão,

Turbulências na base do governo afetam a popularidade do governador Flavio Dino

         aldir

  Enquanto governador Flavio Dino e o seu principal secretário Márcio Jerry Barroso utilizam intensamente as redes sociais para hostilizar políticos e a oposição e criar imagem fictícia da sua administração, na sua base politica os conflitos vêm crescendo e alguns já têm reflexos negativos de domínio público e tendem a esquentar muito mais.

            Com a proximidade das eleições de 2018, o governador que havia fechado acordos com políticos e partidos, já deixou claro que terá dificuldades para honrá-los e ao mesmo tempo coopta partidos para aumentar a sua base e desgastar a oposição, o que tem gerado revolta dos que esperam tratamento diferenciado.

           No momento em que o Sistema de Segurança Pública luta com infinidades dificuldades, mas mesmo assim procura desenvolver ações para o enfrentamento a criminalidade e defender a população com prevenção e repressão, a mídia aliada do Palácio dos Leões, vem prestando um sério desserviço a população maranhense, quando deixa de noticiar a verdade dos fatos para semear fracassos e assim atingir o próprio governo, tudo de maneira orientada e com cunho de interesse politico.

            O governador Flavio Dino tem consciência de que a sua administração perdeu o rumo por falta de planejamento coerente e frentes de desentendimentos criados por ele e conhecidos secretários despreparados. A situação da educação é precária, assim como a saúde e a infraestrutura, além de que no Maranhão, a não ser a produção do agronegócio para exportação, a produção de alimentos continua sendo importada, inclusive o cheiro verdade que é vendo em nossa capital, grande parte vem do Ceará.

            O maior desgaste sofrido pelo governador Flavio Dino foi o aumento de impostos, justamente em um momento sério e grave de recessão econômica, o que tem dado margem para muita revolta e indignação e uma campanha de corpo a corpo contra o seu governo. Grandes problemas estão sendo reservados para o governo, destacando-se o reajuste salarial de servidores públicos, que fazem reivindicações de acordo com as projeções estabelecidas pela atual administração e não se surpreendam se outros e conflitos dentro de órgãos públicos venham a tona.

Audiência de conciliação decide que Câmara de Vereadores deve julgar contas da Prefeitura de São Luís

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Juiz Douglas Martins preside audiência de conciliação no Fórum da capital.

            Uma audiência de conciliação que contou com a participação de representantes da Câmara de Vereadores de São Luís, da Prefeitura de São Luís, do Poder Judiciário e do Ministério Público resultou com a homologação de acordo, no qual a Câmara de Vereadores deverá realizar o julgamento das contas de governo e de gestão do Executivo Municipal. Consta na ata da audiência que o Ministério Público requereu que a Câmara fosse integrada ao litígio na condição de litisconsorte passivo, tendo em vista que o pedido versa sobre funções institucionais da Câmara de Vereadores.

             A sentença que homologou o acordo entre o Município de São Luís, a Câmara Municipal e o Ministério Público foi assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Segundo o acordo firmado, a Câmara Municipal e a Prefeitura de São Luís se comprometem a dar efetividade ao disposto na Constituição Federal e na Lei Orgânica de São Luís no sentido de julgar anualmente as contas de gestão e do governo do executivo municipal.

            Todas as contas que já estão com o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão serão julgadas pela Câmara de Vereadores no decorrer deste ano, observando a ordem cronológica (iniciando-se pelas mais antigas). A Câmara oficiará ao TCE pedindo que lhe sejam encaminhadas as contas dos anos de 1995, 2000, 2005, 2006, 2007 e 2008.

             A sentença destaca que, em caso de descumprimento do que foi acordado, incidirá multa diária no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), sem prejuízo da responsabilização por eventual ato de improbidade administrativa.

           “Revendo o despacho inicial, admito a Câmara Municipal como litisconsorte passivo visto que o pedido e o acordo firmado versam sobre funções institucionais da casa legislativa”, concluiu o magistrado na homologação do acordo. A audiência de conciliação foi realizada na última quinta-feira, dia 9.

 Assessoria de Comunicação

Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

CNJ cria grupo de trabalho para apurar barbáries em presidio terceirizado no Amazonas

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Grupo de trabalho vai apurar condições das prisões do Norte do país. Criação ocorre dois meses após matança de presidiários no estado.

Presidente do STF discutiu em Manaus crise penitenciária do país.

            A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, criou grupo de trabalho para apurar as condições das prisões do Norte do país. A portaria que institui o Grupo Especial de Monitoramento e Fiscalização (GEMF) do sistema prisional da Região Norte foi publicada no Diário da Justiça na terça-feira (7). Cinco membros do CNJ formam a equipe. A medida ocorre dois meses após o massacre de presos no Amazonas.

           O GEMF poderá propor ao CNJ a adoção de providências necessárias ao esclarecimento dos crimes apurados nas unidades prisionais da região nos últimos 90 dias e à responsabilização das autoridades e agentes públicos envolvidos nos casos.

           A ideia de criação do GEMF surgiu durante reunião na capital amazonense no dia 5 de janeiro, quando a ministra Cármen Lúcia se reuniu com seis presidentes dos Tribunais de Justiça da Região Norte – Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins, Roraima e Amapá – além do presidente do Tribunal do Maranhão.

              A reunião de emergência, convocada por Cármen Lúcia, foi provocada pela rebelião e massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus, ocorrida no dia 1º de janeiro deste ano. Após 17 horas de rebelião, gerado por conflito entre facções, 57 detentos foram mortos, alguns decapitados.

             O ato do GEMF leva em conta “as atrocidades cometidas em unidades prisionais” no início de janeiro. Esses crimes, considera a ministra na exposição de motivos da portaria “impõem inspeções, apuração de responsabilidades e medidas preventivas e repressoras”. Em 2010 e 2013, após mutirões carcerários na região, o conselho determinou providências. O cumprimento delas, contudo, não foi informado ao CNJ para avaliação de resultados.

            O quadro, de “precárias condições carcerárias das unidades prisionais nas quais ocorreram os crimes também pode estar ocorrendo em outras unidades do país”, avaliou a ministra no documento.

 aldir

             Outro ponto considerado é a delegação de atividades internas dos presídios a empresas privadas, sem que os contratos fossem comunicados ao CNJ ou aos juízes e tribunais competentes.

              Segundo o CNJ, o grupo acompanhará inspeções feitas por juízes em prisões indicadas pelos tribunais estaduais como dotadas de maiores problemas. Cabe à equipe propor providências para o cumprimento das penas de condenados e julgamento de réus presos, dar suporte aos juízes em casos que dependam de medidas especiais e definir fluxo de julgamento dos casos pendentes.

              “Poderão ser indicadas medidas para esclarecer crimes nas prisões do Norte, ocorridos nos últimos 90 dias, e responsabilizar agentes públicos e particulares envolvidos neles, de modo direto ou indireto. A equipe tem 30 dias para entregar relatório final com as recomendações ao conselho. Se comprovada necessidade, o prazo pode ser ampliado”, comunicou o CNJ.

Massacre

               Ao todo, 57 presos foram assassinados no Compaj, localizado na BR-174 (Manaus-Boa Vista). O motim resultou no maior massacre do sistema prisional do Amazonas. Além disso, foram registradas oito mortes em outras duas unidades e um total de 225 fugas. A facção Família do Norte (FDN) comandou a rebelião em disputa entre o Primeiro Comando da Capital (PCC).

              Após as mortes no Compaj, a SSP-AM transferiu, emergencialmente, 284 presos para a então desativada Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Os presos transferidos também se rebelaram e quatro detentos morreram no local. Outros quatro foram na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) no começo do ano. Após a crise carcerária no estado, a Força Nacional foi acionada e continua na barreira de acesso do Compaj.

Fonte – G1 Amazonas

Candidatura de Weverton Rocha ao senado esquenta base do governo e aumenta a mobilização da oposição

           aldir

    O lançamento da candidatura do deputado federal Weverton Rocha, ao Senado Federal em 2018, considerada pela própria base de apoio do parlamentar, um tanto antecipada por falta de um respaldo forte, além de que o município de Codó, nunca representou base do PDT, não foi bem digerida pelos aliados de São Luís, que esperavam que ele fizesse um ato público em São Luís e com as presenças do governador Flavio Dino e do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

                A repercussão não tem sido a esperada e em contrapartida, o deputado federal Waldir Maranhão, em pleno carnaval iniciou os ensaios da sua candidatura em vários municípios da Baixada Maranhense, acompanhado pelos deputados estaduais Othelino Neto e Zé Inácio e não esconde de que tem acordo com o governador Flavio Dino, que garantiu apoiá-lo.

                 Os dois deputados federais, lamentavelmente não têm nada que represente renovação, princípios de seriedade, postura ética e transparência, que vem sendo cobrada pela sociedade, num momento sério em que a população procura e grita por diversos meios dar um basta na corrupção no país, com clamores públicos.

                  Por outro lado, o presidente da Famem, o prefeito Tema, integrante da base de sustentação politica do governador Flavio Dino, não esconde que o seu candidato é de inúmeros prefeitos é o ex-governador José Reinaldo Tavares, que foi o grande articulador da campanha vitoriosa do atual dirigente do Executivo Estadual.

                   O governador Flavio Dino, continua no aguardo das regras pelo congresso nacional sobre para a reeleição, mas já demonstrou publicamente que o PSDB não fará parte da aliança da sua nova candidatura, em qualquer circunstância, o que já vem sendo executado com o tratamento indiferente dado ao vice-governador Carlos Brandão.  Para dar celeridade ao rompimento o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Bandeira ganha apoio na direção nacional do PSDB para a sua candidatura ao senado.

                       Oposição se organiza para a luta

 

              Enquanto o governador Flavio Dino não consegue crescer em popularidade e vem cooptando partidos e políticos tendo como moeda cargos públicos, muitos observadores entendem que ainda falta muito tempo para definições. A verdade é que o vai pode voltar, depende apenas de interesses, uma vez que ideologia de há muito desapareceu do contexto políticos partidário.

              Para muita gente, os senadores Edison Lobão e João Alberto de Sousa não são cartas fora do baralho, mas o crescimento do nome do deputado federal e ministro Sarney Filho é um fato que não pode ser subestimado, que pode proporcionar mudanças de regras tanto na oposição como na base do governo.

               Os conflitos internos dentro da base do governo com alguns já de domínio público, geram desconfianças diante das brigas por ostentação e poder, o que pode ser fator de destruição.

                Uma questão séria que emperra a popularidade do governador, são faltas de politicas públicas, uma vez que hoje se pratica ações isoladas, principalmente nos campos da saúde, da educação que é terrível e na infraestrutura com faltas estradas, saneamento e abastecimento d’agua.

                Dentre os postulantes as vagas ao senado federal, o nome do prefeito de Santa Rita, o médico Hilton Gonçalo transita muito bem e não será novidade caso venha a surpreender, levando-se em conta que é uma liderança nova, o que é anseio da população.