A morte lenta dos rios Alpercatas e Itapecuru

aldir

Mais uma importante obra literária de José Olívio Cardoso Rosa

  * José Olívio Cardoso Rosa
Os rios de minha infância, estão agonizantes
​​São eles o Alpercatas e Itapecuru
​​Ambos com relevantes serviços
​​Prestados a população Ribeirinha
​​Se não houver um bom padrinho
​​Ou madrinha, ambos sucumbirão
​​E ainda abastecem com suas aguas
​​São Luís do Maranhão.

​​Quando falamos em morrer
​​É uma forma de alerta a população
​​De como é importante a água
​​Para toda a nação
Por isso é que alertamos
​​Nada de devastação

​​Se os Rios agonizam
​​Com eles a população
​​Os animais, as florestas
​​Todos sofrerão
​​Vão morrendo lentamente
​​Dar pena de ver meu irmão

​​A palavra providência
​​Está em voga
Sinônimo de prevenção
​​E se não acreditarmos
​​Não adianta lamentação
​​Remédio fora de hora
​​É morte certa, paciente sem salvação.

​​Peço encarecidamente a fazermos um mutirão
​​Populares, dirigentes, parlamentares, empresários
​​Campesinos, todos sem exceção
​​Se tivermos todos bem unidos
​​O Rio agradecido, viverá e se ufanará por sua continuação

​​Portanto, toda essa gente
​​Respirará aliviada desse tal constrangimento
​​Que soa como bomba, podendo explodir
​​A qualquer momento
​​Com a dizimação dessa gente
​​Tornando um inferno cinzento.

​​Creio que em   nossa luta
​​Sem   nos furtarmos   dessa batuta
​​Tivemos   que   perguntar
E a crendice consultar
​​A quem poderia nos informar
​​Perguntamos então a Mãe D’AGUA:
​​Mãe D’água me diga por gentileza,
​​Se esse Rio vai acabar?
​​Ela então me respondeu:
​​Depende, depende se você não preservar.

​​Das providências tomadas
Tenho provas com fartura
​​Já mandei carta missiva
​​Para quem de forma ostensiva
Sanaria a questão

​​Avoquei a linha verde
Pra poder nos ajudar
Respondendo com prontidão
​​As providências a tomar
Pela crucial situação
Dos mananciais do lugar Exigindo uma urgência Uma resposta cautelar

Chamaria também a ONU
O Green Peace e todos Que possam nos ajudar
Focando em um único objetivo
O dessa causa abraçar

Interessará ao mundo
O cerne dessa questão Pois se assim o fizermos
“AINDA”, haverá salvação.

*José Olívio de Sá Cardoso Rosa é advogado atuante, poeta e escritor

Cézar Bombeiro reúne com o secretário Jeferson Portela e pede vídeomonitoramento para o bairro da Liberdade

     aldir

   O vereador Cézar Bombeiro foi recebido em audiência pelo secretário Jeferson Portela, da Segurança Pública. Ele estava acompanhado a liderança comunitária Josélia Costa, que também fez relatos de problemas inerentes a área da segurança pública no bairro.

        Cézar Bombeiro disse a Jeferson Portela, que a questão da segurança pública não é somente de cobrança, mas de participação de todos, principalmente pelos crescentes problemas, resultantes de aspectos sociais, sendo um dos principais o desemprego, daí que que se colocou à disposição do titular da Pasta da Segurança Pública para dar a sua contribuição. O vereador destacou que um dos anseios dos moradores do bairro da Liberdade é que ele passe a integrar o sistema de videomonitoramento da cidade de São Luís, além de que outras ações sociais do Sistema de Segurança Pública possam chegar à comunidade e aos demais bairros adjacentes.

          O secretário Jeferson Portela, destacou que Cézar Bombeiro foi um dos poucos políticos que se colocam à disposição para oferecer subsídios e defender com responsabilidade a politica de segurança pública diante de tantas adversidades, que gradativamente são vencidas. Quanto a questão do videomonitoramento para o bairro da Liberdade, depende de recursos orçamentários, mas que esforços serão somados para o atendimento da reivindicação, mas as ações sociais chegarão ao bairro da Liberdade no mais breve espaço de tempo, inclusive a audiência pública no bairro, defendida pela líder comunitária Josélia Costa.

Os problemas do cárcere feminino no Brasil e seus reflexos na essência feminina

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A foto é da realidade da maioria dos presídios femininos no Brasil

Abordagem acerca da problemática que envolve o sistema carcerário feminino no Brasil. E como tais problemas refletem na alteração da identidade feminina. O sistema prisional brasileiro em si apresenta problemas, em razão da falta de estrutura e de recursos.

Por Vitória Régia F. Lopes

Introdução 

              Historicamente, há uma discrepância na realidade prisional vivida por homens e mulheres, sendo os primeiros delitos femininos confundidos com pecado e mau comportamento. As primeiras instituições adequadas para mulheres eram administrados por freiras que tinham como finalidade a correção moral.

             O contexto atual, é marcado pela superlotação, falta de unidades específicas para mulheres, de estrutura e recursos. Há, assim, uma defasagem tanto em âmbito formal, como no material. Em decorrência desses fatores há uma desconfiguração da essência feminina. Portanto, a realidade negligenciada dos presídios femininos requer uma análise acerca da problemática existente. É importante ressaltar que esta deve ser embasada de acordo com as perspectivas do Código Penal, da Lei de Execução Penal 7.020 (BRASIL, 1984) e o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana; possíveis medidas que possam alterar a situação dos presídios.

1 Prelúdio às prisões femininas 

1.1  Contexto Histórico

Até o século XVIII poucos são os registros acerca das prisões, levando em conta a existências das penas corporais e exemplares, os suplícios (FOULCAULT, 2007) como forma de resolução dos conflitos sociais. No Brasil, os suplícios registraram-se a partir da colonização portuguesa, também como forma de implantação da cultura europeia. Entretanto, o aumento populacional nas cidades resultou em um aumento de conflitos. Os delitos mais graves sofriam penalidades maiores, como morte e açoites, por exemplo, mas estas não poderiam ser aplicadas a delitos menores. Começa assim, a necessidade de locais próprios para penitência e arrependimento. Logo, surgem as cadeias e os primeiros presídios, que servem para abrigar tanto homens como mulheres, porém em celas separadas, de acordo com as possibilidades do local. As acomodações eram improvisadas e precárias. Durante anos, o baixo índice de criminalidade cometido por mulheres, contribuiu para que houvesse um descaso por parte do Estado, em relação às medidas que deveriam ser tomadas diante da situação. Somente a partir de 1920, com o aumento do número de delitos praticados por mulheres, o Estado passaria, pouco a pouco, a exercer uma maior autoridade.

1.2 Penas

Antes das primeiras instituições, as punições destinadas às mulheres que cometiam crimes, também ocorriam através de suplícios, e eram dotados de uma punição maior; a moral. As primeiras penas dadas foram em razão de crimes considerados religiosos. As barregãs (amantes) de clérigos ou de qualquer outra pessoa religiosa; as alcoviteiras; as que se fingissem de prenhas ou que atribuíssem parto alheio como seu, foram as primeiras a serem perseguidas (SOARES; ILGENFRITZ, 2002).Assim, o feminino representava o mal da sociedade e era também vinculado ao pecado. Alguns delitos eram considerados propriamente ‘‘femininos’’ e recebiam penas menores, em razão de serem justificados como inatos à natureza feminina provenientes de distúrbios psicológicos. Aconteciam no espaço doméstico, como infanticídios, abortos e bruxarias. Já os cometidos em espaços públicos, como embriaguez e comportamentos ociosos, eram mais criminalizáveis e penalizados com intensidade maior.

1.3 As primeiras instituições e o Código Penal de 1940

Mesmo com a regulamentação do espaço prisional, através de códigos penais que abordassem a situação das mulheres infratoras, o encarceramento feminino foi tratado como um problema moral, sendo as primeiras penitenciárias destinadas às mulheres no Brasil, administradas por religiosas. As prisões e casas de correção de mulheres se guiavam pelo modelo da casa-convento: as presas eram tratadas como desviadas da sociedade e dos bons costumes, necessitando de cuidado e bons exemplos. A oração e os afazeres domésticos eram considerados fundamentais no processo de recuperação. O primeiro critério legal no que concerne às mulheres encarceradas foi determinado pelo Decreto Lei no 6.416/77 que altera dispositivos do Código Penal, de 1940.O art. 29º do Código alterado (BRASIL, 1940, p. 1),§2º, dispõe que “As mulheres cumprem pena em estabelecimento especial, ou, à falta, em secção adequada de penitenciária ou prisão comum, (…)”, ou seja, somente em 1940 houve as primeiras medidas efetivas, referentes à acomodação. As primeiras instituições adequadas para mulheres foram a de Porto Alegre, no Rio grande do Sul, em 1937; o presídio de São Paulo e o de Bangu, inaugurados em 1942. Comumente os três eram administrados pelas freiras da Congregação das Irmãs do Bom Pastor d’Angers, que tinham como finalidade a correção moral de mulheres. Assim, por ser o crime confundido com pecado, a conversão tinha caráter de ressocialização. O método foi utilizado durante muitos anos, todavia, maus comportamentos ocasionados pelas mulheres, como por exemplo: rebeliões, violências físicas, entre outros, fizeram com que a congregação passasse a administração das prisões ao Estado.

2 Problemática estrutural 

Segundo os últimos dados do Infopen Mulheres, de junho de 2014, a população absoluta de mulheres encarceradas cresceu 567% entre os anos 2000 e 2014, chegando ao patamar de 37.380 mulheres, representando 6,4% do total encarcerado. Do total de unidades prisionais (1.420),apenas 103 são exclusivamente femininas e 239 são consideradas mistas. A diferença entre as propriamente femininas e as mistas é espantosa, visto que o ideal era haver um número menor de prisões mistas.

Os estabelecimentos penais, as estruturas internas desses espaços e as normas de convivência no cárcere quase nunca estão adaptados às necessidades da mulher, já que são sempre desenhadas sob a perspectiva do público masculino. (LANFREDI, 2014, p. 1)

Assim, não obstante a problemática estrutural, as presidiárias precisam lidar também com a escassez de recursos. Em algumas prisões, as detentas recebem um ‘kit’ básico de higiene, mas que não dura o mês todo. No entanto, há situações degradantes em que o miolo do pão velho é utilizado como absorvente. Há também o descaso em relação à saúde; se já faltam médicos, o que dirá de ginecologistas.

3 Maternidade e o cárcere

Pela Lei de Execução Penal (7.020/84), os estabelecimentos penais destinados a mulheres devem ser dotados de berçário, onde as condenadas possam cuidar de seus filhos, inclusive amamentá-los, no mínimo, até seis meses de idade. Das 1.420 unidadesprisionais citadas no capítulo 2, apenas 48 dispõem de cela ou dormitório adequado para gestantes, sendo 35 em unidades específicas para mulheres e 13 em unidades mistas (INFOPEN, 2014). A garantia de acesso à maternidade por parte das mulheres presas ainda é baixa. Por conseguinte, o sofrimento das mulheres encarceradas aumenta quando as mesmas estão grávidas, pois o deficiente regime de privação de liberdade por si só compromete o período da maternidade; seja pela falta de estrutura, seja pelo fato da separação da mãe com seu filho.

Conclusão

Após análise de um breve contexto histórico, demonstra-se que em um primeiro momento há uma perspectiva religiosa, donde se entendia a conduta praticada pela mulher como desvirtuada. Assim, havia um projeto de “purificação das mulheres”, o que justificava a participação das freiras. Contudo, o mesmo demostrou-se ineficiente, por conta da resistência das infratoras às regras e condutas impostas. O que provocou a utilização da violência por parte das infratoras fazendo com que as religiosas perdessem o controle do ambiente prisional. Em razão disto, a congregação passou o controle da penitenciária para o Estado. Porém, apesar da mudança na administração e na legislação do Código Penal (BRASIL, 1940), não houve alterações eficazes, fazendo com que os problemas, como por exemplo, a separação de penitenciarias masculinas e femininas e a deficiência na estrutura do âmbito prisional perdurassem até os dias atuais. Assim é imprescindível a adoção de medidas que visem solucionar essas questões. Tais como: acesso a saúde enfatizando as necessidades específicas que as mulheres possuem, como o acompanhamento de ginecologistas e obstetras; adaptação dos presídios às presas grávidas e asseguração dos seus direitos previstos na Lei de Execução Penal 7020 (BRASIL, 1984), como o direito de amamentar a criança no mínimo até seis meses; criação de mais estabelecimentos próprios para as mulheres; políticas públicas que possibilitem o reingresso no mercado de trabalho e no meio social e por fim, é fundamental o respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana.

Fonte – Direito NET

 

Astro de Ogum anuncia “Expresso da Cidadania” durante discurso na Câmara

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O presidente Astro de Ogum em momento de descontração com o colega vereador Francisco Chaguinhas

  Durante pronunciamento no plenário da Câmara Municipal de São Luís, na manhã desta segunda-feira (06), o presidente da Casa, vereador Astro de Ogum (PR), destacou como altamente produtivas,  as ações que vem sendo realizadas ali ao longo dos últimos dois, enfatizando como prioridade o esforço para o aprimoramento dos trabalhos, como alternativa para colocar adequar o Legislativo Ludovicense, colocando-o no patamar que merece. Anunciou, dentre outras novidades, o início do projeto “Expresso da Cidadania”

               “Muitas das vezes somos surpreendidos através de comentários que visam denegrir a imagem da Câmara Municipal. Aqui, evoco o testemunho da imprensa, porque ela é livre e pode testemunhar o nosso trabalho. Nossa meta sempre foi a da modernização e do dinamismo. Por conta disso,  estamos trocando toda a instalação elétrica de nossas dependências, já modificamos a iluminação do plenário e continuamos nessa árdua tarefa”, destacou Astro de Ogum.

               Como num rápido balanço, ele disse que o Legislativo Municipal atua sempre prestando contas ao Ministério Público, à Vara dos Interesses Difusos, da Justiça de Primeiro Grau e que está agilizando a sua assessoria, para que todas as prestações de contas dos ex-prefeitos e da atual administração municipal sejam votadas.

ACERVO

              Um dos pontos elencados pelo presidente da Câmara, diz respeito à digitalização do acervo do órgão. “Temos um acervo rico, histórico, muito interessante e que precisa ser preservado. Por conta disso, estamos processando a digitalização, para que a nossa história não se perca. Tivemos figuras de relevo como vereadores, a exemplo de Barbosa de Godói, de Luiz Rocha e de muitos outros”, acrescentou Astro de Ogum.

            Ele anunciou ainda que, dentro de pelo menos duas semanas, o painel de votação eletrônica estará funcionando, o que, no  seu entendimento, será um grande avanço.  Revelou ainda que  nesse seu segundo mandato presidencial, a Rádio Câmara será uma realidade, frisando que isso será um grande avanço, porque as ações do Legislativo de São Luis terão repercussão nacional.

EXPRESSO  DA CIDADANIA

           “Talvez por pura maldade, dizem que a Câmara de São Luis teria dono. Nada disso, esta é uma tribuna livre, um parlamento extremamente democrático, onde tanto nós vereadores como a população têm voz. Agradeço aos colegas que me delegaram o segundo mandato, ao mesmo tempo em que anuncio ainda para este semestre, o advento do “Expresso da Cidadania”, que é  o trabalho itinerante, quando iremos aos bairros, conversar com a população. Nada mais democrático do que uma ação como essa”, ressaltou o presidente da Câmara.

             De acordo com Astro de Ogum, a Câmara nunca decepcionou e jamais decepcionará a população da cidade, porque vem cumprindo à risca o seu papel de representante popular. Disse que jamais tirou um dia de férias nesse período como presidente e destacou o esforço de um grupo de servidores, que sempre está ao seu lado  no dia a dia, sem direito a folgas de domingo, feriado ou dia santo.

           Ao final, se dirigiu a um grupo de taxistas que ocupava o plenário, e que se manifestam contra as atividades do Uber, para destacar: “Não somos contra vocês, taxistas. Vamos dialogar, porque o diálogo  é o maior método na busca de solução para qualquer problema. Vocês são peça importante na nossa engrenagem social e, por isso, temos que  conversar”, salientou.

Fonte – Diret-Comunicação-CMSL

Josué Pinheiro foi eleito segundo secretário da Mesa Diretora da Câmara de São Luís

             Com uma ampla maioria de votos dos parlamentares presentes no plenário o vereador Josué Pinheiro (PSDB) foi eleito, na manhã desta segunda-feira, (06) segundo secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís. Ele irá ocupar a vaga deixada pelo vereador Pedro Lucas (PTB), que licenciou-se para assumir o cargo de secretário da Agência Metropolitana do Governo do Estado. A esmagadora vitória do parlamentar social democrata foi conquistada com vinte e sete (27) sufrágios contra o seu oponente, o vereador Sá Marques, do PHS, que conseguiu apenas quatro (04) votos.

            Antes da realização do pleito, os dois candidatos fizeram rápidos pronunciamentos, onde destacaram suas trajetórias profissional e política, para tentarem cabalar adesões para suas candidaturas. Entre os argumentos de sua fala, Sá Marques chegou a citar que esmerava-se no falecido vereador José Cupertino, chegando a dizer que tentaria realizar um trabalho semelhante ao antigo representante da comunidade do João Paulo, procurando fazer jus a cada voto recebido nas urnas.

            Já Josué Pinheiro enfatizou aspectos de seu trabalho, principalmente o que vem exercendo no Legislativo Ludovicense, onde ainda citou as funções que já desempenhou no parlamento, inclusive ocupando cargos na Mesa Diretora anteriormente. Ele enfatizou ainda que respeitaria a decisão do plenário seja ela qual fosse, e que aquele momento era de harmonia e parabenizou a todos os seus colegas pelas decisões que iriam tomar.

            Durante a votação alguns vereadores fizeram manifestação sobre seu voto, onde o destaque maior foi para Josué Pinheiro, quando uns afirmaram está votando pela coerência, pela caminhada empreendida pelo postulante, além de frisar que sua eleição se daria pelo reconhecimento por tudo que tem realizado, além dele ser um político de grupo.

            Enquanto vinte e sete vereadores sufragaram o nome de Josué Pinheiro, votaram em Sá Marques apenas ele mesmo, além de Marcial Lima (PEN), César Bombeiro (PSD) e Umbelino Junior (PPB), sendo que este quando foi o primeiro chamado a votar, pediu para ser o último, pois iria acompanhar a decisão da maioria.

Fonte-Diret-Comunicação-CMSL

Na UPA do Bairro do Vinhais idosos em risco de morte são preteridos em atendimentos para infratores internos da FUNAC

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A foto acima é da UPA do Bairro Vinhais e o flagrante abaixo foi feito quando os elementos deixavam a unidade de saúde com os agentes e foram conduzidos em um veículo particular

          Tenho afirmado que prioridades para pessoas idosas fazem parte apenas de discursos recheados de hipocrisia e no papel, no caso o Estatuto do Idoso. Neste domingo tive oportunidade de ver de perto mais um acentuado desrespeito. O fato correu na UPA do Bairro do Vinhais, que contava com um considerável número de pessoas em busca de atendimento médico, dentre elas estavam seis com tarjas amarelas coladas com destaques em suas roupas, que indicavam atendimento prioritário com risco de vida, sendo que duas delas em cadeiras de rodas e visivelmente abatidas, o que inclusive mereceria um atendimento de urgência.

      Inesperadamente adentram ao recinto dois homens de roupas escuras com aspecto de policiais, conduzindo dois rapazes algemados, o que ocasionou uma enorme apreensão nas pessoas que estavam aguardando atendimentos, sendo algumas senhoras com crianças de colo, tendo duas delas se retirado do recinto com receios de atos de violência até mesmo no caso de rebeldia de um dos presos.

       Não sei se por determinação da direção da UPA ou atendimento padrão para delinquentes oriundos da FUNAC do Bairro Vinhais, os dois rapazes foram imediatamente introduzidos na sala de avaliação com os agentes e depois da triagem conduzidos aos consultórios médicos e assim usurparam o direito de atendimento preferencial de pessoas idosas.

       A indignação foi muito grande e algumas pessoas se retiraram do local temendo que um dos elementos viesse a criar problemas e viesse a ser registrado tumulto de maiores proporções. Outras pessoas temiam que surgissem bandidos para resgatar os dois presos e com certeza, muita gente inocente poderia ser morta.

       A verdade é que ao se introduzir em um local de atendimento médico público, elementos de elevados índices de periculosidade e de maneira ostensiva, foi simplesmente uma agressão do poder público aos cidadãos e cidadãs que estavam na UPA, não para pedir ou mendigar favor, mas em busca de um direito constitucional à saúde.

       Uma senhora que estava desde cedo na UPA com o seu pai em observação médica devido a uma crise de pressão arterial, disse que horas antes o mesmo procedimento arbitrário foi feito para atender três infratores da FUNAC  do Bairro do Vinhais, o que pelo visto deve ser uma prática normal.

       A FUNAC do Bairro Vinhais fica ao lado da UPA, mas isso não dá direito a que os infratores sob a tutela da instituição tenha o direito prioritário a idosos e também algemados seja colocado em ambiente em que estão cidadãos e cidadãs, de maneira alarmante, causando sérios temores às pessoas presentes. O fato merece a atenção do Ministério Público, com vistas a que as pessoas não corram riscos de possíveis conflitos e seja garantido o direito do idoso na questão da prioridade.

       Atendimentos a presos e infratores da FUNAC devem ser atendidos em unidade hospitalar preparadas para esses serviços sérios e de muito risco. Como não existe, se utiliza uma prática vergonhosa para ferir direitos e dignidade da população.

 

CAEMA cava buraco na rua 24 da Cohama e dificulta com os já existentes o tráfego na movimenta artéria

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A rua 24 do bairro da Cohama é uma artéria bastante movimentada por um tráfego intenso de veículos que procedem do Vinhais, Cohaserma e outros bairros, que buscam a avenida Daniel de La Touche e dali se destinar a diversos bairros em dois sentidos . sendo um rumo ao viaduto e o outro ao Olho D’agua.

                       Nos horários de picos no trânsito a rua 24 proporciona enormes filas. Ela recentemente passou por importantes reparos e sinalização, mas hoje existe pelo menos uns  seis buracos que podem interditar a rua, caso as chuvas continuem.  A CAEMA que se transformou em um tatu gigante, abriu uma enorme vala para fazer serviços de esgotos e depois enfiou alguns pedaços de paus e passou uma fita sinalizando não se sabe o que. Já se passaram duas semanas e a empresa não retornou para fazer a devida recuperação da rua, o que é de sua plena responsabilidade.

                      Enquanto isso os demais buracos vão crescendo com a proporção das chuvas que têm caído em nossa capital. Em alguns locais moradores já colocaram pedaços de paus para sinalizar os sérios riscos aos motoristas, mas outros estão surgindo e o problema tende a ser agravado.

“É melhor ser ateu do que católico hipócrita”, defende Papa Francisco

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O Papa Francisco defendeu que “é melhor ser ateu do que um católico hipócrita” e criticou a “vida dupla” de quem afirma ser católico mas faz “negócios sujos” e se “aproveita das pessoas”. As declarações polémicas foram feitas num sermão matinal na sua residência na Casa de Santa Marta.

          “O que é um escândalo? É dizer uma coisa e fazer outra, é a vida dupla. ‘Eu sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta ou à outra associação, mas a minha vida não é cristã, não pago com justiça aos meus empregados, aproveito-me das pessoas, faço negócios sujos”, criticou o chefe da Igreja Católica durante a missa.

Para o Papa, “muitos católicos são assim e por isso mesmo causam escândalo”.

“Quantas vezes ouvimos, todos nós, no nosso bairro e noutras partes, ‘para ser um católico como esse, era melhor ser ateu’? É esse o escândalo, destrói-nos, deita-nos por terra”, lastimou.

Segundo a Rádio Vaticano, Francisco deu mesmo o exemplo de um empresário católico que estava de férias numa praia no Médio Oriente enquanto os trabalhadores, da empresa quase falida, ameaçavam realizar uma greve porque não recebiam os salários. Desde 2013, ano em que foi eleito Papa, que Jorge Mario Bergoglio apela aos católicos, tanto a padres como a membros não ordenados, para praticarem o que diz a religião.

“Isso acontece todos os dias e para darmos conta disso basta ver o telejornal ou ver os jornais”, acrescentou.

Francisco recordou que, “no Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: ‘Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia a tal associação, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta era a resposta de Jesus aos escandalosos que faziam vida dupla.”

No final do sermão o Papa Francisco pediu uma reflexão de todos os cristãos presentes para que façam uma análise interior para saber se há “ações de cada um de nós como vida dupla” e pediu que aqueles que façam isso “se convertam” imediatamente e não deixem isso “para amanhã”.

Complexo de Pedrinhas continua no centro da Corte Interamericana sobre crise nas prisões do Brasil

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Detentos se encolhem e se revezam para dividir espaço em cela em Pedrinhas (MA)

           A Corte Interamericana de Direitos Humanos decidiu cobrar explicações do governo brasileiro sobre a situação do sistema prisional do país, além de recomendar a adoção de 11 medidas. O órgão, vinculado à OEA (Organização dos Estados Americanos), tomou a decisão ao juntar quatro casos de violência e superlotação carcerária que tramitam na corte.

           Eles se referem ao complexo de Pedrinhas, no Maranhão; ao complexo do Curado, em Pernambuco; ao Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Rio de Janeiro; e à Unidade de Internação Socioeducativa, no Espírito Santo.

          São processos que tramitam na corte desde antes da crise que resultou em centenas de mortes em presídios do país neste ano. No ano passado, pela primeira vez na história, juízes da Corte vieram ao Brasil para verificar a situação em um presídio. Eles estiveram no complexo do Curado, o antigo Aníbal Bruno.

“Problema nacional”

             A decisão de juntar casos é inédita na Corte Interamericana. Na nova resolução, a instituição afirmou que o fato de os casos acontecerem em diferentes regiões do país “estaria indicando que se trata de um fenômeno de maior extensão” e que poderia estar ocorrendo “um problema estrutural em nível nacional no sistema penitenciário”.

              A corte recomenda, entre outras medidas, a redução da quantidade de prisões preventivas e da população carcerária, a investigação e a punição de delitos cometidos por funcionários do sistema penitenciário, a ampliação do percentual de presos que trabalham ou estudam, a melhora das condições de alimentação, higiene e do serviço de saúde para os presos, além da prevenção contra a entrada de drogas e armas nos presídios.

              O Brasil tem até 31 de março para responder a 52 questões. Pergunta-se, por exemplo, qual o número de mortes intencionais no sistema penitenciário nos últimos cinco anos, o número total de presos, o percentual de presos que trabalham e estudam e os números de denúncias e de investigações de maus-tratos e torturas.

              Com sede em San José, capital da Costa Rica, a corte realizará uma audiência pública sobre o caso brasileiro em maio.

“Constrangimento internacional”

              “Periodicamente, o Brasil é chamado a responder por casos específicos. Esta nova resolução é histórica porque o governo do Brasil nunca foi chamado a responder dessa forma. A junção de casos é inédita. Os problemas são nacionais. As instituições de privação de liberdade são violadoras de direitos no Brasil”, afirma Monique Cruz, pesquisadora da área de violência institucional e segurança pública da Justiça Global, uma das organizações responsáveis por denúncias encaminhadas à corte.

              “Nos 52 pontos questionados, há, pela primeira vez, uma perspectiva de análise mais ampla do sistema penitenciário. Também se questiona a segurança pública, a política de guerra às drogas, o sistema judiciário e o encarceramento em massa”, comenta a pesquisadora.

              Segundo Cruz, o Estado brasileiro tem ignorado resoluções da corte a respeito dos problemas nos presídios. “O Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos, mas o governo brasileiro faz a escolha política de não cumprir as resoluções e passa pelo constrangimento internacional de ter de responder a essas questões.”

Governo brasileiro já foi notificado

            O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi notificado pela Corte Interamericana e disse, por meio de nota, que apresentará “as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Brasil para apoiar os Estados na gestão das penitenciárias”.

            A pasta citou como exemplo de “o repasse de R$ 1,2 bilhão aos Estados, em dezembro, para investimento no sistema penitenciário”. “O governo brasileiro mudou a forma de repasse de recursos –antes, era por meio de convênio, que exigia aprovação de projetos– para a modalidade fundo a fundo que torna mais ágil esse processo”, afirmou o ministério. “O Departamento Penitenciário Nacional faz vistoria nas penitenciárias e apresenta os relatórios aos governos estaduais.”

            A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é uma instituição judicial autônoma que aplica a Convenção Americana de Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário, e julga casos de violação de direitos humanos que, no entendimento das vítimas ou de entidades, não foram corretamente julgados em seus países. Suas resoluções são de cumprimento obrigatório para os países-membros.

A Lei Maria da Penha, por exemplo, é resultado de uma ação proposta pela comissão à corte, que pressionou o Brasil a reforçar a legislação na questão da violência contra a mulher.

Fonte – UOL Noticias

 

Empresa Maranhense de Refrigerantes deve indenizar cliente que encontrou corpo estranho em garrafa de Coca Cola

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Des. Jorge Rachid reforma decisão de 1º Grau e determina pagamento de indenização.

Empresa deve indenizar cliente que encontrou corpo estranho em garrafa de Coca-Cola

               A Empresa Maranhense de Refrigerantes foi condenada a indenizar uma cliente, que encontrou um “corpo estranho” em uma embalagem de refrigerante Coca-Cola. A indenização foi fixada em R$ 4 mil, pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que julgou procedente o recurso da cliente, após o pedido ter sido negado pelo Juízo de 1º Grau.

               A consumidora ajuizou ação de indenização, alegando que a mera constatação de corpo estranho, no interior da embalagem de refrigerante, gera o dano moral, uma vez que o produto encontrava-se impróprio para consumo, sendo desnecessária a efetiva ingestão da bebida. A Empresa Maranhense de Refrigerantes alegou ausência do dever de indenizar, tendo em vista que não ocorreu a ingestão do líquido supostamente impróprio para consumo.

          O desembargador Jorge Rachid, relator do recurso, ressaltou normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) que protegem os consumidores contra produtos que coloquem em risco a sua segurança, saúde e integridades física e psíquica.

           Ele destacou que o CDC impõe ao fornecedor de produtos o dever legal de evitar que a saúde e segurança dos clientes sejam colocadas em risco, tutelando o dano ainda em sua potencialidade e buscando prevenir sua efetiva ocorrência. Dessa forma, o fornecedor tem o dever de reparar o consumidor por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, manipulação ou acondicionamento de seus produtos, entre outros.

           O magistrado citou casos julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e doutrinas, reforçando o entendimento de que a proteção à saúde e segurança do consumidor possui caráter constitucional e de direito fundamental, decorrente da especial proteção à dignidade da pessoa humana, de forma que o fornecedor é responsável pela garantia dos produtos e serviços que oferece no mercado, e deve responder por sua qualidade e segurança.

            “É irrelevante o fato de o consumidor ter – ou não – consumido a bebida, pois a responsabilidade do fornecedor decorre do simples fato de ter colocado em risco a saúde do consumidor – exatamente como ocorreu neste caso, em que a empresa dispôs em suas prateleiras o produto impróprio”, justificou. O voto foi acompanhado pelos desembargadores Ângela Salazar e Kleber Carvalho.(Processo nº 51816/2016)

Fonte -Assessoria de Comunicação do TJMA