Justiça Federal suspende no Maranhão a obrigatoriedade de exame toxicológico para obtenção ou renovação de CNH

         O Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) informa que a Justiça Federal concedeu, nesta segunda-feira (14), decisão liminar suspendendo a obrigatoriedade no Maranhão do exame toxicológico para obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C,D e E.

Ao apreciar o pedido de reconsideração feito pelo Detran, o juiz Jaime Travassos Sarinho, da 6º Vara Federal de São Luís, concedeu antecipação de tutela, suspendendo a exigência do exame toxicológico de larga janela de detecção, previsto no artigo 148 do Código de Trânsito Brasileiro(CTB).

Diante da decisão e tão logo o Denatran seja intimado sobre ela, os procedimentos, no Maranhão, de emissão e renovação de CNH das referidas categorias serão regularizados.

Fonte – Secom – MA

Desemprego cresce e fecha o quarto semestre de 2015 em 9%

aldir

Índice é o maior da série histórica iniciada em 2012. Dados da Pnad Contínua foram divulgados hoje pelo IBGE

Desemprego cresce e fecha o quarto semestre de 2015 em 9%

Índice é o maior da série histórica iniciada em 2012. Dados da Pnad Contínua foram divulgados hoje pelo IBGE

 Índice é o maior da série histórica iniciada em 2012

A taxa de desemprego fechou o quarto trimestre do ano passado em 9% em todo o país, a maior da série histórica iniciada em 2012, mas mostrando estabilidade em relação aos 8,9% da taxa de desocupação do terceiro trimestre de 2015.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e tem abrangência nacional. Divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa indica que, quando a comparação se dá com o quarto trimestre de 2014 (6,5%), a taxa de desocupação cresceu no último trimestre do ano passado 2,5 pontos percentuais.
As informações registram que, no fechamento do quarto trimestre de 2015, a população desocupada do país era de 9,1 milhões de pessoas, permanecendo estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas aumentando 40,8% (ou mais 2,6 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2014. Segundo o IBGE, esse foi o maior crescimento da população desocupada, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, de toda a série da PNAD Contínua.
Emprego
A pesquisa sinaliza, por outro lado, que o país tinha no fechamento do quarto trimestre de 2015 uma população ocupada de 92,3 milhões, mostrando, estatisticamente, estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas recuando 0,6% (ou menos 600 mil pessoas) em relação ao quarto trimestre de 2014.
No quarto trimestre de 2015, cerca de 35,4 milhões de pessoas ocupadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Entre o terceiro e quarto trimestres de 2015, o contingente de pessoas com carteira de trabalho assinada caiu 3% ao longo do ano (menos 1,1 milhão de pessoas).
O crescimento de 2,5 pontos percentuais no total de pessoas desocupadas no quarto trimestre do ano passado, comparado com igual período de 2014 (de 6,5% para 9%), mostra o aumento do desemprego em todo o país, com destaque para a região Norte, onde a taxa passou de 6,8% para 8,7% (alta de 1,9 ponto percentual); Nordeste (de 8,3% para 10,5%); Sudeste (de 6,6% para 9,6%); Sul (de 3,8% para 5,7%); e Centro-Oeste (de 5,3% para 7,4%).
Desemprego
Percentualmente, no entanto, o Amapá mostrou a maior taxa de desocupação (12,5%); enquanto Santa Catarina fechou com a menor taxa (4,2%). Entre as 27 capitais, Macapá fechou o quarto trimestre de 2015 com a maior taxa (14,6%) e, empatados, Rio de Janeiro e Campo Grande, fecharam com a menor (5,2%). Já entre as 21 regiões metropolitanas analisadas, Macapá (13,7%) tinha a maior taxa e Curitiba (5,2%) a menor.

Fonte – Congresso em Foco

Fonte – Congresso em Foco 

No plenário da Assembleia deputado Edivaldo Holanda elogia trabalho do vereador Chico Carvalho

                 Ao fazer uma visita a Assembleia Legislativa, na tarde de segunda-feira, (14), o vereador Chico Carvalho (PSL), presidente do PSL, foi alvo de um pronunciamento do deputado Edivaldo Holanda (PTC), fazendo um verdadeiro reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo vereador, além de parabeniza-lo pelos benefícios conquistados para as comunidades que atende ao longo de sua trajetória política.

                Num contundente pronunciamento, na tribuna, Edivaldo Holanda avocou o testemunho do vereador aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela Prefeitura de São Luís em comunidades que não viam a presença do poder público há 40 anos, a exemplo do Polo Coroadinho e de tantas outras que estão recebendo benefícios por parte da administração municipal.

               Segundo Edivaldo Holanda, o presidente do PSL do Maranhão e representante de São Luís na Câmara Municipal é um dos grandes políticos do estado e merecedor da confiança da população. Carvalho, conforme o parlamentar, o vereador “possui experiência e folha de serviços prestados a esta cidade de São Luís”.

            Após desejar boas vinda ao vereador ao plenário da Assembleia Legislativa, Edivaldo ressaltou tratar-se de um grande amigo. “Eu poderia dizer, como diz a palavra de Deus, é um amigo mais chegado que um irmão, pelo relacionamento que temos ao longo desses anos todos. Um abraço Chico Carvalho, do seu amigo e desta Casa”, observou Holanda.

“Aqui está o vereador Francisco Carvalho como testemunha desse desempenho do prefeito Edivaldo Holanda Júnior na cidade de São Luís. Eu quero tratar do seguinte, na semana passada o prefeito entregou a segunda etapa da urbanização do Canal do Rio das Bicas, em uma extensão de 2 km e 138 metros, que começa lá dentro do Sacavém. O início dessa obra está ali e ela revolucionando, descendo até chegar aqui na Barragem do Bacanga. Serão contempladas ao longo dessa obra cinco praças da maior importância da comunidade, porque elas integram aquelas comunidades perfeitamente, com playgrounds, quadras poliesportivas, com pistas para esportes outros”, disse o deputado.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Secretaria de Segurança armou forte esquema contra baderneiros na manifestação realizada na Litorânea

       aldir

  O governador Flavio Dino se reuniu na última sexta-feira com o secretário Jeferson Portela, da Segurança Pública e o coronel Pereira, Comandante Geral da Policia Militar. Durante o encontro ficou decidido que o Sistema de Segurança Pública garantiria o movimento democrático contra a corrupção, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e o Fora PT.

         O governo manifestava-se preocupado com as ameaças feitas claramente pelas redes sociais e até insinuações dentro do legislativo estadual, que o grupo petista liderado pelo Secretário de Estado, Márcio Jardim e o deputado estadual Zé Inácio e integrantes da CUT, iriam com grupos armados para destruir faixas e os pixulecos que estivessem sendo conduzidos pelos manifestantes.

           Ficou decidido, conforme informações, que todos os casos de desordens que viessem a ser praticados por quem quer que fosse, a ordem seria prender e conduzir em camburão para as delegacias de plantão, onde estariam delegados para lavrar o auto de prisão em flagrante. Ficou definido de que não haveria exceção para ninguém e quem por acaso quisesse dar carteirada seria também conduzido da mesma forma para os plantões policiais. Nos casos em que os baderneiros portassem armas de fogo ou branca, o procedimento deveria ser mais rigoroso e para tanto alguns delegados ficaram de sobreaviso caso houvesse a necessidade de várias autuações em flagrante.

           Há quem garanta que lideres do grupo de baderneiros teriam sido avisados que o Sistema de Segurança Pública seria duro para qualquer tentativa, diante das ameaças que vinham sendo feitas pelas redes sociais.

            A verdade é que o Secretário de Estado, Márcio Jardim e o deputado estadual Zé Inácio, que inclusive é réu na Justiça Federal por desvios de recursos da reforma agrária quando Superintendente do INCRA, recuaram e decidiram fazer um movimento pífio em área do Anjo da Guarda.

Denuncia do Ministério Público Federal a Justiça condenou ex-prefeito de São Raimundo das Mangabeiras por improbidade administrativa

        O município, na época sob a gestão de José Francisco Coelho, teria recebido cerca de R$ 30 mil destinados a ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, mas deixou de prestar contas sobre a aplicação dos recursos

         O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) conseguiu na Justiça Federal a condenação do ex-prefeito de São Raimundo das Mangabeiras, José Francisco Coelho, por ato de improbidade administrativa. O ex-gestor, que foi prefeito em 1997 até os anos 2000, não prestou contas sobre a aplicação de R$ 30.646,00 repassados pelo Ministério da Saúde para o desenvolvimento das ações do Plano de Erradicação do mosquito Aedes aegypti no município.

        De acordo com juiz da 5ª Vara Federal no Maranhão, “esta omissão na prestação de contas por si mesma revela-se danosa ao patrimônio público, que exige transparência nas contas públicas”.

        José Francisco Coelho foi condenado a pagar multa no valor de R$ 30.464,00 à União, pessoa jurídica prejudicada pela irregularidade. Ele teve, ainda, seus direitos políticos suspensos pelo prazo 03 anos e foi proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios pelo mesmo período.

     A respeito de pedido de ressarcimento formulado pelo MPF/MA, não foi acolhido pelo juiz, pois, segundo ele, o Tribunal de Contas da União (TCU) já condenou o ex-prefeito a ressarcir as quantias repassadas ao município.

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Maranhão

SINDSPEM reúne com Secretários da SEJAP e SEGEP em busca de direitos de agentes e auxiliares penitenciários contratados através de seletivos

          aldir

  Diretores do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Maranhão  – SINDSPEM, estiveram reunidos com os Secretários de Estado da Administração Penitenciária e da Gestão e Previdência para debater questões relacionadas a direitos trabalhistas do pessoal contratado para a área de segurança prisional como agentes  penitenciários e auxiliares penitenciários através de seletivos.

             César Bombeiro destacou aspectos importantes para o secretário Murilo Andrade e para a secretária Lilian Fernandes, sobre direitos que precisam ser implantados para os contratados pelo seletivo. Adicional noturno, risco de vida e insalubridade  que se constituem como garantias de direitos trabalhistas, que já deveriam ter sido implantadas, daí os entendimentos para a questão seja definida através de acordo, salientou o presidente do SINDSPEM.

            Outras questões que fizeram parte da pauta, mas que serão tratados com mais profundidade junto a SEJAP, reside em fardamento padronizado com crachá, carteira funcional e um calendário definido para pagamento salarial, que estão dentro de entendimentos administrativos, diz o líder sindical. O que é também reivindicado pelos selecionados pelo Governo do Estado é que na capacitação a que foram submetidos antes de assumirem as suas funções fizeram curso para saberem manusear arma de fogo, e reivindicam porte específico com porte estabelecido para o período em que estiveram exercendo funções dentro do Sistema Penitenciário do Maranhão.

           César Bombeiro avaliou como positivo os entendimentos, principalmente quanto as questões trabalhistas que podem ser resolvidas imediatamente. Quanto as que estão mais afetas a Segurança Penitenciária devem merecer novas reuniões com a direção do Sindicato, mas o diálogo prevaleceu, o que é mais importante, avaliou o presidente do SINDSPEM.

Ministério Público do Trabalho no Maranhão abriu 57 investigações sobre irregularidades em ambientes de trabalho em 2016

         De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (14), o Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) instaurou este ano 57 investigações para apurar irregularidades no meio ambiente de trabalho em todo o estado.

         O meio ambiente de trabalho é regido por normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que visam garantir segurança, higiene e saúde aos trabalhadores. Essas regras disciplinam, por exemplo, o fornecimento de equipamentos de proteção individual e coletiva (EPI e EPC), além da criação de Programas de Prevenção de Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, entre outros.

         Segundo o levantamento, em 2015, foram abertos 337 procedimentos e ajuizadas 28 ações civis públicas relacionadas ao tema. Nesse período, o órgão firmou 24 termos de ajuste de conduta (TAC), pelos quais as empresas assumem o compromisso de regularizar os problemas de maneira extrajudicial.

        Na área de acidentes de trabalho, o MPT abriu cinco investigações em 2016. No ano passado, foram abertos 59 procedimentos, ajuizadas 10 ações civis públicas e assinados cinco termos de ajuste de conduta dentro dessa temática.

Fonte – Ascom do MPT – MA

Procon/MA autua faculdade Pitágoras – FAMA por demora excessiva em atendimento

          aldir

  Procon deve estender fiscalização a outras faculdades públicas e privadas

O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Maranhão (Procon/MA) autuou, na noite de sexta-feira (11), a faculdade Pitágoras-FAMA, no  bairro do Turu, por submeter consumidores a longos períodos de espera para realização atendimento. A demora inclui atividades acadêmicas simples, como a rematrícula e emissão de documentos. A faculdade deve executar medida que apresente solução imediata para o problema.

            Segundo as inúmeras reclamações formalizadas junto ao Procon pelo aplicativo, os alunos precisam esperar até mais de cinco horas pelo atendimento. Durante a fiscalização foram registradas cerca de 30 senhas cuja espera já havia ultrapassado três horas. Somente na sexta-feira (11), sete consumidores formalizaram reclamação junto ao órgão.

           De acordo com o presidente do Procon, Duarte Júnior, a sujeição de consumidores a longos períodos de espera fere o direito básico do consumidor a um atendimento com qualidade, previsto pela Política Nacional das Relações de Consumo. “A garantia de qualidade na prestação do serviço é princípio básico do Código de Defesa do Consumidor e a humanização das relações de consumo é prioridade do governo Flávio Dino. Nenhuma relação de consumo pode submeter os cidadãos maranhenses a qualquer situação degradante”, afirmou.

          O estudante Heriklys Phillipe Barbosa, do curso de Engenharia Mecânica da faculdade foi um dos inúmeros alunos prejudicados pela demora no atendimento. “Pedi a uma amiga para retirar uma senha pra mim. Ela teve que chegar às 7 horas da manhã e eu só fui atendido depois das 11h30, quando saí da aula. Se ela não tivesse ido pra mim, eu teria perdido uma manhã inteira de aula”, lamentou Heriklys, que precisou procurar o atendimento para solucionar problemas com seu login no sistema online da faculdade. O estudante não obteve solução de seu problema e terá de retornar aos guichês.

           A ação foi realizada de acordo com o Artigo 39 inciso XII do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe os fornecedores de deixar de estipular prazo para o cumprimento de suas obrigações. A faculdade deve sanar imediatamente os problemas em seu atendimento e apresentar a comprovação das soluções ao Procon em no máximo 10 dias. O descumprimento pode ensejar na aplicação de medidas civis e administrativas, além de configurar como crime de desobediência, nos termos do Artigo 330 do Código Penal.

          Se os estudantes perceberem que o problema continua, devem formalizar reclamação pelo aplicativo Procon, pelo site www.procon.ma.gov.br ou em uma das unidades do órgão.

 

Fonte Secom – Estado

 

Juiz Sergio Moro, da Lava Jato, é exaltado como herói

          O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba (PR), foi lembrado em cartazes e gritos de guerra dos manifestantes reunidos em protestos em várias cidades do país neste domingo (13).

A reportagem é do portal do jornal Folha de S.Paulo

         “É um orgulho nacional. Representa tudo que a gente quer”, disse Ana Lúcia Magela, na avenida Paulista, em São Paulo, com um cartaz de apoio ao juiz. Para Adriana Oliveira Santos, que usava uma faixa na cabeça em homenagem ao juiz, “Moro é a cara do país”.

         O motorista autônomo Paulo Galdino foi à Paulista com os filhos, que o ajudavam a erguer um cartaz em agradecimento a Moro “pelas fases” da Lava Jato. “Ele me trouxe uma grande alegria”, afirmou à Folha.

      Uma imagem do juiz estampou o carro de som do grupo Revoltados Online, que puxava aplausos para Moro.

      No Rio de Janeiro, “Vai Moro”, “Mais Moro, menos Dilma”, “Somos todos Moro”, “Viva Moro” e “Eu amo [representado por um coração] Moro” também estão entre as dezenas de mensagens de apoio ao juiz da Lava Jato espalhadas em cartazes, faixas e camisetas ao longo da orla da praia de Copacabana.

      Um grupo de 35 pessoas chamou atenção por usar uma mesma camiseta amarela identificada como #morobloco, um trocadilho do nome do juiz com Monobloco, um dos mais populares blocos de carnaval do Rio.

Os atores Marcelo Serrado e Susana Vieira estavam entre os seguidores do #morobloco.

“Estou aqui como cidadão. Somos a favor do Moro e das investigações da Lava Jato”, disse Serrado. Apesar das críticas à atual situação do país, o ator faz ressalvas à possibilidade de afastamento da presidente Dilma.

“Se for comprovada alguma irregularidade, sou a favor do impeachment. Mas não sei dizer se existem motivos que justifiquem a saída dela neste momento”.

“Estamos aqui a favor do Moro e da Polícia Federal. A hora é de mobilização nacional contra a corrupção”, acrescentou Susana Vieira.Em Curitiba, a todo momento manifestantes gritam, no carro de som, o nome de Moro, seguido de aplausos, e frases de “Sergio Moro é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.

Também foram citados os nomes de Carlos Fernando Lima e Deltan Dallagnol, procuradores que integram a investigação da Lava Jato.

Em Recife, manifestantes levaram um boneco gigante de Moro. O juiz também foi exaltado em protestos de outras cidades como Porto Alegre, Brasília, Recife, Cuiabá, Campinas e Ribeirão Preto.

Contra a corrupção

Usando uma máscara do juiz na avenida Paulista, a mineira Meirice de Almeida Prado conta que conseguiu sozinha mil assinaturas em apoio às dez medidas contra corrupção do Ministério Público Federal. “Acredito que com a punição a gente vai ter um Brasil melhor”, disse. “Gostei muito de uma frase que ouvi aqui: ‘vamos Mororizar o país'”, disse em meio a risos Veridiana Navajas, que usava máscara de japonês da Federal.

‘Tocado’ com o apoio

Em nota divulgada neste domingo (13), Moro afirmou que as “autoridades eleitas e os partidos” devem ouvir a “voz das ruas” e se comprometer com o combate à corrupção, “cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle”.

O juiz disse que ficou “tocado” com o apoio à Operação Lava Jato nos atos pelo país. Leia abaixo a nota na íntegra:

 “Neste dia 13, o povo brasileiro foi às ruas. Entre os diversos motivos, para protestar contra a corrupção que se entranhou em parte de nossas instituições e do mercado.

Fiquei tocado pelo apoio às investigações da assim denominada Operação Lava jato. Apesar das referências ao meu nome, tributo a bondade do povo brasileiro ao êxito até o momento de um trabalho institucional robusto que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e todas as instâncias do Poder Judiciário.

Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas e igualmente se comprometam com o combate à corrupção, reforçando nossas instituições e cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle. Não há futuro com a corrupção sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem estar econômico e nossa dignidade como país.

13/3/2016, Sergio Fernando Moro”

Fonte – IHUSINOS

 

Com base na “autonomia humana”, Câmara libera uso da fosfoetanolamina

                 Deputados consideram que, diante de uma doença como o câncer e em fase terminal, o paciente deve ter o direito de escolher tratamento experimental e de assumir a responsabilidade de sua opção. Projeto de lei irá para o Senado.

                                 É com base no direito que as pessoas têm de fazer as suas próprias escolhas e assumir a responsabilidade pelos riscos do tratamento que a Câmara federal aprovou esta semana um projeto de lei que permite a fabricação e o uso da fosfoetanolamina sintética. O composto, produzido inicialmente pela USP de São Carlos, ficou conhecido como “pílula do câncer” por supostamente ter efeito anticancerígeno -o que não está comprovado por todos os testes clínicos necessários, embora estudos iniciais tenham atestado o efeito em cobaias.

               A medida, se for aprovada também no Senado e se tiver sanção presidencial, permitirá o uso da droga mesmo sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Para obter o registro na agência, atualmente, são necessários todos os testes para comprovar a eficácia e a segurança da droga, requisitos que a fosfoetanolamina ainda não preencheu.  O que o projeto de lei permite, assim, é um regime de exceção para o caso de tumores malignos em fase adiantada.

O texto do projeto aprovado pela Câmara estabelece que, para ter acesso à droga, o paciente precisará de um laudo médico que comprove a gravidade da doença. Também ele, ou representante legal, terá que assinar um termo de responsabilidade. O uso da fosfoetanolamina não retirará do paciente o direito de escolha por outras opções terapêuticas.

Apesar de liberar o uso da droga em regime de exceção, o projeto de lei não resolve vários impasses em relação à produção do composto. Não está claro quem iria produzi-lo, visto que a Universidade de São Paulo, onde a droga foi unicamente distribuída sem registro, disse não ter condições de produzir o remédio. A própria USP foi denunciada pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo por condições inadequadas da produção da fosfoetanolamina.

                 aldir

Fosfoetanolamina poderá ser liberada para pacientes com tumores graves, mesmo sem registro na Anvisa. Eles devem assumir a responsabilidade. Foto: Agência Brasil

                  Se a lei for aprovada, a Anvisa terá que fiscalizar os laboratórios produtores da droga, mesmo sem ter recebido o composto para registro. Saúde!Brasileiros procurou a Anvisa para ouvi-la sobre a aprovação do projeto de lei. A agência emitiu uma nota no final do dia em que via com preocupação o projeto de lei. Leia aqui. Em novembro, a Academia Brasileira de Ciências chegou a emitir um documento dizendo “não haver justificativa para desenvolvimento acelerado da fosfoetanolamina”.

                O Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo), que coordena estudos clínicos com a fosfoetanolamina, disse à reportagem que não vai se pronunciar nesse momento sobre a lei.  Sob comando do oncologista Paulo Hoff, as pesquisas no instituto foram anunciadas em dezembro de 2015. Na ocasião, foi dito que em seis meses se teria uma ideia da eficácia da droga. O investimento total para os testes é de R$ 2 milhões. Cada pílula da fosfoetanoalamina custa, em média, R$ 0,10 para ser produzi

                Autonomia humana e direito de escolha

              O projeto de lei aprovado é de autoria dos deputados Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Sostenes Cavalcante e Celso Russomano. Os deputados acreditam que o imbróglio sobre a droga deva ser resolvido do ponto de vista da autonomia individual. “Muitos pacientes viram na fosfoetanolamina a esperança final, a última opção na tentativa de frear o crescimento dos tumores, melhorar a qualidade de vida ou até a cura”, diz o texto da lei, que pode ser acessado aqui na íntegra.

O argumento central da proposta é que, em face do clamor pela droga e da gravidade da doença, o paciente deve ter assegurado o direito de escolha e ter acesso a mais essa opção de tratamento.

          “A proposta tem como pressuposto básico a autonomia humana, o direito de expressar a sua vontade, o direito que cada indivíduo tem de fazer suas próprias escolhas e assumir a responsabilidade por elas.  

          Ora, se não há mais alternativas terapêuticas eficazes, se o estágio do câncer não deixa muitas saídas médicas para o paciente, nada mais justo que ele possa ter o direito de escolher o que consumir, de tentar outros caminhos e alternativas, mesmo que estes ainda estejam no campo experimental”, escrevem os autores do projeto. 

               A polêmica

        A fosfoetanolamina foi distribuída por mais de uma década, mas teve seu fornecimento barrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela era dada pelo professor Gilberto Orivaldo Chierice, hoje aposentado. Segundo a USP, o docente “doava” o medicamento por decisão pessoal.

Sem fornecimento por decisão da Anvisa, as pessoas que tomavam ou queriam o medicamento entraram na Justiça e, com a decisão, a USP se viu obrigada a produzir a substância para atender à demanda.

A circunstância gerou um conflito regulatório.  A Anvisa prevê a autorização e o acesso a medicamentos que ainda não tiveram ensaios clínicos concluídos ou obtiveram registro. Porém, na maior parte dos casos, estudos de fase III (já em humanos) precisam estar em curso ou concluídos.

O problema é que o composto não foi testado em um protocolo de estudo para avaliar seus efeitos no câncer em humanos – mesmo que haja evidências publicadas sobre a ação da fofoetanolamina no câncer em laboratório e em camundongos.

Pela legislação brasileira, uma droga como essa só é aprovada se for realizado um estudo clínico que a compare com um placebo (substância sem efeito) ou com medicamento já usado no tratamento convencional.

           Entenda a provável ação da fosfoetanolamina

           As pesquisas com o composto começaram nos anos 1930. Um artigo sobre a substância foi publicado na Nature nos anos 1950 e mostrava a ação da droga em tumores bovinos. As pesquisas da USP são dos anos 1990. O mecanismo de ação do composto seria sobre o sistema imunológico.

           As células de um tumor têm como características ter citoplasma ácido (espaço dentro da célula, preenchido por um fluido), DNA modificado e pouco ATP (composto que armazena energia; quando necessário, ele é quebrado para que o corpo funcione).

          Na célula saudável, o citoplasma e mitocôndria (estrutura responsável pela respiração celular) produzem energia. Só que a mitocôndria não funciona se o citoplasma estiver ácido, o que é o caso de um tumor. Ela precisa de gordura, que não se ‘transporta’ em meio ácido.

           O que a fosfoetanolamina proporcionaria é a devolução da gordura, permitindo à mitocôndria funcionar normalmente nas células tumorais, o que combateria o câncer.

Fonte Saúde!Brasileiros