Rússia passa dados necessários para que a Organização Mundial de Saúde consiga estudar vacina desenvolvida por Instituto Gamaleya e testá-la para provar sua eficácia. Documentos revelados por instituição russa, diz que a vacina não funciona.
Na terça-feira (11), Vladimir Putin anunciou que a Rússia havia terminado de desenvolver uma vacina contra o coronavírus, que foi testada em voluntários. O anúncio foi recebido com cautela pela comunidade internacional, que tinha medo da Rússia não dividir informações sobre o processo de desenvolvimento.
Conforme a Rádio Bandeirantes, o país já está repassando os dados necessários sobre a vacina contra o coronavírus. “Essa vacina usa tecnologia mais simples, e é ótimo para o mundo se ela for considerada segura e eficaz”, disse Mariângela Simão, diretora-geral assistente da Organização.
Mas documentos revelados pela agência russa Fontanka já confirmam que a eficácia da vacina russa não pode ser comprovada, devido aos testes em poucas pessoas (38) e os efeitos secundários que essas pessoas apresentaram, como: inchaço, hipertermia, fraqueza, febre, perda de apetite, corrimento nasal, diarreia, etc.
Pela vacina do país de Putin ter sido desenvolvida em apenas dois meses, muitos chefes de Estado já se mostraram desconfiados com o produto. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, afirma que “o desenvolvimento de vacinas é longo, complexo, arriscado e caro”. A Organização Mundial de Saúde diz não considerar a vacina russa em sua iniciativa, aguardando esforço coletivo de vários países para acelerar o desenvolvimento e distribuição de vacinas contra o COVID-19.
Fonte: R7