
Audiência Pública realizada nesta terça-feira (06) na Câmara Municipal para a apresentação do Relatório Detalhado Atinente a Oferta e Produção de Serviços Públicos da Rede Assistencial debateu a situação da saúde pública do município de São Luís. Durante os questionamentos na tribuna da Câmara, o vereador Estevão Aragão, cobrou do secretário Lula Fylho, as razões e justificativas para a Secretária Municipal de Saúde ter um quadro de 6.500 funcionários na pasta entre efetivos e contratados.
Outro ponto levantado por Estevão Aragão foi o número de medicamentos que se estragaram em um galpão localizado na BR-135. “Estamos tentando contribuir para o crescimento da nossa cidade. Fomos eleitos para representar mais de um milhão de habitantes e os questionamentos feitos aqui não são nossos, mas da população”, afirmou o vereador do PSDB.
O secretário da Secretaria de Saúde de São Luís (SEMUS), Lula Fylho, apresentou um balanço das ações realizadas pela secretaria. Segundo ele, o município já economizou mais de R$ 1,5 milhão por meio do investimento em auditorias, além do município que tem uma grande demanda, somos obrigados atender pacientes de todos os municípios do interior do estado.
Atualmente, nós estamos trabalhando com R$ 16,00 por habitante para fazer atendimento. Na Atenção Básica temos que trabalhar por R$ 3,32 reais para atender cada morador. Em relação a reforma do Hospital da Criança, as obras vão ser custeadas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura.
Devolvemos os valores celebrados com os convênios federais e estamos finalizando junto com o governo o projeto para que uma nova licitação seja realizada e as obras sejam concluídas. Nós também investimos em programas e a saúde de São Luís recebeu prêmios internacionais”, afirmou o secretário.
ANALISAR A SITUAÇÃO
De acordo com o vereador Umbelino Júnior (PPS), todas as pessoas são usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). “Os hospitais têm superlotação por falta de atendimento e medicamento. Estive reunido com as entidades que representam a saúde na nossa cidade e não olhei o número um número de profissionais adequado para atender as pessoas. Quero entender como a SEMUS consegue abrigar mais de 3 mil funcionários no prédio de apenas um andar. Temos que analisar a fundo a situação da saúde do município de São Luís”, destacou o secretário.
O vereador Marquinho (DEM) disse no pronunciamento que a saúde de São Luís está na UTI e essa situação vem de muitos anos até aqui. Ele afirmou que “precisamos melhorar a saúde e isso não requer muito dinheiro”. Tudo passa pela humanização dos atendimentos das pessoas. O atendimento adequado melhora a situação dos pacientes. É necessário focar na atenção básica e descentralizar a prestação serviço. Combatendo as doenças na base, nós vamos reduzir os gastos feito pela SEMUS”, afirmou.
Usando a tribuna, o vereador Marcial Lima (PRTB) questionou como a o Governo do Estado vai concluir as obras do Hospital da Criança se não consegue cumprir repasse de recurso para Santa Casa e corta os plantões de médicos no interior. “A Saúde do nosso município não consegue avançar, mesmo tendo recursos. Essa situação é muito diferente de outras cidades do Nordeste. Eu não consigo entender o que acontece com nossa cidade”, acentuou.
O vereador Genival Alves (PRTB) sugeriu que as secretaria de Saúde comece a trabalhar com a atenção básica na família. “Os investimento nos agentes de saúde e agentes de endemias é a solução para grande parte dos problemas que acontecem na saúde municipal”, acentuou. Por fim, o secretário Lula Filho esclareceu os questionamentos dos vereadores e da população, e fez as considerações finais mas deve voltar ao legislativo municipal na próxima segunda-feira para a fazer a conclusão do relatório detalhado dos serviços de saúde em São Luís.
Fonte: DiretComCMSL