Saúde de São Luís abandona obras de maternidade e creche e joga milhões de reais de remédios no lixo

Quem está acompanhando a campanha eleitoral pelo rádio e televisão pode observar atentamente que os políticos que dominam a administração do município de São Luís, falam constantemente em saúde de qualidade e rasgam elogios para gestores. Não sei se são iguais ou até pior do que o Prefeito de São Luís. Se houvesse um mínimo de seriedade por parte das instituições a quem cabe a responsabilidade de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, o prefeito Edivaldo Holanda Junior já estaria fora do cargo.

Uma maternidade que deveria ser inaugurada em junho deste ano continua apenas com alguns pilares e as placas de zinco que protegiam o canteiro de obras já foram levadas e inclusive a que identificava a construção. O dinheiro público ganhou com certeza outra destinação e frustrou todas as expectativas dos moradores da Cidade Operária e o esqueleto pode ser observado e motivo de indignação da população  na Avenida Este, 103.

Também na Avenida Este, está abandonada pela prefeitura de São Luís, as obras de uma creche que tinha inauguração marcada para o mês de setembro deste ano. Com recursos iniciais de R$ 1,5 milhão, a obra iniciada em abril de 2016, simplesmente e de maneira irresponsável foi abandonada para mais uma forte indignação e frustração da população da Cidade Operária e de bairros vizinhos, impedindo que centenas de mães possam trabalhar.

                       Remédios vencidos vão para o lixo

O acentuado volume de caixas de medicamentos vencidos e que estão em um enorme galpão alugado pela Prefeitura de São Luís vai para o lixo, causando consideráveis prejuízos para os cofres e a penalização de milhares de pessoas que precisam de remédios. A manifestação da Secretaria Municipal de Saúde  de que vai instaurar procedimentos para apurar as causas é mais uma desculpa com tentativa de satisfação pública, mas que em nada justifica. A verdade é que a compra de um volume acentuado de medicamentos é feita pela cúpula da administração da Secretaria Municipal de Saúde.

Para que se tenha uma dimensão do fato, o medicamento sulfato ferroso, destinado para tratamento de anemia, está em falta em todos os hospitais e postos de saúde da Secretaria Municipal de Saúde. O consumo dele bem acentuado para gestantes e mais de 100 mil caixas do produto estão vencidas e vão para o lixo e a população será terrivelmente prejudicada e excluída de ter direito ao acesso ao remédio público.

Existem informações que devem ser investigadas tanto pelo Ministério Público Estadual como Ministério Público Federal, de que os remédios foram comprados com recursos federais e estaduais. O mais grave e que teria a razão de todo o problema é que os medicamentos chegaram a São Luís com data próxima do vencimento, o que pode ser um o mote para a qualificação de um crime de corrupção.

A verdade é que a população de São Luís experimenta um dos mais terríveis abandonos não apenas na saúde, mas na educação, no transporte coletivo, na infraestrutura e em todos os segmentos da administração pública municipal. Para tripudiar da população de São Luís e até mesmo fazer chacota dos que são internados nos corredores dos socorrões, os que enfrentam todo tipo de humilhação para marcar uma consulta médica e dos perderam o acesso aos remédios nos postos de saúde, o prefeito na mídia exalta a recuperação da praça Dom Pedro II, local em que estão instalados os Executivos Municipal e Estadual e o Poder Judiciário.

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