Procuradoria da Mulher da Assembleia repudia atos de brasileiros na Rússia e silencia o caso do Cabo Campos

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Infelizmente a Assembleia Legislativa do Maranhão tem demonstrado não ter interesse em dar uma resposta a sociedade sobre a covarde agressão do deputado Cabo Campos à própria esposa.

Considero importante a manifestação pública através de repúdio, emitida pela Procuradoria da Mulher, sobre atos praticados por torcedores brasileiros com agressões altamente desrespeitosas a mulheres da Rússia, com repercussão mundial e que já mereceu a repulsa e tomada de posição de várias instituições brasileiras que irão punir os autores dentro dos princípios emanados da Lei.

              “Sentindo-se humanamente constrangida, a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Maranhão repudia os vídeos produzidos e divulgados por torcedores brasileiros,  que ganharam repercussão internacional nesta Copa do Mundo 2018, na Rússia”, registra a Nota de Repúdio da Procuradoria da Mulher da Assembleia.

Lamentável sob todos os aspectos é que a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado, ainda não tenha tomado uma posição pública para cobrar da Mesa Diretora do parlamento estadual e da Comissão de Ética, as devidas e necessárias providências sobre a agressão sórdida e covarde praticada pelo deputado Cabo Campos contra a própria esposa. Ela precisou ser internada em uma casa de saúde e recorreu às autoridades policiais e ao judiciário, resultando em farto material que pode perfeitamente retirar o criminoso da vida pública.

Como se observa, a Procuradoria da Mulher manifesta-se de forma contundente contra os elementos que praticaram atos abomináveis na Rússia, que pelas devidas proporções foram contundentes, mas não igual ao praticado pelo deputado Cabo Campos, com o agravante perverso da violência física. Não sou contrário a manifestação em defesa da honra e da dignidade da mulher, muito pelo contrário sou solidário com a luta e defendo que deveria assumir proporções bem maiores. O que lamento, está na contundência para um fato bem distante e um silêncio obsequioso para outro da maior perversidade, em que o autor é um deputado criminoso, que nas sessões do parlamento manifesta-se audaciosamente, acreditando na impunidade sem qualquer grito feminino de repulsa.

 

Divertindo-se de maneira réproba, esses homens exploraram jovens mulheres estrangeiras a reproduzirem expressões de conteúdo misógino, pornográfico, com ofensas ao corpo e à honra da mulher, aproveitando-se do fato de não compreenderem o português, na intenção de humilhá-las e ridicularizá-las.

Postado na internet, o vídeo multiplica a gravidade da cena, que mostra, em poucos segundos, por que as mulheres têm razão de lutar contra o machismo e uma realidade de estupros e feminicídios.

 

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