O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) manifestou-se pela rejeição da queixa-crime apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra a cantora e influenciadora Jojo Todynho. A decisão do órgão ministerial, noticiada pelo portal Metrópoles, abre caminho para o arquivamento da ação movida pela legenda. O PT acusou a artista de difamação em decorrência de uma declaração que ela fez em um podcast, na qual afirmava ter recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva durante o pleito de 2022.
Contudo, para o MPE-RJ, não foram identificados “elementos suficientes para caracterizar crime”. O órgão considerou que a fala de Jojo era de natureza “genérica” e não fazia menção direta ao partido ou às suas lideranças. A manifestação do Ministério Público ocorreu após uma audiência de conciliação, realizada em 18 de setembro, que terminou sem acordo. Na ocasião, Jojo Todynho não aceitou o pedido do PT e se recusou a gravar um vídeo de retratação.
Com o parecer do MPE-RJ, a decisão final sobre o arquivamento da queixa-crime será tomada pela Justiça do Rio de Janeiro. Em um contexto de posicionamento político, Jojo Todynho já havia afirmado publicamente, em 2024, que se aproximou do conservadorismo. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, ela declarou ser conservadora e fez um comentário irônico sobre sua ideologia e o fato de cantar funk: “Tá achando o quê? Que eu sou conservadora e virei Maria, mãe de Jesus? Santa?”, questionou a cantora. “Te mancam para lá, hein!”
Jornal da Cidade Online