População pede socorro ao sofrimento com a greve dos coletivos. É falta de autoridade

Se realmente tivéssemos autoridades comprometidas com os interesses coletivos, a greve dos rodoviários em conluio com empresários já teria sido resolvida. O que não se pode aceitar são as constantes reuniões das duas categorias arbitradas pelo Ministério Público e Justiça do Trabalho e simplesmente nada fica resolvido e a população é todos os dias punida. Se com frota total em operação, o serviço é altamente deficiente, avaliemos agora que teria sido reduzida a 60%, mas o sindicato dos usuários registra que ela vem sendo reduzida e hoje está a menos de 50%, denunciando que o instrumento é forçar mais aumento maior nas tarifas e o subsidio da prefeitura de São Luís, criado temporariamente pelo executivo municipal e que os empresários querem permanente, como melzinho na chupeta.

Dentro do contexto da greve, a Prefeitura de São Luís e a Câmara Municipal assistem a tudo com muita indiferença e quanto muito mandam representantes para assistir apenas como observadores sem poderes de manifestação. O Executivo Municipal se ressente de um negociador hábil, experiente e que tenha jogo de cintura para uma discussão plena, o que já ficou provado junto aos vereadores, agora na greve e nos entendimentos com os professores            e pode ser ampliado e causar mais prejuízos à administração municipal.

Entendo que diante da armação entre empresários e rodoviários, que resulta em indignação na população, a Prefeitura de São Luís já poderia ter solicitado à Justiça, o restabelecimento total dos serviços dos transportes coletivos, uma vez que eles podem negociar seus interesses e não usar estratégia para punir vergonhosamente a população. O que estamos assistindo é que a própria Justiça do Trabalho já deveria ter tomado uma posição, diante da postergação. Afinal de contas, a população merece respeito e tem o direito de ir e vir garantidos pela Constituição Federal.

Sinceramente, muitas vezes vemos a Justiça ser rápida e contundente para garantir direitos e interesses, mas no caso agora da greve de rodoviários e empresários, com clamor público sério, não se olha o povo sofrido e praticamente abandonado pelas instituições, principalmente pelos políticos recentemente eleitos e que demonstram claramente não ter compromisso com ninguém, o que não é nenhuma novidade, afinal de contas, palavras são palavras, nada que palavras, como dizia Chico Anísio.

Fonte: AFD  

 

 

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