Fé, urnas e democracia: Livro debate limites da influência religiosa nas eleições

Obra analisa o protagonismo evangélico sobre a liberdade do voto às vésperas das eleições de 2026 e registra fato no município maranhense de São Pedro dos Crentes.

O jurista Alexander Ladislau Menezes lança no dia 18 de junho, no IDP Norte, em Brasília, o livro “O Abuso do Poder Religioso nas Eleições Presidenciais de 2022: o Impacto do Protagonismo Evangélico na Liberdade do Voto”. A obra chega em momento mais do que oportuno: com as eleições de outubro de 2026 já em plena mobilização, a relação entre religião e política voltou ao centro do debate nacional. Igrejas lotadas viraram palanques, pastores lançaram candidaturas e bispos orientaram rebanhos sobre em quem votar, práticas que colocam em xeque os limites entre manifestação de fé e interferência no processo democrático.

A influência religiosa sobre o eleitorado brasileiro não é fenômeno novo, mas ganhou escala e visibilidade sem precedentes nas últimas disputas. Em 2022, lideranças evangélicas foram protagonistas na campanha presidencial, mobilizando fiéis em cultos, redes sociais e programas de TV em torno de candidatos específicos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já sinalizou que esse tipo de atuação pode configurar abuso de poder político e econômico, como fez ao manter cassações em Votorantim (SP) após considerar que um culto foi usado como palco de propaganda eleitoral. Ainda assim, a legislação eleitoral segue sem prever o “abuso de poder religioso” como categoria autônoma, o que deixa a Justiça Eleitoral em terreno juridicamente incerto diante de um fenômeno cada vez mais presente.

É essa lacuna que Ladislau se propõe a enfrentar. Com abordagem jurídica e linguagem acessível, a obra percorre o crescimento histórico do movimento evangélico no Brasil, examina as brechas da legislação eleitoral e analisa, a partir de um estudo de caso no município de São Pedro dos Crentes (MA), como discursos religiosos podem influenciar concretamente o comportamento do eleitorado. O autor sustenta que a liberdade de voto é pilar central do Estado Democrático de Direito e propõe caminhos para o aperfeiçoamento das normas eleitorais diante desse cenário.

Com o primeiro turno de 2026 a menos de quatro meses, o livro não é apenas uma análise do passado recente, é um alerta para o que está por vir. O lançamento acontece no dia 18 de junho, das 19h às 21h, no IDP Norte, SGAN 607, Módulo F, Brasília.

Diário do Poder

 

PF chega ao senador Jacques Wagner líder do governo Lula, na roubalheira do Banco Master

Líder de Lula no Senado é alvo da 9ª fase da Polícia Federal. A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A nova etapa teve como alvo pessoas e empresas suspeitas de atuar na ocultação e movimentação de recursos ligados ao grupo investigado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), é um dos alvos da operação. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

Segundo os investigadores, a ofensiva amplia o foco sobre estruturas que teriam sido utilizadas para dissimular patrimônio e dificultar o rastreamento de ativos supostamente relacionados ao esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro. A operação apura crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção.

A Compliance Zero foi lançada em novembro de 2025 e, ao longo de suas fases anteriores, resultou em prisões, bloqueios bilionários de bens e no avanço de investigações sobre relações entre executivos do banco, agentes públicos, políticos e operadores financeiros. As apurações também alcançaram ex-dirigentes do Banco Master, integrantes do Banco de Brasília e pessoas ligadas ao núcleo empresarial de Vorcaro.

Diário do Poder

Canetada de Flavio Dino desapropria muitos proprietários rurais e ignora vasta documentação

Quer dizer que uma canetada do Dino vai desapropriar um monte de gente no Pará por causa de imagens de satélite? Documentos sólidos e anos de imposto de propriedade jogados no lixo para que o governo entregue para chineses se lambuzarem nos minérios do subsolo?

Porque ao invés de seguir cartilha EAD de fofoca de família, não tem parlamentares para defender essas pessoas no campo? Será que o pessoal do campo está completamente abandonado?

Se ninguém da região não se posicionar, vou queimar quem tentar se eleger como direita. Não sou nada nesse universo de influenciadores. Mas vou denunciar quem tenta usar o espectro para se eleger sem defender quem deve ser defendido.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Trump cobra Lula contra facções e alerta: ‘Relação com o Brasil é uma bagunça’

Com ameaça de tarifas, presidente americano exige alinhamento de Brasília contra o crime organizado. Durante o seu pronunciamento oficial aos jornalistas na cúpula do G7 na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou diretamente o atual estado das relações bilaterais com o Brasil e os desdobramentos de suas interações com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorre em um cenário de forte escrutínio sobre a política externa brasileira e pressões econômicas impostas por Washington. Trump confirmou que passou um período significativo em diálogo com o mandatário brasileiro.

De acordo com o líder americano, a pauta central das discussões envolveu a exigência de Washington para que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam formalmente designadas como grupos terroristas. A Casa Branca vem intensificando as cobranças para que o governo brasileiro adote uma postura de segurança nacional mais rígida e alinhada aos padrões de combate ao crime organizado transnacional defendidos pelos Estados Unidos.

A manifestação reflete o tensionamento prático que substituiu o tom protocolar do encontro bilateral ocorrido na Casa Branca. Embora Trump tenha classificado as reuniões anteriores e as conversas diretas como “boas” e rotulado a dinâmica do chefe de Estado brasileiro de forma pragmática, os resultados objetivos apontam para uma cobrança firme sobre a governança e a segurança institucional no território sul-americano. Os EUA mantêm em andamento investigações comerciais baseadas na Seção 301, que apuram práticas desleais e o cumprimento de metas ambientais por parte do Brasil, fatores que colocaram o mercado exportador brasileiro sob o risco iminente de novas sobretaxas alfandegárias.

Sob a ótica de Washington, o desenvolvimento econômico e o sucesso comercial do Brasil dependem diretamente da cooperação e do alinhamento estratégico com o governo americano. A postura de independência multilateral ensaiada por Brasília (que incluiu a recusa em aderir à coalizão internacional de minerais críticos liderada pelos EUA e resistências em negociações bilaterais de segurança) é apontada como a raiz da desorganização e dos entraves tarifários que o país enfrenta no cenário internacional.

As delegações ministeriais de ambos os países possuem um prazo estipulado para tentar resolver as divergências tarifárias decorrentes do “tarifaço” americano e das sanções em pauta. A condução da política externa e de segurança pública por parte da administração brasileira continua sob estrita vigilância da Casa Branca, que condiciona a estabilidade das relações econômicas à adoção de medidas efetivas contra o crime organizado e à reciprocidade comercial.

Diário do Poder

 

Lula tentou encontro com Trump. Foi ignorado, passou batido e vergonha na reunião do G7

Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França. Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil. Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial. O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo. A assessoria de Lula divulgou a versão de que ele teria conseguido cumprimentar Trump durante a noite, após um concerto organizado pelo anfitrião, Emmanuel Macron, no hotel onde se realiza a cúpula. O suposto cumprimento não foi confirmado por fonte isenta e nem por registro de foto ou vídeo.

Longe, ele ataca

Dias antes da humilhante tentativa de prosa em Evian, Lula chamou o presidente americano de “imbecil” e atacou seu secretário de Estado.

Perto, ele recua

Os insultos de Lula ocorreram dias depois de Trump receber o brasileiro em Washington com delicadeza, ouvindo sua conversa mole por 1h30.

Insulto não se esquece

Lula hostiliza Trump desde quando o chamou de “nazista”, na campanha presidencial americana. Agora, não consegue nem abrir negociação.

Mentiras de palanque

Bravatas eleitoreiras do tipo “não é um gringo que vai dar ordem a este presidente” eram lorotas. No caso, Trump não deu ordem alguma a Lula.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministra do TSE trava ação que atinge aliada de Flávio Dino

Juristas e políticos maranhenses estão estarrecidos com a morosidade na tramitação de um processo que pode reduzir a bancada estadual do PSB no estado. O partido, que teve Flávio Dino como filiado até sair para assumir vaga no Supremo Tribunal Federal, pode perder um deputado estadual, Fernando Braide, se confirmada acusação de fraude na cota de gênero que alçou o parlamentar ao cargo. Ele se elegeu pelo PSC, alvo da investigação, depois migrou de partidos até chegar ao PSB.

Haja protelação

A ação não avança no TSE em razão de estranhíssimos pedidos de vista (no plural mesmo) da ministra Estela Aranha desde dezembro de 2025.

Velhos conhecidos

O PSB-MA é presidido por Ana Paula Lobato suplente de Dino que virou senadora. E pode perder cadeira na Assembleia Legislativa maranhense.

Rolo jurídico

O PSD acionou o CNJ contra a ministra e pediu mandado de segurança no TSE. A coluna procurou a assessoria do TSE e aguarda resposta.

Coluna do Claudio Humberto

 

Arrecadação do IPVA supera R$90 bilhões e o Maranhão é destaque no percentual de aumento

Governadores riem atoa com tabelas que mostram a arrecadação estadual com o pagamento do IPVA, que cresceu em 2025 e ultrapassou a inescrupulosa marca de R$90,6 bilhões. Estado governado pelo PT há décadas, a Bahia lidera o ranking com maior crescimento real da arrecadação com o imposto, a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) engordou os cofres em 19,69% a mais do que em 2024. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

Sobe

Seguem a Bahia no ranking, Amazonas (alta de 9,61%), Maranhão (alta de 9,68%) e Acre (alta de 6,23%).

Desce

Nove estados registraram queda na arrecadação real, as maiores foram em Pernambuco (-5,20%), Espírito Santo (-3,81%) e Paraíba (-2,82%).

Ficou mais caro

O estudo aponta ainda que a média nacional do valor do imposto por habitante subiu. Passou de R$698,79 (2024) para R$702,42 (2025).

Coluna do Claudio Humberto

 

Câmara repudia perdão judicial a Monique Medeiros acusada de matar o filho Henry Borel

Deputados criticam decisão que livrou Monique Medeiros de pena, após condenação por tortura e omissão no caso da morte do menino. A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) moções de repúdio à decisão da juíza Elizabeth Machado que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no julgamento sobre a morte de Henry Borel. Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Sargento Fahur (PL-PR) e Coronel Assis (PL-MT). A votação ocorreu de forma simbólica, em conjunto com outras propostas. As moções têm caráter político e representam o posicionamento da comissão, sem produzir efeitos jurídicos sobre a decisão judicial.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Monique Medeiros por tortura e omissão, mas afastou a acusação de homicídio doloso, reclassificando-a para homicídio culposo. Apesar do reconhecimento dos crimes, Monique recebeu perdão judicial, instrumento que permite ao juiz deixar de aplicar pena em determinadas circunstâncias. Na sentença, a magistrada entendeu que as consequências pessoais e sociais enfrentadas por Monique ao longo dos últimos cinco anos já representavam punição suficiente, tornando desnecessária a imposição de sanção criminal. No mesmo julgamento, Jairo Souza Santos Júnior foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel. O ex-vereador foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura apurados durante o processo.

Henry Borel tinha quatro anos quando morreu, em março de 2021. O pai da criança, Leniel Borel, recorreu da decisão que concedeu o perdão judicial a Monique. O recurso foi protocolado no último dia 8 e ainda aguarda análise da Justiça.

Diário do Poder

 

EUA fazem primeira prisão de terrorista brasileiro ligado às facções PCC e CV

Captura ocorreu após perseguição na cidade de Mooresville, Carolina do Norte. A polícia de imigração dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (15) a prisão de homem apontado como ex-chefe das facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), após uma perseguição ma Carolina do Norte. É a primeira prisão de criminoso integrante de facção criminosa agora classificada de organização terrorista pelo governo dos Estados Unidos.

O bandido preso foi identificado como Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, vulgo “Don”, alvo de mandado de busca e captura internacional emitido pela Interpol a pedido do Brasil, pelos crimes de associação criminosa e extorsão, informou o órgão em comunicado. A captura ocorreu após uma perseguição na cidade de Mooresville, quando Don tentou fugir em direção ao México e mantinha a própria esposa sequestrada no veículo. Ele foi afastado da Interpol por acusações de associação criminosa e extorsão no Brasil.

Diário do Poder

 

O capitão cueca, o crime e a memória curta

*Por José H.C. Abreu.

Nas antigas marchinhas de carnaval, tão populares na velha “Repúblicas de Bananas”, havia uma que dizia em tom de brincadeira: “Eu brigo, eu mato, quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato…”   humor popular, daqueles que arrancavam risadas sem maiores consequências. O Brasil assistiu, estarrecido, ao episódio envolvendo dólares escondidos na cueca, de um preposto preso no aeroporto quando pretendia embarcar para o Ceará, terra do atual líder e representante do Governo Federal, que tem batido todos os recordes de postagens nas redes sociais em cenas que se transformam em símbolo internacional da degradação ética na política. Para que se possa ter uma dimensão da valorização do deputado federal Antonio Guimarães pelo PT, ele é atualmente líder do Governo Lula na Câmara e constante é identificado como Capitão Cueca.

Causa mais estranheza ainda ver o vice-presidente da república, ligado ao episódio que marcou negativamente a memória nacional ao dizer que queria voltar à cena do crime, divulgar foto ao lado dele – O CAPITÃO CUECA – ambos exibindo um sorrisinho amarelo a debochar dos pobres incautos eleitores. A democracia depende da memória e quando ela desaparece, a vergonha perde a utilidade pedagógica e o escândalo transforma-se apenas em detalhe histórico, o cidadão deixando de avaliar trajetórias e passando a aceitar narrativas cuidadosamente construídas para substituir fatos.

A velha marchinha falava de uma cueca desaparecida. O Brasil de hoje parece mais preocupado em descobrir para onde foi a capacidade de indignação de parte da sociedade, porque, no final das contas, não é a cueca que importa, mas saber se a ética pública continuará sendo tratada como peça descartável de um figurino político que muda de cor a cada eleição, insistindo em manter os mesmos costumes de bastidores. E enquanto alguns tentam reescrever a história, a memória popular continua lembrando que certas marchinhas envelheceram melhor do que certos discursos.

*José H.C. Abreu.

Articulista