Depois que o Governo do Maranhão, na administração do poderoso Flavio Dino decidiu utilizar em massa a mão de obra de presos de todos as unidades prisionais do Sistema Estadual de Administração Penitenciária para a produção de bloquetes de cimento e levou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária ganhar destaque e referência como a grande produtora do artefato de cimento no Estado. Pelo menos, o que se informa é que a SEAP gera negócios de milhões de reais que estariam beneficiando prefeituras, políticos e outros interessados. Outros problemas sérios nas unidades prisionais de Timon, são os assédios morais, inclusive já denunciados e que por falta de providências, tornam-se cada vez contundentes.
Para que se tenha uma dimensão da extensão dos negócios da Secretaria de Administração Penitenciária, os processos seletivos para os mais diversos setores da instituição, têm preferência, os candidatos indicados por políticos, sem falarmos na subserviência do titular da pasta em agradar com serviços e mimos como investimentos para garantir a sua permanência no comando do Sistema Estadual de Administração Penitenciária.
Fugas, Mortes e Denúncia de Torturas
A Penitenciária Jorge Vieira, de Timon é uma das em que estão concentradas inúmeras denúncias de ordens administrativas, da exploração de mão de obra de presos, de mortes e até de torturas, que nunca foram apuradas, apesar de terem sido levadas ao conhecimento da Coordenação do Sistema Penitenciário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Quanto a exploração da mão de obra carcerária, foram encaminhadas denúncias ao Ministério Público do Trabalho, mas infelizmente providências simplesmente inexistem.
Por outro lado, o que prospera dentro das instituições e na esfera governamental, inclusive até no CNJ é que o Maranhão detém um Sistema Penitenciário modelo para todo o país, em que as realidades são totalmente omitidas e os desmando praticados abertamente, ficam na impunidade, haja vista o exacerbado protecionismo político e outros favorecimentos para que as realidades dos fatos, fiquem protegidos por silêncios obsequiosos.
Há também casos em que servidores do quadro da SEAP se tornam fornecedores da instituição com empresas em nomes de parentes ou de interessados políticos para atender interesses escusos, dentre os quais o silêncio e a omissão para os graves problemas na instituição, em que estão inclusas denúncias feitas e não apuradas proporcionando uma aparência de que o sistema está pacificado. Quando um preso é assassinado, ninguém sabe a ninguém viu, e são apenas comunicados a polícia civil.
A ideia principal é de que no Maranhão, o sistema penitenciário é totalmente diferente dos demais Estados, sem acordo, entre facções e as direções de unidades, em que a droga, celulares, bebidas, mulheres e saídas rápidas estão dentro do contexto. As constantes fugas com exacerbadas facilidades em vários presídios, nos quais estão os de Timon, que de acordo com os denunciantes mostram uma realidade totalmente diferente. É bom lembrar o caso de uma fuga em Imperatriz em que os presos, depois de prenderem os plantonistas com explicações nada convincentes, escaparam a pés na maior tranquilidade até serem resgatados por suas quadrilhas. O alarme foi dado pelos moradores das imediações, mesmo com policiais armados nas torres e vídeo monitoramento
Há informações correntes e até como intimidação, de que alguns políticos já garantiram junto ao governador, que o atual secretário continuará na direção da pasta para um terceiro período, com a sua poderosa república mineira que opera muitos negócios e interesses na administração da SEAP. Os servidores do quadro que protestam são indiciados em inquéritos administrativos na corregedoria e os temporários têm os seus contratos interrompidos.
Fonte: AFD








