Lula recua da tolice sobre eventual prisão de Putin no Brasil

Petista mudou a versão sobre eventual prisão do mandatário russo

Após mais uma manifestação desastrosa aos olhos da comunidade internacional, o presidente Lula recuou e deu outra versão sobre eventual prisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, caso o mandatário venha ao Brasil para participar da próxima cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, em novembro.

No sábado, durante entrevista a uma TV Indiana, Lula disse que Putin, que tem um mandado de prisão internacional por crimes de guerra relacionados ao conflito com a Ucrânia, não seria preso se viesse ao encontro no Rio de Janeiro. Após repercussão negativa, Lula recuou.

“Isso quem decide é a Justiça. Não é o governo nem o parlamento. É a Justiça que vai decidir”, afirmou durante coletiva de imprensa em Nova Délhi.

Diário do Poder

O bode expiatório dos idealizadores do 8 de janeiro

Por um “azar-do-destino”, o então Chefe do GSI, General Gonçalves Dias, no polêmico dia 8 de janeiro de 2023, que redundou em vandalismo e depredação nos prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi pego no “flagra”, em atitude condescendente com os invasores, em filmagens que vazaram. As imagens foram tão claras que o general não conseguiu escapar das acusações que o responsabilizavam por omissão nos atos de vandalismo decorrentes.

O “general do Lula!”, como é conhecido nos círculos políticos mais íntimos, compõe uma elite de militares promovidos ao generalato durante os governos de esquerda, que se seguiram ao Regime Militar de 64, que tiveram vários “presidentes” comprometidos com a esquerda exercendo concomitantemente o “Comando Supremo das Forças Armadas”, por força do artigo 142 da CF (caput).

Com o fim do Regime Militar, em 1985, a esquerda predominou, para mais ou para menos, até 2018, quando foi eleito um conservador, o ex-capitão do exército, Jair Bolsonaro, que governou até 31 de dezembro de 2022.

Só mesmo quem tem um só neurônio no cérebro, assim mesmo para (não) pensar, poderia imaginar que as Forças Armadas, inclusive o Exército, teriam internamente autonomia suficiente, ou “soberania”, para escolher os seus oficiais superiores, inclusive a nominata do generalato, “independentemente” da concordância, ou não, do seu “Comandante Supremo”, no caso, o respectivo Presidente da República.  

Por isso só ingênuo poderia acreditar que não teria por trás dessas escolhas o componente “ideológico”. Talvez seja por isso que muitos entendem que a plantação de militares “melancias”, verdes por fora e vermelhos por dentro, semeadas especialmente após 2003, entre a primeira posse do Presidente Lula, até 2016 (impeachment de Dilma), teria sido altamente produtiva e hoje estaria predominando nas Forças Armadas.

E o “general do Lula” certamente seria um deles. Por isso não haveria melhor cabeça a ser entregue numa bandeja, para livrar os verdadeiros responsáveis pelo 8 de janeiro, e assim “esquecê-los”, do que a cabeça do “general do Lula”, que iria ao “sacrifício”, inclusive para livrar a cara do seu “deus” e patrão, que “coincidentemente”, durante a depredação de 8 de janeiro, estava “de surpresa”, no interior de São Paulo.

O “balanço” final das responsabilidades sobre o 8 de janeiro estaria favorecendo largamente o Governo, com milhares de vândalos “bolsonaristas” presos ou condenados pelo STF, e um só “contrapeso” governista envolvido, assim mesmo por “omissão”, o general “bode expiatório”.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo, pós-graduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT

 

Governo Lula corta R$ 708 milhões do orçamento de 2024 para combate à criminalidade

Recursos destinados para desenvolvimento de políticas de segurança pública têm redução de 31,5% para o ano que vem

A proposta de orçamento para 2024 do governo federal cortou em 31,5% os recursos voltados a ações de prevenção e enfrentamento da criminalidade e de desenvolvimento de políticas de segurança pública. Enquanto em 2023 o poder público teve R$ 2,244 bilhões para essas finalidades, para o ano que vem a previsão é de que a verba seja de R$ 1,536 bilhão, uma redução de R$ 708 milhões.

O R7 fez o levantamento tendo como base a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023 e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024, enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto.

A programação financeira da União tem ao menos quatro tipos de ação orçamentária voltados a programas para aperfeiçoar a segurança pública e o combate à violência. Uma delas é controlada diretamente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e é identificada pelo nome “Desenvolvimento de Políticas de Segurança Pública, Prevenção e Enfrentamento à Criminalidade”.

Essa ação é a que tem a maior redução prevista para 2024. Neste ano, a pasta reservou R$ 427,4 milhões para essa despesa. Para o ano que vem, os recursos são estimados em R$ 536,3 mil, um corte de 99,8%.

Fonte: R7

 

Escândalo de corrupção no Cartório de 1º Ofício de Caxias -MA com extorsão, peculato e denúncias no CNJ

A denúncia foi feita em São Luís e ganhou destaque nacional no Diário do Poder. O fato deve ter grande repercussão no contexto político e no TJMA, em que há citações contra a Corregedoria Geral de Justiça.

Um imenso lamaçal pode estar sendo acobertado em Caxias (MA), importante município a 370 km de São Luís. O responsável pelo Cartório do 1º Ofício Extrajudicial daquela cidade, Aurino da Rocha Luz, já denunciado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é alvo de nova representação, desta vez com pelo menos 10 relatos de irregularidades graves – incluído peculato, cobranças extorsivas e ilegais por serviços cartorários. A informação foi publicada no Jornal Pequeno, da capital maranhense.

Aurino Luz foi denunciado ao CNJ após várias tentativas de fazer com que fosse investigado no âmbito da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Maranhão – todas resultando em decisões que o favoreciam, com desconhecimento das irregularidades, mesmo na presença de provas e até mesmo da devolução de valores cobrados a mais pelo tabelião. Na nova representação, relacionam-se pelo menos dez casos em que o denunciado cometeu atos ilícitos – cobrando valores extorsivos, fora da tabela de selos para os emolumentos, não repassando valores devidos à Fazenda Pública e até usando laranjas para se apropriar de imóveis.

As ações de Aurino Luz, conforme a representação assinada pelo advogado José de Arimatéia Torres Silva em nome do assessor imobiliário Luiz Felipe de Almeida Bello, reportam o caso mais escandaloso da série de irregularidades cometidas: a tentativa de cobrar 15 lotes de terras em um loteamento de alto padrão como pagamento por serviços cartorários que custam infinitamente muito menos que o valor dos imóveis solicitados para a realização do trabalho – o que é incomum, considerando o fato de que imóveis não são moeda para uso em transações entre um prestador e um usuário de um serviço público.

Assim, além da recorrente perda financeira do Estado pelo não repasse de recursos, há evidentes prejuízos para os usuários dos serviços cartorários – em número que não se pode definir porque as denúncias formuladas, com provas robustas, podem ser apenas a ponta de um iceberg de irregularidades rotineiramente cometidas pelo responsável pelo Cartório do 1º Ofício Extrajudicial de Caxias. As denúncias contra o tabelião vêm de longe, são do conhecimento da Corregedoria e da Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Maranhão, e só há algum movimento para minimamente punir o denunciado quando se veiculam na média convencional e em redes sociais.

Denunciado por vereador de Caxias e deputado estadual

Deu-se assim quando Aurino Luz foi denunciado pelo vereador Antônio José Bittencourt de Albuquerque (popularmente conhecido como Catulé, da cidade de Caxias, e do deputado estadual Yglésio Luciano Moyses Silva. O vereador informou em sessão da Câmara Municipal de Caxias que recebeu “62 denúncias com provas de extorsão, de ladroagem” contra o representante do cartório. Segundo o vereador, Aurino age realizando “uma verdadeira extorsão”. “O homem [Luz] tomou terras, cobra três vezes o cidadão, faz usucapião extrajudicial, tem uma holding com nome de duas filhas menores e da mulher que auxilia ele no cartório”. O caso de usucapião extrajudicial citado pelo vereador está relatado em Processo Administrativo Disciplinar – PAD – instaurado na Justiça de Caxias e também está na representação ao CNJ. O deputado estadual trafegou na mesma direção das denúncias do vereador Catulé, ao afirmar que o notário “facilita a venda do terreno, arruma um ‘laranja’ e depois, com essa empresa, ele compra todos os terrenos”.

Na lista de denúncias reiteradas pelo deputado, a solicitação de Luz a um usuário dos serviços cartorários (Sr. Washington Leite Torres) de vantagem indevida (15 lotes de um empreendimento imobiliário); cobrança a maior de registro de retificação de georreferenciamento de imóvel e existência de empresas da esposa e filhos como adquirente de imóvel usucapido administrativamente pelo próprio Aurino Luz. Neste caso, o usucapiente é Ricardo de Brito Cruz, apontado como primo do registrador.

Juiz da Fazenda Pública de Caxias instaurou Processo Administrativo

Todos os casos denunciados foram levados ao conhecimento do Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caxias, formalizadas nos autos do processo nº 0802991-67.2023.8.10.0029. Nessa ação, ao se defender das denúncias, Aurino Luz comprova cobranças extorsivas ao juntar documentos de devolução de valores cobrados a mais. Os casos denunciados foram considerados graves pelo juízo, a ponto de partir imediatamente para a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar – PAD – decisão que se baseou no depoimento ao Ministério Público do usuário da serventia extrajudicial, Sr. Washington Leite Torres, “em que narra o comportamento ilícito do registrador Aurino da Rocha Luz, inclusive com prints de conversa que se traduz em infração disciplinar e até mesmo, em tese, penal, na qual solicita vantagem indevida para exercer o seu trabalho.

Como não bastassem as provas das vítimas de suas ações irregulares, o próprio Aurino Luz juntou documentos na ação que comprovam o que o juiz enumerou como cobrança indevida de emolumentos, “em valores em muito acima da tabela”, que “restaram comprovados nos autos do presente pedido de providências, pois o próprio reclamado junta documentos restituindo os valores exorbitantes cobrados acima da tabela de emolumentos, em data bem posterior aos fatos, além de que deu-se após denúncias na mídia social..

Ao restituir valores cobrados a mais, há conforme o entendimento do juiz, tácito reconhecimento da irregularidade cometida: ‘O simples fato de ter restituído os valores cobrados de forma indevida, em nada afasta a conduta vedada, pois não se trata de um ato isolado, mas sim, de prática reiterada adotada pelo mesmo, pois em curso várias investigações e reclamação de cobrança indevida de emolumentos, consistentes em entregar recibos com o valor cobrado acima da tabela e constar no selo valores bem inferiores, em afronta ao cidadão e ao próprio Poder Judiciário.”

Porém, Luz agiu para dificultar o trabalho de investigação do Ministério Público e do Judiciário, pois, conforme observou o juiz corregedor em fiscalização no cartório Caxias, a documentação foi enviada de forma desorganizada e incompleta, com o claro propósito de dificultar o trabalho correcional. Isso, entendeu o juiz, é um forte indício de que a serventia extrajudicial está sendo usada em proveito próprio por Aurino Luz.

Representação de assessor imobiliário relata conhecimento da Corregedoria do TJMA

A representação do assessor imobiliário Luiz Felipe de Almeida Bello, no âmbito de reclamação já existente no CNJ, visa a buscar punição a Aurino Luz, posto que no âmbito da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Maranhão, o tabelião do Cartório do 1º Ofício Extrajudicial de Caixas nunca foi admoestado, mesmo quando a solicitação partiu do juiz em Caxias.

Em razão de Aurino Luz ter encaminhado documentação desorganizada e incompleta para dificultar a ação correcional, o juiz solicitou ao Corregedor-Geral de Justiça do Estado do Maranhão o afastamento dele até a conclusão do procedimento administrativo disciplinar, uma vez que o próprio juiz corregedor permanente não poderia determinar o afastamento por prazo necessário a conclusão do PAD, já que está impedido de fazê-lo de acordo com o Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça.

Apesar do pedido do juiz, que abriu investigação contra Luz, ante graves fatos expostos, definidos por fortes indícios de faltas funcionais e até mesmo comprovada utilização do cargo para dificultar o trabalho correcional, o tabelião segue incólume na Corregedoria do TJ-MA. A Corregedoria não enxergou a necessidade de afastar o tabelião, considerando que ele, ainda que tenha todo o controle do cartório, não teria o condão inviabilizar a apuração das faltas imputadas pela Comissão Processante do Processo Administrativo Disciplinar. Isso após um juiz constatar que Aurino Luz criou obstáculos à atuação correcional.

Diante de uma situação que, na representação ao CNJ, advogado José de Arimatéia Torres Silva, em nome do assessor imobiliário Luiz Felipe de Almeida Bello, considera bastante razoável que o órgão correcional do Judiciário do Maranhão, esteja agindo de modo leniente, “quanto aos fatos envolvendo o tabelião, já que até o presente momento não se verificou qualquer medida enérgica no sentido de impedir que o cartorário em questão siga no exercício de suas funções, seja cometendo supostos novos ilícitos (administrativos e criminais), seja atrapalhando o bom andamento das apurações que se fazem indispensáveis para conclusão do PAD e também das representações de ordem criminal que já tramitam contra ele”.
O raciocínio de proteção ao tabelião se verificou em discurso do deputado estadual Yglésio Moyses, em 16 de março de 2023, quando da tribuna da Assembleia Legislativa, para quem a manutenção de Luz como titular na Serventia Extrajudicial do 1º Ofício de Caxias, pode ser atribuída ao fato dele “estar sendo protegido dentro do Tribunal de Justiça do Maranhão”

A representação ao CNJ solicita que todos os procedimentos que investigam a recorrente conduta ilícita do tabelião sejam remetidos à Corregedoria Nacional de Justiça. Há uma razão para isso, segundo os denunciantes: ao longo de sua vida funcional, enquanto oficial registrador na Serventia Extrajudicial do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Caxias, Aurino da Rocha Luz acumula um vasto histórico de acusações de cometimento de irregularidades funcionais. A representação lembra que a despeito de um longo histórico de supostas transgressões funcionais, desde cobranças indevidas até supostas práticas de corrupção passiva consistente em solicitar vantagem indevida, aos olhos da Corregedoria do TJ-MA, tais atos não apresentam gravidade o bastante para que sejam tomadas medidas preventivas que resguardem os interesses dos usuários e da Fazenda Pública.

Os signatários da representação no CNJ enxergam permissividade do órgão correcional do Judiciário no Maranhão, pois mesmo diante das notícias de cometimento de ilicitudes pelo tabelião, “resta evidente que as medidas preventivas procedimentais e até as penalidades adotadas em procedimentos administrativos que tramitam em desfavor dele, não propiciam a evolução das apurações e não guardam proporcionalidade com os atos apurados”. Ante isso, eles dizem que a leniência da Corregedoria faz com que as vítimas deixem de acreditar na justiça por suporem que o tabelião goza de alguma proteção naquele órgão correcional.

Fonte: Com informações do site Direito Global e o Diário do Poder

 

SINTSEP ratifica inclusão da recomposição salarial dos servidores do Estado na LDO 2024

O SINTSEP ratificou em ofício ao secretário de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan), Vinícius Ferro Castro, solicitando que o Governo do Maranhão garanta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2024, que será encaminhada à Assembleia Legislativa, a recomposição salarial dos servidores públicos do Estado.

No documento, o SINTSEP reforça que, ao longo dos últimos oito anos, os servidores já acumulam 56,29% de perdas salariais. O sindicato também já tentou, por inúmeras vezes, ter um diálogo com o Poder Executivo sobre a política salarial dos servidores, mas nenhuma das solicitações de reunião foram atendidas.

“Enquanto isso, os servidores veem, a cada dia, o poder de compra diminuindo, os salários sendo corroídos pela inflação e sem qualquer perspectiva de mudança desse cenário. Iniciamos a nossa campanha salarial e esperamos que, desta vez, o governador Carlos Brandão tenha sensibilidade e reconheça a importância daqueles que fazem a máquina pública funcionar”, afirmou Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo.

Seguiremos pressionando e contamos com o apoio de todos os servidores públicos estaduais nesta luta que já se arrasta há tanto tempo. Precisamos ser ouvidos e, acima de tudo, valorizados. Vamos em frente, afinal de contas todos precisamos de reposição salarial, não somos contra concessões privilegiadas, desde que os funcionários públicos estaduais estejam inseridos no contexto, levando-se em observação que a máquina funciona com a força que vem base com a labuta diária em condições de desigualdades sociais e muitas vezes fazendo malabarismo para garantir o povo de cada dia da família, lamentável, mas é a verdade afirma Cleinaldo Bil.

Fonte: SINTSEP-MA

 

Centrão pressiona Governo Lula para manter no cargo Juscelino Filho, ministro investigado por corrupção

Lula se transformou numa mera marionete do centrão. A manutenção no cargo do ministro Juscelino Filho é clara demonstração dessa condição. Mesmo com investigações que implicam seriamente o parlamentar em esquemas de corrupção, o centrão exige a sua permanência no cargo.

A investigação da Polícia Federal detectou pagamentos de propina a uma empresa ligada ao ministro e encontrou diálogos de Juscelino orientando um empresário investigado pelos desvios com verbas da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e chegou a pedir, sem sucesso, uma busca e apreensão.

Os aliados do ministro comparam essa investigação à Operação Lava Jato e assim fizeram chegar ao governo federal o seguinte recado: caso Lula demita o ministro, estará compartilhando a mesma prática que o levou à prisão em Curitiba.

Noutras palavras, Lula está sem saída. É refém do centrão.

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

 

Mudanças alimentares na crise da covid-19 e consumo de ultraprocessados aumentam câncer e diabetes

A pandemia de covid-19 teve impacto negativo na alimentação da população brasileira, com aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, indica estudo que envolveu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os dados foram coletados pelo Instituto Datafolha, numa parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, nos anos de 2019, 2020 e 2021, com amostras representativas da população adulta.

Nos primeiros anos do levantamento, houve aumento significativo no consumo de cereais, leite, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados e molhos industrializados, em contraponto à diminuição do consumo de ovos. Na comparação entre 2019 e 2021 e entre 2020 e 2021, houve diminuição significativa no consumo de cereais, hortaliças, frutas e sucos de fruta industrializados e alta no consumo de refrigerante, biscoito doce, recheado ou bolinho de pacote, embutidos, molhos e refeições prontas.

O estudo destaca, também, que a elevação do consumo de ultraprocessados já é um fenômeno reportado no Brasil, mas a pandemia acelerou esse processo.

Durante a pesquisa, foi perguntado quais alimentos foram consumidos no dia anterior à pesquisa. Os dados mostram, por exemplo, que o consumo de refrigerante foi citado por 33,2% em 2019, por 32,7% no ano seguinte e chegou a 42,4% em 2021.

O item mais mencionado, entre os ultraprocessados, envolve margarina, maionese, ketchup ou outros molhos industrializados. Em 2019, metade dos participantes disse ter consumido um desses itens no dia anterior ao levantamento. Em 2021, foram 58,6%.

Em relação à percepção de consumo, o estudo mostra que 46% dos entrevistados – quando questionados sobre as principais mudanças na compra e preparo das refeições – relataram consumir mais alimentos preparados em casa durante a pandemia. Em relação a mudanças nos hábitos alimentares, 48,6% dos entrevistados disseram que alteraram os hábitos na alimentação durante a covid-19. Os principais motivos para tais mudanças foram maior preocupação com a saúde (39,1%) e autorrelato de diminuição da renda familiar (30,2%).

A maioria das pessoas que revelaram diminuição da renda familiar como principal causa da mudança alimentar na pandemia relataram redução no consumo de alimentos in natura e minimamente processados, como carne bovina e suína, peixe, frutas e leite.

Consequências

“Primeiro, foi a pandemia que afetou a alimentação e a alimentação, daqui a uns quatro, cinco anos, vai afetar a saúde. A gente viu que houve uma mudança e que, no geral, não foi positiva. Ainda virão mais mudanças e mais reflexos disso”, alerta a especialista. A pesquisa pondera que – devido ao curto período entre as coletas de dados – as alterações foram pequenas, mas “estatisticamente significativas” e preocupam, pois “o consumo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a um declínio no perfil nutricional da dieta”, aponta artigo publicado nesta quarta-feira (6) na Revista de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – USP.

O Guia Alimentar da População Brasileira sugere uma dieta baseada em alimentos in natura e minimamente processados. “É comida de verdade: arroz, feijão, fruta, hortaliça, procurando sempre uma variedade muito grande”, indica a pesquisadora. Ultraprocessados são associados a diferentes tipos de câncer, obesidade, síndrome metabólica e diabetes.

Jornal do Agro Online

 

Flavio Dino deve desculpas a PF e ao povo brasileiro, ao dizer que a “PF está a serviço da causa do Lula”

Com sua profunda experiência política, o ex-ministro Onyx Lorenzoni não poupou críticas a Flavio Dino, no que diz respeito à sua declaração de que a Polícia Federal está a serviço da ‘causa’ do Lula:

“A Polícia Federal, em todos os governos, deve estar a serviço do povo brasileiro, jamais do governante de plantão, porque ela perde o sentido de ser. 

A PF vai estar a serviço de uma ideologia? 

De um partido político? 

Eu acho que ninguém, em sã consciência, dentro da Polícia Federal, está satisfeito com a declaração do ministro.

Acho que foi um excesso desgastante e muito mais aos agentes e delegados da Polícia Federal, que chegou a ser avaliada pela revista The Economist, uma das principais do mundo. Seria importante, diante da repercussão negativa e revolta na instituição, que o ministro Flavio Dino peça as necessárias desculpas à PF e ao povo brasileiro”, destacou Onyx Lorenzoni, durante participação no programa Hora Notícia, com a jornalista Berenice Leite.

Jornal da Cidade Online 

 

CPI do MST deve indiciar deputado do PT e invasor de terras Zé Rainha

A CPI que apura desmandos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deve indiciar o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) e o ex-chefão do bando e atualmente uma das lideranças da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) José Rainha. O relatório final deve destacar o aumento no número de invasões após início do governo Lula. Em poucos meses da gestão petista, os amigos do alheio já invadiram mais do que nos quatro anos de Jair Bolsonaro na presidência.

Sobrou pra geral

Além de Valmir Assunção, dois assessores do petista, com boquinhas garantidas no gabinete do parlamentar, também devem ser indiciados.

Boquinha no gabinete

Os assessores e líderes sem-terra são Lucineia Durães e Orionildo Loures, que ganham, respectivamente, R$ 9.246,02 e R$ 6.551,93.

Virou negócio

A vida de José Rainha complicou após uma fazendeira gravar vídeo com denúncia de extorsão milionária para desocupação de terras.

Planalto agiu

João Pedro Stédile, liderança ativa do MST, deve escapar. Movimento do Planalto esvaziou a CPI antes de encontrar o “batom na cueca”.

Coluna do Claudio Humberto

 

Deputado propõe frente em defesa do Congresso e contra o STF legislador

O ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) iniciou coleta de assinaturas para criar uma frente parlamentar cujo objetivo primordial será a defesa das prerrogativas constitucionais do Congresso, frequentemente atropeladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em diversos casos de invasão de competência. “É no Congresso que o povo fala. O Supremo é um órgão técnico. O povo não fala no Supremo”, diz ele, que também quer combater eventuais abusos do Poder Executivo.

Pesos

“A frente parlamentar vai servir para resgatar essas prerrogativas e para discutir onde essas prerrogativas estão sendo ultrapassadas”, diz Terra.

Contrapesos

“Nós aqui é que temos que decidir a política”, afirmou Osmar Terra, que alerta contra decisões o STF como a legalização do porte de drogas.

Batismo

O grupo será chamado de Frente Parlamentar da Valorização das Prerrogativas Legais dos Parlamentares e Soberania Popular”.

Calos

A retomada no STF do caso do marco temporal das terras indígenas também incomoda deputados, que já aprovaram projeto sobre o assunto.

Diário do Poder