Lula quer voltar a usar o BNDES em país devedores e favorecer construtoras brasileiras

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) questionou o projeto (PL) 5.719/2023, enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a retomar os financiamentos para operações de empresas brasileiras no exterior.

O senador argumentou que o Brasil não pode voltar a “liberar dinheiro”, porque a maioria dos países que adquiriram empréstimos junto à instituição financeira está inadimplente. “Quinze países estão devendo ao Brasil, o total dá quase US$ 10 bilhões. Só a Venezuela deve US$ 1 bilhão, Cuba US$ 120 milhões, Moçambique US$ 723 milhões […]. Como é que vão emprestar mais dinheiro para esses países que já estão devendo?”

Cleitinho comparou a situação dos países devedores do Brasil com o estado de Minas Gerais, inadimplente com a União. O senador pediu que a dívida, hoje avaliada em cerca de R$ 160 bilhões, seja perdoada.

“Eu peço ao governo federal aqui que tenha a atenção que tem com a Venezuela, com Cuba, com esses países que ficam devendo, que a tenha com Minas Gerais. Tem que perdoar a dívida de Minas Gerais. Até porque não é o governador Romeu Zema que vai pagar a dívida não. Quem vai pagar essa dívida aqui é o povo mineiro, pagando imposto”, afirmou.

 Jornal da Cidade Online

 

Governo Lula corta 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e R$ 20 bilhões do INSS

O INSS recentemente anunciou o corte de benefícios do BOLSA FAMILIA de mais de três milhões de famílias. Conforme fez questão de anunciar, tais benefícios foram suspensos por conta de INÚMERAS IRREGULARIDADES, porém sem destacar quais seriam as irregularidades. Em verdade, inúmeras famílias foram ouvidas e declararam que procuraram as regionais e não conseguiram informações sobre o corte de seus benefícios.

Por mais que insistissem e mesmo se recadastrassem seus pedidos, o cadastro único (CAD-ÚNICO) negava sem dar justificativas ou explicações.

O INSS em verdade teve recentemente um corte de 20 bilhões de reais em seu orçamento para atender a necessidade de manter seu presidente da república e comitivas em constantes viagens “de turismo” mundo afora. É uma vergonha que se constate a dificuldade cada vez maior de famílias necessitadas simplesmente cortadas de um benefício tão ínfimo, porém atingindo cada vez um maior número de brasileiros, que enfrentam a fome, contra o discurso do engodo e da mentira do Lula e do PT.

Jayme Rizolli

Jornalista.

 

No Governo Lula, a Dívida Pública aumentou absurdamente

Após uma forte queda em setembro, a Dívida Pública Federal (DPF) voltou a subir em outubro, por causa do baixo volume de vencimentos de títulos. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 6,028 trilhões em setembro para R$ 6,172 trilhões no mês passado, alta de 1,58%. Em abril, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 6 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no fim de janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2023 entre R$ 6,4 trilhões e R$ 6,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 1,6%, passando de R$ 5,834 trilhões em setembro para R$ 5,928 trilhões em outubro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 46,12 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis vinculados a Taxa Selic (juros básicos da economia). Também contribuiu para a alta a apropriação de R$ 47,47 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 12,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 72,224 bilhões em títulos da DPMFi, o volume mais baixo desde fevereiro deste ano. Com o baixo volume de vencimentos em outubro, os resgates somaram R$ 26,107 bilhões, o volume mais baixo desde junho deste ano. No mercado externo, a alta do dólar em outubro aumentou o endividamento do governo. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,05%, passando de R$ 241,78 bilhões em setembro para R$ 244,32 bilhões em outubro. O principal fator foi o avanço de 1% da moeda norte-americana no mês passado.

Isso tudo acontece ante ao total silêncio do presidente Lula e do ministro da Justiça Fernando Haddad

Jornal da Cidade Online

A avacalhação total do Supremo ou os “Homúnculos” de Lula

“Todas as coisas diabólicas começam com uma inocência”. (Ernest Hemingway (1899-1961), escritor americano).

Os “Políticos” brasileiros e os Alquimistas têm algo em comum: o poder da magia. Sobre os nossos “Políticos”, Stanislaw Ponte Preta afirmou que: – “A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento”.

Sim, o progresso do nosso subdesenvolvimento, através da magia dos “Políticos”, é percebido por aqueles que elegeram os “Edis” para cargos importantes como uma realidade invertida. O povo vislumbra o contrário da realidade exposta a seus olhos. Já “Os Alquimistas” sonhavam transformar metais sem qualquer valor em ouro. Acreditavam também ser possível a criação de uma droga que eles chamavam de “Elixir da Imortalidade” que “poderia curar todas as doenças, prolongando a vida indefinidamente”. E almejavam algo ainda maior, mais nobre: a criação de vida humana artificial a partir de materiais inanimados: os “Homúnculos”.

O Dicionário Houaiss define “Homúnculo” como “homem pequeno; indivíduo insignificante, de caráter mesquinho, vil”. Na alquimia é um ser artificial que os alquimistas gostariam de ter criado. Dizem-nos as enciclopédias que o conceito de homúnculo vem do latim “homúnculos” – homenzinho. No Brasil isto já foi alcançado há muito tempo. O “Alquimista-semi-analfa”, Lula, saltou à frente de todos os ocultistas antigos e modernos e os instalou confortavelmente no STF. Estes seres artificiais estão acima do bem e do mal e decidem sobre a vida de milhões de pessoas.

Eles foram concebidos por uma espagírica, não do “Alquimista-semi-analfa”, mas dos constituintes de 1988, que elaboraram uma Constituição e nela o STF foi agraciado com poderes ditatoriais.

Os próprios Constituintes deram a entender que não confiavam no Parlamento, isto é, neles mesmos. E assim depositaram nas mãos de Ministros que não foram eleitos, mas apontados pelo Presidente, todo poder sobre a nação. Algo inconcebível.

Em 2023, esse absurdo cometido pelos Constituintes de 1988, apareceu de modo mais claro a toda população e o país chamado Brasil descobriu que não se deve confiar em ninguém, que todos devem ter leis que os contenham, que ninguém está acima da lei e a nação sentiu na pele os poderes dos “Homúnculos” do STF que posam de deuses.

O Alquimista Paracelso foi quem usou pela primeira vez o termo “homúnculo”. Esse tipo de homem, segundo ele, “poderia ser criado por meio de sémen humano posto em uma retorta hermeticamente fechada e aquecida em esterco de cavalo durante 40 dias. Então, segundo ele, se formaria o embrião. Outro alquimista que tentou criar homúnculos foi Johanned Konrad Dippel, que utilizava técnicas como fecundar ovos de galinha com sêmen humano e tapar o orifício com sangue de menstruação”.

Talvez usando a mesma fórmula, ou uma fórmula diferente, fato é que os “Homúnculos” criados no Brasil pelos “Constituintes” de 1988 cresceram, se agigantaram sem precisar de muita coisa, nem mesmo ser chamado de “doutor” ou “advogado”, pois é assim que diz a Constituição de 1988:

 “Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal”.

Notem a ressalva. “dentre cidadãos”. Cientistas? Filósofos? Advogados? Sociólogos? Curso Superior? Nada disso. Cidadãos. Qualquer cidadão. Eis as exigências para essa boquinha superior:

1) ser brasileiro nato;

2) idade entre 35 (trinta e cinco) a 65 (sessenta e cinco) anos;

3) estar no gozo dos direitos políticos;

4) possuir notável saber jurídico e

5) ter reputação ilibada;

Algo feito de “políticos” para amigos. De amigos para “políticos”. Principalmente a “reputação ilibada e o notável saber jurídico”. Explico: os políticos brasileiros não precisam possuir qualquer curso, não precisam ser letrados, não necessitam especialização de nenhum tipo, nem alfabetização primária é necessário possuir, basta ter voto! Então ele se torna cientista, sociólogo, jurista, “doutor”, adquire poderes, faz e vota as leis do país. É um milagre. E assim foram criados os “Homúnculos” do STF. Notem que os criadores perderam os poderes sobre as criaturas. Ou então possuem um medo inconcebível desses seres que a população odeia. Não, a população não odeia o STF, mas os Ministros que ali estão. Seu ódio resulta do comportamento inadequado dos Ministros que imaginam serem donos da nação.

E toda população almeja que dali sejam retirados por enlamear a Corte.

Os “Políticos” não se revoltam contra eles, traindo a população que os elegeu e que lhes deu poderes para tal. É algo tão simples: 81 Senadores contra 11 “Homúnculos”. Basta substitui-los por homens melhores, mais capacitados, mais éticos, e vida que segue. Ou tudo não passa de uma grande encenação entre o Senado e os “Homúnculos” criados para o STF que estão imbuídos de poderes ditatoriais e posando de deuses? Disse Professor de direito constitucional da USP, Conrado Hübner, doutor em direito e ciência política em artigo para Folha, intitulado “Enfraquece o Ministro, fortalece o STF”:

– “A maioria dos ministros do STF avacalhou essas responsabilidades. Construíram, na prática, poderes individuais não autorizados constitucionalmente. Praticaram a obstrução do colegiado e da agenda constitucional do país. Por meio do pedido de vista, fizeram valer a máxima “quando um não quer, 11 não decidem”; por meio da liminar monocrática, a máxima “quando um quer, decide sozinho, bota na gaveta e sonega do plenário”.

Para completar o pacote da autoimolação do STF, ministros normalizaram costumes promíscuos, suspeições e conflitos de interesse. Ridicularizaram a ética judicial. Se a vida é a arte do encontro, a vida magistocrática é a arte do encontro privado contra o interesse público. Reuniões festivas e mui inocentes do Lago Sul à Praia do Forte, de Nova York a Lisboa. Têm até patrocínio para cobrir as despesas”.

Assim como os Alquimistas que pensavam transformar metais vagabundos, sem nenhum valor em ouro e criar “Homúnculos” que fossem capazes de seguir diretrizes éticas para o bem da humanidade, também os Constituintes de 1988 imaginaram transformar militantes comunistas, advogados ativistas medíocres abarrotados de ideologia e membros partidários em sábios e mentores da nação. Ingenuamente ainda deram ao Presidente poder de indicá-los. Ao Senado de referendá-los.

A mais recente bofetada desferida na cara do povo brasileiro pelo “Alquimista-semi-analfa” do Planalto e aplaudida por parte da imprensa e por dezenas de Senadores é a indicação estapafúrdia do comunista Flávio Dino para a corte suprema. Essa criação de “Homúnculos” parece que tem o objetivo de sapatear sobre a nação e desmoralizar ainda mais o STF.

Finalizo com o professor Corando Hübner:

– “A democracia brasileira tolerou abusos de ministros do STF contra a instituição do STF por tempo demais. Ministros se fizeram surdos às críticas contra arbitrariedades procedimentais e se encastelaram no autoelogio invocando decisões que tomaram na defesa de direitos sem reconhecer, em paralelo, o quanto corroboraram com violações de outros direitos e com a proteção consistente de certos interesses sociais e econômicos em prejuízo de outros”.

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

 

Operadora de telefonia é condenada por causa de golpe da portabilidade

Se a operadora telefônica autoriza a portabilidade de um número de celular sem consentimento do dono da linha, ou sem confirmar sua identidade, ela pode ser responsabilizada por eventuais golpes e fraudes sofridos pelo cliente.

Com esse fundamento, a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal condenou uma operadora a pagar R$ 5 mil de indenização a uma cliente por causa da transferência do número de telefone dela para outra empresa sem seu consentimento.

Ao conseguir o número da vítima, o estelionatário teve acesso ao seu Instagram e, com isso, passou a fazer postagens de vendas fraudulentas. “A falha foi da operadora, que autorizou a portabilidade do número de telefone sem checagem de dados e documentação da proprietária da linha”, comentou Alisson Santos, cofundador do Forum Hub, grupo de advogados online que representou a autora da ação.

O golpe da portabilidade, ou do SIM swap, é uma tática que envolve a transferência do número de telefone da vítima de uma operadora para outra sem o seu consentimento. Para executar esse golpe, os criminosos se aproveitam de falhas de segurança das companhias de telefonia móvel, explorando procedimentos de autenticação insuficientes ou vulnerabilidades nos sistemas.

Na decisão, o juiz relator, Flávio Fernando Almeida da Fonseca, afirmou que a ação dos estelionatários somente ocorreu pelo repasse indevido, por parte da empresa, do chip da usuária para um criminoso, possibilitando a invasão de aplicativos e acesso a informações privativas.

“Isso, por si só, configura a falha na prestação dos serviços de telefonia celular e demonstra o nexo de causalidade, uma vez que a fragilidade da segurança da empresa, no caso, permitiu a ação de criminosos”, sustentou o juiz.

O julgador disse ainda que não é possível falar em culpa exclusiva — como alegou a defesa da operadora —, uma vez que a “falha operacional da parte embargante foi determinante para o êxito da fraude, além de ser inerente à falta de segurança na prestação do serviço pela requerida”. O voto foi seguido por unanimidade.

Fonte: CONJUR

Senador levanta a voz contra abusos do STF e do TSE e é aplaudido

O senador Eduardo Girão subiu à tribuna para protestar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que permite responsabilizar veículos de comunicação pelas declarações de entrevistados, e que pode, assim, estender à velha imprensa o tratamento que já vem sendo dispensado há anos à imprensa independente. O senador lembrou que a decisão suprime a liberdade de expressão, apontando que é a “decretação da falência forçada do jornalismo sério, independente, que incomoda o sistema”. 

Girão ponderou:

“Mas graças a Deus, no mesmo dia, tivemos um acontecimento muito positivo, histórico. Foram alcançadas as 171 assinaturas necessárias para a instalação, lá na Câmara dos Deputados, da CPI do Abuso de Autoridade”. 

O senador lembrou que as violações a direitos fundamentais perpetradas pelas cortes superiores se iniciam “naquele tal daquele famigerado Inquérito das Fake News, que começa e não tem fim”.

“Essa CPI vai trazer luz a tudo o que está acontecendo. Gente que está sendo condenada de forma irresponsável”, disse

Girão lembrou a atuação do TSE nas últimas eleições, censurando um dos lados enquanto o outro agia livremente, e impedindo a população de se informar sobre os candidatos que se apresentavam ao seu escrutínio, depois do STF ter liberado para concorrer um candidato que tinha sido condenado.

“Aí, depois, em um sincericídio, vem o presidente do STF dizer ‘nós derrotamos o bolsonarismo”. 

“Uma hora a casa vai cair. As estruturas não sustentam mais tanta podridão. Tanta decisão incoerente, tanto privilégio para os poderosos. A população está entendendo e já está voltando às ruas”. 

Jornal da Cidade Online

 

Para advogados, decisão do STF sobre imprensa é genérica e pode levar a abusos

Advogados consultados pela revista eletrônica Consultor Jurídico afirmaram que a decisão do Supremo Tribunal Federal que admitiu a possibilidade de responsabilização de veículos de imprensa por falas de entrevistados precisa de melhores esclarecimentos e pode levar a decisões abusivas e à autocensura.

Na sessão de quarta-feira (29/11), a corte fixou tese segundo a qual empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas civilmente por fala de entrevistado se à época da publicação havia indícios concretos da falsidade da imputação feita a terceiro e o veículo deixou de observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos.

O Supremo
decidiu pela possibilidade de responsabilização em agosto. Estava pendente, no entanto, a elaboração da tese, porque, embora a maioria dos ministros tenha admitido a condenação, havia divergência sobre quais circunstâncias permitiriam que os veículos fossem responsabilizados. 

A tese fixada foi a seguinte: 

“1 — A plena proteção constitucional à liberdade de imprensa é consagrada pelo binômio liberdade
com responsabilidade, vedada qualquer espécie de censura prévia. Admite-se a possibilidade
posterior de análise e responsabilização, inclusive com remoção de conteúdo, por informações
comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas, e em relação a eventuais danos
materiais e morais. Isso porque os direitos à honra, intimidade, vida privada e à própria imagem
formam a proteção constitucional à dignidade da pessoa humana, salvaguardando um espaço
íntimo intransponível por intromissões ilícitas externas.
2 — Na hipótese de publicação de entrevista em que o entrevistado imputa falsamente prática de
crime a terceiro, a empresa jornalística somente poderá ser responsabilizada civilmente se: (i) à
época da divulgação, havia indícios concretos da falsidade da imputação; e (ii) o veículo deixou de
observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos e na divulgação da existência de tais indícios”

Para a constitucionalista Vera Chemim, não é coerente, nem encontra respaldo na Constituição, responsabilizar veículos por falas de entrevistados, ainda que sejam consideradas injuriosas, difamatórias ou mentirosas. As sanções, explica ela, caberiam apenas ao ofensor, ficando excluída qualquer interpretação extensiva que permita a punição do veículo, salvo se o conteúdo injurioso é de sua autoria.

“A previsão do artigo 220 da Carta Magna é clara ao afirmar que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observando-se o disposto em seu artigo 5º, que garante o atendimento dos direitos fundamentais individuais e coletivos.”

Ainda segundo ela, a tese afeta a atividade jornalística, uma vez que promove “uma espécie de ‘cala-boca’” quanto a informações sensíveis, podendo levar a casos de autocensura. A velocidade da informação, prossegue a advogada, também “inviabiliza qualquer verificação no sentido da veracidade da fala dos entrevistados”. Um exemplo disso envolve as entrevistas concedidas ao vivo. 

“A partir da decisão do STF, as empresas jornalísticas terão receio de divulgar conteúdos que possam ser reconhecidos como uma afronta aos direitos de personalidade, ao mesmo tempo em que a liberdade de expressão, pilar de um Estado democrático de Direito, estará limitada de forma desproporcional.”

Por fim, a advogada diz que a Constituição é clara ao afirmar que a liberdade de informação jornalística não pode sofrer qualquer restrição, desde que atendidas as vedações previstas no texto constitucional. “É necessário que se observe a importância da plena liberdade de expressão, notadamente a que se refere à informação jornalística, uma vez que essa liberdade constitui o pilar de um Estado democrático de Direito, levando-se em conta que a sociedade tem o direito de ser informada”. 

Para o também constitucionalista Lenio Streck, colunista da ConJur, o Supremo legislou ao estabelecer “regramento para o futuro”.

“O STF, com a tese, busca dar respostas antes das perguntas. Nenhum país do mundo faz esse tipo de norma em abstrato. Veja a extensão. Nem as leis entram nessas minúcias. Se está certa ou errada, é difícil dizer. O Judiciário pensa que pode abranger todas as hipóteses de aplicação de uma lei. Nesse ritmo, o legislador ficará sem função.”

Streck destaca o trecho da decisão que afirma que veículos de imprensa podem ser punidos se deixarem de observar o “dever de cuidado” na verificação dos fatos.

“Teríamos de investigar todas as falas do entrevistado? Ai é que está. O Judiciário quer fazer lei. Há coisas que só cada situação concreta responde. Mas o STF quer adivinhar o futuro. E controlar o futuro. E isso cria insegurança.”

Tese genérica

Taís Borja Gasparian, que integra a Comissão de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e defende veículos como Folha de S.Paulo e UOL, afirma que a decisão é confusa, não fortalece a imprensa e sujeita jornais a subjetivismos. Ela também criticou a possibilidade de remoção de conteúdo.

“Entendo que o STF possa ter tido o intuito de modular a questão, mas o resultado não é bom. A necessidade de verificação da existência de ‘indícios concretos’ de falsidade é extremamente subjetiva e certamente levará a desmandos judiciais. O que seriam ‘indícios’, ainda mais ‘concretos’? Quem interpretará a expressão?”, questionou. 

Ainda de acordo com ela, o STF adotou a “pior alternativa possível” ao admitir a retirada de conteúdos publicados pelos veículos. “A internet permite anotações posteriores ao conteúdo divulgado, de sorte que não se justifica qualquer tipo de remoção.”

Para André Fini Terçarolli, que defende a Editora Três, responsável pela publicação de revistas como a IstoÉ, a tese enfraquece a liberdade de expressão porque obriga os veículos a fazer uma espécie de “controle prévio” sobre declarações de terceiros.

“Muitas reportagens deixarão de ser publicadas para evitar o risco de eventual responsabilidade civil, diante da ausência de meios hábeis para exercer a obrigação estipulada.” 

Também segundo ele, a decisão é genérica quanto ao que significa “observar o dever de cuidado na veracidade dos fatos” e sobre “indícios concretos da falsidade da imputação”.

“A análise dos parâmetros estabelecidos confere ao magistrado uma certa subjetividade para a análise do caso concreto, restando aos veículos de imprensa uma margem cinzenta de atuação a gerar insegurança jurídica e dificultar o exercício da atividade.”

Otávio Mazieiro, que atua em casos envolvendo liberdade de imprensa e expressão, diz que é preciso esclarecer melhor alguns pontos da tese para que sejam impedidas arbitrariedades na análise de casos concretos.

“A tese fixada ainda gera certa inquietação por não ter estabelecido de forma clara que a empresa jornalística somente será responsabilizada a partir de dois requisitos primordiais: o prévio conhecimento da falsidade da informação divulgada e a má-fé do jornalista.”

“Essa parece ter sido a intenção do Supremo no julgamento. A partir desse contorno jurídico, é possível dar maior conforto ao jornalismo sério e responsável”, conclui Mazieiro.

Fonte: CONJUR

Magistrado diz: “Não podemos aceitar um comunista no STF”

O desembargador aposentado Sebastião Coelho discursou durante um evento em comemoração ao Dia do Evangélico, no Museu Nacional, em Brasília, quando alertou:

“Nós vivemos o momento mais grave da nossa nação”.

O desembargador lembrou que cristãos devem viver suas vidas segundo o modelo de Jesus, e afirmou:

“Ele diria: justiça. Liberdade para os presos do 8 de janeiro. Ele diria: ‘o sangue de Clezão, derramado pelas mãos do ministro Alexandre de Moraes, não foi derramado em vão’. 

Ele diria que nós, cristãos do Brasil, não podemos aceitar um comunista no Supremo Tribunal Federal”. 

O desembargador pediu aos cristãos que falem com seus senadores e que aproveitem todas as oportunidades para denunciar as injustiças, “para o Brasil fazer esse movimento em prol da vida. E botar um comunista no Supremo é um evento de morte”. 

Jornal da Cidade Online

Flavio Dino para tentar chegar ao STF, pede “benção” a Sarney, de quem é inimigo histórico

Pelo visto, Flávio Dino vai fazer de tudo para conseguir ter o seu nome aprovado pelo plenário do Senado Federal. Nessa caminhada obstinada em busca de poder, o ungido de Lula não parece preocupado com escrúpulos e retidão.

Para conseguir chegar ao STF, Flavio Dino precisa de 41 votos no Senado.

No levantamento publicado hoje aponta que o ministro da Justiça tem apenas 24 votos garantidos. Faltam 17 votos para que ele consiga ter sua indicação ratificada pelo Senado. Assim, diante dessa dificuldade, Dino resolveu apelar.

Um dos maiores críticos e inimigo declarado de José Sarney, Flavio Dino resolveu pedir a ajuda do ex-presidente para conseguir chegar ao STF.

Dizem que Sarney se comprometeu em fazer contatos com senadores e pedir apoio ao ferrenho ‘ex-inimigo’.

Quem conhece Sarney, tem dúvida. Em 2018 ele reclamou dos ataques que sofria de Dino: “Coitado de mim! Nesta idade, era para ser respeitado”, disse Sarney.

Em resposta, Flavio Dino foi ainda mais duro:

“Ele adota a vitimização como retórica do desespero. É síndrome de abstinência de dinheiro público, de privilégios. Eles sempre tiveram acesso amplo aos cofres públicos para seus negócios e para manter seus luxos”.

Será que Sarney esqueceu?

Jornal da Cidade Online

 

Janja sofre derrota na justiça para comentarista da Jovem Pan

Janja perdeu mais uma. Desta vez foi derrotada pela comentarista e influenciadora Pietra Bertolazzi. Janja não gostou quando foi acusada por Pietra de ‘fazer uso de drogas ilícitas’.

A comentarista da Jovem Pan utilizou como base para a afirmação, o fato de Janja estar sempre rodeada de maconheiros. Indignada, Janja propôs ação indenizatória e pediu a bagatela de 50 mil reais a título de danos morais.

Eterna derrotada, Janja não vai levar nada e ainda terá que arcar com custas processuais e honorários dos advogados de Pietra. A decisão judicial entendeu que Pietra utilizou sua liberdade de expressão e que qualquer decisão favorável a Janja configuraria censura. Não duvidem se Janja entender de processar algumas das inúmeras torcidas do Flamengo, que a consideram pé frio, responsável por inúmeras derrotas do clube.

Jornal da Cidade Online