Quando o maroto senador Weverton Rocha convidou o vereador Osmar Filho para ser o candidato a prefeito de São Luís pela legenda do PDT, dentro do contexto político das mais diversas correntes partidárias, ela chegou a ser avaliada como piada, principalmente pela esperteza do senador em condicionar ao vereador o próprio desempenho dele nas pesquisas eleitorais.
Sem jogo de cintura para articulações políticas e muito inexperiente, o vereador Osmar Filho não soube conquistar os colegas de parlamento, e muito pelo contrário privilegiou um grupo e simplesmente desconheceu os demais colegas, criando uma barreira para evitar até debater questões inerentes ao parlamento.
Dentro do legislativo municipal demitiu muita gente humilde até com quase 30 anos de serviços prestados e contratou centenas de um interior da Baixada Maranhense, que têm domicílio onde realmente residem e prestam serviços na capital, o que significa que ganham sem trabalhar para indignação de inúmeros servidores do legislativo municipal. É um problema sério que pode perfeitamente ser apurado pelo Ministério Público Eleitoral, uma vez que as contas dos fantasmas são abertas em um posto do Bradesco, instalado na Câmara Municipal, segundo os servidores revoltados.
Mesmo com toda a subserviência do presidente da Câmara Municipal ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, ele nunca fez parte dos planos do dirigente municipal como possível candidato à sua sucessão. O prefeito não esconde que tem compromisso com o pré-candidato Rubem Junior.
A iniciativa do vereador Osmar Filho de procurar o deputado Neto Evangelista para lhe hipotecar apoio, naturalmente não está dentro do contexto do PDT, que enquanto não houver qualquer desentendimento ou ruptura entre o senador Weverton Rocha e o governador Flavio Dino, o partido deve seguir com a candidatura de Rubem Júnior.