Os relógios de pulso diferenciam os candidatos: O pai dos pobres ostenta de ouro e Flavio um simples

No debate da Band, no domingo (18), Lula exibia no pulso um Omega Constellation de ouro e aço. Modelo semelhante é anunciado pela própria fabricante por 7.400 euros, cerca de R$ 42 mil. Ao lado, Flávio Bolsonaro usava um Casio G-Shock de aproximadamente R$ 449, que, segundo sua assessoria, pertenceu ao pai. O relógio do petista vale quase cem vezes o do adversário.

Ninguém exige que um presidente use relógio barato. O problema é a coerência. Lula construiu a carreira sobre a imagem do operário que nunca deixou de ser povo. No mesmo debate, disse que Flávio conhece ônibus e trabalho “por literatura”. Fez a acusação com ouro suíço no pulso. O contraste expõe o método petista. A força de Lula nunca esteve na gestão, como mostram a inflação projetada acima da meta e a Selic a 13,25%, mas no personagem. E personagem depende de figurino. Quando o figurino desmente o discurso, sobra apenas a máquina de propaganda.

O pai dos pobres usa Omega. O filho de Bolsonaro usa o Casio do pai. A seis dias da eleição, os pulsos dos dois candidatos dizem mais do que o debate inteiro.

Jornal da Cidade Online

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