Os assaltos a coletivos em nossa capital, apesar de serem denunciados e cobradas providências pelos Sindicatos dos Rodoviários e dos empresários, ainda não mereceram decisão do Sistema de Segurança Pública para um enfrentamento capaz de pelo menos diminuir a audácia dos bandidos. Os cidadãos e cidadãs trabalhadores e trabalhadores e a classe estudantil são as maiores vítimas, mas quando há nos ônibus pessoas idosas, elas passam a ter preferência dos criminosos pela resistência ser menor.
Há poucos dias uma senhora manifestava a sua indignação depois do coletivo em que ela estava ter sido assaltado, não tanto pela perda da sua bolsa e pertences, mas pela ousadia de um dos bandidos que tentou meter a mão pelo sutiã para verificar se ela não tinha escondido dinheiro ou celular, Ela relatou que enfrentou o bandido e outro que estava querendo meter a mão por dentro da calcinha de uma jovem estudante, com as mesmas justificativas. Arrisquei a minha vida, mas a minha dignidade e da jovem precisavam ser respeitadas e felizmente atenderam e não fizeram nada em represália.
A morte de mais uma pessoa, assim como tantas outras já registradas, sem falarmos nas consideráveis perdas materiais e lesões corporais de outro significativo número, ainda não sensibilizou o governo para tomar uma decisão politica para o problema. Enquanto são crescentes os números da criminalidade em diversos níveis, o Governo do Estado e o Ministério Público constantemente utilizam-se da hipocrisia para tentar enganar a população de que está havendo a redução da violência. Se as vítimas dos assaltos diários em nossa capital fossem registrar Boletim de Ocorrência haveria filas em todas as delegacias. Como eles estão banalizados ninguém perde mais tempo. Os crimes registrados dentro dos coletivos ainda não estão, decorrente das mortes e das lesões corporais.
O que é mais intrigante é que os assaltos praticados pelos bandidos geralmente são em locais conhecidos e bastante utilizados há vários anos. A impressão que fica é que o serviço de informação dos bandidos é bem eficiente, uma vez que sempre atacam, quando a policia está fora de área.
Os motoristas ameaçam parar por temerem por suas vidas e dos cobradores e para tanto contam com o suporte do Sindicato da categoria. Em algumas comunidades comenta-se que muitos protestos podem ser feitos com interdições de ruas e avenidas. A pergunta que fica? Quando é que a violência vai efetivamente enfrentada?
