Operação “Cobiça Fatal” quebra os sigilos bancário e fiscal de Lula Fylho. E a exoneração?

Uma grande articulação da qual fazem parte políticos e até empresários, que estão tentando manter no cargo o secretário Lula Fylho, na Secretaria Municipal de Saúde, depois da operação “Cobiça Fatal”, em que a Polícia Federal realizou na manhã de ontem (09), quando prendeu 03 pessoas temporariamente, cumpriu 14 mandados de busca de apreensão e 19 quebras de sigilos bancários de envolvidos na corrupção, dentre os quais está o secretário Lula Fylho. Todos são envolvidos na corrupção com desvio de R$ 2,3 milhões com o superfaturamento na venda de máscaras com valor de R$ 3,17 e negociadas por R$ 9,90 com a SEMUS, dando origem a vergonhosa corrupção com recursos destinados ao enfrentamento a Covid-19.

Embora a operação “Cobiça Fatal”, tenha um farto material que comprova a corrupção, levantados pela Controladoria Geral da União, que facilmente foram encontradas nas prestações de contas prestadas exclusivamente sobre os recursos destinados para a aplicação no combate ao novo coronavírus, ontem houve algumas tentativas frustradas para questionamento da ação da Polícia Federal. Na primeira, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior tornou público através do Jornal Hoje, que a sua administração é pautada pela seriedade e transparência, o que felizmente ninguém leva a sério. A segunda emitida pela SEMUS, reconhecendo a efetuação da compra, com observância a critérios legais do menor preço e dispensa de licitação. Destacou que disponibilizou todos os documentos solicitados pela Polícia Federal, dando a entender que poderia ter havido dificuldade, o que seria pior, uma vez que mais gente seria conduzida pelos agentes federais.

A grande expectativa é que com os desdobramentos da operação “Cobiça Fatal” e mais precisamente das quebras de sigilos bancários e fiscal, possa haver outras operações na sequência das investigações e novas prisões venham a ser efetuadas. Por outro lado, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que conhece perfeitamente Lula Fylho, que já foi secretário de governo da sua administração e exonerado do cargo, por problemas envolvendo faturas na Secretaria Municipal de Fazenda, mas mesmo assim continou com forte influência na prefeitura de São Luís. Depois de algum tempo, o prefeito decidiu colocar o amigo à frente da Secretaria Municipal de Saúde, pasta que tem dado inúmeros problemas para o governo municipal sempre com acusações de diversas ordens contra o titular da pasta, mas como se trata de amigo do dirigente municipal, elas não são levadas em conta.

Na Câmara Municipal já existem alguns vereadores se movimentando para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas a maior parte dos vereadores deve obediência e são até subservientes ao Executivo Municipal podem impedir a investigação. Caso haja esse tipo de manobra já conhecido e bem articulado pelo prefeito, cabe a responsabilidade a imprensa tornar público o nome de todos os vereadores que se posicionam a favor da corrupção.

Há uma grande expectativa de que durante o dia de hoje, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior exonere o secretário Lula Fylho, uma vez que um simples afastamento, diante dos fatos e dos futuros desdobramentos causarão mais problemas. O prefeito como costuma falar em transparência, mas que na prática não existe, deveria mandar com urgência fazer uma auditoria geral na SEMUS.

 

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