ONG criada por DiCaprio por interesses está entre as que doaram US$ 200 milhões para Fundo Amazônia

A Organização Não Governamental (ONG) Re:wild, fundada pelo ator e ativista de Hollywood Leonardo DiCaprio, 48 anos, está entre as instituições que passaram a fazer doações milionárias para a proteção da Floresta Amazônica, no Brasil. Foi o norte-americano quem anunciou a coalizão de doações no valor de US$ 200 milhões por meio de mensagem no Twitter. Durante quatro anos, o grupo filantrópico POP (Protegendo Nosso Planeta) fará remessas para o Fundo Amazônia; a fim de ampliar e proteger áreas indígenas.

DiCaprio, que era fiel opositor ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e esteve em evento com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, disse que tem sido “uma honra” estar com integrantes do governo do PT e a coalizão – da qual ele faz parte – prometeu um envio de US$ 840 milhões, mas ainda sem data definida.

Em 2019, internautas cobraram explicações do ator nas redes sociais sobre a ONG World Wildlife Fund (WWF) flagrada colaborando com as queimadas em território brasileiro. Na época, o artista tinha feito doação de 500 mil dólares para a organização.

– Uma ONG (WWF) ali pagou 70 mil reais por uma foto fabricada de queimada. O que é mais fácil? ‘Toca’ fogo no mato. Tira foto, filma, manda para a ONG, a ONG divulga, entra em contato com o Leonardo DiCaprio e o Leonardo DiCaprio doa 500 mil dólares para essa ONG – denunciou Bolsonaro em live semanal naquele ano, citando as prisões dos brigadistas em Alter-do-Chão, em Santarém, interior do Pará.

O envolvimento da WWF com DiCaprio foi revelado pelo delegado José Humberto Melo Jr., que estava à frente das investigações e das prisões dos brigadistas no Pará. Ele afirmou que membros de três ONGs locais venderam 40 imagens para a WWF para uso exclusivo por 70 mil reais e a organização internacional conseguiu angariar doações de milionários como a do ator, no valor de 500 mil dólares. A WWF, no entanto, desmentiu o delegado e, imediatamente, o governador do Pará, Helder Barabalho (MDB), trocou a chefia da investigação.

Jornal do Agro Online

 

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