Há poucos dias me reportei aqui, sobre a população carcerária no Maranhão que, hoje é de aproximadamente de 12 mil detentos que vivem em unidades prisionais superlotadas, que é do conhecimento do governo do estado, do ministério público e do judiciário. Apesar do problema sério, nunca houve uma decisão das autoridades em resolver uma situação degradante em que muitos presos vivem em riscos insalubres.
No plano de contingência para prevenção ao coronavírus, a Secretaria de Administração Penitenciária seguindo as determinações definidas pelo governo e procurando adequar à suas unidades prisionais, não manifesta maiores preocupações com a população carcerária, limitando-se apenas a registrar o número de 12 mil detentos e sem qualquer observação a superlotação o que é sério e preocupante, além de que são seres humanos custodiados pelo Estado.
Por determinação da justiça no último dia 11 foram beneficiados com liberdade temporária, 568 detentos do semiaberto como antecipação da saída temporária da páscoa, pela Vara das Execuções Penais. Todos deveriam retornar no último dia 17 (terça-feira), quando já havia determinação das autoridades para necessidade urgente da prevenção.
Havia uma grande preocupação sobre o reingresso dos beneficiados com a saída temporária, nas unidades prisionais, mas apesar do sigilo em torno do fato, comenta-se que alguns foram liberados para continuarem em liberdade temporária e outros foram reintegrados e não se sabe quais os procedimentos utilizados, além de se desconhecer quantos não retornaram.
Hoje como não foi permitida a visita aos presos das unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, a Secretaria de Administração Penitenciária decidiu realizar uma ação social com os familiares dos presos, promovendo concentração de pessoas, contrariando todas as recomendações quanto a aglomeração de pessoas, tendo inclusive algumas pessoas se recusado a participar. Para amanhã está prevista outra ação social, segundo me informou uma parenta de preso, registrando a indiferença dos gestores das unidades quanto às recomendações das autoridades