A Controladoria Geral da União e a Polícia Federal continuam realizando investigações para identificar mais pessoas que fraudaram informações para ter acesso ao Auxílio Emergencial, criado pelo governo federal para atender trabalhadores e pessoas pobres que foram prejudicadas com as perdas de emprego e renda na pandemia do covid-19.
Até o final da semana passada, os dois órgãos federais com o apoio dos Tribunais de Contas dos Estados e o Tribunal de Contas da União já foram identificadas mais de 620.299 pessoas que receberam o Auxilio Emergencial de maneira desonesta e fraudulenta. O pior de tudo é que muita gente rica, militares e servidores públicos municipais, estaduais e federais, além de terem recebido indevidamente o auxílio, ainda foram para as redes sociais fazerem depreciação de como utilizaram o dinheiro, desafiando as instituições públicas e proporcionando verdadeira humilhação às pessoas que foram roubadas por elas.
Do outro lado, muita gente necessitada e passando fome, vivendo o desespero de não saber o que fazer. Graças a solidariedade de gente de bem, elas conseguem subsistir e com muita dificuldade, uma vez que lutam para serem inseridas no Auxílio Emergencial e não conseguem.
Os servidores públicos e militares que não devolverem, terão os descontos em seus salários, enquanto todos os demais que receberam o benefício de maneira fraudulenta podem devolver o dinheiro o quanto antes, uma vez que estão passíveis de serem processadas pela Justiça Federal e podem sofrer sérias sanções.
O governo com a participação da Defensoria Pública da União deve concentrar esforços para atender pessoas que têm direito ao auxílio emergencial, mas não foram inseridas, daí que existe a possibilidade de que o prazo que será encerrado no dia dois de julho, seja estendido por um período maior.