A senhora Maria da Conceição Rabelo pelo desespero de mãe em busca do filho mereceu a atenção de todos os membro da CPI do Sistema Carcerário
Está previsto para o presente mês, o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados. O deputado Alberto Fraga deve anunciar a data da leitura e encaminhamento para a Mesa Diretora, o relatório final, com a recomendação para que sejam feitas instaurações de procedimentos criminais contra gestores responsáveis por homicídios, barbáries e desaparecimentos de presos pela omissão, irresponsabilidade e incompetência.
Pelas informações colhidas através de oitivas e a disponibilidade de agentes públicos em revelar fatos que comprometem seriamente a administração do governo passado em que mais de 80 pessoas foram mortas dentro de unidades prisionais, muitas das quais em barbáries e decapitadas. O que teria causado profunda indignação aos parlamentares da CPI foi o depoimento da senhora Maria da Conceição Rabelo, mãe do preso Ronalton Silva Rabelo, que segundo ela afirmou aos parlamentares da CPI, o ex-secretário de administração penitenciária, Sebastião Uchôa e o delegado Roberto Larrat lhes afirmaram que o seu filho havia fugido mediante facilitações dentro da unidade prisional onde estava recolhido, contradizendo as informações dela, mesmo quando disse que presos afirmaram a ela que, ele havia sido assassinado, mas sem o esclarecimento do como foi o crime. Nas oitivas reservadas, os membros da CPI tiveram oportunidade de receber declarações de que o preso Ronalton Silva Rabelo foi assassinato, teve o seu corpo esquartejado e posteriormente totalmente mutilado e desovado no lixo da prisão. Fato idêntico ocorrido com o preso Rafael Alberto Libório Gomes, que desapareceu do Presidio São Luís 2. As revelações mediante oitivas foram feitas por um agente do Sistema de Inteligência da SEJAP, que deve ter o seu nome relevado no relatório da CPI do Sistema Carcerário. Há muita expectativa e muitos temores sobre o relatório.
