Força opressora da Polícia Militar está de volta às eleições do Maranhão. Denúncia feita na tarde ontem pelo jornalista Geraldo Castro, da Rádio Mirante, inclusive com apoio de áudio e vídeo mostrou claramente o tenente-coronel Brito, impedindo que a ordem pública fosse mantida e desafiando o comando da guarnição para prendê-lo, quando sabia que no município de Cajari não havia nenhum coronel e até dando demonstrações de que não agia como militar, mas como interessado político.
As eleições municipais no município de Cajari estão sendo disputadas por quatro candidatos, dois homens e duas mulheres, mas o pleito deve ser decidido entre elas. Camyla Jansen (DEM), a atual prefeita que concorre à reeleição e a outra candidata é Maria Felix (PDT), esposa do juiz de direito da capital Osmar Gomes dos Santos e mãe de Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal de São Luís. Os demais candidatos, Ítalo Bonifácio e o padre Paulo, fazem as suas campanhas dentro dos padrões normais.
As pesquisas eleitorais oscilam entre as duas candidatas e recentemente a justiça eleitoral indeferiu uma, em que a prefeita aparecia bem destacada. O marido da prefeita é major da PM licenciado e teria conseguido um aumento do contingente militar para o município, o que teria desagradado familiares da candidata Maria Felix, segundo relato feito pelo jornalista Geraldo Castro, com respaldo de informações da Cajari.
No último final de semana chegou a Cajari, um contingente militar sob o comando do tenente-coronel Brito, quando foi realizado um comício da candidata Maria Felix com alguns paredões de som. Segundo relatos recebidos pelo jornalista, os paredões continuaram com um forte som após as manifestações políticas e às 22 horas, o que levou o policiamento local de Cajari a pedir que o volume fosse diminuído e posteriormente desligado, uma vez que estava incomodando os moradores da cidade.
A solicitação feita pela segurança pública foi respondida pelo tenente-coronel Brito, que nada seria desligado e o som iria permanecer na mesma altura. O tenente-coronel para mostrar a sua prepotência, arrogância e desobediência e razão da sua presença em Cajari, com o microfone dos paredões. disse que quem achasse ruim, que o prendesse. Paralelamente, ainda de acordo com os informantes de Geraldo Castro, um sargento PM com lotação no Tribunal de Justiça, teria ameaçado algumas pessoas de Cajari, de acordo com as informações repassadas ao jornalista Geraldo Castro.
O problema assumiu sérias proporções, inclusive com comunicado ao comandante geral da Polícia Militar, o coronel Pedro Ribeiro e ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral pelos advogados da prefeita e candidata a reeleição Camyla Jansen.
O clima no município é de total insegurança e medo, diante do terror e das ameaças feitas publicamente pelo tenente-coronel Brito. Diante de poucos dias das eleições, independente dos pedidos feitos de força federal para restaurar a ordem, a segurança e a normalidade para as eleições, haverá necessidade urgente, diante do medo que vem dominando a população de Cajari, o que certamente acabará influindo no resultado do pleito pela opressão da força militar.