Ferry “José Humberto” pode não receber autorização da Capitania dos Portos para operar no Maranhão

Ainda não foi desta vez que o drama do Governo do Maranhão foi amenizado com a liberação do ferry “José Humberto” pela Capitania dos Portos para iniciar operação entre a Ponta da Espera e o Cujupe.  Nos últimos dias, houve uma correria contra o tempo para adaptar a embarcação às exigências das autoridades, com trabalho de reforma até durante a noite, dentro do ferry boat, mas pelo visto, a solução para o problema está bastante difícil e sem qualquer perspectiva.

Pelos acompanhamentos e da grande responsabilidade da Capitania dos Portos, diante de experientes técnicos especializados, que estão dando assessoria para os Ministérios Públicos Federal e Estadual, mesmo com as tentativas de cumprir normas marítimas, a embarcação teria motores com capacidades muito aquém para operação no mar do Boqueirão e com grande peso.

O ferry ‘José Humberto’ pertence à empresa Nacon, do Pará, que, segundo as investigações do Ministério Público Estadual, acompanhadas pelo MPF, trabalha com balsas fluviais e não com ferrys para regiões de mar, com o é o caso de São Luís.

“É uma embarcação que não foi feita, a princípio para navegar em mar aberto. Então, tá sendo feita uma adaptação nessa embarcação, desde que chegou aqui no Maranhão pra que ela se adapte às condições nossas, porque a realidade do estado do Pará é pra navegabilidade em rio. Então, nossa situação é bem diferente. A preocupação do Ministério Público Estadual e Federal é exatamente com relação a essas adaptações atenderem às normas técnicas e oferecerem a segurança que nós esperamos para esse tipo de serviço”, analisa Anne Caroline Neitzke, procuradora da República.

Ainda, de acordo com o Ministério Público, esse mesmo ferry já havia sido alugado pela empresa Celte Navegação, também do Pará, que ganhou a licitação para operar com ferrys em São Luís, mesmo sem possuir nenhuma embarcação, e acabou tendo o contrato cancelado porque não apresentou o ferry no prazo devido.

A empresa ganhou a concorrência porque a Servporto, empresa que operava com três ferrys, sofreu uma intervenção do governo do Estado em 2020, sob a alegação de que os serviços prestados estavam ruins, causando transtornos para a população. A intervenção feita pelo ex-governador Flavio Dino, tem causado sérios prejuízos a empresa, inclusive as 03 embarcações objeto da intervenção e apropriação pelo Estado foram entregues funcionando e o governo Flavio com a MOB destruíram todos eles, atualmente sem condições de navegabilidade e totalmente sucateados.

Fonte: G1 e AFD

 

 

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