Falta Politica Governamental de Segurança Pública para o enfrentamento a violência no Maranhão

         aldir

  Enquanto não houver uma decisão politica com a participação efetiva de todos os segmentos governamentais com as suas respectivas instituições e de todos os demais poderes constituídos, além da sociedade civil organizada a partir das mais pobres e longínquas comunidades para a construção de um planejamento e ações concretas com responsabilidades acentuadas, acredito que talvez não possamos encontrar um caminho para mudar a realidade atual, cada vez mais cruel, perversa e mortal.

          As tensões tomando a cada dia proporções mais graves, o aparelho de Segurança Pública dando demonstração de desorientação e ainda mais com uma séria crise institucional dentro da Policia Militar, infelizmente faltam requisitos mínimos para enfrentar a bandidagem e oferecer confiança a população.

           A Segurança Pública ao tornar público uma acentuada mudança interna entre delegados, ao invés de causar impacto positivo, ofereceu mais desconfianças e trouxe para a opinião pública, mais incertezas e apreensões e o medo espalhado em todos os rincões maranhenses, passou a ser mais acentuado.

           Da semana passada para esta, aumentaram os assaltos a coletivos, os assassinatos, arrombamentos a caixas eletrônicas, assaltos a bancos, saidinhas bancárias, fugas, resgate e incêndios em delegacias de policiai do interior, a banalização dos assaltos em ruas e avenidas em quase todos os municípios maranhenses, o terror nos bairros das motos, com bandidos que assaltam e matam. De todas as praticas criminosas, a mais voraz e destruidora é a droga, que infelizmente é timidamente enfrentada na base, uma vez que no centro dos negócios criminosos estão pessoas influentes e de forte poder econômico e financeiro.

            Dentro de todo o contexto, o problema a parte está na crescente violência nas escolas e mais precisamente nas públicas, que acabam sendo bastante especuladas, muito embora saibamos que nas escolas particulares, existe sempre a hipocrisia da resolução interna e naturalmente a impunidade. Estamos correndo riscos graves de que muitos jovens de escolas públicas, com os apoios dos seus pais abandonem as escolas por temerem não só pela integridade física, mas pela vida. O problema é antigo e todo gestor escolar tem a plena consciência, de que foi o crescimento do tráfico e o consumo das drogas que deram vasão a toda a problemática.

            Particularmente, muitas vezes tenho a impressão de que os posicionamentos dos legislativos municipal e estadual, muitas vezes fazendo cobranças ao executivo, é de que na visão deles não existe responsabilidade dos deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Todos são responsáveis e já deveriam estar trabalhando para o enfrentamento à realidade.

            Se existem politicas sociais específicas para o enfrentamento à violência, elas não estão sendo socializadas, pelo menos as desconheço em se tratando de específicas. A verdade é que com crise social, politica, econômica e financeira, os problemas ficaram mais acentuados, a fome chegou com maior determinação e ela impulsiona mais violência e desajustes com consequências imprevisíveis.

            Como a realidade é dura e muito cruel, não podemos jamais perder a nossa fé e pedir uma milagre vindo dos céus. É alentador e cria esperanças, aquelas que nunca morrem dentro dos corações.

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