Maria Fátima Borges
O ex-prefeito Tadeu Palácio é um homem com espírito público. Aproveitava as boas ideias dos seus comandados e colaboradores e as concretizava. Alguns projetos foram concebidos pela inesquecível e brilhante arquiteta Karla Nunes: recuperação dos casarões da Rua da Palma e Rua Direita para abrigar o Museu do Azulejo e a Escola de Azulejaria, a Oficina Escola , a recuperação do prédio da Rua do Giz para ser a sede da Escola Municipal de Música e a criação da própria escola. Jamais vou esquecer também da aquisição do aparelho de ressonância magnética que ele adquiriu com verba do QualiSus e instalou no Socorrão II e da limpeza da cidade na gestão dele. Foi bom enquanto durou.
Tinha defeitos como gestor? Devia ter muitos. Mas sou forçada a reconhecer que o ex-prefeito Tadeu Palácios tinha qualidades que ninguém tem.
Segundo Herbert de Jesus no seu artigo no JP de hoje, o Maranhão é a terra do “já teve”. E agora eu sei que isso é verdade absoluta.
A Oficina-escola? Acabou.
A Escola de Música? Fechou. E a cidade nem se importa. Parece até que São Luís não precisa mesmo de uma escola de música.
E os prédios totalmente recuperados do Museu do Azulejo? Foram cedidos para o IFMA que nem sei como entrou nessa história. O Museu e a Escola nem saíram do papel, mas os azulejos que seriam o acervo do museu já haviam sido conseguidos por cessão. Estão com o dono em Brasília.
E o aparelho de ressonância? Funciona ou enguiçou? Não sei.
E o prédio da Rua do Giz, recuperado com verba do MINC, com adequação do projeto para ser a sede da Escola Municipal de Música? Vai servir a que fim? Já foi invadido e agora está lacrado com tijolos no lugar das portas,
E de vez em quando ainda tem gente que fica cobrando a recuperação desses casarões no Centro Histórico. Para que e por quê?
*Maria Fátima Borges