A Comissão Parlamentar de Inquérito instalada pela Câmara dos Deputados para apurar irregularidades praticadas nas administrações estaduais do INCRA e da FUNAI, recebeu importantes denuncias de corrupção nas duas instituições no Maranhão, inclusive com desvios de milhões de reais destinados para a desapropriação de áreas para a reforma agrária, regularização fundiária, projetos sociais dentro os quais Minha Casa Minha Vida e custeio para famílias de assentados.
Existem políticos maranhenses da área federal interessados em que a Comissão Parlamentar de Inquérito não venha ao Maranhão, temendo que a roubalheira seja apurada, muito embora muitos casos de corrupção estejam sendo apurados pelo Ministério Público Federal e inúmeros processos estão instaurados na Justiça Federal.
Como o INCRA passou a ser diretamente subordinado ao Gabinete Civil da Presidência da República e todas as Secretarias de Reforma Agrária e Agricultura Familiar, se constituiu em uma estratégia do governo federal para fiscalizar mais de a aplicação de recursos e a aplicação das politicas públicas.
Centenas de processos de desapropriações de áreas para a reforma agrária no Maranhão foram engavetados atendendo interesses de políticos, latifundiários, grileiros e empresários do agronegócio, prática que foi bem acentuada na administração do atual deputado estadual José Inácio Rodrigues Sodré, tendo como uma das referências o município de Codó, em que aparecem o ex-prefeito Biné Figueiredo, o atual Zito Rolim, que já estiveram na lista suja do trabalho escravo e o empresário Francisco Oliveira com a mediação do deputado César Pires.
As poucas entidades de defesa dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, que não se deixaram cooptar pelo governo com cargos na administração pública, assim como as que congregam quilombolas se organizam para aumentar as denúncias junto a CPI e pretendem ir a Brasília pedir que a roubalheira praticada no Maranhão seja apurada e a aplicação da devida punição aos saqueadores de cofres públicos.
