A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do crime organizado, instalada nesta terça-feira (4), aprovou requerimentos que pedem as oitivas de ministros do governo Lula (PT) e de outros 11 governadores de Estado. O colegiado investigará a atuação de milícias e do crime organizado, que opera no Brasil. O tema ganhou forte clamor por conta da megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 121 criminosos do Comando Vermelho (CV). As datas para as oitivas não foram divulgadas.
Ministros convocados:
- Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça;
- José Mucio, ministro da Defesa;
- Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal;
- Luiz Fernando Corrêa, diretor da Abin.
Os governadores foram chamados com base em análises de seu alto índice de criminalidade ou que sejam referência no combate ao crime.
Governadores:
- Clécio Luís, governador do Amapá;
- Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia;
- Raquel Lyra, governadora de Pernambuco;
- Elmano Freitas, governador do Ceará;
- Paulo Dantas, governador de Alagoas;
- Ratinho Júnior, governador do Paraná;
- Jorginho Mello, governador de Santa Catarina;
- Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul;
- Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal;
- Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro;
- Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
CPI do Crime Organizado
O colegiado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta para investigar a atuação do crime organizado e milícias no Brasil, elegeu nesta terça-feira (4) o senador Fabiano Contarato (PT-ES) seu presidente. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) será o vice-presidente. O PT e partidos de esquerda não apoiaram a criação da CPI.
A relatoria ficou com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou a criação do colegiado. Contarato venceu a disputa contra os nomes de Jaques Wagner (PT-BA) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O placar foi de 6 votos contra 5, a favor de Contarato, sinalizando uma vitória para a base aliada do governo. Após o acordo, Mourão foi o escolhido para a vice-presidência, de forma simbólica.
A CPI foi criada em junho deste ano, mas travou na espera da indicação de seus integrantes.
O objetivo é investigar a atuação de facções criminosas e milícias pelo Brasil. A CPI mira como funcionam os grupos de criminosos e como devem ser instaladas medidas de combate.
O prazo de funcionamento será de 120 dias, com limite de despesas de funcionamento estimadas em R$ 30 mil.
Diário do Poder