Complexo Penitenciário de Pedrinhas em perigo iminente. Mais um monitor foi preso com 350 pacotes de crack destinados a presos.

ALDIR.gif

Se o Governo do Estado não adotar providências urgentes, correrá o sério risco de assumir a responsabilidade por mais assassinatos e fugas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A lotação de monitores  em funções de direção, que foram responsáveis por barbáries no período negro da administração de Roseana Sarney, voltaram a ser feitas e podem se constituir em estratégias para a desestabilização do Sistema Penitenciário.

       Em menos de uma semana, o Grupo Especial de Operações Penitenciárias – GEOP e a Policia Militar conseguiram prender dois monitores ocupantes de funções de direção de unidades prisionais, conduzindo drogas, armas, celulares e carregadores  para detentos de unidades prisionais. Os elementos indicados para as funções pelo Secretário de Adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária já eram suspeitas de praticas criminosas pelo GEOP, que procurou monitorá-los sem fazer qualquer denúncia sem ônus de prova e os riscos deles serem informados e todo o trabalho ser prejudicado. Como o videomonitoramento é ineficaz e o precário serviço de inteligência, muitas práticas criminosas continuam sendo feitas pelo pessoal terceirizado e diretamente ligado ao Major PM Paraibano, Frank Ribeiro importado pelo ex-secretário Sebastião Uchôa e indicado pelo atual secretário Murilo Andrade e nomeado pelo governador Flavio Dino para o cargo de Secretário Adjunto de Administração Penitenciário, com autoridade para impor a sua vontade dentro da instituição e atropelar constantemente o secretário importado de Minas de Gerais.

         Constantemente a direção do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário tem observado ao secretário Murilo Andrade, sobre o considerável número de monitores em funções estratégicas dentro das unidades chegando a observar que as problemáticas do passado, inclusive as barbáries tiveram inicio com o que está ocorrendo agora, o que o levará a perder o total controle das unidades prisionais e a instalação do caos se não houver intervenção do governo.

         Interessante é que a Sejap informou que os monitores Flavio Aroucha e Gilson Carlos Cordeiro, deixarão de prestar serviços no Sistema Penitenciário e retornarão às suas empresas, mas não falam em outras providências, inclusive sobre as investigações sobre os dois bandidos, que naturalmente devem praticados inúmeros outros atos da mesma natureza e devem contar com comparsas, numa cadeia de corrupção.

          A verdade é que em apenas um pouco mais de quatro meses do governo Flavio Dino, os problemas dentro do Sistema Penitenciário, começam a dar demonstrações claras de continuísmo, inclusive com indicação de elementos viciados e nomeados pelo atual governo para fazerem o que estamos vendo. Caso tomem proporções graves, a responsabilidade é da atual administração estadual, que infelizmente, não tem visão clara da realidade do Sistema Penitenciário. O governo já tem questionamentos para a CPI do Sistema Carcerário.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *