A Reforma Tributária entre o Céu e o Inferno

                                                                                                                                                              *Paulo Rabello de Castro

A Reforma Tributária promete simplificação, mas enfrenta críticas sobre o split payment, a complexidade dos tributos e os longos prazos de transição. Muita gente boa endeusa a reforma tributária do consumo, a ponto de considerá-la “imexível” ou, na linguagem jurídica, uma norma “pétrea”. De fato, foi um trabalho hercúleo. A força-tarefa liderada por Bernard Appy tem o grande mérito de haver concluído um desafio tido por impossível. Isso não significa, porém, imobilidade intelectual diante da tarefa seguinte, que é a de aperfeiçoar o que veio para ficar. Alterações constitucionais são sempre possíveis no campo tributário, até porque nada há que não seja passível de emenda numa legislação fiscal em constante adaptação a fatos e situações novas na economia. Portanto, a reforma tributária, até porque ainda latente e, especialmente, por ser de implantação faseada e gradual, pode, sim, ser objeto de propostas de aperfeiçoamento.

E não são poucos os aspectos em que a Emenda Constitucional 132, de 2023 e, sobretudo, as regras de implantação contidas nas Leis Complementares 214/2025 e 227/2026 deixaram a desejar. Primeiro, no entanto, é bom recordar o que mudou para melhor, para não se cometer o engano de alterar o que já é adequado. Um grande objetivo foi atingido na reforma e, por si só, a justifica: a unificação das leis que, hoje, ainda estão espalhadas em 27 regras estaduais diferentes de ICMS e 5570 normas municipais de ISS.

Agora, a legislação será nacional. Imagine o ganho de simplificação na aplicação diária de tantas leis que deixarão de existir em 2033, ao fim da transição. A outra grande novidade é a ampla isenção dos investimentos, que favorece a impulsão da infraestrutura e a aquisição de máquinas e equipamentos. São mais empregos à vista e mais produtividade das pessoas empregadas. Faltou, no entanto, isentar os materiais básicos da construção civil, pois a autoconstrução também é investimento.

 E não podemos esquecer o regime de taxa zero na tributação de uma ampla cesta alimentar e de produtos essenciais de higiene e limpeza. Fruto de argumentos imbatíveis oferecidos pela ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados – e outras associações empresariais, em 2033 o brasileiro poderá se alimentar e se cuidar sem ter que, por isso, recolher impostos ao governo. Pagar tributos até para comer e beber é realmente um absurdo, pois esses cuidados essenciais representam investimento do cidadão em sua própria saúde e dignidade.

A reforma, contudo, deixou a desejar e merece correção em alguns aspectos essenciais. Um deles é por se afastar da simplificação que se pretendia como guia geral da reforma. Costuma-se vender, como simplificação, que cinco tributos incidentes no consumo – ICMS, ISS, PIS, COFINS e IPI – foram condensados e comprimidos em apenas dois. Não procede. Teremos, como principal, um tributo de duas cabeças – o IBS e a CBS – que, embora gêmeos, terão jurisdições e tribunais distintos pois o imposto IBS é federativo enquanto a contribuição social CBS é federal. Então são dois. A eles se soma o “imposto sobre pecados” – o IS, Imposto Seletivo, que viria substituir o IPI. Só que não. Por lobby da Zona Franca de Manaus, o IPI foi “poupado” de extinção, ficando – pasmem- para sobretaxar produtos fabricados fora da ZFM que concorram com os que lá são produzidos ou acabados. Portanto, cinco tributos viraram quatro, quando se poderia, num desenho alternativo, chegar a dois ou, quem sabe, apenas ao IVA, como aplicado em tantos países. No Brasil, até a simplificação acaba sendo complicada.

Outro defeito sério da atual reforma foi permitir que os prazos de sua implantação – lá em 2033 – e da transição, na incidência dos tributos, da origem para o destino (só em 2078) fossem tão dilatados. Nada explica ou justifica tamanha procrastinação dos efeitos benéficos da reforma. Vamos amargar, entre 2027 e 2033, sete longos anos de transição com tributos “velhos” e novos. O desespero das empresas e dos contadores é enorme diante da aplicação de manuais novos e antigos de tributos ao mesmo tempo. Pior é a transição entre recolher os tributos na origem e no destino, arrastada até 2078. Ora, os estados de Federação foram contemplados com gordos Fundos de compensação na reforma.

Nada justificaria a demora em aplicar, desde logo, o princípio do destino e assim, de fato, simplificar a tributação. No entanto, o legislador foi por outro caminho, criando um famigerado método de taxar em inglês, pelo split payment, escrito desse jeito na lei pátria. Shakespeare agradece. Na tradução ao nosso português, o split payment bem poderia ser chamado pelo que é: “meu pirão primeiro”. Assim ficaria clara a intenção do governo de tributar toda e qualquer transação por seu valor acumulado e não pelo valor adicionado em cada etapa da produção até o consumo final. Embora o propósito da reforma fosse o de implantar um imposto sobre o valor ADICIONADO, o poder público, na sua gulodice arrecadatória, preferiu não esperar pela realização do imposto em cada etapa, mas cobrar sempre por todas as etapas anteriores, cabendo ao contribuinte sobretaxado o ónus de correr atrás das comprovações de todas as etapas anteriores. Uma prática que tem tudo para tornar o IBS um tributo odiado.

Apesar de pairar entre o céu, para uns, e o inferno, para muitos, a reforma não pode parar. Antes, pelo contrário, cabe-nos, como sociedade, a decisão de melhorar o texto atual, de fato simplificando mais, preservando-lhe o que é bom, e acelerando seus melhores efeitos.

*Paulo Rabello de Castro é formado em Economia e Direito, M.A. e Ph.D pela Universidade de Chicago, ex-Presidente do BNDES e do IBGE, fundador e sócio da RC Consultores. ​Fundador do Instituto Atlântico e da OSCIP Instituto Maria Stella. 

 

Apavorado com as pesquisas, Lula “foge” de sabatina e compromisso com a TV Record

Lula (PT) cancelou a gravação que faria com a Record nesta quarta-feira (21). A entrevista com o petista iria ao ar na noite. A campanha alega que o cancelamento ocorreu após uma recomendação da fonoaudióloga. Lula viajou na tarde desta quarta-feira para Belo Horizonte, onde participa de ato de campanha.

Ele não pretende viajar na quinta-feira (22). Segundo o presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, ele deve ficar em Brasília para se preparar para o debate promovido pela Globo na noite de sexta-feira (23). Lula deve usar a quinta e a sexta-feira para discutir estratégias e treinar para o debate contra Flávio Bolsonaro (PL). O medo domina as hostes petistas, temendo que no Debate da Globo, possa haver o mesmo ou pior fracasso do petista, como ocorreu na Band.

Jornal da Cidade Online

Agência Fitch prevê aperto fiscal no Brasil, seja quem for o eleito devido a dívida acima de 80%

Agência diz que déficit acima de 8% do PIB e dívida acima de 80% exigirão aperto em 2027; Selic deve terminar o ano que vem em 11,75% A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou nesta quarta-feira (21) que espera política fiscal mais rígida no Brasil em 2027, independentemente de quem vença o segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25), entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a agência, o aperto das contas públicas e os juros elevados pesarão sobre a atividade econômica.

Os motivos

Em relatório, a Fitch justificou a expectativa citando o déficit do país, já acima de 8% do PIB, e a relação entre dívida e PIB, acima de 80%. A agência projeta crescimento de 1,9% do PIB neste ano e de 1,4% em 2027. Para a Selic, hoje em 13,75%, estima que termine o próximo ano em 11,75%.

Juros e crédito

Segundo a Fitch, os juros poderiam cair mais rápido com um “ajuste fiscal significativo”, o que também pressionaria para baixo os juros de prazo mais longo. Ainda assim, a agência espera que o Banco Central mantenha os juros reais elevados, diante de expectativas de inflação altas e da persistência da inflação de serviços. De acordo com o relatório, isso manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.

Diário do Poder

 

Veja solta bomba da gastança de Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger e atinge Lula com as negociatas deles no governo

Fotos obtidas pela Revista Veja mostram viagens de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger em jato Embraer Praetor 600 fretado, modelo novo avaliado em mais de US$ 20 milhões. A reportagem descreve uma relação de negócios e proximidade entre os dois, no contexto de inquéritos da Polícia Federal que apuram tráfico de influência e atuação de interesses privados junto ao governo federal.

O ponto central não é o luxo em si. É a combinação entre acesso privilegiado ao Palácio do Planalto, encontros com autoridades do primeiro escalão, contratos públicos e um suposto núcleo permanente de defesa de interesses privados. Segundo a reportagem, mensagens recuperadas pela PF indicam metas de lucro, articulação de demandas junto a ministérios e uso de uma residência em Brasília como espaço de reuniões e negociações.

A existência de três inquéritos, mensagens periciadas e relatos de proximidade com empresários beneficiados por contratos exige transparência plena, apuração independente e resposta institucional — não silêncio, ataques pessoais ou desqualificação da investigação. O Brasil não pode conviver com a impressão de que a porta de entrada para negócios bilionários passa por relações familiares com o poder. Tráfico de influência corrói a livre concorrência, encarece o Estado e desvia recursos de saúde, infraestrutura e segurança. A PF, o Ministério Público e o Judiciário precisam seguir até a última consequência, sem proteção de apelido, sobrenome ou cargo.

Jornal da Cidade Online

 

Lula elevou a dívida externa do Brasil a R$2 trilhões, que de credor passou a devedor internacional

Dívida externa bruta passou dos 407 bilhões de dólares, confirma o BC. O Brasil voltou a apresentar dívida externa líquida positiva em 2026, encerrando uma posição de credor internacional que manteve por 19 anos (de 2007 a 2025). Segundo dados do Banco Central, a dívida externa bruta — somando setor público, bancos e empresas — alcançou US$ 407,1 bilhões em junho, o maior nível em 40 anos de estatísticas. Já as reservas internacionais, incluindo créditos brasileiros no exterior, somaram US$402 bilhões (R$2,045 trilhões). Com isso, a dívida externa líquida ficou em US$5,1 bilhões.

No atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida externa cresceu 27,4%, acima do avanço de 15,8% das reservas. O aumento do endividamento foi impulsionado por investidores estrangeiros em busca de diversificação fora dos Estados Unidos. Já o crescimento das reservas foi mais contido, influenciado por intervenções do Banco Central no câmbio e pela valorização do real.

A maior parte da dívida externa é de bancos e empresas (historicamente cerca de 73%), que geralmente contam com receitas em dólar para honrar os compromissos. A exposição do setor público em moeda estrangeira é relativamente baixa. Por isso, pelo critério do Tesouro Nacional e de agências como a Fitch, o governo continua sendo credor externo líquido.

Economistas e agências de classificação de risco não consideram o quadro preocupante no momento. A dívida externa líquida representa menos de 0,3% do PIB, e as reservas cobrem mais de três vezes os vencimentos de curto prazo. Ainda assim, o cenário é acompanhado de perto: o déficit em transações correntes se elevou (chegando a cerca de US$ 67 bilhões em 2025), e uma redução no investimento direto estrangeiro ou saídas relevantes de dólares poderiam aumentar a vulnerabilidade.

Em resumo, o Brasil perdeu a “almofada” de credor líquido que tinha há quase duas décadas, mas as métricas externas ainda indicam proteção relativa contra choques de curto prazo.

Diário do Poder

Lulinha e a lobista Roberta Lucchsinger em jatinho fretado de US$ 20 milhões na Finlândia, destaca a Veja

Revista mostra filho de Lula e Roberta Luchsinger em aeronave Embraer Praetor 600 com mordomia plena para acompanhar a aurora boreal. Reportagem da revista Veja publicada nesta quarta-feira (21) expôs novas imagens de passeios luxuosos do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em viagem à Finlândia, no ano passado, ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Entre as fotos estão a que expõe o filho do candidato à reeleição em um luxuoso jatinho Embraer Praetor 600, que sai da fábrica com valor estimado em mais de 20 milhões de dólares. Segundo a lobista que tem revelado suspeitas de tráfico de influência nas relações de Lulinha com contratos do governo petista, a viagem foi realizada em janeiro de 2025 com acompanhar a aurora boreal no território próximo ao Círculo Polar Ártico. Com base no relato de Luchsinger, a Veja narra que o filho do presidente e sua família viajaram por quatro continentes em voos fretados ou emprestados por amigos, nos últimos quatro anos. A lobista investigada pela Polícia Federal afirma que passeios de Lulinha recebiam apoio logístico de embaixadas nos países onde o herdeiro de Lula frequentava os melhores restaurantes.

A lobista lembra que Lulinha celebrou seu aniversário com sua esposa em um camarote do Rock in Rio Lisboa, presenteado por um empresário. Além de citar que um empresário bancou outro passeio do filho do presidente a uma das sete maravilhas do mundo, a Grande Muralha da China, diante da qual Lulinha e sua família almoçaram.

“Se a vida está boa, quem vai questionar? Ninguém questiona. Aliás, o pai não questiona. O pai era o primeiro que deveria questionar. Para efeito de raciocínio, se minha filha, por exemplo, amanhã aparece aqui com qualquer coisa diferente, eu perguntaria: ‘de onde veio isso?’”, questiona Roberta Lucsinger, ao sugerir que o presidente Lula deveria saber que seu filho não teria lastro financeiro ou intelectual para obter recursos para aquela rotina de vida.

Lulinha com lobista Roberta Luchsinger em jatinho que o levou à Finlândia, em 2025. (Foto: Reprodução/Veja) Em outras imagens expostas pela revista Veja, originadas na nuvem do celular da lobista, Lulinha aparece com o empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, que tinha único contrato de R$ 197 mil para o setor de eventos do governo federal, antes da posse de Lula, e conquistou 13 novos contratos, nos últimos três anos. A empresa passou a faturar R$ 63 milhões, sob Lula, 323 vezes maior que a realidade no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a reportagem, Lulinha se tornou amigo de Checon por meio de Fernando Bittar, sócio do filho de Lula em empresa de games que é investigada por suspeita de tráfico de influência no primeiro mandato petista. Em diálogo interceptado entre a lobista e um empresário, que teria pagamento pendente, Luchsinger reclama que Lulinha teria mania de pedir passagens a todo mundo.

“Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio”, diz a lobista, que confirmou à Veja: “Reclamei mesmo dos pedidos de passagem. Está lá nas mensagens. Passagem, passagem, passagem… É caro. O Fábio tem mania de pedir passagem para todo mundo”.

Ontem, a Polícia Federal pediu prorrogação do prazo do inquérito que investiga Lulinha, por tráfico de influência e corrupção. E sua defesa alega que investigadores estariam interessados em fazer “pesca probatória” com motivação política, por não terem encontrado elementos que justificassem a continuidade da investigação.

Diário do Poder

 

Associação Brasileira de Psiquiatria dá dura resposta a declaração preconceituosa de Lula, sobre deficiência mental

Matéria publicada em 24 de abril de 2023 e repetida agora a pedido de um grupo de mães com filhos portadores de transtornos mentais. A declaração de Lula, carregada de preconceito e falta de conhecimento sobre a realidade de parcela significativa da população brasileira, ainda ecoa:

“A OMS sempre afirmou que na humanidade deve haver 15% de pessoas com algum problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça”, disse o Lula, inescrupulosamente, relacionando pessoas com ‘deficiência mental’ aos terríveis ataques às escolas ocorridos nas últimas semanas, durante reunião em Brasília com ministros e governadores, para tratar sobre o tema.

Alertado por seus assessores e, muito provavelmente a contragosto, o molusco se desculpou neste sábado (22), mas o estrago já estava feito. Em tom crítico e indignado, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) publicou uma carta aberta (enviada ao Lula na sexta-feira, 21) assinada por seu presidente, o Dr. Antônio Geraldo da Silva.

O documento, com o objetivo de combater a falta de informação demonstrada por Lula, faz ainda um convite para que ele ajude na luta contra a Psicofobia e a desassistência.

Confira a íntegra:

Mais uma vergonha do inconsequente, esse sim, desajustado e incapaz para ocupar um cargo tão importante.

Jornal da Cidade Online

 

 

 

 

A cartada do STF com Alexandre de Moraes para tentar tirar Flávio da Presidência, caso seja eleito

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. As investigações da Polícia Federal sobre o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a ser acompanhadas com cautela por uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da possibilidade de uma interpretação elástica de uma decisão da Corte sobre quem pode assumir ou não a Presidência da República. Tomaz e Flávio são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Se Flávio se tornar réu, o tribunal poderá ter de decidir se o processo produz efeitos sobre sua posse ou permanência no cargo. Isso se ele for eleito presidente.

Em 2016, o Supremo decidiu, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 402, que pessoas que estejam diretamente na linha sucessória da Presidência da República não podem assumir o cargo caso se tornem réus em ações penais instauradas pela Corte.Parte inferior do formulário Na época, o ministro Marco Aurélio Mello atendeu a uma liminar pedida pela Rede Sustentabilidade e afastou cautelarmente o então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB). A liminar foi parcialmente revogada pelo plenário para manter Renan no comando do Congresso, mas o STF fixou o entendimento — encabeçado pelo ministro Celso de Mello — de que ele ficaria impedido de assumir a Presidência da República.

Essa ADPF agora está nas mãos do ministro Gilmar Mendes. Desde dezembro de 2021, ela está sem qualquer tipo de movimentação. Não há definição se o caso será reaberto ou irá para o arquivo. Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu que o advogado fez pagamentos para retirar do ar reportagens que o relacionavam a Flávio, conforme informações obtidas pelo jornal O Globo. A PF suspeita que os dois mantinham uma sociedade e lista até viagens pagas pelo advogado ao parlamentar. Flávio era cadastrado como um “usuário master” de uma conta conjunta com Tomaz, conforme revelou a coluna de Malu Gaspar.

A suspeita agora de uma ala do STF reside na possibilidade de que Moraes leve o caso para análise da Primeira Turma da Corte após o segundo turno. Caso Flávio venha a se tornar réu, diante de uma vitória do senador nas urnas, o Supremo teria que rediscutir a aplicação ou não da ADPF 402 neste caso concreto. Seria uma situação inédita. Até hoje, nenhum presidente da República eleito assumiu o cargo sendo réu em uma ação penal no Supremo.

O Antagonista

 

Mais de 30 cantores sertanejos independentes sem a Lei Rouanet, declaram apoio a Flávio

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se encontrou nesta terça-feira (20) com cantores sertanejos próximo a Goiânia, Goiás. Eles fizeram uma série de gravações para as redes sociais, com os artistas declarando apoio ao presidenciável, na expectativa de influenciar votos de seguidores e fãs. Entre os artistas, estiveram presentes Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Jorge (Jorge & Mateus), Marrone (Bruno & Marrone), Felipe Araújo, Fernando & Jussiara, Fred & Fabrício, George Henrique & Rodrigo, Gian & Giovani, Gustavo & Vittorino, Hugo (Hugo & Guilherme), Ícaro & Gilmar, Jader (Carlos & Jader), João Neto & Frederico, Marcelo (João Lucas & Marcelo), Mateus & Cristiano, Murilo Huff, Nathan (Paulo & Nathan), Rodolffo (Israel & Rodolffo) e Tiãozinho & Alessandro.

A ideia é demonstrar força no meio artístico e gerar vídeos com potencial de compartilhamento nas redes sociais, área em que a campanha do adversário tem investido nos últimos dias. O setor do sertanejo tem se notabilizado por ter diversos artistas de direita e com grande entrada em parte da população, por ser um dos gêneros musicais mais ouvidos no país. Segundo a assessoria de Flávio, “mais de 400 formadores de opinião, que reúnem cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais, participaram do evento”.

Os influenciadores chegaram a ouvir palestras de Pablo Marçal e Daniella Marques, integrante da área econômica da campanha de Flávio. Para os influenciadores, o candidato disse que não se deve passar uma mensagem de disputa entre direita e esquerda, mas de uma população que estaria unida em prol de uma mudança. 

Jornal da Cidade Online

 

PF pede mais tempo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger sobre tráfico de influência no governo Lula

Inquéritos sobre suposto tráfico de influência tiveram o prazo inicial de 60 dias; empresária afirma que pretende fazer delação premiada. A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal mais tempo para concluir dois inquéritos sobre Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Roberta Luchsinger. As apurações investigam um suposto esquema de tráfico de influência na intermediação de contratos com o poder público. O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça, relator dos casos, após o fim do prazo inicial de 60 dias.

Diligências em andamento

No ofício, a PF informa que as medidas determinadas ainda não foram finalizadas. Segundo o documento, “foram determinadas diversas diligências em prol da investigação, as quais ainda pendem de conclusão, notadamente em razão do exíguo lapso temporal transcorrido desde sua determinação”. O texto acrescenta que “mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso”.

A corporação também pediu à sua área técnica um detalhamento dos vínculos societários de Lulinha e de suas movimentações bancárias. Solicitou ainda o registro de agendas dele e de outros alvos em órgãos públicos e um levantamento de viagens feitas pelos investigados, no Brasil e no exterior. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pelo GLOBO. Mendonça relata os dois inquéritos. Uma terceira investigação que envolve a dupla está sob relatoria do ministro Flávio Dino. Lulinha e Roberta negam ter cometido irregularidades. Procuradas, as defesas não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.

Roberta fala em delação

Em entrevista à CNN, concedida num sábado de outubro, Roberta afirmou que Lulinha se reunia “semanalmente” com ministros do governo. Ela disse que pretende fazer delação premiada. O relato não veio acompanhado de documentos, e não há informação sobre acordo formalizado. Ex-apoiadora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-amiga do filho dele, Roberta disse sentir-se isolada como alvo das apurações.

“Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim”, declarou.

Ela também afirmou que responderá pelos próprios atos, caso sejam considerados crime: “O que eu fiz, se for crime, vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal que, aliás, é uma coisa que o presidente da República sempre disse muito sobre ele, mas sobre os outros a gente vê que é o contrário”.

O Antagonista