“Não faço parte desse teatro”, diz lobista de Lulinha sobre o truque do sigilo de Lula

Roberta Luchsinger afirma não ter autorizado a entrega de nenhum de seus dados à Justiça Eleitoral. Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger disparou contra a campanha de Lula (PT) após ter seus dados bancários e telefônicos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira, 23, em meio ao truque do sigilo do petista. Em vídeo publicado no Instagram, ela afirmou que não autorizou a abertura de seus sigilos e que não faz parte desse “teatro”.

Para Luchsinger, a ação da campanha de Lula é “criminosa”.

“Tô eu agora no meu celular, rolando meu feed, e vejo um post do seu [Guilherme] Boulos, junto com o seu Camilo Santana e mais outras pessoas, entregando o meu sigilo, os meus dados, meu sigilo bancário, sigilo fiscal, sigilo sei lá de mais o quê”, afirmou.

“Então eu queria colocar que, para mim, isso é no mínimo criminoso. Segundo, não autorizei nada. Não faço parte dessa patifaria, não faço parte desse teatro. Eu não autorizei que nenhum sigilo meu, que está inclusive dentro dos inquéritos que estão sob segredo de justiça, fosse enviado para lado nenhum. Aliás, ninguém me consultou. E aí estão entregando que sigilo, meu? Estão entregando o quê? Eu quero saber quem autorizou, quem deu ordem para essa gente levar documentos tão sensíveis, meus, para um teatro desse”, continuou.

Luchsinger prometeu acionar seus advogados e adotar medidas para saber como a campanha de Lula conseguiu acesso aos seus dados.

“Daí eu sequer fui comunicada por essa gente que iriam fazer isso. Eu sequer tive alguém da campanha me pedindo autorização para para se utilizar dos meus sigilos. Ou pegaram de dentro do inquérito sigiloso. E aí isso tem que ver quem foi que pegou, porque são informações sensíveis. E eu vou procurar saber. Eu vou amanhã pela manhã me reunir com os meus advogados e tomar medidas contra isso, porque os meus sigilos, o meu nome não vai ficar rolando na boca de João, de Joana, de Maria, de Mário, de ninguém. Me espanta ver alguém com o meu sigilo, falando em meu nome e entregando documentos que pertencem a mim e ao inquérito, sem o meu menor conhecimento. Isso é criminoso”, disse.

Ela concluiu, dizendo que seria bem “esclarecedor” para a sociedade revelar o conteúdo de suas contas bancárias e telefônicas, sugerindo haver informações que comprometam integrantes do governo Lula.

O Antagonista

 

Jornalista americano denuncia ligação de Lula e Lulinha ao PCC por meio de contador

Michael Shellenberger também critica censura do TSE, impedindo Flávio Bolsonaro de manter post sobre o assunto. Em post publicado nesta sexta-feira (23), o jornalista americano Michael Shellenberger afirmou que Lula (PT) mantém ligação com figuras da organização criminosa “Primeiro Comando da Capital (PCC)” por meio do contador João Muniz Leite, investigado por lavagem de dinheiro da facção. Segundo Shellenberger, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou, em 8 de outubro, que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) apagasse publicações nas redes sociais que associavam Lula à organização, classificada pelo governo dos Estados Unidos como “Foreign Terrorist Organization”. Shellenberger detalha que Muniz Leite elaborou as declarações de imposto de renda de Lula (em período entre 2011 e 2016, segundo reportagens brasileiras), atuou por 14 anos como contador de Roberto Teixeira, advogado de longa data do petista e sogro do ministro do STF Cristiano Zanin, e continua prestando serviços contábeis a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. O escritório do contador fica no mesmo prédio, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), onde funcionaram empresas de Lulinha.

A reportagem de Shellenberger, publicada também em português em seu site Public, ressalta que dividir contador com figuras ligadas ao PCC não significa que a facção controle Lula — o presidente reagiu com veemência à designação americana do grupo como organização terrorista. No entanto, o jornalista argumenta que o TSE foi longe demais ao afirmar ausência de base factual. Até veículos considerados mais próximos ao governo, como a CNN Brasil, republicaram matéria do Estadão com o título “Contador ligado a Lula é suspeito de lavar R$ 16 milhões em loteria com PCC”.

Conheça a clientela do contador de Lulinha

Investigações do Ministério Público de São Paulo apontam Muniz Leite em múltiplas operações. Ele é suspeito de ter lavado dinheiro para Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, fornecedor de drogas do PCC assassinado em 2021. Em 2021, o contador chamou atenção da polícia após receber 55 prêmios de loteria em um único ano; dados da Polícia Federal indicaram que ele e a esposa ganharam juntos centenas de vezes em diferentes loterias.

Na Operação Spare, deflagrada em setembro de 2025, promotores afirmaram que os autos não deixavam “dúvidas da participação ativa de João Muniz nas estratégias de lavagem de dinheiro da organização criminosa”. O contador é investigado por elaborar declarações de imposto de renda de Flávio Silvério Siqueira (Flavinho), apontado como coordenador de rede de “laranjas” em postos de combustíveis, casas de jogos, imóveis e motéis.

Registros bancários obtidos por inquérito parlamentar e reportados pelo SBT News mostram que Lulinha fez transferências de R$1,8 mil para Muniz Leite em 2025, parte delas após a Operação Spare. A defesa de Lulinha confirmou a relação profissional de mais de 20 anos. O Palácio do Planalto e a defesa do contador negam irregularidades e afirmam que não há vínculo criminoso com a família presidencial.

Censura judicial

Shellenberger também recorda o histórico de censura judicial. Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes, então presidente em exercício do TSE, determinou a remoção de conteúdos que associavam Lula e o PT ao PCC, incluindo reportagens sobre interceptação em que o líder Marcola teria feito declaração de voto.

A decisão de outubro de 2026, relatada pelo ministro André Mendonça e confirmada por unanimidade, considerou que a associação a organizações criminosas sem “substrato fático mínimo” ultrapassa os limites da crítica política e configura grave descontextualização. O segundo turno da eleição presidencial ocorre neste domingo (25).

O post de Shellenberger reúne reportagens de veículos brasileiros como Estadão, Metrópoles, CNN Brasil e SBT News, e ganhou repercussão entre críticos do governo, que apontam o episódio como exemplo de restrição a informações de interesse público durante o processo eleitoral.

Diário do Poder

 

Ministro do TCU alerta sobre gastos de Lula: Brasil pode ficar sem dinheiro para pagar aposentados

Nardes cita R$ 326 bilhões em gastos fora do orçamento e defende que o país ensine a ‘pescar’, em vez de apenas distribuir benefícios. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes alertou para o avanço dos gastos públicos fora do orçamento e os riscos que o desequilíbrio fiscal representa para o pagamento de aposentadorias no futuro. Em vídeos publicados nas redes sociais, Nardes afirmou que o país enfrenta dificuldades para sustentar as despesas previdenciárias e criticou o modelo de distribuição de benefícios sociais sem medidas que estimulem a autonomia financeira dos beneficiários. Segundo o ministro, a chamada desorçamentação, prática de realizar despesas fora do orçamento público, agrava o cenário fiscal brasileiro. Augusto citou um montante de R$ 326 bilhões e afirmou que o volume de recursos envolvidos compromete a economia nacional e prejudica a capacidade do país de atrair investidores estrangeiros.

“A situação se torna cada vez mais grave porque foi feita uma desorçamentação. Ou seja, gastar por fora. Atualmente, já estamos em R$ 326 bilhões. Portanto, está colapsando a economia nacional, está praticamente inviabilizando o país a nível internacional de buscar investidores”, declarou.

Previdência sob pressão e benefícios sociais

O ministro também demonstrou preocupação com a capacidade de financiamento da Previdência Social diante do número de trabalhadores que contribuem para o sistema. Na avaliação dele, a manutenção das regras atuais pode comprometer o pagamento das aposentadorias nas próximas décadas.

“Então, que você que vai um dia querer se aposentar pela Previdência ficar sabendo que, como está, não haverá aposentadoria porque não temos mais economia suficiente para pagar nem os aposentados hoje e quem dirá futuramente”, afirmou.

Ao abordar os programas de assistência social, Nardes defendeu que o poder público combine o auxílio às famílias em situação de vulnerabilidade com iniciativas voltadas à qualificação profissional e à geração de renda. Para ele, a concessão de benefícios precisa estar acompanhada de medidas que permitam aos cidadãos conquistar independência financeira.

“Os aposentados dificilmente irão receber salários futuramente, porque não tem mais gente trabalhando de forma adequada para pagar os aposentados, porque todo mundo recebe um tipo de auxílio, uma bolsa, isso é ou aquilo. Então, nós, em vez de ensinar a pescar, nós estamos dando peixe para todo mundo”, disse.

O ministro ponderou, porém, que não é contrário à assistência social e reconheceu a importância dos programas destinados a garantir condições básicas de sobrevivência à população mais pobre.

“Eu sou favorável que as pessoas recebam, que tenham um auxílio. As pessoas não podem passar fome, mas tem que orientar, tem que ensinar a pescar e não somente dar o peixe”, concluiu.

Diário do Poder

O que Lula Picanha dizia da maioridade penal aos 16 anos, volta para assombrá-lo em plena campanha

Um vídeo que circula nas redes resgata a posição de Lula (PT) contra a redução da maioridade penal, justamente quando a oposição tenta pôr o tema na Constituição a dez dias do segundo turno. Publicado nesta quinta-feira (15) por Gil Diniz, o vídeo junta uma reportagem da CNN Brasil sobre a emenda do PL e um trecho, sem data, de Lula num palanque com sindicalistas. A reportagem resume: “O PT já adotou uma postura contundente contra a diminuição de 18 para 16 anos para os jovens que cometerem crimes hediondos.” O histórico confirma. Em 2007, já presidente, Lula criticou duramente a proposta. Se a idade baixasse para 16, disse, “amanhã estarão pedindo para 15, depois para 10, quem sabe algum dia queiram punir até um feto”. Semanas depois, voltou a se declarar contrário à redução.

A emenda agora em jogo foi apresentada à PEC da Segurança Pública pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e assinada pelo próprio Flávio. Ela baixa a maioridade penal de 18 para 16 anos e prevê responsabilizar a partir dos 14 quem cometer crimes graves, como estupro. “Finalmente, vamos botar uma emenda para a redução da maioridade penal para 16 anos”, disse Flávio na quarta-feira (14). O governo Lula não apoia a mudança. Nesta quinta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tirou a PEC da pauta e reclamou de estar “sendo o culpado de emendas” que fariam o texto voltar à Câmara. A votação deve ficar para depois da eleição.

Na reta final, nem o PT fala a mesma língua. O líder do partido no Senado, Camilo Santana (CE), tem uma proposta que reduz a idade penal para 16 anos nos crimes hediondos. Em junho, interlocutores do Planalto já temiam que o tema virasse uma “saia justa” para Lula na campanha.

O problema, para Lula, é que a internet guarda tudo.

Jornal da Cidade Online

Lula, suas gafes e mais gafes e mentiras…


         *Por Jayme Rizolli

Há uma diferença enorme entre uma conversa na mesa do bar e um pronunciamento de quem ocupa a Presidência da República. No segundo caso, o país inteiro pode pagar pela falta de cuidado com as palavras. A coletânea apresentada no vídeo ao final do texto reúne episódios de diferentes momentos da trajetória de Lula. Serve também de convite a uma cobrança necessária: Quem governa deve saber que espontaneidade não dispensa preparo, precisão e responsabilidade. Qualquer pessoa pode trocar um nome, confundir uma data ou formular mal uma frase. Um erro isolado pede correção. Já a repetição exige reflexão — principalmente quando o microfone amplifica a voz de quem representa milhões de brasileiros.

O cargo exige mais do que desenvoltura diante de uma plateia. Exige respeito por quem escuta e disposição para reconhecer equívocos. Popularidade alguma deveria funcionar como salvo-conduto para declarações irresponsáveis. Ao público também cabe atenção: uma coletânea seleciona momentos e não substitui o contexto completo. Isso, porém, não impede a crítica. Apenas exige que ela seja feita com o mesmo rigor que cobramos das autoridades.

Enquanto isso, na nossa ilustração, a assessoria tenta recolher os papéis. Seria mais fácil se pudesse recolher também as palavras depois que saem pelo microfone. Porque governar exige, antes de falar, pensar. Esclarecimento posterior, nem sempre alcança quem ouviu o primeiro discurso.

*Jayme Rizolli

Jornalista

 

Anvisa proíbe venda de tiras de glicemia falsificadas, pela Amazon

Agência identificou irregularidades em dois produtos Accu-Chek após alerta da Roche. Anúncios ainda estavam disponíveis na plataforma. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de dois produtos falsificados da linha Accu-Chek Active anunciados na Amazon. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (22), após a fabricante Roche Diabetes Care Brasil Ltda. identificar irregularidades nos anúncios. Segundo a Anvisa, os produtos apresentavam divergências sobre os originais, incluindo a ausência da embalagem externa e a inscrição em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que indica destinação exclusiva a licitações.

A proibição abrange as Tiras Accu-Chek Active com 50 unidades e o Kit Tiras Medidor de Glicemia Accu-Chek Active com 100 unidades. Além de impedir a venda, a resolução proíbe a distribuição, a importação e o uso dos itens identificados como falsificados. Até a tarde desta quinta-feira (22), os produtos ainda estavam disponíveis na Amazon.

Diário do Poder

 

Analista de segurança aponta caminhos para a retomada dos territórios dominados pelo narco terrorismo

Em entrevista exclusiva à Revista A Verdade, o policial e analista de segurança pública Davidson Abreu traça um diagnóstico duro da segurança no Brasil. Para ele, o crime organizado se tornou o principal desafio estrutural do país, alimentado por décadas de abandono político, normalização de absurdos e interferências no sistema de Justiça. Otimista com a possibilidade de um governo de Flávio Bolsonaro, Abreu defende medidas de impacto simbólico imediato, mas alerta para a necessidade de ações permanentes e estruturais. A conversa aborda desde a classificação de facções como narco terroristas até a retomada de territórios sob domínio do crime, confira:

Revista A Verdade: Na sua avaliação, quais são hoje os três maiores desafios estruturais da segurança pública no Brasil? Por que esses problemas se agravaram nos últimos anos?

Davidson Abreu:

O crime organizado é, com certeza, o maior desafio. Em seguida, a necessidade de uma alteração drástica da Lei de Execução Penal. E outra coisa de que poucos falam: o aparelhamento da esquerda nos tribunais. Juízes causam muita insegurança jurídica. Criou-se uma liberdade excessiva na interpretação das leis. É comum o advogado saber qual vara terá melhor possibilidade de resultado, independentemente da matéria. Esses problemas se agravam há décadas, devido ao abandono das questões de segurança pública e à normalização dos absurdos por políticos, imprensa e pela própria sociedade.

Revista A Verdade: Com a possível eleição de Flávio Bolsonaro, qual a sua expectativa realista sobre mudanças concretas na segurança pública?

Davidson Abreu:

Estou muito otimista com um possível governo de Flávio. Ele colocou o recém-eleito Guilherme Derrite na vanguarda. Conheço o futuro senador: além de competente, é empenhado e técnico no assunto.

O primeiro impacto das propostas é mostrar que o clima mudou. Isso dá grande incentivo às forças de segurança e um recado claro aos criminosos. Acredito que a medida com retorno mais rápido seja a classificação das organizações criminosas como terroristas, alinhada ao Escudo das Américas. A redução da maioridade penal e a criação de novas vagas em presídios serão importantes, mas terão efeito mais demorado.

Revista A Verdade: O que deve ser prioritário no curto prazo (primeiros 100 dias ou primeiro ano) de um novo governo em matéria de segurança pública?

Davidson Abreu:

Os primeiros 100 dias são muito importantes. Primeiro, o presidente deve tomar as medidas administrativas e as que podem ser feitas por decreto, sem necessidade do Congresso. Em seguida, avançar com as medidas mais polêmicas, aproveitando o novo momento político, em que a aprovação fica mais fácil.

Revista A Verdade: Declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas facilita operações, muda o regime penal e a cooperação internacional?

Davidson Abreu:

Talvez o melhor da classificação como terroristas seja justamente a cooperação internacional. Mas é preciso ter cuidado. Assim que ficar mais difícil o tráfico internacional, vai aumentar o tráfico interno. Isso tem de ser previsto e enfrentado.

Revista A Verdade: Na prática policial diária, o que mais atrapalha o combate ao crime organizado: falta de integração entre forças, superlotação carcerária, legislação permissiva, ou a infiltração em mercados legais e no sistema financeiro?

Davidson Abreu:

O que mais atrapalha o serviço policial é a falta de interesse real em combater o crime organizado. É impossível o crime chegar a esse nível sem a conivência ou a indiferença do Estado. Tudo aqui funciona mal. O sistema carcerário, por incrível que pareça, só não está pior por causa do próprio crime organizado, que domina os presídios.

Nosso sistema de polícia é confuso, não existe em nenhum outro lugar do mundo e gera retrabalho. Dá-se mais ênfase ao policiamento ostensivo do que ao investigativo. A Polícia Civil, na minha opinião, não deveria ter nenhuma viatura caracterizada. E a PM não deveria precisar de intermediário para conduzir uma prisão. As leis são ineficazes e permissivas. Isso tudo faz do Brasil um terreno fértil para todos os tipos de crime.

O governo federal sempre se ausentou do tema. Quando Lula se interessou, foi para centralizar o poder — ideia que considero a mais perigosa para a segurança pública. O governo federal deve alterar as leis, fiscalizar fronteiras, adotar tecnologias, criar um verdadeiro banco de dados criminais e de DNA, além de um sistema cooperativo e integrado de inteligência.

Revista A Verdade: Se Flávio Bolsonaro for eleito, quais medidas prioritárias você recomendaria para retomar territórios dominados por facções e reduzir a sensação de insegurança da população, sem repetir erros de políticas anteriores?

Davidson Abreu:

Os erros do passado, em geral, foram eleitoreiros. O maior exemplo é o Rio de Janeiro. Lá podemos aplicar a Teoria do Espaço Defensável: os locais não permitem a defesa do Estado; pelo contrário. O Estado é totalmente ausente, não só na segurança pública. Trata-se de um verdadeiro problema de soberania, e não da narrativa do atual governo. Imagine uma cidade de 100 mil habitantes sem nenhuma viatura patrulhando. É o que ocorre em várias áreas do RJ.

A primeira providência é tomar o espaço e permanecer nele. Um local de cada vez. Deve ser um programa de Estado, não de governo, que prossiga de forma ininterrupta. É preciso quebrar a cultura do crime nesses locais. Incursões são apenas paliativos. Na verdade, o ideal seria que parte dessas áreas fossem desocupadas e, se possível, reordenadas.

Essa é uma matéria da Revista A Verdade

 

PGR garante sigilo das vistas de Vorcaro e Viviane de Moraes ao Senado e impede ações da PF

Segundo Paulo Gonet, procurador-geral da República, a ação de análise não deve ser de competência do STF. A Procuradora-Geral da República (PGR) se manifestou em favor de manter em sigilo os dados sobre visitas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes (STF), ao Senado Federal. O pedido foi deferido pelo ministro da Corte, Luiz Fux. Segundo Paulo Gonet, procurador-geral da República, a ação de análise não deve ser de competência do STF.

“Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, afasta sua legitimidade ativa e, por conseguinte, o cabimento do mandado de segurança. O parecer é por que a ordem seja denegada”, defendeu Gonet em sua manifestação ao Supremo.

O caso chegou ao STF após um pedido do vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo-PR), solicitando o acesso às informações de entradas e saídas de pessoas a gabinetes no Senado Federal. Os nomes presentes para obter os dados estavam o de Viviane Barci e o do banqueiro mineiro.

Junto deles estvam também o de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

A ação foi inicialmente movida por Kilter na Justiça Federal do Paraná, após o Senado negar o acesso aos dados via LAI (Lei de Acesso à Informação). No entanto, como o vereador apontou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o responsável no processo judicial, o caso foi enviado ao STF. No parecer da PGR, Gonet defendeu que o vereador não conseguiu justificar seu direito e necessidade de acessar os dados. Além disso, segundo o procurador-geral, o impetrado na ação – no caso, o senador Davi Alcolumbre – não teve “conduta atribuída” em relação ao pedido.

Diário do Poder

 

Deltan Dallagnol acusa Lula de mentir sobre sigilos e aos dados do Instituto Lula, Lulinha e Vorcaro

Ele afirma que Lula mentiu de novo e que nada entregou ao TSE. O senador eleito pelo Paraná e ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou em vídeo nesta quinta-feira (22) que a campanha de Lula (PT) tentou dar um “golpe” ao restringir o alcance da quebra de sigilos bancário, fiscal e de cartão corporativo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, o objetivo seria esconder dados do Instituto Lula, do empresário Daniel Vorcaro (do Banco Master) e da empresa do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele relata ter ido à Corte Eleitoral no dia em que Lula deveria entregar as autorizações para o levantamento dos sigilos, mas afirma que “não entregou nada” e “mais uma vez mentiu e quebrou a promessa”. Segundo o ex-procurador, a proposta apresentada tentava renovar os compromissos de abertura, porém com restrições que excluiriam o Instituto Lula, dados relativos a Vorcaro e informações essenciais para “abrir a transparência da caixa-preta de Lula”.

Dallagnol diz que advogados da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) perceberam a manobra e fizeram anotações manuscritas no documento para deixar claro que o levantamento do sigilo seria total. Ele destaca que Flávio Bolsonaro concordou com a abertura integral e que, após a identificação do que chama de “golpe”, forçaram os advogados de Lula a assinar. “O Brasil vai conhecer a verdade até hoje à noite”, afirma, acrescentando que todos devem reunir instrumentos e procurações para que o sigilo seja efetivamente levantado. No vídeo, Dallagnol projeta que os documentos revelarão “mais daquilo que a gente viu na Lava Jato: corrupção, desvios, gente fazendo coisa errada”. Ele finaliza lembrando o histórico da operação: “A última vez que eu vi os documentos, o sigilo do Lula, ele foi acabar na cadeia”.

A publicação de Dallagnol, que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (número 22), pede o compartilhamento do vídeo e o voto no candidato do PL. O episódio ocorre no contexto do “desafio dos sigilos” entre as campanhas no segundo turno das eleições de 2026. Na mesma data, representantes de Lula e Flávio assinaram no TSE uma petição conjunta autorizando a abertura total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos, familiares e empresas associadas — incluindo, no caso de Lula, o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras. A efetivação da divulgação dos dados ainda depende de decisão do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Dallagnol foi escalado pela campanha de Flávio para analisar a completude e o conteúdo dos documentos apresentados pela equipe petista. A fala do ex-procurador repercute o clima de acirramento na reta final da disputa eleitoral, marcada por acusações mútuas de falta de transparência.

Diário do Poder

 

Faixa em frente ao Palácio Real na Espanha pergunta: “Quem paga” o estilo de vida de Lulinha

Banner é mostrado diante do Palácio Real na Espanha, em alusão a vida de milionário do filho de Lula na Espanha. Ele é alvo de três inquéritos na PF. Um vídeo divulgado nesta quinta-feira (22) mostra uma faixa com a pergunta “Who’s paying for Lulinha’s lifestyle?” (“Quem paga o estilo de vida do Lulinha?”) diante do Palácio Real, em Madri. Uma faixa com o rosto do filho do presidente é exibida em um dos cartões-postais da capital espanhola, a três dias do segundo turno, enquanto Fábio Luís Lula da Silva, que mora na cidade, enfrenta três inquéritos da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência no governo do próprio pai, Lula (PT). Nas imagens, duas pessoas seguram a faixa enquanto turistas passam pela praça. O Diário do Poder não localizou outro registro do ato nem confirmou quem o organizou.

Três inquéritos

Lulinha é investigado em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de tráfico de influência no governo federal. Não é réu em nenhum deles. Dois têm relatoria do ministro André Mendonça:

Ministério da Saúde: apura se ele favoreceu a empresa do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em contratos de cannabis medicinal.

Dataprev: investiga se ele atuou em benefício da empresa de tecnologia 3Structure IT.

O terceiro, sob sigilo, é relatado pelo ministro Flávio Dino e também atinge Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

Na terça-feira (20), a Polícia Federal (PF) pediu mais tempo para concluir as apurações. O prazo inicial de 60 dias venceu em 2 de outubro, e, segundo a corporação, ainda há diligências em andamento com o Ministério da Saúde e a Dataprev. 

O que diz o vídeo

Dirigindo-se a “espanhóis e latinos”, o homem que fala se apresenta como “brasileiro, exilado político” e afirma ter “dois mandados de detenção” no país. Diz ainda ter sido “torturado em prisões” e “detido três vezes”. Sobre Lula, afirma: “Este é o filho do presidente Lula da Silva, do meu país, o mais corrupto do mundo. Roubou aos reformados [aposentados] 600 milhões de euros e o seu filho está agora aqui a viver em Madrid, em La Moraleja.” Ele diz também que forma “um escudo a partir das Américas para combater o narcotráfico” e encerra com a frase “a liberdade é mais importante do que a própria vida”.

A vida em Madri

Lulinha mora na capital espanhola. O salário do filho do petista é avaliado em € 5.800 mensais (cerca de R$ 34,8 mil) o custo do apartamento de cerca de 250 m² em La Moraleja e calculou que seria necessária renda de € 17.400 por mês para locá-lo, pelo critério usual do mercado.

Diário do Poder