Carga tributária elevada do governo Lula leva Empresas fugirem do Brasil para o Paraguai

Enquanto o governo brasileiro fala em reindustrialização, parte da indústria real está fazendo as malas — e atravessando a fronteira. O caso mais recente é o do Grupo Dass, fabricante de produtos para marcas globais como Nike e Adidas, que iniciou operação no Paraguai por meio da Dasstex, em parceria com a Texcin. O investimento previsto é de US$ 40 milhões e deve gerar mais de 600 empregos diretos no país vizinho. 

A Lupo também entrou nesse movimento. A fábrica em Ciudad del Este recebeu investimento superior a R$ 30 milhões, tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano e gera cerca de 110 empregos diretos no Paraguai. O problema não é o Paraguai crescer. O problema é o Brasil criar um ambiente tão caro, complexo e hostil que empresas brasileiras passam a encontrar mais racionalidade econômica fora do próprio país. Segundo levantamento citado pelo Poder360, 232 empresas brasileiras já atuam no regime de maquila no Paraguai desde 2007. Elas representam cerca de 70% das mais de 320 empresas estrangeiras instaladas nesse modelo. 

A diferença está no custo. No Paraguai, empresas sob o regime de maquila pagam, em média, cerca de 12% entre impostos e encargos. No Brasil, esse custo pode chegar perto de 80%, considerando tributos e encargos trabalhistas. O resultado é direto: o emprego que poderia ser criado no Brasil passa a ser criado fora. As empresas brasileiras instaladas no regime paraguaio já empregam cerca de 25 mil pessoas no Paraguai. 

No setor têxtil, o movimento é ainda mais evidente. Das 232 maquiladoras brasileiras no Paraguai, 89 são do setor de confecção e tecidos — justamente uma área intensiva em mão de obra. Ou seja: não é apenas uma disputa tributária. É uma disputa por fábrica, salário, arrecadação e cadeia produtiva. Quando uma empresa leva parte da produção para fora, o Brasil perde em várias frentes: deixa de arrecadar sobre a atividade produtiva, reduz a geração de empregos industriais, enfraquece fornecedores locais e empurra trabalhadores para um mercado cada vez mais pressionado. O discurso oficial fala em indústria forte. Mas a realidade mostra empresários buscando sobrevivência onde há menos imposto, menos burocracia, energia mais barata e regras mais previsíveis. A ironia é amarga: o Brasil forma empresas, cria marcas, desenvolve mercado consumidor — e depois assiste ao Paraguai colher os empregos. Empresário não muda de país por hobby. Muda quando a conta deixa de fechar. E hoje, para muita gente que produz, a conta brasileira simplesmente não fecha.

Jornal da Cidade Online

 

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