Cadê os defensores da cultura, que se omitem a esculhambação em frente ao Liceu Maranhense

Por inúmeras vezes já me referi aqui, sobre a verdadeira esculhambação existente na frente e em uma lateral do tradicional e histórico colégio Liceu Maranhense. A ocupação pelo pessoal do mercado informal não é decorrente de ação irresponsável, mas consentida, que de temporária passou por um tempo exagerado, iniciada na administração municipal anterior e pelo visto também passará pela atual. Infelizmente se trata de uma omissão das autoridades e daquelas que deveriam exercer a fiscalização e o controle do aspecto urbanístico da cidade.

Quando das reformas das praças Deodoro e Phanteon, o pessoal do comércio informal foi colocado na frente e na lateral do Liceu, pela prefeitura de São Luís, através de um acordo com Iphan para a facilitação das obras dos dois logradouros. A informação passada aos pequenos comerciantes era de que durante o período das obras, o poder público iria encontrar um local adequado para colocá-los, em que houvesse movimento e tráfego de coletivos nas imediações, mas tudo não passou de conversa.

O prefeito anterior deixou o cargo sem nenhuma satisfação ou pelo menos promessa de algum lugar para eles se estabelecerem. O atual segue o mesmo caminho, inclusive não tem procurado dialogar com as pessoas, que estão instaladas no local por orientação da Prefeitura de São Luís e pelo visto o problema deve ser deixado para a próxima administração municipal, muito embora tenha deixado bem claro de que tem consciência da irresponsabilidade, quando faz a poda das árvores do local.

O que estamos assistindo é uma total falta de respeito aspecto urbanístico da cidade e a omissão dos órgãos de controle e de fiscalização. O Liceu Maranhense é uma referência estadual de ensino com quase um século é que em toda a área é a única que resistiu por ser pública e que continua funcionando com ensino de qualidade. As demais da área da praça Deodoro e imediações, que eram particulares desapareceram. É bom lembrar os colégios Rosa Castro, que hoje abriga o setor de administração do Sesc; O Ateneu é hoje uma unidade do Ceuma; o Colégio São Luís, na rua Rio Branco é um prédio comercial e o Dom Bosco, na rua do Passeio, que passou por um processo avançado de crescimento e hoje funciona na área do Renascença.

                      A verdade é que muita gente que estudou no Liceu Maranhense vê com bastante indignação, que o estabelecimento vem sendo ofuscado e a indiferença das autoridades, dentre as quais os parlamentos municipal e estadual, sem falarmos nas instituições que dizem defender a memória cultural de São Luís.

                      Um registro que faço aqui é que enquanto não houver uma atitude de respeito ao Liceu Maranhense e a cidade de São Luís, continuaremos fazendo denúncias semelhantes, até que os gestores públicos criem vergonha e assumam as suas responsabilidades.

Fonte: AFD

 

 

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *