A indicação das autoridades sanitárias de que bares e restaurantes são os grandes responsáveis por aglomerações e disseminadores da contaminação da covid-19, leva a categoria comercial a viver a iminência de uma grande quebradeira. Quem não tiver suporte extra e se arriscar com empréstimos neste período da pandemia, também não deve escapar de perdas incalculáveis. É uma realidade que está entre as mais sérias dos que estão vivendo dificuldades e que não têm a mínima sinalização do que será o amanhã.
Na primeira onda da covid-19, donos de bares e restaurantes demitiram mais de mil empregados e não conseguiram se reabilitar para honrar compromissos financeiros, quando novamente são vistos como responsáveis por aglomerações e contaminadores do vírus. Estive, ontem conversando com alguns proprietários de bares e restaurantes, os quais se mostram bastante indignados com as autoridades sanitárias, que simplesmente apontaram para eles como a causa principal de expansão da doença.
Eles salientam que as autoridades sanitárias e o governo não estão com a visão sensata para verem a rua Grande sempre cheia, as filas de bancos em que não há a mínima prevenção, nos terminais e paradas de coletivos e os ônibus circulando lotados, em que grande parte das pessoas estão sem mascaras. Agora se imputar aos bares e restaurantes responsabilidades maiores e diferenciadas não são corretas.
Um pequeno restaurante com capital giro da renda diária, em que a perda de um dia de vendas desestrutura o negócio e o auxílio do governo do Estado de mil reais não dá para pagar o salário de um. A verdade é muito dura, uma vez que com a perda de renda da maioria da clientela, já vinham operando praticamente no vermelho, esperando por uma melhora, quando são surpreendidos com a dura restrição.
Pelo que se informa nos últimos dias já seriam mais de 5 mil demissões em bares e restaurantes e um número considerável dos estabelecimentos não voltará a funcionar por falta de condições dos seus proprietários. Lamentável sob todos os aspectos é que tem crescido o número de pessoas passando fome e que precisam sair em busca do sustento das suas famílias, serem aconselhadas a ficar em casa pelo Governo do Estado, que não lhes dá um pão para matar a fome da família. É muita crueldade e tripudiar com a miséria alheia, me afirmou um pequeno empresário.
Fonte; AFD