Arthur Lira deu um balde furado para Lula e vai vender água de acordo com emendas bilionárias e cargos

Nem tudo é notícia ruim por aqui. O dólar caiu pela ação do Federal Reserve de pausar a elevação dos juros básicos dos americanos, e isso pode trazer um certo alívio de mercado para os brasileiros. Infelizmente, para quem não tem tanto interesse em economia e política, a melhora na percepção de consumo pode ser sentida como impacto das ações de Haddad, mesmo com o setor de serviços, tendo prejuízo notável. O fato é que se Lula realmente tivesse um plano de governo, ele teria respostas melhores para tantas complicações de articulação e até um relacionamento melhor com o Congresso.

Lira deu um balde furado para o presidente, e só vai vender água, conforme recebe emendas e cargos. Para quem não acredita na queda de Daniela nas próximas semanas, digo mais, outras pastas vão para o Centrão, e isso vai trazer mais desavenças das alas radicais, que perderam postos no governo e desembarcam aos poucos do apoio ao Planalto.

Sobre a CPMI, o último Tuite de Arthur Maia pode ter empolgado muita gente, mais ainda não vejo como sinalização de que o general Gonçalves Dias e outros serão convocados.

Na verdade, o presidente da comissão já sente a pressão dos últimos dias, por isso escreveu que iria pautar os nomes novamente, porém, se o colegiado mantiver os votos anteriores, é só uma maneira dele dizer que fez o possível, e validar a decisão de não convocar, legitimando a decisão do plenário da CPMI.

Não que alguns parlamentares não mudem seu voto, mas o ideal seria ele pedir a convocação de ofício, já que não é vedada a ele a prerrogativa.

Ainda existem dúvidas se até isso seria efetivo, até por uma resposta do STF, sobre a convocação por esse meio.

Não acompanhem somente a CPMI do dia oito, mas olhem também a CPI das ONGs e a do MST. Muito material importante vai ser revelado nessas duas comissões nas próximas semanas, que pode realmente intensificar a crise de governabilidade da gestão atual.

Uma crise cheia de nuances, que parece não querer terminar tão cedo.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

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