Ana Hickmann, apresentadora da Record, denunciou seu marido, Alexandre Correa, por supostamente desviar cerca de R$ 25 milhões de empresas do casal e falsificar suas assinaturas. Correa nega as acusações e buscou habeas corpus para interromper a investigação policial.
O inquérito, iniciado em 29 de novembro pela delegada Marcia Pereira Cruz, foi baseado em uma notícia-crime dos advogados de Hickmann. Esta notícia-crime também acusa Correa de agressão física e tentativa de intimidação para prevenir a denúncia de desvios e fraudes.
Os advogados de Hickmann alegam que ela descobriu as irregularidades após crises de pânico e ansiedade causadas pelo comportamento de Correa, evidenciando uma crise conjugal iniciada no começo do ano devido a problemas financeiros. O documento menciona uma briga do casal em novembro, na residência em Itu, e relata a descoberta de vários documentos suspeitos por Hickmann, o que teria motivado as acusações.
A promotora Mariane Monteiro Schmid solicitou investigação policial para identificar os crimes, com perícia nos cheques e contratos fornecidos. Enio Martins Murad, advogado de Correa, sustenta que Hickmann estava ciente e assinou todos os contratos de empréstimo e argumenta que a crise empresarial do casal foi exacerbada pela pandemia, quando Correa estava em tratamento de câncer e a marca Ana Hickmann se expandiu excessivamente. Murad também questiona a validade legal das acusações de crime patrimonial entre cônjuges, com base no Código Penal.
A defesa de Correa requereu o arquivamento das investigações por falta de justa causa penal, afirmando que todos os recursos financeiros captados foram devidamente contabilizados e estão à disposição das autoridades.
Jornal da Cidade Online