O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de ontem (31) que não tem planos de se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado pelo presidente Lula (PT) nas eleições. Ressaltou, porém, que Flávio pode permanecer no país “pelo tempo que quiser”.
Não tenho planos de me reunir com ele, mas ele foi tratado de forma mesquinha. A eleição [no Brasil] foi uma desgraça, na minha opinião. Ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
A declaração do republicano ocorreu durante a festa anual de Halloween realizada no clube privado Mar-a-Lago, na Flórida. Durante a semana, Trump já havia usado o termo “desgraça” para criticar as eleições presidenciais no Brasil. Na ocasião, afirmou que conversaria com o presidente Lula a respeito.
EUA negam ajuda em fuga
Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo Trump não facilitou a fuga de Flávio para o país. “Nós não facilitamos nada”, afirmou. A declaração foi dada após ser questionado sobre o assunto por um jornalista durante uma coletiva de imprensa na cúpula do G20, em Atlanta, no estado da Geórgia.
O alto funcionário argumentou que o governo de Donald Trump não esteve envolvido em nenhum dos arranjos do plano do brasileiro. “O governo dos EUA não estava envolvido diretamente, em qualquer um dos movimentos que foram feitos. Mas o presidente deixou claro que, se ele chegasse a uma alfândega dos EUA, receberia aval para entrar e ele recebeu”, relatou.
Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Encontro em dezembro
Marco Rubio e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, conversaram brevemente na noite de sexta-feira (30), em Atlanta, durante um coquetel do G-20 e acertaram uma reunião bilateral presencial entre os dois para acontecer antes do encontro dos presidentes dos dois países, em 15 de dezembro, em Doral, na Flórida, noticiou a colunista do UOL Mariana Sanches. O governo brasileiro evita fazer do tema uma questão bilateral e trabalha para resolver as pendências na relação entre os dois países, como a parceria em crime organizado e a questão tarifária. A ideia é que a reunião acertada para acontecer nos próximos 45 dias seja estruturada o suficiente para tratar dos assuntos prioritários e municiar os presidentes em um possível encontro bilateral às margens do encontro de líderes do G-20 em dezembro.
Fonte: UOL NOTÍCIAS