São cada vez mais dolorosas as cenas de mães fazendo apelos em defesa da vida de crianças internadas precariamente no Hospital da Criança, de responsabilidade da Prefeitura de São Luís. A maioria corre risco de vida por falta de UTI neonatal e ficam à mercê de uma possível transferência para uma outras unidade pública, uma vez que a unidade é altamente precária e sem perspectivas de melhoria.
A Defensoria Pública tem procurado fazer a sua parte, tendo conseguido em inúmeras vezes, decisões judiciais que determinam a transferência das crianças para outros locais da rede pública, mas infelizmente os gestores públicos simplesmente elas são ignoradas e a esculhambação continua com a banalização da vida de crianças pobres em que os seus direitos à saúde são vergonhosamente desrespeitados.
O Hospital da Criança na avenida dos Franceses, que teve denuncias feitas pelo Ministério Público, decisões da Vara dos Interesses Difusos e Coletivos, mas os governos municipal e estadual não tiveram a devida responsabilidade para acatar decisões judiciais. O desrespeito a mandados, e a justiça não fazer valer a lei, também assumiu responsabilidade na banalização da vida de crianças.
Os governos Edivaldo Holanda Junior e Flavio Dino, que chegaram a firmar termo de ajuste de conduta com o Ministério Público da Saúde, nunca honraram, o que mostra que três andares do prédio continuam totalmente abandonados. O doloroso sob todos os aspectos é se ver clamores de mães pedindo pela vida dos filhos e a indiferença dos gestores públicos, mostrando claramente não ter um mínimo de respeito a vida, que com a omissão com certeza vão morrer por falta de um mínimo de compromisso com o direito a saúde de seres humanos inocentes e dor e sofrimento dos seus pais.
Neste momento, em que pobres humildes lutam em busca de direitos, não se vê nenhum político se manifestar para pelo menos ver a realidade. Cadê os vereadores de São Luís, que se dizem defensores da saúde? São verdadeiros hipócritas, que tentam enganar a população.
Fonte: AFD